[Total Flex] “A Comédia à Margem da Estrada” estreia neste fim de semana em Guarulhos

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Neste fim de semana – 12 e 13 de setembro (sábado e dominfo) – o Grupo LOUPT – LOUcos Por Teatro estreia a peça “A Comédia à Margem da Estrada”, no Teatro Padre Bento, em Guarulhos.

Um texto leve de Osvaldo Coelho, inspirado no conto de Rudy Kipling. Trata-se da história de cinco ingleses que após a invasão da Inglaterra à Índia, vivem completamente isolados do mundo “civilizado” no vilarejo de Kashima, e neste lugar eles fazem de tudo para alcançarem seus objetivos.

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Uma história que nos faz refletir e divertir, além de pensar sobre os sistemas em que vivemos e com a vida que levamos ou deixamos de viver.

SERVIÇO

“A Comédia à Margem da Estrada”
Datas e horários:
12/09/15 às 20h – sábado
e 13/09/15 às 19h – domingo
Local: Teatro Padre Bento
End: Rua Francisco Foot nº 03 – Jd. Tranquilidade – Guarulhos/SP.
Gênero: Comédia
Tempo do espetáculo: 60 minutos.
Indicação: 12 anos.
Ingressos: ENTRADA FRANCA – retirar ingressos com uma hora de antecedência.
Mais informações:
Tel.: (11) 2229-5043
E-mail: formacaocultural.guarulhos@gmail.com

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] Os 150 anos de Alice no País das Maravilhas

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Sem ideia e sem paciência com o Internet Explore, que não sei porque, só está abrindo esse no meu PC e muito apaixonada pela história da Alice no País das Maravilhas, resolvi falar um pouco sobre essa literatura inglesa, que faz sucesso entre crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo, há 150 anos. Desde o dia 4 de julho de
1865, quando Charles Lutwidge Dodgson, ou mais conhecido como Lewis Carroll, começou a história de uma menina chamada Alice, que cai em uma toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurda característica dos sonhos.

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O livro de Lewis é cheio de ilusões, fantasias e sátiras, que leva o leitor realmente ao mundo de mágico das maravilhas, pois faz com que você caia no buraco junto com a pequena Alice.

O primeiro livro lançando no ano de 1865, teve as ilustrações de John Tenniel e teve uma tiragem de 2 mil exemplares, mas foi removida das pratileiras devido a reclamações do ilustrador, pois ele achou que a qualidade da impressão era inferior e não havia ficado como ele queria, já na segunda edição da publicação as vendas se esgotaram rapidamente, tornando assim um grande sucesso, obtendo leitores famosos como Oscar Wilde e pela rainha da Inglaterra da época, a Rainha Vitória, rendendo cerca 180 mil cópias e traduzida para mais de 125 idiomas, sendo que só na língua inglesa teve mais de 100 edições vendidas.

aliceA origem dessa história, começou no ano de 1864, segundo o manuscrito de Alice Debaixo da Terra, no qual originou a história que conhecemos, Lewis Carroll, foi bastante influenciado por seus amigos, como seu mentor George MacDonald, então Carroll decidiu publicar o livro, apenas mudando a versão original, que aumentou o número de leitores, de 18 mil para 35 mil, além do mais ele acrescentou o Gato de Cheshire e o Chapeleiro Maluco. Que essa história é sucesso até hoje, desde na literatura até mesmo nos cinemas, que leva uma legião de seguidores para o buraco do País das Maravilhas ou então vendo essas maravilhas Através do Espelho.

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Conheça um pouco os personagens da história da Alice abaixo

Alice: é a protagonista da história; É racional e corajosa, e vai fazendo considerações à medida que a aventura prossegue. Muitas vezes representada por uma menina de cabelos loiro amarrado por uma faixa preta, no entanto, sua cor de cabelo não foi especificado na obra. E se popularizou através das primeiras ilustrações da obra literária.

Coelho Branco (no original em inglês: White Rabbit): é quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Ele carrega um relógio e parece estar muito atrasado para alguma coisa. Em contraste com a Alice, o Coelho Branco tem medo de tudo – da sua rainha, da Alice e das próprias situações onde se encontra. Esta oposição foi pretendida pelo autor para enfatizar os atributos positivos da personalidade principal. E durante o julgamento de um valete de copas (o último capítulo), dá-se uma mudança repentina na covardia, revelando uma vontade de manipular.

