Youpix Festival, é o maior evento de Cultura na Internet do Brasil. Começou com uma plataforma na internet, passando para uma revista impressa, assim se transformando em um evento. Atualmente conta também com premiações.
O Youpix Festival vai acontecer nos dias 17, 18 e 19 de Julho, na Bienal em São Paulo. Entrada gratuita, para maiores de 14 anos. São 6 palcos, 95 atividades, 170 horas de Cultura e mais de 150 convidados.
Nesse ano contaremos com a presença de alguns famosos da internet, como: Rafinha Bastos, Kéfera, Pc Siqueira, Felipe Neto, Cauê Moura, Detonator, Bento Ribeiro, Patrick Maia, Cid (Não Salvo) e etc. Terá também a presença ilustre do Mystery Guitar Man (youtuber internacional).
A edição de 2014 contara com uma Feira Gastronômica, com 6 barracas e comida diversas.
Neste fim de semana também acontecerá na cidade de São Paulo, os 10 anos da Virada Cultural da capital, com 24 horas de atrações musicais, artística, poéticas, culinárias, entre outras intervenções culturais espalhados em todos os cantos da cidade, para toda família e inteiramente gratuita.
O evento começa a partir das 18h, do do sábado (17) e se estenderá durante 24 horas com atrativos culturais para todas as tribos, faixa etárias e classes sociais, com homenagens e cultura expandido pela região central de São Paulo, além dos centros culturais, museus, CEUs e unidades do SESC.
Um evento organizado pela Secretária Municipal e Cultura da cidade, que une diversas pessoas por um único motivo, a cultura e arte, compartilhando e propagando as ações artísticas da megalópole paulistana.
Para conferir a programação do evento, acesse o site oficial e faça sua programação, para que seu fim de semana seja de plena animação, diversão, arte e cultura.
“… escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.” — Caetano Veloso
Se ele estivesse vivo, estaria completando 100 anos de vida, mas infelizmente ele nos deixou alguns anos atrás, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos.
Dorival Caymmi foi um grande propagador da cultura baiana pelo Brasil e o mundo, compunha inspirado nas tradições daquele povo, qual era ele era um nascente, soteropolitano com muito orgulho, cantava com muita influencia na música negra. Desenvolveu seu estilo próprio em se apresentar e compôr suas canções, sempre espontâneo em seus versos, com bastante sensualidade e riqueza melódia.
Caymmi conheceu a música ainda na infância, ouvindo parentes tocando piano, além do mais, seu pai, apesar de ser funcionário público, também era músico amador, tocava piano, violão e bandolim. Já sua mãe, era dona de casa, mas adorava cantar ouvindo rádio.
Mas, foi ouvindo seu fonógrafo e depois a vitrola, Caymmi sentiu ânsia em compor. Ainda menino, cantava no coro da igreja, era baixo-cantante, aos 13, começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar, em 1929, com o fechamento do jornal, o poeta torna-se vendedor de bebidas. Aos 16 (1930) escreveu sua primeira música, “No Sertão”, e aos 20, estreia finalmente como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.
Depois disso Caymmi passou a se apresentar com o musical “Caymmi e suas canções praieiras”, performances que rendeu os primeiros prêmios de sua carreira, como compositor, além de concursos de músicas carnavalesca, com o samba “A Bahia também dá”.
O sucesso do músico era tanto, que o diretor da Rádio Clube o incentiva a seguir sua carreira ao sul do país, segue para o Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito.
Com o apoio de alguns parentes e amigos, fez alguns trabalhos na imprensa, excedendo ao ofício em ‘O Jornal’, do grupo Diário Associados, mas não parou de compor e cantar, perseverando em seu musical.
Um poeta que cantou sucessos populares, como em suas composições “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudades de Itapuã”, “O Dengo que a nega tem”, “Rosa Morena”, entre outras.
Foi casado com Adelaide Tostes – a cantora Stella Maris -, com quem teve três filhos, os também cantores, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Ouça abaixo um dos grandes sucessos de Caymmi, “Rosa Morena”:
Hoje não iremos indicar um filme, ou promover algum lançamento, mas sim falar de uma pessoa, que ingressou na faculdade de Física, mas suas veias artísticas e seu amor pelo cinema falou mais alto, fazendo com que ele desistisse da carreira cientifica.
Joaquim Pedro de Andrade, nasceu na década de 30, viveu parte no Rio de Janeiro, outra em Minas Gerais, filho de Rodrigo Melo Franco de Andrade (fundador do IPHAN) e de Graciema Prates de Sá. Em Minas foi onde ele ingressou na turma dos intelectuais brasileiros da época.
