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[Cantinho Literário] O Barquinho Cultural e As Vantagens de Ser Invisível

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Salve salve tripulação, essa semana aqui no departamento de literatura do O Barquinho Cultural, vamos falar de um livro, que tem um pouco a ver com nossa redação, que faz as coisas sempre na invisibilidade, mas passando pelos mesmo problemas das pessoas que não não sabem o que é ser invisível, por isso esse livro, será destaque aqui no OBC, pois a vida de ser invisível, não é fácil e temos que ”ralar’ muito para conseguir o nosso lugar.

O livro de hoje, aqui no Cantinho Literário, será um muito bem elogiado pela critica, não só na literatura, mas no cinema, já que também teve adaptação para na sétima arte, que nessa adaptação teve Emma Watson, a bruxinha de Harry Potter, a Hermione e Logam Lerman, a estrela e filho de Poseidon, o deus do mar,
Percy Jackson. Essa obra é o livro “As Vantagens de Ser Invisível”, que foi escrita por Steven Chbosky, sendo sua estreia como escritor, mas que já vendeu mais de 700 mil exemplares só nos Estados Unidos.asvantagens

O livro é ao mesmo tempo engraçado e atordoante, também reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe, a não ser pelo que ele conta nessas correspondências, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

tumblr_mh8xmkyasl1r0xbnlo1_500_large2Mas as maiores dificuldades, é na escola, pois muitas vezes é ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Mas em si, o livro apresenta uma história íntima, hilariante e ás vezes mostram os jovens em confronto com sua própria história no presente e no futuro, isso mostra alguns personagens da trama, já que ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel
no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

tumblr_mgkgtfZKMb1qcruzoo1_500AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL
Coleção: JOVENS LEITORES
Autor: CHBOSKY, STEPHEN
Tradutor: VINAGRE, RYTA
Idioma: PORTUGUÊS
Editora: ROCCO
Assunto: Teen – Literatura – Romances
Ano: 2007

Sinopse:
Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

Por Priscila Visconti

[CANTINHO LITERÁRIO] LUTO NA LITERATURA BRASILEIRA

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A literatura brasileira perdeu dois grandes escritores da literatura brasileira, este final de semana, os autores Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves.

O escritor baiano, mais que morava à tempos no Rio de Janeiro, Ubaldo Ribeiro, que tinha 73 anos,  faleceu na madrugada de sexta-feira (18), vítima de uma embolia pulmonar.

Ubaldo Ribeiro era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), desde 1994 e ocupava a cadeira 34, na qual era de Carlos Castello Branco. O escritor era Jornalista e Cientista Político e tem mais de 20 livros publicados em cerca de 16 países.

suas principais obras estão Sargento Getúlio (1971), Viva o Povo Brasileiro (1984) e O Sorriso do Lagarto (1989). João Ubaldo Ribeiro recebeu, em 2008, o Prêmio Camões, concedido pelos governos de Portugal e do Brasil, para autores que contribuem para o enriquecimento da língua portuguesa.

Ribeiro também venceu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1972, conquistou o Jabuti de Melhor Autor, por Sargento Getúlio.  Em 1984, venceu na categoria Melhor Romance, por Viva o Povo Brasileiro.

No mesmo final de semana, no domingo (20), morreu o filósofo e pedagogo, Rubem Alves, vítima de uma pneumonia, em Campinas, interior de São Paulo. Alves era de uma família de protestante, estudou teologia no seminário Presbiteriano do Sul, tendo sido pastor de uma comunidade presbiteriana no interior de Minas.

Era cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista.

Vítima de perseguição durante a ditadura militar,exilou-se então com a família e foi estudar para a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde se doutorou.

A sua tese foi publicada em 1969 com o título “‘A Theology of Human Hope” (“Teologia da Esperança Humana”), foi autor de diversas obras infantis como “A volta do pássaro encantado” e “A pipa e a flor”.

Rubem é autor de “Tempus fugit”, “O quarto do mistério”, “A alegria de ensinar”, “Por uma educação romântica” e “Filosofia da ciência” e um texto biográfico inserido no seu site oficial, e mencionado pela Globo, pode ler-se o que pensaria da morte: “Eu achava que a religião não era para garantir o céu depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos”.

Por Priscila Visconti