Rato: Revela um grande pavor de gatos e um carácter muito seco quando cita a História com a intenção de secar os animais molhados, deixando-os antes aborrecidos e molhados (terceiro capítulo). Provavelmente foi baseado numa governanta da casa das irmãs Liddell.

Dodô (no original em inglês: Dodo): É uma caricatura do autor, e este terá usado o nome numa paródia ao modo como ele pronunciava o próprio nome, uma vez que era gago (Do… do… Dodgson); Usa palavras excessivamente complicadas.

Arara: Personificação da irmã Loriny Liddell.

Pato (no original em inglês: Duck): É uma caricatura do reverendo Robinson Duckworth, amigo do autor que esteve presente na viagem pelo rio Tâmisa que deu origem à obra presente.

Aguieta (no original em inglês: Eaglet): Reflexão da irmã Edith Liddell e não entende as palavras muito difíceis.

Lagarto: É o humilde servo do Coelho Branco que é empurrado por Alice pela chaminé a cima (quarto capítulo) e mais tarde é um dos jurados durante o julgamento de um valete de copas (décimo primeiro capítulo). Esta personagem (Bill), pode ser uma brincadeira com o nome do estadista britânico Benjamin Disraeli, pois uma das ilustrações de Tenniel em Alice no Outro Lado do Espelho retrata a personagem referida como o Man in White Paper (quem Alice conhece como um passageiro com quem partilha um trem no comboio), como uma caricatura de Disraeli, usando um chapéu de papel.

Lagarta (no original em inglês: Caterpillar): Está sentada num cogumelo a fumar calmamente um cachimbo de água. Não presta muita atenção a Alice, respondendo às suas perguntas com monossílabos.

Duquesa: Muito feia, com um queixo pontiagudo. Concordava com tudo que Alice dizia e procurava issentemente uma moral para tudo, embora raramente tivesse relação ou sentido (oitavo capítulo).

Gato de Cheshire ou Gato Risonho: É extremamente independente e consegue desaparecer e aparecer. Carroll obteve o nome na expressão idiomática da língua inglesa sorrir como um gato de Cheshire. Além disso, o gato representado nas figuras de Tenniel é considerado representativo da raça British Shorthair, devido à forma da boca, considerada como um sorriso9 .

Chapeleiro maluco e a Lebre de Março (no original em inglês: Mad Hatter and the March Hare): São figuras retiradas de expressões correntes no período vitoriano da língua inglesa louco como uma Lebre de Março ou louco como um Chapeleiro, devido ao vapor de mercúrio usado na fabricação de feltro que causa transtornos psicóticos10 ; O Chapeleiro Louco é provavelmente uma referência a Teófilo Carter, um conhecido comerciante de móveis em Oxford pelas suas invenções pouco ortodoxas e pelo uso de uma cartola na parte de trás da cabeça à porta da sua loja 11 ; São ambos totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o Gato Risonho). Estão perpetuamente na hora do chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro discutiu no mês de Março com o Tempo e, em vingança, este não muda a hora para os dois habitantes. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao cantar uma música na sua presença, pelo que esta sentenciou a sua decapitação sob o pretexto de estar a matar o Tempo.

Arganaz (no original em inglês: Dormouse): Está constantemente a dormir e ocasionalmente acorda durante alguns segundos. Conta uma história sobre três irmãs, nomeando-as de Elsie, Lacie e Tillie. Estas são as irmãs Liddell: Elsie é LC (Lorina Charlotte), Tillie é Edith (seu apelido de família é Matilda), e LaCie é um anagrama de Alice.

Rainha de Copas (no original em inglês: Queen of Hearts): É talvez a caricatura da mãe das irmãs Liddell; É extremamente autoritária e impulsiva, estando constantemente a ordenar aos seus soldados (cartas de baralho) decapitar todos. Porém o Grifo disse que tal é apenas uma fantasia dela, uma vez que depois ninguém morre.

Valete de Copas: Inicialmente é o criado que transporta a coroa do Rei, mas mais tarde é acusado de roubo de torta (décimo primeiro capítulo).

Rei de Copas: O rei tem menos influência do que ela, pelo que vive na sombra desta; É talvez a caricatura do pai das irmãs Liddell.