Ao entrar na Faculdade Nacional de Filosofia (1950), onde cursava Física, Joaquim Pedro começou a frequentar o cineclub do CEC (Centro de Estudos Cinematográficos), fundado por Saulo Pereira de Melo e Mário Haroldo Martins, no Rio de Janeiro. Desta época, o futuro cineasta foi incentivado por Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico e defensor do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.
Além do mais, o cineasta escrevia para o jornal da faculdade sobre cinema, nesta década chegou a fazer experiências no cinema amador.
Atuou no filme ‘Les Thibault’, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de direção no curta-metragem Caminhos, de Paulo César Saraceni. E foi nesta época onde o cineasta trocou a Física pelo cinema, foi assistente de direção do longa ‘Rebelião’, mas seu primeiro filme como diretor veio logo na sequência disso, com o curta-metragem ‘O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos’, financiado pelo Instituto Nacional do Livro. A película registra a intimidade de seu amigo, confidente e afilhado de crisma, o poeta Manoel Bandeira e também, do sociólogo Gilberto Freyre.
Após essa produção, Joaquim produziu o curta ‘Couro de Gato’, filmado no morro do Cantagalo, e fotografado por Mário Carneiro. Ao finalizar esse filme, o cineasta ganhou uma bolsa de estudo do governo francês, para estudar cinema na França.
Ao regressar ao Brasil, foi convidado para dirigir o documentário ‘Garrincha, Alegria do Povo’, idealizado por Luís Carlos Barreto, produtor e roteirista da produção, junto com Armando Nogueira.
Fundou a produtora Filmes do Serro, onde rodou vários filmes, entre eles ‘O Padre e a Moça’, e também o sucesso de crítica inspirado na obra do escritor Mario de Andrade, ‘Macunaíma’, aonde ele filmou após ser libertado das prisões do DOPS, durante a Ditadura Militar em 1969.
Filmou outros curtas e longas-metragem, após disso e faleceu em setembro de 1988, vítima de um câncer de pulmão, antes mesmo de concretizar seu sonho em produzir a adaptação da obra ‘Casa-Grande e Senzala’, de Gilberto Freyre, para o cinema.
Um artista que não pode ser esquecido assim, como se não houvesse passado e construído a história do cinema nacional.
Confira abaixo a filmografia de Joaquim Pedro de Andrade:
Longa-metragens
Garrincha, Alegria do Povo, (1963)
O Padre e a Moça, (1965)
Macunaíma, (1969)
Os Inconfidentes, (1972)
Guerra Conjugal, (1975)
Contos Eróticos, (1977)
O Homem do Pau-Brasil, (1981)
Curta-metragens
O mestre de Apipucos, (1959)
O Poeta do castelo, (1959)
Couro de gato, (1960, posteriormente incluido como segmento do filme Cinco Vezes Favela de 1962)
Cinema Novo, (1967)
Brasília, contradições de uma cidade nova, (1967)
A linguagem da persuasão, (1970)
O Aleijadinho, (1978)
Íamos falar sobre o centenário do Dorival Caymmi, mas como o compositor, músico, instrumentista e artista completaria 100 anos é só no dia 30, então deixamos para a próxima semana, e nesta falaremos de uma banda que presa muito sua origem autoral, influenciado pelo pop e rock nacional, a pauta hoje é sobre a Banda Trivas.
A Banda Trivas está na estrada desde 2008, sempre buscando almejar seu objetivo, que é emocionar as pessoas e fazer música de coração.
Trivas é formada pelos músicos Larissa Rodrigues (vocal e violão) e e Rui Assis (bateria), ambos residentes do bairro da Parada Inglesa, zona norte de São Paulo. Músicos que tem mais música em comum um ao outro, mas buscam prestígio em sua carreira, mostrando toda sua sonoridade pop e rock influenciada pelos principais grupos nacionais ou internacionais do gênero, entre eles estão U2, Roupa Nova, Cazuza, entre outros.
O grupo têm se apresentado em bares, festas e eventos, desde o lançamento do primeiro álbum independente da banda, lançado no Café Piu Piu, “Sorrindo Pra Mim”, produzido por Luciano Oliveira (produtor da banda), no Estúdio Ponto Som localizado no estado do Paraná.
No disco há diversas músicas, todas autorais, composta pelos próprios integrantes da banda, e também pelo amigo e parceiro da Trivas, o músico Rubens Plinta. As letras são marcantes e as melodias abordam direto na alma, trazendo temas e histórias rotineiras de situações vividas pelos músicos ou por alguém próxima à eles, sempre trazendo emoções e realizações em seus projetos, visando incentivo à cultura e ao desenvolvimento autoral de cada individuo.
Confira abaixo o primeiro videoclipe homônimo ao álbum abaixo: