[Cantinho Literário] Fanzine – Informação e entretenimento de um jeito livre e sem regras

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Salve salve tripulação d’O Barquinho Cultural, hoje é dia de literatura e dia de falarmos sobre fanzines, vamos explicar para vocês o que é uma fanzine, como ele é feito e o que contém editoração prática e simples de fazer e ler, pois não tem regras para editar um.

O fanzine (ou zine para os íntimos) é toda publicação feita pelo fã, seu nome vem da contração de duas palavras inglesas e significa literalmente “revista do fã” (fanatic magazine), alguns estudiosos do assunto consideram fanzine somente a publicação que traz textos, informações, matérias sobre algum assunto.

Quando a publicação traz produção artística inédita seria chamada revista alternativa. No entanto, o termo fanzine se disseminou de tal forma que hoje engloba todo tipo de publicação que tenha caráter amador, que seja feita sem intenção de lucro, pela simples paixão pelo assunto enfocado.

As publicações que trazem textos diversos, histórias em quadrinhos , reprodução de HQ’s antigas, poesias, divulgação de bandas independentes, contos, colagens, experimentações gráficas, enfim, tudo que o editor julgar interessante e o resultado da iniciativa e esforço de pessoas que se propõem a veicular produções artísticas ou informações sobre elas, que possam ser reproduzidas e enviadas a outras pessoas, fora das estruturas comerciais de produção cultural.

Mas o que todos eles têm em comum é o fato de não serem distribuídos em bancas ou livrarias e de terem tiragens limitadas. Isto é: os fanzines são raros. Somado com o fato do seu conteúdo ser exclusivo (você não encontra em mais nenhum outro lugar), o fanzine acaba se tornando especial.

Os fanzineiros, como são chamados quem monta fanzines, aborda informações de sua especialidade, pois o tema abordado, praticamente nos fanzines sobre qualquer tema que você puder imaginar, como ficção-científica, música, literatura, culinária, aeronaves, e inúmeros outros, abordados sob as mais diversas
formas como contos, poesias, documentários, quadrinhos e entre outros.

Fanzines

Esses fanzineiros fazem reuniões com outros apaixonados por essa editoração, para trocarem ideias, informações e figurinhas sobre os fanzines, essas feiras reúnem fanzineiros de diversas regiões do país, divulgando seus trabalhos e também comercializando as suas publicações, já que não há ‘zine’ em bancas de jornais ou livrarias. Mas geralmente acontecem dentro de convenções temáticas, que está atraindo cada vez mais leitores no país.

Mas os fanzines é resultado da iniciativa e esforço de pessoas que se propõem a veicular produções artísticas ou informações sobre elas, que possam ser reproduzidas e enviadas a outras pessoas, fora das estruturas comerciais de produção cultural.

Assista abaixo um vídeo de como montar um fanzine:

 

Por Priscila Visconti (preparando novidades em versão ‘zine’, pra nossa tripulação)

[Cantinho Literário] Primeiro poema de Machado de Assis, é descoberto em registros digitais

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Todo mundo conhece o grande escritor brasileiro, que foi do movimento realista, Machado de Assis, que tem diversos livros, textos e poemas, que já popularizou na história do Brasil, principalmente os livros “Dom Casmurro”, “Helena” e o clássico, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, que além de virar filme, mas há outras obras, que estão sempre presente todo ano nos vestibulares.

Mas por muitos anos pesquisadores estudaram a vida e a obra de Joaquim Maria Machado de Assis, ou Machado de Assis, ou para os íntimos, Machadão, na verdade isso é só para redação aqui d’O Barquinho Cultural.

Essa obra do Machado de Assis, tem 76 versos colocados em nove estrofes irregulares, e foi publicado no jornal, Correio Mercantil, em 9 de setembro de 1856, intitulado de “O Grito do Ipiranga”, que passou despercebido durante anos.

Este poema não apresenta a qualidade de outras obras do autor, pois na época que foi escrito, Machado de Assis era apenas um adolescente de 17 anos, porém faz parte importante para estar presente em sua biografia.

Mas que infelizmente ainda não é possível achar o texto por aí na internet ou na biblioteca, pois faz pouco tempo que o texto foi encontrado, por isso não fez parte das últimas coletâneas poéticas de Machado de Assis, como “Toda Poesia” e “A Poesia Completa”.

Vejam abaixo uma Scanner do poema perdido de Machado de Assis, que esse a gente custou para encontrar, pois só encontrávamos o jornal inteiro e não só o poema em si, mas confira abaixo o poema “O Grito do Ipiranga”:

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(Pois como disse um dia, minha professora de literatura do 2º ano do Ensino Médio que tomaria uma cerveja gelada com o Machado de Assis, pois bem, eu também tomaria não só uma, mas várias cervejas com o Machadão, pois ele realmente é espetacular e sua obra nunca será ultrapassada).

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Zuenir Ventura na Acadêmia Brasileira de Letras

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Na última sexta-feira (6), a cadeira de número 32, da Acadêmia Brasileira de Letras (ABL), voltou a ser ocupada, pelo jornalista e escritor, Zuenir Ventura, de 83 anos, a vaga antes pertencia ao paraíbano Ariano Suassuna, que faleceu em julho de 2014, que agora passa a ter a posse de um mineiro, que já fez e ainda faz muito pelo jornalismo brasileiro.

A cadeira 32 tem como fundador o jornalista, professor e poeta Carlos de Laet e tem como patrono o poeta, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo Araújo Porto-Alegre. Depois foi ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna.

1425691940014Em seu discurso de posse, Ventura fez uma relação entre a chegada dele à ABL e a de Ariano Suassuna e da emoção de se tornar um imortal. “No seu discurso de posse em 9 de agosto de 1990, Ariano revelou que, desde menino, sabia que um dia chegaria aqui como imortal, ao contrário de mim, que jamais sonhei em alcançar essa glória. Pode-se então imaginar a emoção deste filho e ajudante de um pintor de parede, em estar sendo acolhido neste templo do saber com tanta estima e consideração.”

Zuenir Ventura é casado com Mary Ventura há 51, tem um casal de filhos, Elisa e Mauro, é bacharel e licenciado em letras neolatinas,
jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e agora será imortalizado pela ABL, ocupando a cadeira número 32.

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Parabéns Zuenir Ventura, que outros jornalistas, letrados, escritores e poetas, também sejam reconhecidos como você foi, pela Acadêmia Brasileira de Letras (ABL), pois isso é um fato marcante não só para história das Letras, mas também de todo o Brasil.

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Tá tá tá… Professor Jirafales lança autobiografia contando sua trajetória no seriado Chaves

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Tá tá tá… Quem não se lembra do bordão mais famoso do Mestre Linguiça, quer dizer do Professor Jirafales? Todo mundo ainda ri e se diverti com toda a turma do Chaves e também com as aventuras atrapalhadas do super-herói latino Chapolin Colorado.

O professor mais querido de todo mundo, não, não é a Professora Helena do Carrossel, como muitos pensam, mas sim o trilho em pé do Professor Jirafales, lançou no dia 29 de janeiro deste ano de 2015, dois meses depois da morte do criador dos personagens mais queridos, o mestre Chespirito, lançando sua autobiografia pela editora Planeta, contando um pouco de seu personagem, de como ele conheceu Bolaños e também de sua convivência com todos os atores na série.

portada_despues-de-ustedNa autobiografia de 284 páginas, o “professor mais querido da América Latina” fala de suas origens como ator, de como conheceu Chespirito, criador do programa – e das divisões que surgiram no elenco, que à distância qualifica como “diferenças de família”.

No livro, o Professor Girafales, que vive sua aposentadoria na cidade de Puerto Vallarta, na costa do Pacífico, relata que se inspirou em um “velho e querido professor do ensino secundário” para encarnar seu personagem.

Aguirre lembra com carinho os atores de Chaves, exceto Florinda Meza, a viúva de Bolaños. Ele a descreve como uma mulher ciumenta”, que tinha “encantado” o ator e produtor, falecido no ano passado, e evitava lhe passar as ligações telefônicas.

Aguirre, de 80 anos, foi narrador de touradas e locutor antes de ser famoso. Conta que quando apareceu pela primeira vez na televisão, o diretor do canal em que ele trabalha lhe disse que era “grotesco” com suas mãos enormes e uma estatura de 1,95m.

