[Cabine da Pipoca] O futuro físico que virou cineasta

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Hoje não iremos indicar um filme, ou promover algum lançamento, mas sim falar de uma pessoa, que ingressou na faculdade de Física, mas suas veias artísticas e seu amor pelo cinema falou mais alto, fazendo com que ele desistisse da carreira cientifica.

Joaquim Pedro de Andrade, nasceu na década de 30, viveu parte no Rio de Janeiro, outra em Minas Gerais, filho de Rodrigo Melo Franco de Andrade (fundador do IPHAN) e de Graciema Prates de Sá. Em Minas foi onde ele ingressou na turma dos intelectuais brasileiros da época.

Ao entrar na Faculdade Nacional de Filosofia (1950), onde cursava Física, Joaquim Pedro começou a frequentar o cineclub do CEC (Centro de Estudos Cinematográficos), fundado por Saulo Pereira de Melo e Mário Haroldo Martins, no Rio de Janeiro. Desta época, o futuro cineasta foi incentivado por Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico e defensor do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.

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Além do mais, o cineasta escrevia para o jornal da faculdade sobre cinema, nesta década chegou a fazer experiências no cinema amador.

Atuou no filme ‘Les Thibault’, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de direção no curta-metragem Caminhos, de Paulo César Saraceni. E foi nesta época onde o cineasta trocou a Física pelo cinema, foi assistente de direção do longa ‘Rebelião’, mas seu primeiro filme como diretor veio logo na sequência disso, com o curta-metragem ‘O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos’, financiado pelo Instituto Nacional do Livro. A película registra a intimidade de seu amigo, confidente e afilhado de crisma, o poeta Manoel Bandeira e também, do sociólogo Gilberto Freyre.

Após essa produção, Joaquim produziu o curta ‘Couro de Gato’, filmado no morro do Cantagalo, e fotografado por Mário Carneiro. Ao finalizar esse filme, o cineasta ganhou uma bolsa de estudo do governo francês, para estudar cinema na França.

Ao regressar ao Brasil, foi convidado para dirigir o documentário ‘Garrincha, Alegria do Povo’, idealizado por Luís Carlos Barreto, produtor e roteirista da produção, junto com Armando Nogueira.
Fundou a produtora Filmes do Serro, onde rodou vários filmes, entre eles ‘O Padre e a Moça’, e também o sucesso de crítica inspirado na obra do escritor Mario de Andrade, ‘Macunaíma’, aonde ele filmou após ser libertado das prisões do DOPS, durante a Ditadura Militar em 1969.

Filmou outros curtas e longas-metragem, após disso e faleceu em setembro de 1988, vítima de um câncer de pulmão, antes mesmo de concretizar seu sonho em produzir a adaptação da obra ‘Casa-Grande e Senzala’, de Gilberto Freyre, para o cinema.

Um artista que não pode ser esquecido assim, como se não houvesse passado e construído a história do cinema nacional.

Confira abaixo a filmografia de Joaquim Pedro de Andrade:

Longa-metragens

Garrincha, Alegria do Povo, (1963)
O Padre e a Moça, (1965)
Macunaíma, (1969)
Os Inconfidentes, (1972)
Guerra Conjugal, (1975)
Contos Eróticos, (1977)
O Homem do Pau-Brasil, (1981)

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Curta-metragens

O mestre de Apipucos, (1959)
O Poeta do castelo, (1959)
Couro de gato, (1960, posteriormente incluido como segmento do filme Cinco Vezes Favela de 1962)
Cinema Novo, (1967)
Brasília, contradições de uma cidade nova, (1967)
A linguagem da persuasão, (1970)
O Aleijadinho, (1978)

Trailer de ‘Macunaíma’:

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] A emoção sintoniza a Banda Trivas

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Íamos falar sobre  o centenário do Dorival Caymmi,  mas como o compositor, músico, instrumentista e artista completaria 100 anos é só no dia 30, então deixamos para a próxima semana, e nesta falaremos de uma banda que presa muito sua origem autoral, influenciado pelo pop e rock nacional, a pauta hoje é sobre a Banda Trivas.

A Banda Trivas está na estrada desde 2008, sempre buscando almejar seu objetivo, que é emocionar as pessoas e fazer música de coração.

Trivas é formada pelos músicos Larissa Rodrigues (vocal e violão) e e Rui Assis (bateria), ambos residentes do bairro da Parada Inglesa, zona norte de São Paulo. Músicos que tem mais música em comum um ao outro, mas buscam prestígio em sua carreira, mostrando toda sua sonoridade pop e rock influenciada pelos principais grupos nacionais ou internacionais do gênero, entre eles estão U2, Roupa Nova, Cazuza, entre outros.

O grupo têm se apresentado em bares, festas e eventos, desde o lançamento do primeiro álbum independente da banda, lançado no Café Piu Piu, “Sorrindo Pra Mim”, produzido por Luciano Oliveira (produtor da banda), no Estúdio Ponto Som localizado no estado do Paraná.

No disco há diversas músicas, todas autorais, composta pelos próprios integrantes da banda, e também pelo amigo e parceiro da Trivas, o músico Rubens Plinta. As letras são marcantes e as melodias abordam direto na alma, trazendo temas e histórias rotineiras de situações vividas pelos músicos ou por alguém próxima à eles, sempre trazendo emoções e realizações em seus projetos, visando incentivo à cultura e ao desenvolvimento autoral de cada individuo.

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Confira abaixo o primeiro videoclipe homônimo ao álbum abaixo:



Para mais informações, acesse as redes da Trivas e conecte-se com a banda: Site | Facebook | SoundCloud | Youtube

Por: Patrícia Visconti