[Caixa de Som] Crowdfunding se firma como o mecenato da atualidade

capa-sangue-novo

Nos tempos atuais, em que o mercado cultural está cada vez mais restrito, pois visa ao lucro certo e imediato, artistas buscam o próprio público para viabilizar seus projetos, como CDs, DVDs, shows. E o crowdfounding (financiamento coletivo) se firma como um mecanismo de concretizar os trabalhos com alguma segurança.

Surgido por volta de 2010 no Brasil, hoje já existem mais de 30 plataformas de financiamento coletivo de projetos, e as iniciativas ultrapassaram a seara musical e há financiamentos nas áreas ambiental, social, acadêmica, para ajuda a animais, a instituições de caridade, de fomento a pequenas empresas (inclusive produção de cervejas artesanais) etc.

campanha-juliana“Para os artistas independentes que não têm gravadora nem empresário para patrocinar seus projetos, e também têm dificuldade de conseguir patrocínio de empresas para seus projetos aprovados em leis de incentivo, o financiamento coletivo é uma alternativa um tanto interessante, pois quem escolhe se o projeto será finalizado é o público, são as pessoas físicas, que também podem sentir que fazem parte do processo todo. O público que gosta do artista, que realmente consome seu produto, vai aos shows, divulga o trabalho do artista no boca a boca”, diz a cantora e compositora Juliana Lima, que buscou a plataforma Catarse para finalizar a produção de seu primeiro DVD, “Aquariana” (para apoiar a produção do DVD, acesse catarse.me/julianalima).

Veja o anúncio da campanha de Juliana:

gustavoGustavo Rosseb, do trio Capela, também ressalta a importância desse meio de levar adiante produções artísticas a partir da colaboração dos próprios fãs: “A maior importância é que se trata do poder na mão do povo. Ao invés de esperar por aprovação em algum edital ou coisa do tipo, você pode ter seu projeto custeado por seus amigos, parentes e familiares. É mais fácil de fazer as coisas acontecerem”. O Capela obteve recursos para a gravação de seu segundo CD, “Sangue Novo”, também pelo Catarse. Além do CD, Gustavo – que também é escritor – está recorrendo a essa plataforma para produzir seu audiolivro.

“Hoje o financiamento coletivo tem ganhado muito espaço entre as pessoas que pretendem realizar algum projeto. Depender de editais e coisas assim faz com que você fique à mercê de alguém que está lá do outro lado, recebendo seu projeto para avaliá-lo. Um alguém que você não conhece. Que não tem (e não precisa ter) amor e respeito pelo seu trabalho. Você fica na dependência desse desconhecido para que seu projeto seja aprovado e em um tempo indeterminado. E quantos são os casos em que se escuta que o projeto não saiu?”, acrescenta Gustavo.

“O crowdfunding é o mecanismo ideal para viabilizar projetos com valores mais modestos ou que estão prestes a serem finalizados e é pelo apoio de pessoas físicas, pois contam com o envolvimento dos amigos, dos parentes e do público mais próximo inicialmente. Diferente de uma lei de incentivo como a a Lei Rouanet ou o Proac, que geralmente envolve valores bem maiores e contam com isenção fiscal de empresas e verba pública”, detalha Juliana.

Mas nem só artistas independentes ou fora da grande mídia tem recorrido ao crowdfunding. A plataforma Queremos!, por exemplo, proporciona que os fãs de determinado artista ou banda banquem a apresentação de seus ídolos. A plataforma foi criada em 2010 e já viabilizou a realização de mais de 80 apresentações de bandas internacionais – como Vampire Weekend, Tame Impala e Franz Ferdinand – e brasileiras, casos de Clarice Falcão e Paralamas do Sucesso.

Fundado em 2011, o Catarse é voltado a projetos nas mais diversas áreas, como arquitetura e urbanismo, esportes, teatro, educação, games, além da musical. Segundo o site da plataforma, já foram finalizados quase 3.100 projetos desde então, mais da metade deles em iniciativas voltadas às artes – música, literatura, cinema e teatro.

“O Catarse é a primeira plataforma de financiamento coletivo criada no Brasil, tem muitos projetos bem-sucedidos que passaram por lá, e por isso eles trabalham com seriedade. Na hora de fazer um projeto que tem um envolvimento tão grande de pessoas, é preciso fazer parcerias com quem tem credibilidade”, destaca Juliana, no qual é seguida por Gustavo: “O Catarse é uma plataforma famosa aqui no Brasil. Não só famosa, mas conceituada. Passa segurança para quem apoia e todo o respaldo possível pra quem tem um projeto por lá.”

Essa possibilidade de o próprio “consumidor” financiar o que gosta é uma das principais características desse meio que pode ser considerado o mecenato da atualidade. “Há muito tempo os valores e os papéis se inverteram. O financiamento coletivo é um modo, mesmo que singelo, de fazer as coisas retomarem seu devido lugar. Quem tem o poder de decisão é o público que escolhe o que quer ver e ouvir e não a indústria cultural”, ressalta Juliana.