Grifo: Diz as piores deixas, em contraste à sua antiga linhagem. Provavelmente é uma caricatura dos estudantes do colégio onde leccionava o escritor (é o brasão de armas do Trinity College, em Oxford, e aparece no respectivo portão10 ).

Tartaruga Fingida (no original em inglês: Mock-Turtle): É uma triste vítima do destino, pois foi em tempos uma tartaruga de verdade que vivia no mar. O nome tem origem na Sopa de Tartaruga Fingida (no original em inglês: Mock-Turtle Soup) vulgar na Inglaterra, sendo um caldo verde feito com cabeça de vitela de modo a imitar sopa de tartaruga10 . Daí Tenniel ter ilustrado esta figura com uma cabeça de bezerro, cauda e pernas; Esta personagem fala de um professor de Despenho que era um Congro, que costumava ensinar-lhe uma vez por semana Despenho, Destroço e Tintura a Carvão. Esta é uma referência ao crítico de arte John Ruskin, que ia uma vez por semana a casa de Liddell ensinar Desenho e Pintura a óleo às irmãs.nota 4 ; A personagem também canta “Sopa de Tartaruga”, uma paródia a Bela Estrela (Beautiful Star), que foi executada como um trio por Lorina, Alice e Edith Liddell para Carroll em casa de Liddell, durante o mesmo verão em que foi contada a história de As Aventuras de Alice Debaixo da Terra.

Por: Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O Sal da Terra – A história do fotográfo Sebastião Salgado

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Já era para termos publicado, mas a falta de tempo e a correria do dia-a-dia, nos empacava no caminho, mas aqui estamos, falando do documentário de grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que estreou no mês de março, nos cinemas em todo o Brasil.

O Sal da Terra, foi dirigido pelo seu filho Juliano Salgado e Wim Wender, que também fez a produção do documentário, junto com Lélia Wanick Salgado, David Rosier, Julia de Abreu, Fakhrya Fakhry, Andrea Gambetta e Christine Ponelle.

10392507_392542804240664_3682901735076140090_nO documentário trata da história de Sebastião Salgado e de suas aventuras fotográficas, viajando ao redor do mundo, seus passos de uma humanidade sempre em mutação e testemunhando alguns dos principais eventos da nossa história recente, conflitos internacionais, a fome e o êxodo. Ele agora embarca na descoberta de territórios imaculados, da flora e da fauna selvagem e de paisagens grandiosas como parte de um enorme projeto fotográfico. Uma homenagem à beleza do planeta.

Antes de Wenders ingressar na equipe do documentário, Juliano, já havia feito algumas cenas de seu pai em ação, registrando várias imagens da jornada do fotógrafo.

Com a chegada do cineasta alemão, o documentário passou a ter um olhar mais pessoal e profundo, embora as sequências filmadas por Juliano, também foram bastante importantes, mas Wenders buscou mais ligação com a obra do fotógrafo, pois focou em tomadas preto e branco, já que Salgado, prefere fazer suas fotos assim também,
mas ele também retratou ambientes de trabalho, colhendo depoimentos com a câmera em close.

O filme não possui um formato quadrado, pois tem uma narração de Wenders, outra mais discreta de Juliano e ainda os depoimentos, que são tão longos e reflexivos que acabam assumindo também a forma de narração.

Assista abaixo o trailer do documentário “O Sal da Terra”:

Mais informações sobre o documentário:

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O Sal da Terra (The Salt of the Earth)
Ano: 2014
Duração: 110 min

Estrelando
Sebastião Salgado

Direção
Wim Wenders
Juliano Ribeiro Salgado

Produção
Wim Wenders
Lélia Wanick Salgado
David Rosier
Julia de Abreu
Fakhrya Fakhry
Andrea Gambetta
Christine Ponelle

Roteiro
Wim Wenders
Juliano Ribeiro Salgado
David Rosier

Produzido
David Rosier

Música
Laurent Petitgand

Lançamento
França – 15 de Outubro de 2014
Brasil – 12 de Março de 2015

Prêmios
Prêmio Especial na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes 2014

Mais informações
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Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Os 70 anos de Jason Voorhees!

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Bem, como essa semana teremos uma sexta-feira 13, então nada mais justo do que falarmos sobre ele, o aniversariante do dia, Jason Voorhees.

