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[Cabine da Pipoca] O cinema em Cem Anos de Solidão

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Enquanto lia os dilemas da família Buendía em Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez, percebi que ele descreve mais um evento inusitado na pequena cidade de Macondo quando o cinema é apresentado para a população. O curioso do texto abaixo como parte de sua obra está na reação do publico ao assistir os primeiros filmes exibidos, da qual tem certa semelhança às histórias que ouvimos sobre a “A chegada de um trem na estação” dos irmãos Lumiére em 1985.

Enquanto os franceses se espantavam ao acreditar que uma locomotiva pudesse sair da tela, a população de Macondo se revoltava por ver um ator morto no primeiro filme, porém vivo no segundo. Logo me veio em mente a melhor pessoa para explicar o tal fenômeno seria Woody Allen. Porque o que é feito dentro da tela fica dentro da tela, e tudo que acontece dentro dela é ilusão que não se envolve nenhum pouquinho com seus expectadores.

Indignaram-se com as imagens vivas que o próspero comerciante Sr. Bruno Crespi projetava no teatro de bilheterias que imitavam bocas de leão, porque um personagem morto e enterrado num filme, e por cuja desgraça haviam derramado lágrimas de tristeza, reapareceu vivo e transformado em árabe no filme seguinte. O público, que pagava dois centavos para partilhar das vicissitudes dos personagens, não pode suportar aquele logro inaudito e quebrou as poltronas. O alcaide, por insistência do Sr. Bruno Crespi, explicou num decreto que o cinema era uma máquina de ilusão que não merecia os arroubos passionais do público. Diante da desalentadora explicação, muitos acharam que tinham sido vítimas de um novo aparatoso negócio de cigano, de modo que optavam por não voltar ao cinema, considerando que já tinham o suficiente com os seus próprios sofrimentos para chorar por infelicidades fingidas de seres imaginários.

Por: Fábio Astaire
do site @Cinemacombr

[Cabine da Pipoca] O fabuloso mundo do fanfiction

fanfictionUm dia percebi que existem pessoas comuns que usam sua imaginação para escrever contos baseados em diversas mídias de entretenimento como quadrinhos, literatura, games e cinema. O que mais impressionou neste trabalho conhecido como fanfiction, é a quantidade de textos existentes sobre os mais variados filmes já lançados!

A princípio pode achar mais evidente que existam muitos fãs de Stars Wars que faça todos os tipos de mídias inspiradas na obra de George Lucas, mas de acordo com a lista do site fanfiction.net, que é o maior repositório de fanfictions na rede, existem das mais variadas postagens, não somente de ficção científica como também de clássicos como Cidadão Kane.

Eles conseguem expandir este mundo criado pelo cinema e usam seus personagens para desenvolver histórias paralelas que deixariam qualquer roteirista hollywoodiano com inveja. Vale apena dar uma olhada em pelo menos uma dessas criativas expressões dos fãs escritores, assim como nós, e treinar seu inglês lendo algo que gosta.

Por Fabio Astaire

Para saber mais novidades, dicas e curiosidades sobre o mundo da sétima arte, não deixe de acessar o site CinemaCom, do nosso amigo e colunista Fabio Astaire.

Boa semana a todos e até semana que vem, com mais novidades da sétima arte,  na nossa Cabine da Pipoca, aqui no site mais cultural dos setes mares, O Barquinho Cultural.

Staff O Barquinho Cultural