E ainda observa outro ponto fundamental: “E rola um lance de economia criativa bem interessante. Sabemos que viver de arte no Brasil é outra arte! Eu já perdi a conta de quantas vezes ganhei dinheiro com a música e reinvesti tudo na música novamente, em equipamentos, em instrumentos, em gravações, em produções. Chega uma hora que você não sai do lugar e começa a morrer na praia. Por isso, buscar meios alternativos de financiar os projetos culturais é um modo de prosseguir com esse sonho, que é respirar a arte e espalhá-la por todos os cantos que eu passar”.

As plataformas costumam cobrar um percentual da arrecadação a título de remuneração pela intermediação do serviço, mas há outras que não cobram. Em geral, há uma meta de valor a ser alcançado em determinado período. Se não for alcançado, os que apoiaram têm o dinheiro de volta – é a modalidade “tudo ou nada”. A maioria das plataformas exige que os artistas retribuam a colaboração com alguma recompensa, que vai de um CD autografado a ingressos VIP para os shows viabilizados.

Veja algumas plataformas para financiamento coletivo:

Catarse – para os mais variados projetos; cobra comissão de 13% se o projeto se realizar.

Kickante – para iniciativas de causas sociais e de empreendedorismo; cobra 15% para projetos que não alcancem a meta e 12% dos bem-sucedidos.

Benfeitoria – para iniciativas variadas, inclusive inclusão social e saúde; não cobra comissão, financia-se por meio de doações.

Juntos com Vc – para ações sociais tocadas por pessoas físicas e ONGs; não há comissão, mas cobra taxa de administração para acolher as doações.

Bicharia – para arrecadar fundos de projetos que atendam à causa dos animais; cobra 10% do arrecadado mais taxa de administração.

Queremos! – para o público financiar shows de suas bandas preferidas e para artistas e produtores em busca de apoio aos projetos; cobra 15% sobre os ingressos vendidos.

Impulso – foco em microempreendedores de baixa renda; há seleção prévia dos projetos; cobra 12% do arrecadado em projetos bem-sucedidos.

Social Beers – para financiar produção de cervejas artesanais; taxa de administração varia conforme a complexidade do projeto.

Bookstart – financia publicação de livros inéditos por meio do mecanismo de pré-venda da obra; atende a autores e editoras; cobra taxa de administração em caso de sucesso da campanha, variável conforme os custos envolvidos.

Variável 5 – financia projetos culturais; é ainda uma agência de comunicação e produtora cultural; cobra comissão de 11% se o projeto for bem-sucedido.

Viabilizza – para apoio ao esporte e gestão de projetos esportivos; aceita também financiamento de livros ou filme sobre times, modalidades esportivas e atletas; cobra 15% do arrecadado.

Vakinha – para doar dinheiro para os mais variados fins: de compra de óculos a ajuda a quem perdeu tudo em um assalto; desconta as taxas cobradas pelos meios de pagamento: 6,4% do valor da doação por cartão de crédito; 2,99% por boleto; R$ 0,50 por transação e R$ 5,00 pelo saque.

Vasco Dívida Zero – específico para o time carioca honrar suas dívidas junto à Fazenda Nacional.

Eu Patrocino – para empreendedorismo; cobra 12% sobre o valor bruto arrecadado.

Por: Carlos Mercuri, do Blog por Bloga

[Caixa de Som] 2 Coelhos: Um projeto que reúne música e espontaneidade na mesma harmonia

11182196_830330110393392_43162457065909639_n

Quando dois amigos bem humorados e apaixonados por música se juntam, só pode dar um encontro musical e espontâneo, com criações originais e peculiares, com letras que remetem a rotina diária de uma grande cidade, com seus amores e desamores. Surgindo desde então, o projeto 2 Coelhos.

10341877_642018935891178_8960291750168406498_nA 2 Coelhos é uma banda formada pelos músicos brasiliense, Jim Dom e Regnaldo Neto, e meses depois ingressaram a trupe, Danilo Lins e Renata Goulart, trazendo novas influências e autenticidade ao grupo, que faz uma mistura de gêneros e estilos, que vão do Folk a Bossa Nova, da MPB a música country. Com instrumentos afiados e consolidados na mesma sintonia, unindo o ritmo, poesia e melodia, tudo em uma única harmonia.

Canções que você que elevam a refletir sobre si, o mundo e seus amores, um ritmo diferenciado das músicas tocadas nas rádios hoje em dia, com letras que fazem sentido a qualquer pessoa que saiba interpretar e contemplar uma música qualidade. Falando de amor e de um cotidiano de uma grande cidade, como Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, apenas traduzindo em poesia traspassamento mundano. Ou como a banda mesmo diz; “Quase uma jovem-guarda da cracolândia”.

