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[Cabine da Pipoca] O fabuloso mundo do fanfiction

fanfictionUm dia percebi que existem pessoas comuns que usam sua imaginação para escrever contos baseados em diversas mídias de entretenimento como quadrinhos, literatura, games e cinema. O que mais impressionou neste trabalho conhecido como fanfiction, é a quantidade de textos existentes sobre os mais variados filmes já lançados!

A princípio pode achar mais evidente que existam muitos fãs de Stars Wars que faça todos os tipos de mídias inspiradas na obra de George Lucas, mas de acordo com a lista do site fanfiction.net, que é o maior repositório de fanfictions na rede, existem das mais variadas postagens, não somente de ficção científica como também de clássicos como Cidadão Kane.

Eles conseguem expandir este mundo criado pelo cinema e usam seus personagens para desenvolver histórias paralelas que deixariam qualquer roteirista hollywoodiano com inveja. Vale apena dar uma olhada em pelo menos uma dessas criativas expressões dos fãs escritores, assim como nós, e treinar seu inglês lendo algo que gosta.

Por Fabio Astaire

Para saber mais novidades, dicas e curiosidades sobre o mundo da sétima arte, não deixe de acessar o site CinemaCom, do nosso amigo e colunista Fabio Astaire.

Boa semana a todos e até semana que vem, com mais novidades da sétima arte,  na nossa Cabine da Pipoca, aqui no site mais cultural dos setes mares, O Barquinho Cultural.

Staff O Barquinho Cultural

[Cabine da Pipoca] “Marina” – A história de um jovem cheio de sonhos e esperanças

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Salve salve pessoal, esta semana por mais que tem estreia do “Espetacular Homem-Aranha 2”, nesta quinta-feira (1º), em todo o Brasil, nós do OBC, não iremos falar dele aqui na Cabine da Pipoca, mas sim de um longa que teve estreia o ano passado, que é o filme “Marina”, do diretor Stijn Coninx.

O filme é uma biografia, sobre a vida do cantor italiano Rocco Granata, que se muda para Bélgica, logo após a Segunda Guerra Mundial, ainda quando ele era menino e o longa foi exibido pela primeira vez no Montreal World Film Festival em 25 de agosto de 2013 e lançado na Bélgica em novembro, ganhando o Prêmio de Ouro no Festival de Cinema de Ostend.

O propósito do filme, é levar as telas de cinema, uma trajetória trágica, cômica e ao mesmo tempo aventurosa do cantor Rocco, na juventude, que assim como qualquer outro jovem, ele só queria ser reconhecido, pertencer a um grupo e encontrar seu caminho, mesmo que seus sonhos e vontades, sejam a contragosto de seus pais.

A coprodução foi feita pelas belgas Eyeworks e Le Les Films du Fleuve (dos irmãos Dardenne) e da italiana Orisa Produzioni (de Cristiano Bortoni, diretor de Vermelho como o Céu), Marina é inspirado em A Minha Vida, biografia de Rocco lançada em 2009.

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Bélgica, Itália (2013) – 118 minutos.

Gênero: Drama
Censura: 14 anos
Direção: Stijn Coninx
Elenco: Matteo Simoni, Luigi Lo Cascio, Donatella Finocchiaro, Evelien Bosmans

Sinopse:
Após o final da Segunda Guerra Mundial, um pai se muda com sua família para trabalhar em uma mina de carvão na Bélgica. Ele deixa de lado sua paixão pela música, que continua presente na família na figura do filho Rocco. A nova realidade é um choque para o rapaz e ele encontrará refúgio na música e no amor.

Curiosidades:
– Rocco Granata é um nome de muito sucesso na música italiana, conhecido pela canção “Marina”.
– “Granata está longe de ser famoso no Brasil (…). Assim, o filme vale por contar uma história de persistência e superação que não era conhecida por todos.” –
Lucas Salgado (Adoro Cinema)
– O próprio Rocco Granata faz uma participação especial no longa.

