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[Cabine da Pipoca] A animação nacional que “mata” até cachorro a grito

Você sabia que se pode matar um cachorro a grito?

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Pois bem, é isso que o diretor, produtor e roteirista Almir Correia decifrou ao produzir a animação “Matando Cachorro”.

A animação até lembra um pouco aquelas produções do Cartoon Network, como “Coragem – O cão covarde” ou a “Vaca e o Frango”, com a diferença de que a criação é nacional, e mais direcionado a rotina do dia-a-dia.

O curitibano e fundador da Zoom Elefante Produção, uma produtora independente que produz conteúdo original audiovisual como: Animações, documentários, videos experimentais, curta e longa metragens, séries para web entre outros.

A animação em destaque é curta, contêm menos de três minutos e teaser nem 1 minuto, mas suas cores vibrantes e seus efeitos de rotação, mostram quão o simples chama atenção, para apresentar algo corriqueiro. Mostrando que as grandes ideias surgem dos momentos mais inoportunos, transformando-as em momentos únicos.

Assista abaixo o teaser de “Matando Cachorro”:



Em breve bateremos um papo com o produtor desta animação, Almir Correia. Contando-nos um pouco sobre essa criação, e também sobre sua carreira e obras já produzidas.

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Menino Maluquinho – O Musical em São Paulo

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Essa vai para quem gosta do garoto mais maluco criado pelo tio Ziraldo, pois quem leu o livro, assistiu o filme e também o seriado, não pode deixar ver o musical, O Menino Maluquinho, no Teatro Bradesco, que estreou no último sábado (19), em curta temporada e só aos fins de semana.

O texto do musical é o mesmo há mais de 30 anos, escritor por um dos escritores infanto-juvenil, mas populares do Brasil e do mundo, o mestre Ziraldo. O livro que virou filme, série, gibi e peça teatral, foi transformado agora em musical numa grande produção da 4ACT Entretenimento e Clic Entretenimento, em parceria com Ziraldo.

A adaptação do musical foi de Juliano Marceano, direção geral de de Daniela Stirbulov, direção musical de Paulo Nogueira, coreografias de Kátia Barros e canções originalmente compostas por Paulo Ocanha e Daniel Carvalho.

O espetáculo conta a história do menino que tinha o olho maior que a barriga, vento nos pés e macaquinhos no sótão, conhecido como Maluquinho. De forma leve e divertida, a trama abordará as traquinagens do garoto e sua turma: Bocão, Junim, Lúcio, Julieta, Carol, a importância da relação com a família e conflitos comuns à infância.

Em cena, 14 crianças entre 8 e 11 anos e adultos atuam juntos, acompanhados por uma orquestra composta por 12 músicos profissionais e 5 mirins.

Fique maluquinho com essa audição, momentos incríveis, jovens talentos com um elenco para interpretar a vida e obra de Ziraldo, Menino Maluquinho o Musical.

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VALORES DOS INGRESSOS

Frisas 3º andar (1ª fila)
R$ 30,00 (vendas apenas na bilheteria do teatro)

Balcão Nobre
R$ 50,00

Frisas 2º andar
R$ 50,00

Frisas 1º andar
R$ 70,00

Plateia (filas de O a W)
R$ 80,00

Plateia (filas de A a N)
R$ 100,00

Camarote
R$ 100,00

Mais informações acesse os endereços abaixos:

Site: http://www.teatrobradesco.com.br/programacao.php?

id=512&evento=MENINO%20MALUQUINHO%20O%20MUSICAL

Twitter: https://twitter.com/Maluquinho4Act

Facebookhttps://www.facebook.com/MeninoMaluquinhoOMusical

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O futuro físico que virou cineasta

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Hoje não iremos indicar um filme, ou promover algum lançamento, mas sim falar de uma pessoa, que ingressou na faculdade de Física, mas suas veias artísticas e seu amor pelo cinema falou mais alto, fazendo com que ele desistisse da carreira cientifica.

Joaquim Pedro de Andrade, nasceu na década de 30, viveu parte no Rio de Janeiro, outra em Minas Gerais, filho de Rodrigo Melo Franco de Andrade (fundador do IPHAN) e de Graciema Prates de Sá. Em Minas foi onde ele ingressou na turma dos intelectuais brasileiros da época.

Ao entrar na Faculdade Nacional de Filosofia (1950), onde cursava Física, Joaquim Pedro começou a frequentar o cineclub do CEC (Centro de Estudos Cinematográficos), fundado por Saulo Pereira de Melo e Mário Haroldo Martins, no Rio de Janeiro. Desta época, o futuro cineasta foi incentivado por Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico e defensor do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.

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Além do mais, o cineasta escrevia para o jornal da faculdade sobre cinema, nesta década chegou a fazer experiências no cinema amador.

Atuou no filme ‘Les Thibault’, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de direção no curta-metragem Caminhos, de Paulo César Saraceni. E foi nesta época onde o cineasta trocou a Física pelo cinema, foi assistente de direção do longa ‘Rebelião’, mas seu primeiro filme como diretor veio logo na sequência disso, com o curta-metragem ‘O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos’, financiado pelo Instituto Nacional do Livro. A película registra a intimidade de seu amigo, confidente e afilhado de crisma, o poeta Manoel Bandeira e também, do sociólogo Gilberto Freyre.

Após essa produção, Joaquim produziu o curta ‘Couro de Gato’, filmado no morro do Cantagalo, e fotografado por Mário Carneiro. Ao finalizar esse filme, o cineasta ganhou uma bolsa de estudo do governo francês, para estudar cinema na França.

Ao regressar ao Brasil, foi convidado para dirigir o documentário ‘Garrincha, Alegria do Povo’, idealizado por Luís Carlos Barreto, produtor e roteirista da produção, junto com Armando Nogueira.
Fundou a produtora Filmes do Serro, onde rodou vários filmes, entre eles ‘O Padre e a Moça’, e também o sucesso de crítica inspirado na obra do escritor Mario de Andrade, ‘Macunaíma’, aonde ele filmou após ser libertado das prisões do DOPS, durante a Ditadura Militar em 1969.

Filmou outros curtas e longas-metragem, após disso e faleceu em setembro de 1988, vítima de um câncer de pulmão, antes mesmo de concretizar seu sonho em produzir a adaptação da obra ‘Casa-Grande e Senzala’, de Gilberto Freyre, para o cinema.

Um artista que não pode ser esquecido assim, como se não houvesse passado e construído a história do cinema nacional.

Confira abaixo a filmografia de Joaquim Pedro de Andrade:

Longa-metragens

Garrincha, Alegria do Povo, (1963)
O Padre e a Moça, (1965)
Macunaíma, (1969)
Os Inconfidentes, (1972)
Guerra Conjugal, (1975)
Contos Eróticos, (1977)
O Homem do Pau-Brasil, (1981)

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Curta-metragens

O mestre de Apipucos, (1959)
O Poeta do castelo, (1959)
Couro de gato, (1960, posteriormente incluido como segmento do filme Cinco Vezes Favela de 1962)
Cinema Novo, (1967)
Brasília, contradições de uma cidade nova, (1967)
A linguagem da persuasão, (1970)
O Aleijadinho, (1978)

Trailer de ‘Macunaíma’:

Por: Patrícia Visconti