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[Cantinho Literário] O Prêmio Nobel de Literatura 2014 vai para o francês Patrick Modiano

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Antes de continuarmos a saga de promoção e divulgação de novos escritores, livros e obras literárias, temos que noticiar o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2014, que aconteceu no começo do mês de outubro, no dia 9, na sede da Academia Sueca em Estocolmo, na Suécia.

O 15º autor eleito pela Academia, sucedendo a canadense Alice Munro, foi o escritor e roteirista francês Patrick Modiano, de 69 anos, que é autor de Missing Person (1978), escreveu um argumento de Lacombe Lucien (1974) com co-autoria com o realizador Louis Malle e venceu em 1972 o Grande Prêmio de Romance da Acadêmia Francesa, com os livros Les Boulevards de ceinture, e em 1978 o Prémio Goncourt com o livro Rue des boutiques obscures.

No ano de 2010, foi distinguido com o Prêmio Mundial Cino Del Duca, atribuído pelo Instituto de França, e dois anos depois, em 2012, venceu o Prêmio Austríaco de Literatura Europeia.

As obras de Modiano são centradas a se aproximar de uma forma de auto-ficção pela busca da juventude perdida, contando a vida de indivíduos desconhecidos confrontados aos horrores da história, com cenários na maioria das vezes da Segunda Guerra Mundial e a ocupação na França, pela Alemanha nazista, atribuindo os destinos humanos e a vida do mundo depois da ocupação alemã.

Patrick Modiano é francês, nascido nos subúrbios de Paris, filho de um comerciante judeu e uma atriz da Flandres, que ambos se conheceram na ocupação alemã na França. Mas ele viveu com seus avós e depois foi para o internato, onde viveu sua infância por lá, passando por uma barra dura, aos 10 anos, que foi a morte de seu irmão, isso foi um choque para Patrick.

Modiano vai receber da Acadêmia Sueca, pelo Prêmio de Literatura de 2014, oito milhões de coroas suecas (878,000 euros, 1,1 milhão de dólares). As obras dele são centradas em temas como a memória, o esquecimento, a identidade e a culpa.

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Confira abaixo as obras de Patrick Modiano
La Place de l’Étoile (1968)
La Ronde de nuit (1969)
Les Boulevards de ceinture (1972) (Grand prix du roman de l’Académie française);
Lacombe Lucien (1974); roteiro coescrito com Louis Malle;
Villa triste (1975)
Livret de famille (1977)
Rue des boutiques obscures (1978) (Prix Goncourt);
Une Jeunesse (1981)
Memory Lane
De si braves garçons (1982)
Quartier Perdu (1984)
Dimanches d’août (1986)
Catherine Certitude (1988) (Ilustrado por Sempé);
Remise de Peine (1988)
Vestiaire de l’enfance (1989)
Voyage de noces (1990)
Fleurs de Ruine (1991)
Un Cirque passe (1992)
Chien de printemps (1993)
Du plus loin de l’oubli (1995);
Dora Bruder (1997);
Des inconnues (1999)
La Petite Bijou (2001)
Accident nocturne (2003)
Un pedigree (2004)
Dans le café de la jeunesse perdue (2007)
L’Horizon (2010)
L’Herbe de nuit (2012)
Pour que tu ne te perdes pas dans le quartier (2014)

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O relacionamento conturbado entre a França e o Irã no filme ‘O Passado’

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Nesta semana aqui na Cabine, não será sobre a estreia de Godzilla e nem notícias sobre o novo filme do X-Men, já que os atores que fazem o Professor Xavier, desembarcaram nesta semana aqui no Brasil, mas sim, iremos falar de um filme de 2013, porém que teve sua estreia este ano, no começo do mês, que é o filme “O Passado”, que tem direção do iraniano, Asghar Farhadi e conta com o elenco de Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa.

O filme a relação entre o marido iraniano e sua esposa francesa, que vivem na Europa, mas pelos percausos da vida, ele abandona sua família e retorna à seu país de origem. Mas quando a esposa pede o divórcio oficial, ele descobre que o pedido é motivado pelo fato de ela ter conhecido outro homem e assim, sem demoras, ele retorna ao lar para confrontar a esposa e o novo pretendente dela.

O contexto geopolítico ao qual a França e o Irã estão submetidos é, de certa forma, não exatamente um pano de fundo, mas um norteamento para o desenvolvimento das relações tensas entre o marido iraniano e esposa francesa.