Assista o trailer de “Marina”:

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O futuro físico que virou cineasta

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Hoje não iremos indicar um filme, ou promover algum lançamento, mas sim falar de uma pessoa, que ingressou na faculdade de Física, mas suas veias artísticas e seu amor pelo cinema falou mais alto, fazendo com que ele desistisse da carreira cientifica.

Joaquim Pedro de Andrade, nasceu na década de 30, viveu parte no Rio de Janeiro, outra em Minas Gerais, filho de Rodrigo Melo Franco de Andrade (fundador do IPHAN) e de Graciema Prates de Sá. Em Minas foi onde ele ingressou na turma dos intelectuais brasileiros da época.

Ao entrar na Faculdade Nacional de Filosofia (1950), onde cursava Física, Joaquim Pedro começou a frequentar o cineclub do CEC (Centro de Estudos Cinematográficos), fundado por Saulo Pereira de Melo e Mário Haroldo Martins, no Rio de Janeiro. Desta época, o futuro cineasta foi incentivado por Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico e defensor do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.

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Além do mais, o cineasta escrevia para o jornal da faculdade sobre cinema, nesta década chegou a fazer experiências no cinema amador.

Atuou no filme ‘Les Thibault’, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de direção no curta-metragem Caminhos, de Paulo César Saraceni. E foi nesta época onde o cineasta trocou a Física pelo cinema, foi assistente de direção do longa ‘Rebelião’, mas seu primeiro filme como diretor veio logo na sequência disso, com o curta-metragem ‘O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos’, financiado pelo Instituto Nacional do Livro. A película registra a intimidade de seu amigo, confidente e afilhado de crisma, o poeta Manoel Bandeira e também, do sociólogo Gilberto Freyre.

Após essa produção, Joaquim produziu o curta ‘Couro de Gato’, filmado no morro do Cantagalo, e fotografado por Mário Carneiro. Ao finalizar esse filme, o cineasta ganhou uma bolsa de estudo do governo francês, para estudar cinema na França.

Ao regressar ao Brasil, foi convidado para dirigir o documentário ‘Garrincha, Alegria do Povo’, idealizado por Luís Carlos Barreto, produtor e roteirista da produção, junto com Armando Nogueira.
Fundou a produtora Filmes do Serro, onde rodou vários filmes, entre eles ‘O Padre e a Moça’, e também o sucesso de crítica inspirado na obra do escritor Mario de Andrade, ‘Macunaíma’, aonde ele filmou após ser libertado das prisões do DOPS, durante a Ditadura Militar em 1969.

Filmou outros curtas e longas-metragem, após disso e faleceu em setembro de 1988, vítima de um câncer de pulmão, antes mesmo de concretizar seu sonho em produzir a adaptação da obra ‘Casa-Grande e Senzala’, de Gilberto Freyre, para o cinema.

Um artista que não pode ser esquecido assim, como se não houvesse passado e construído a história do cinema nacional.

Confira abaixo a filmografia de Joaquim Pedro de Andrade:

Longa-metragens

Garrincha, Alegria do Povo, (1963)
O Padre e a Moça, (1965)
Macunaíma, (1969)
Os Inconfidentes, (1972)
Guerra Conjugal, (1975)
Contos Eróticos, (1977)
O Homem do Pau-Brasil, (1981)

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Curta-metragens

O mestre de Apipucos, (1959)
O Poeta do castelo, (1959)
Couro de gato, (1960, posteriormente incluido como segmento do filme Cinco Vezes Favela de 1962)
Cinema Novo, (1967)
Brasília, contradições de uma cidade nova, (1967)
A linguagem da persuasão, (1970)
O Aleijadinho, (1978)

Trailer de ‘Macunaíma’:

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] O Mundo é muito grande para viver trancado

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Na sexta-feira passada, dia 11, estreou em todos os cinemas,  o filme brasileiro “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”,  que foi dirigido, produzido e roteirizado por Daniel Ribeiro.  O enredo do filme, é de um adolescente cego, que como qualquer outro adolescente quer buscar seu lugar no mundo, mas a superproteção de sua mãe, limita essa sua liberdade, mas seus amigos Giovana e Gabriel,  fazem o jovem Leonardo ter uma nova vida.