Nascido em 13 de julho de 1945, apesar de ser um personagem fictício, é o principal personagem dos filmes de terror da franquia Sexta-Feira 13. O assassino Jason é filho de Pamela Voorhees e Elias Voorhees, Jason também tem uma irmã (Diana Kimble) só por parte de pai.

Jason-voorhees-003Mas, esse número 13 não é só porque ele nasceu neste dia, mas coincidentemente ele também faleceu num dia 13, mas em junho de 1958, em Crystal Lake por negligência dos monitores que cuidavam das crianças acampadas ao redor do lago.

A causa da morte do jovem Jason, ocorreu porque não tinha adultos olhando as crianças enquanto eles brincavam, e isso fez com que uma das crianças, se afogasse e morresse no acampamento, porque os instrutores davam preferência pelos seus apetites sexuais, ao invés de administrar seu trabalho. Muita negligência!

Pamela, sua mãe, era a cozinheira do acampamento, mas Jason voltou dos mortos para vingar a morte de sua mãe. Muito alto e bastante forte, ele pesa mais de 110 quilos e tinha um pouco mais de 1,90. A máscara que ele utiliza é pra esconder as marcas terríveis que ficaram em seu rosto, após sua morte.

Sua arma favorita é o facão ou o machado, e algumas vezes ele mata com suas próprias mãos, dando um grande abraço  de urso, até imobilizar e matar as vítimas, Jason também costuma usar um tipo de golpe esmaga crânios, onde ele põe suas mãos na cabeça de uma pessoa e aperta até que seja literalmente esmagada.

Em outros casos, Jason quebra o pescoço de suas vítimas virando a cabeça de uma pessoa para trás em 180° graus com suas próprias mãos. Outro golpe que Jason Voorhees prefere usar é penetrar o braço em suas vítimas, sendo severamente atravessada.

107325354Ele nunca ataca crianças, simplesmente não faz nada quando vê uma na sua frente. Seu alvo favorito são jovens monitores de acampamento.

Jason nunca amou ninguém, apenas sua mãe, que após ter sido decapitada, ele ainda guarda a cabeça dela em seu barraco,  onde ele só costuma sair nas noites de sexta-feira 13.

Um jovem rapaz que sofreu bullying na infância e na adolescência, que foi negligenciado por cuidados, e acabou morrendo, no mesmo local onde a mãe foi brutalmente morta e que ele prometeu se vingar de todos que o ignorou quando ele mais precisou.

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Confira abaixo uma entrevista exclusiva que Jason Voorhees concedeu para o Arsenio Hall Show. Sempre calado e bastante observador.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] “Quase em Casa” retrata de forma poética as idas e vindas da vida

Foto por: Vitor Araújo

Foto por: Vitor Araújo

O que vivemos nesta vida, só nos interessa a nós e a quem viveu junto conosco. Mesmo com o passar do tempo e as mudanças sendo inevitáveis, porém o que ficou marca e fica para sempre em nosso retrato.

Baseado nisso, o diretor e produtor Weslley Cruz desenvolveu a obra “Quase em Casa”, inspirada em um dos grandes sucessos de Chico Buarque em parceria com Vinicius de Moraes, “Valsinha”.

Quando somos jovens queremos tudo para já, viver cada momento intensamente, se apaixonar repentinamente, sem visar muito para o amanhã, todavia essas surtos impulsivos podem marcar eternamente nossa vida, dando-a outro rumo e trazendo quem menos esperávamos para perto de nós, e nos afastando de quem nunca pensávamos em viver sem. Porque quando é para ser, nem mesmo o tempo a de impedir.

A vida acaba se tornando uma grande história, onde os encontros e desencontros acontecem de forma oportunas, os amores e desamores vem e vão, fazendo com damos voltas e voltas em torno de uma cena, onde sempre acabamos voltando para aquela que mais nos apetece. Um ciclo comum e rotineiro, em que nos faz priorizar aqueles que serão os primeiros.

O curta-metragem “Quase em Casa” trata um pouco desta cena do cotidiano das pessoas, mostrando que mesmo que a vida de voltas, quem permanece nela, mesmo com seus percalços, permanece.

Assista abaixo o curta “Quase em Casa”, uma produção independente da Siberian Tigers Audiovisual:

Por: Patrícia Visconti