Essa contextualização política da qual Farhadi lança mão é leve, como também é característico de outros diretores iranianos, visto as construções das ligações estabelecidas entre os dois e os demais personagens envolvidos na trama.

Elas tendem muito mais a um drama existencial, em detrimento ao politicamente engajado, do que uma construção fortemente marcada pela crítica política mais efetiva. Isso não tira o mérito dos outros diretores que assim o fazem, só torna o cinema iraniano cada vez mais rico e expressivo mundialmente.

O filme “O Passado”, esteve neste ano no Festival Varilux de Cinema Francês, que aconteceu de 9 a 16 de abril, que ocorreu simultaneamente em 45 cidades do Brasil e filme teve lançamento em todo o país no dia 24 de abril, em diversas salas de cinema, como o Reserva Cultural e Espaço Itaú de Cinema.

O Passado(Le passé)
País: França
Ano: 2013
Duração: 131 minutos
Gênero: Drama
Censura: 12 anos
Direção: Asghar Farhadi
Elenco: Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa

Sinopse
Após quatro anos de separação, Ahmad retorna a Paris, vindo de Teerã, a pedido da ex-mulher francesa, Marie, para finalizar o processo do divórcio. Durante sua rápida estadia, Ahmad nota a conflituosa relação entre Marie e sua filha Lucie. Os esforços de Ahmad para melhorar esse relacionamento acabam revelando um segredo do passado deles.

Curiosidades:
– O filme esteve na seleção oficial do Festival de Cannes 2013.
– “Existe uma atenção elegantemente construída para os detalhes, as reviravoltas inesperadas, os suspenses e as revelações”. – The Guardian
– Do mesmo diretor de “A Separação”, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Trailer do filme – O Passado

 

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O amor verdadeiro no filme “Azul É a Cor Mais Quente”

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Isso ai galera, depois de quase uma semana resolvendo problemas técnicos, aqui estamos, voltando com força total e com muitas novidades no mundo cultural, para trazer sempre o melhor para nosso tripulação e o Cabine da Pipoca, traz um filme francês, que mostra o amor verdadeiro de duas pessoas.

O filme, “Azul É a Cor Mais Quente”, que foi uma adaptação das histórias em quadrinhos, escritas e desenhadas pela escritora Julie Maroh, com o mesmo nome e foi publicada no ano de 2010.

Azul É a Cor Mais Quente, ou seu título original, La vie d’Adèle, foi dirigido por Abdellatif Kechiche e já ganhou diversos prêmios importantes do cinema, como a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2013, e a história se baseia no romance de duas garotas, Adéle de 15 anos e Emma, a menina do cabelo azul, que Adéle descobre sua primeira paixão por outra mulher, mas não revela este segredo e seus desejos à ninguém, enquanto a jovem se entrega totalmente ao seu amor secreto, ela trava uma guerra com sua própria família.

A trama teve sua pré-estreia em primeira mão no festival de Cannes, na França, no dia 23 de maio de 2013, mas foi lançada mundialmente no dia 9 de outubro, também na França, no mesmo ano. Por isso que gosta de filmes que mostram o amor verdadeiro, mas que mescla com um pouco de drama, vai curtir “Azul É a Cor Mais Quente”, que tem um enredo forte, pelo drama que as meninas passam por ter que manter um amor secreto, mas também contém um amor puro e verdadeiro.

Confira abaixo o trailer de “Azul É a Cor Mais Quente”:

Sinopse:
Aos 15 anos, Adele não tem duvidas de que garotas saem com garotos. Sua vida muda para sempre ao conhecer Emma, uma jovem de cabelos azuis, que a permitirá conhecer novos desejos, se conhecer como mulher e adulta. Diante disso, Adele cresce, procura-se, perde-se, encontra-se…

Elenco
Adèle Exarchopoulos – Adèle
Léa Seydoux – Emma
Jérémie Laheurte – Thomas
Catherine Salée – a mãe de Adèle
Aurélien Recoing – o pai de Adèle
Sandor Funtek – Valentin
Direção: Abdellatif Kechiche

Produção executiva: Brahim Chioua
Abdellatif Kechiche
Vincent Maraval

Roteiro: Julie Maroh
Ghalia Lacroix
Abdellatif Kechiche

Gênero: Drama
Direção de fotografia: Sofian El Fani

Edição: Ghalia Lacroix
Albertine Lastera
Jean-Marie Lengelle
Camille Toubkis

Distribuição: Wild Bunch

Facebook: https://www.facebook.com/azuleacormaisquente

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Por Priscila Visconti