Mas o título original do filme seria Todas as Coisas Mais Simples, porém nome não dava a ligação necessária para o curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho lançado em 2010 pelo o mesmo diretor. Após várias discussões, a produção do filme chegaram a uma consenso levando em conta os conflitos do personagem Leonardo interpretado por Ghilherme Lobo, originando o atual nome do filme.

O longa-metragem já tem diversos prêmios antes mesmo de ser estreado mundialmente, como o prêmio Fipresci concedido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema e no Mostra Panorama, que é um evento paralelo ao Festival de Berlim, que teve o filme exibido em primeira mão no evento. A organização do festival escolheu dois filmes para representar o Brasil: Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho e O Homem das Multidões, dos diretores Cao Guimarães e Marcelo Gomes.

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Elenco:
Ghilherme Lobo – Leonardo
Fábio Audi – Gabriel
Tess Amorim – Giovana
Selma Egrei – Maria
Eucir de Souza – Carlos
Isabela Guasco – Karina
Júlio Machado – Professor
Victor Filgueiras – Guilherme
Naruna Costa – Professora
Lúcia Romano – Laura

Direção – Daniel Ribeiro
Produção – Daniel Ribeiro
Diana Almeida
Roteiro – Daniel Ribeiro
Género – Drama e Romance
Música – Ariel Henrique
Gabriela Cunha
Cinematografia – Pierre de Kerchove
Edição – Cristian Chinen
Estúdio – Lacuna Filmes

heqvs_0002_cartaz_lomo_final_01_omSinopse:
Leonardo é um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio.

Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo novo para a vida dele.

Assista o trailer do longa abaixo:

Confira abaixo mais informações sobre filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”:

Facebook: http://www.facebook.com/hojeeuquerovo
Facebook (English): http://www.facebook.com/thewayhelooks
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1702014/
Twitter: http://twitter.com/voltar_sozinho/
Tumblr: http://hojeeuquerovoltarsozinho.tumbl

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O Exótico Hotel Marigold

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Hoje é dia cinema, aqui na embarcação com o nosso colaborador, que sempre nos ajuda com um filme diferente, Fábio Astaire, que como já dissemos aqui, ele tem o site que fala tudo sobre cinema, o CinemaCom.com.br.

Sempre trazendo dicas, resenhas ou análises sobre o filme, mas não só os filmes comerciais, mas também aqueles que a grande mídia não pauta.

Como análise do filme, “Tratando de Negócios com O Exótico Hotel Marigold”, que é um filme inglês, mas com grande parte das filmagens na Índia, confira análise abaixo.

marigold_evelynMarigold é um filme de John Madden, diretor inglês conhecido pelo premiado Shakespeare Apaixonado (1998), cujo enredo conta as aventuras de um grupo de idosos britânicos decididos em deixar o cotidiano do país de origem para explorar novas experiências na Índia. Já vale a pena assisti-lo pela variedade de temas apresentados numa suave produção, porém este texto dedica-se a dar atenção no seu interessante exemplo de empreendedorismo.

O cenário é composto por nada menos que um velho hotel localizado na cidade de Jaipu, onde expõe visualmente características sociais e econômicas familiares às brasileiras. Seu proprietário é o jovem sonhador Sonny (Dev Patel), movido por atitudes cheias de energia que não são suficientes para comandar um negócio familiar
decadente, ainda que seja um maravilhoso resort no próprio ponto de vista.

Mesmo com a situação precária, ele toma a iniciativa de atender uma clientela diferenciada ao optar pelo público da terceira idade. Porém, os primeiros hospedes não sentem nada bem ao perceber que caíram numa armadilha de propaganda publicada na internet.