Nas memórias, em que publica fotos de diferentes fases de sua vida, o ator diz que nunca lhe custou trabalho interpretar ao professor Girafales. “Não me deu trabalho porque sou como ele: vaidoso, brega, romântico e sonhador. Eu sou exatamente como é Girafales.”

A frase “Depois de você”, que dá nome à memória vem do diálogo que teve o maior professor e Dona Florinda na série quando ela o convidou para ir a sua casa para tomar uma xícara de café.

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Mais informações:
Después de usted – Rubén Aguirre (Professor Jirafales)
Tamanho: 4247 KB
Número de páginas: 218 pages
Editorial Planeta – Mexico (January 29, 2015)
Idioma: Espanhol

Para comprar o livro do Professor Jirafes, clique aqui;

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] A Literatura Nacional ainda vive nas mãos de Marcelino Freire

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Essa semana vamos falar de autores nacionais, mas não pensem que iremos parar de falar dos novos escritores, só estamos mudando a pauta, porque estamos buscando novos talentos da literatura brasileira. Mas, enquanto caçamos por novidades, vamos falar um pouco sobre os escritores já conhecidos no meio literário, como o escritor pernambucano Marcelino Freire, que já ganhou alguns prêmios e tem vários livros e textos publicados.

Marcelino Juvêncio Freire, esse é seu nome completo, nasceu em Sertânia, estado de Pernambuco, não menosprezando os escritores de outros estados, mas lá pelo nordeste saem grandes autores, uma prova disso é o poeta e escritor Ariano Suassuna, que faleceu no ano passado, mas vamos voltar ao Marcelino, já que ele é o foco aqui, pois se formos falar do Ariano, iremos falar por horas e horas, só rasgando seda à ele.

Marcelino já participou juntamente com artistas plásticos e escritores Adrienne Myrtes, Denis Maerlant, Jobalo, Pedro Paulo Rodrigues e Regi So Ares, do grupo POETAS HUMANOS, fundamental para sua formação artística.

Na década de 80, Freire inicia o curso de Letras na Universidade Católica de Pernambuco, mas não concluí, no ano de 1989, frequenta a oficina literária do escritor Raimundo Carrero e dois anos depois, foi premiado pelo governo do Estado de Pernambuco.

Então decide mudar-se para a cidade de São Paulo em 1991 e publica, de forma independente, seus dois primeiros livros: AcRústico, de 1995 e EraOdito, de 1998. Em 2000, publica o livro de contos Angu de Sangue, no ano de 2002, Marcelino idealizou e editou a Coleção 5 Minutinhos, inaugurando com ela o selo eraOdito editOra.

Marcelino é um dos editores da PS:SP, revista de prosa lançada em maio de 2003, e um dos contistas em destaque nas antologias Geração 90 (2001) e Os Transgressores (2003), publicadas pela Boitempo Editorial.

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Confira abaixo as publicações e premiações do escritor Marcelino Freire:

Livros publicados
EraOdito (aforismos, 2ª edição, 2002)
Angu de Sangue (contos, Ateliê Editorial, 2000)
BaléRalé (contos, Ateliê Editorial, 2003)
Contos Negreiros (contos, Editora Record, 2005)
Rasif – Mar que Arrebenta (contos, Editora Edith, 2008)
Amar é crime (contos, Editora Edith, 2010)
Nossos ossos (romance, Editora Record, 2013)

Antologias publicadas no exterior
Je suis favela (Editora Anacaona, França, 2011).
Je suis toujours favela (Editora Anacaona, França, 2013).

Prêmios
Prêmio Jabuti de Literatura, em 2006, na categoria contos pela obra Contos Negreiros (contos, 2005).
Prêmio Jabuti de Literatura, em 2014, na categoria romance por Nossos ossos (Editora Record, 2013).

Ligações externas
Enciclopédia Itau Cultural de Literatura Brasileira. Marcelino Freire (1967)
Página de Marcelino Freire
Biografia do Marcelino Freire, Editora Anacaona (em francês)

Mais informações sobre Freire, acesse os endereços abaixo:

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Por Priscila Visconti