Ignorando seus descuidos iniciais, Sonny passa a maior parte de seu trabalho improvisando a estadia dos clientes, além de se perder nos devaneios de um futuro promissor. Logo o que se vê é um grande esforço de uma só pessoa para compensar seu imprudente erro ao enganar os consumidores forasteiros. Por outro lado, eles demonstram todos os tipos de insatisfação possíveis, mesmo na tentativa de se adaptar à inusitada realidade oferecida. É evidente que não há perfil de planejamento no personagem, principalmente quando apresenta seu caótico ambiente aos possíveis investidores. O Exótico Hotel Marigold – Sonny.

Como segundo plano, o longa também mostra outra qualidade duvidosa na prestação de serviço ao abordar o atendimento remoto, já que se trata de um segmento muito explorado pelas novas corporações indianas.

A falta de cordialidade deste canal (sabemos muito bem que não se trata de uma deficiência regional) concede à Evelyn, personagem atuada por Judi Dench, a oportunidade de ser consultora para jovens operadores de telemarketing. Desta forma, ela pôde usar sua vivência tradicional de boas maneiras para ensiná-los como aprimorar sua comunicação a partir do senso crítico.

Comparando os dois casos, é possível perceber que a carência de um lado pode cogitar o potencial do outro. Afinal, uma companhia estruturada por vários colaboradores guiados por funções robóticas podem não ter a sensibilidade de Sonny para cativar fregueses, mesmo que seu serviço não seja estupendo quanto imagina. O que lhe falta é equilibrar seu otimismo visionário com a cooperação de pessoas especializadas em áreas que indicam indiscutível fragilidade, como no caso da administração financeira.

Com o controle da situação, pacientemente o empreendimento hoteleiro deve levar em consideração a estratégia de aproveitar os aspectos turísticos da cidade para se tornar realmente um estabelecimento exótico. Cada personagem mobilizado em conhecer novos horizontes, é responsável por evidenciar seu relacionamento com a cultura da região, bem como consumir o comércio local e principalmente a gastronomia peculiar, quando bem preparada.

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O Exótico Hotel Marigold
Título original: Best Exotic Marigold Hotel
Elenco: Bill Nighy, Maggie Smith, Tom Wilkinson, Judi Dench, Dev Patel, Penelope Wilton, Celia Imrie, Ronald Pickup, Tena Desae.
Direção: John Madden
Gênero: Drama
Duração: 124 min.
Distribuidora: Fox Film
Estreia: 2012

Sinopse: Aposentados britânicos viajam para a Índia para morar no que acreditam ser um recém reformado hotel, mas o lugar não é tão luxuoso quanto parecia nos anúncios.

Assista o trailer do filme abaixo:

Por Fabio Astaire

[Cabine da Pipoca] 10 filmes nacionais para entender os 50 anos do Golpe Militar 1964

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Nesta semana no Cabine da Pipoca, vamos homenagear os 50 anos do Golpe Militar, que aniveráriou na última quarta-feira, 1º de abril, sendo uma história tensa e bastante triste, para muitos brasileiros, como pais que tiveram filhos mortos e filhos que não conheceram seus pais. Ditadura essa que foi marcada pela contradição dos direitos humanos, diversos casos de tortura e abuso de poder e além de uma situação econômica alarmante.

O Golpe Militar de 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, atos que culminaram, no dia 1º de abril de 1964, com um golpe de Estado que encerrou o governo do presidente democraticamente eleito João Goulart, também conhecido como Jango. Jango havia sido democraticamente eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio da Silva Quadros, do Partido Trabalhista Nacional (PTN), à presidência, apoiado pela União Democrática Nacional (UDN).

Os militares brasileiros favoráveis ao golpe, se declararam herdeiros do país, tornando o Brasil, um regime autoritário e nacionalista, politicamente alinhado aos Estados Unidos, que acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. O regime militar durou até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1964.

No cinema este período já foi relatado em diversos filmes nacionais, às vezes de maneira lúdica, outras vezes de modo duro e realista, tanto em documentário quanto em ficção. Confira abaixo 10 filmes, que contam um pouco do golpe de 1964.

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Cabra Marcado Para Morrer (1985), de Eduardo Coutinho: O documentário sobre um líder camponês teve que ser interrompido com o golpe militar. Dezessete anos depois, o cineasta retorna ao local onde filmava, e retrata como a ditadura afetou a vida das pessoas envolvidas no filme.

O Dia que Durou 21 Anos (2012), de Camilo Tavares: Documentário sobre a influência norte-americana no golpe, com a grande pressão exercida pelo governo dos Estados Unidos para a retirada de Goulart do poder. Confira a nossa crítica.

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger: Ficção sobre uma criança deixada sozinha quando seus pais são perseguidos e sequestrados durante a ditadura.

Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias: Um dia, um trabalhador é confundido com um militante, sequestrado pelo regime militar e brutalmente torturado nos porões da ditadura.

Dossiê Jango (2013), de Paulo Henrique Fontenelle: Documentário sobre o governo de João Goulart e as consequências de sua saída ao poder. Confira a nossa crítica.

Jango (1984), de Silvio Tendler: O documentário retrata toda a história de Jango, desde a sua formação até a entrada na política, o golpe e o exílio no Uruguai.

Ação Entre Amigos (1998), de Beto Brant: Muitos anos após o regime militar, quatro antigos militantes discutem sobre as consequências deste governo no país.

Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda: Enquanto os militares controlam e reprimem diversas formas de manifestação artística no Brasil, um soldado se apaixona pelo líder de um grupo teatral anárquico. Confira a nossa crítica.

O Que É Isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto, e Hércules 56 (2006), de Silvio Da-Rin: Uma ficção e um documentário retratam de maneiras distintas a mesma história sobre o sequestro de Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, por militantes que exigiam a liberação de presos políticos.

Zuzu Angel (2006), de Sergio Rezende: Quando descobre que seu filho foi torturado e morto por militares, a estilista Zuzu Angel tenta localizar o corpo e enterrá-lo.

Assista abaixo o trailer do filme “Zuzu Angel”, de 2006:


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Sinopse: Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. O desfile da sua coleção em Nova York consolidou sua carreira, que estava em ascensão.

Paralelamente seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ela uma empresária, ele lutando pela revolução socialista e Sônia (Leandra Leal), sua mulher, partilha das mesmas idéias. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que “Paulo caiu”, ou seja, Stuart tinha sido preso pelos militares.

As forças armadas negam e Zuzu visita uma prisão militar e nada acha, mas viu que as celas estavam tão bem arrumadas que aquilo só podia ser um teatro de mau gosto, orquestrado pela ditadura. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica.

Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo, mas os militares continuam fazendo seu patético teatro e até “inocentam” Stuart por falta de provas, apesar de já o terem executado. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura e ela escreve que não descarta de forma nenhuma a chance de ser morta em um “acidente” ou “assalto”.

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Rio 2 estreia nos cinemas

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Salve salve tripulação mais cultural de toda internet, estamos na área com a nossa Cabine da Pipoca, trazendo o melhor da sétima arte para todos vocês, que nesta semana, que não voltamos para sexta-feira, estamos chegando com uma animação americana, mas com cara brasileira, que o longa Rio 2, produzido pela Blue Sky e dirigido pelo diretor brasileiro Carlos Saldanha.

A sequência do filme de animação por computador, lançado em 2011, Rio. O título refere-se à cidade de Rio de Janeiro, onde o primeiro filme é ambientado e chegou aos cinemas de todo o Brasil, nesta quinta-feira (27), trazendo grandes expectativas de público para este segundo filme, que deve ser lançado daqui uma semana no Reino Unido e nos demais países 11 de abril.

O filme apresenta as vozes de Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, will.i.am, Jamie Foxx, George Lopez, Tracy Morgan, Jemaine Clement, Leslie Mann, Rodrigo Santoro e Jake T. Austin.

Sinopse:
Blu, Jade e seus três filhotes, Carla, Bia e Tiago, levam uma vida domesticada feliz no Rio de Janeiro. Mas Jade começa a temer que as crianças não saibam viver como pássaros de verdade, então a família embarca em uma aventura na Floresta Amazônica, onde eles encontram uma mistura variada de personagens nascidos na Selva.

Após a chegada, a família se depara com o pai de Jade há muito tempo perdido. Enquanto Blu tenta se adaptar com os novos vizinhos, ele se preocupa em perder Jade e as crianças para o mundo selvagem, mas as coisas pioram quando eles percebem que o seu habitat amazônico está sob ameaça quando Nigel, o velho inimigo de Blu e Jade, está de volta para se vingar.

Blu, Jade e todos os seus amigos irão levar o público a mais risos, a novos personagens engraçados, música, e mais ação, à medida que descobrimos que Blu é capaz de tudo para salvar a sua família.

Assista abaixo o trailer de Rio #2:

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Por Priscila Visconti (que abdiquei que publicar o lançamento de X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido, para postar algo mais brasileiro)

[Cabine da Pipoca] O amor verdadeiro no filme “Azul É a Cor Mais Quente”

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Isso ai galera, depois de quase uma semana resolvendo problemas técnicos, aqui estamos, voltando com força total e com muitas novidades no mundo cultural, para trazer sempre o melhor para nosso tripulação e o Cabine da Pipoca, traz um filme francês, que mostra o amor verdadeiro de duas pessoas.

O filme, “Azul É a Cor Mais Quente”, que foi uma adaptação das histórias em quadrinhos, escritas e desenhadas pela escritora Julie Maroh, com o mesmo nome e foi publicada no ano de 2010.

Azul É a Cor Mais Quente, ou seu título original, La vie d’Adèle, foi dirigido por Abdellatif Kechiche e já ganhou diversos prêmios importantes do cinema, como a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2013, e a história se baseia no romance de duas garotas, Adéle de 15 anos e Emma, a menina do cabelo azul, que Adéle descobre sua primeira paixão por outra mulher, mas não revela este segredo e seus desejos à ninguém, enquanto a jovem se entrega totalmente ao seu amor secreto, ela trava uma guerra com sua própria família.

A trama teve sua pré-estreia em primeira mão no festival de Cannes, na França, no dia 23 de maio de 2013, mas foi lançada mundialmente no dia 9 de outubro, também na França, no mesmo ano. Por isso que gosta de filmes que mostram o amor verdadeiro, mas que mescla com um pouco de drama, vai curtir “Azul É a Cor Mais Quente”, que tem um enredo forte, pelo drama que as meninas passam por ter que manter um amor secreto, mas também contém um amor puro e verdadeiro.

Confira abaixo o trailer de “Azul É a Cor Mais Quente”:

Sinopse:
Aos 15 anos, Adele não tem duvidas de que garotas saem com garotos. Sua vida muda para sempre ao conhecer Emma, uma jovem de cabelos azuis, que a permitirá conhecer novos desejos, se conhecer como mulher e adulta. Diante disso, Adele cresce, procura-se, perde-se, encontra-se…

Elenco
Adèle Exarchopoulos – Adèle
Léa Seydoux – Emma
Jérémie Laheurte – Thomas
Catherine Salée – a mãe de Adèle
Aurélien Recoing – o pai de Adèle
Sandor Funtek – Valentin
Direção: Abdellatif Kechiche

Produção executiva: Brahim Chioua
Abdellatif Kechiche
Vincent Maraval

Roteiro: Julie Maroh
Ghalia Lacroix
Abdellatif Kechiche

Gênero: Drama
Direção de fotografia: Sofian El Fani

Edição: Ghalia Lacroix
Albertine Lastera
Jean-Marie Lengelle
Camille Toubkis

Distribuição: Wild Bunch

Facebook: https://www.facebook.com/azuleacormaisquente

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Por Priscila Visconti