10440291_803958929697177_5127553356943296709_n

Conheça um pouco mais sobre o 2 Coelhos, no videoclipe de “Sete Dias”:



Para saber mais sobre o projeto acesse: Facebook | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Festival Fuego Jazz reúne música, arte e culinária em um único espaço

DSC_0303

Nesta semana temos feriado, e o melhor que ele se conecta com o fim de semana, e para que todos possam aproveitar o melhor dele com muita música, arte e cultura, deixamos o Caixa de Som para sexta e nesta quarta-feira iremos dar uma dica bem bacana, para os amantes de jazz, funk, rap e gastronomia.

3 (1)Inicia-se nesta sexta-feira (1º) e vai até o dia 29, no Nômade in Hostel, localizado na Vila Mariana, a primeira edição do Festival Fuego Jazz, com música de qualidade e culinária artesanal, exclusivamente criada para o evento.

O festival traz uma repertório de primeira linha, com os DJs mais conceituados na cena independente paulista, como Finos Crew Deejays (DJs Voodoo e Jay Haka) do coletivo de DJs formado no ABC paulista desde 2011, apresentando uma fina seleção musical com um repertório que vai do jazz, hiphop ao Funk 70′.

Foto Chaiss Quarteto
Outra atração para lá de musical é o show da banda Chaiss Quarteto, grupo originário do inovador projeto Chaiss na Mala, que ocupou ruas de cidades do Brasil, entre outras das performances dentro das estações de metrô paulistanas, com música instrumental e agora se prepara para lançar o seu primeiro disco influenciado pelo hard bop e o jazz contemporâneo.

DSC08907Além do mais, o Chef Leo Bosso traz um menu especial, com pratos caseiros feitos na brasa, com preços acessíveis, aproximando o público a boa comida, e num clima agradável e aconchegante como o Nômade in Hostel.

Uma atração bastante cultural pra agitar o feriado daqueles que adoram arte, cultura e não querem gastar muito, afinal cultura de qualidade e tranquilidade é tudo que todos querem para aproveitar a folga prolongada.

O Festival Fuego Jazz acontecerá em todas as sextas-feiras no mês de maio, sempre começando as 16h e se prologando até a noite, com várias atrações musicais e gastronômicas.

SERVIÇO

Festival Fuego Jazz

Data: 01/Maio/2015 (Sábado)
Horário: 16:20 às 23:00
Local: Nômade in Hostel
End: Rua Eça de Queiroz, 414, Vila Mariana/ SP.
Entrada: R$ 10,00

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Jamie Lynn Spears uma ascensão da música country mundial

1450905_672580502786891_881563468_n

Todos conhecem muito bem sua irmã, ela é um dos maiores fenômenos da música pop dos últimos 15 anos, e já ouviram falar alguma coisa dessa cantora e atriz.

britney-spears-320Jamie Lynn Spears é irmã da princesa do pop, Britney Spears, apesar do sobrenome bastante famoso, a carreira musical de Jamie não é muito difundida aqui no Brasil, muitos a conhecem de quando ela era adolescente e fazia séries infanto-juvenis na Nickelodeon, além de participar do filme estrelado por sua irmã “Crossroads”.

Mas, hoje a garota cresceu e criou suas próprias asas, para propagar sua música sem depender da sombra de Britney. Hoje, com 24 anos, completados no último dia 4 de abril, a garota lançou recentemente seu novo EP “The Journey”, que se encontra disponível no iTunes.

article-2692766-1FA7419500000578-424_634x779Com uma batida que remete ao country, mas com umas pitadas de pop, Jamie excursiona realizando pequenas apresentações pelo interior dos Estados Unidos, além do mais a cantora se juntou ao time de estrelas ascendentes da música country, como juntar Hank Williams Jr., Brad Paisley, Dierks Bentley, Thomas Rhett, Leah Turner para realizarem a segunda etapa anual do “Taste of Country Music Festival”, acontece em de 13 a 15 de junho, no Hunter Mountain.

jamie-lynn-spears-video-preiere-watch-nowUma artista que tem muito a crescer, e um potencial invejado, pois não quer depender da irmã famosa para conquistar seu espaço, mas sim batalhar sozinha para ganhar sua própria luz, afinal ela já escolheu a country music para evitar comparações com Britney, além de se identificar bastante com o gênero que canta atualmente.

Confira abaixo “Shotgun Wedding”, uma das faixas do novo EP de Jamie:

Para conhecer mais sobre a cantora, acesse seu site oficial ou então suas redes sociais, onde ela sempre publica fotos, vídeos e novidades sobre sua carreira.

Site | Twitter | FacebookInstagram | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Os “Primos Distantes” mais próximos da música

9711_427384277352363_747866628_n

Eles não são primos, tampouco distantes, são apenas dois amigos que se conheceram há 13 anos atrás, quando tinham uma banda na época do colégio, e por intermédio dela as influências musicais os uniram, a partir dai a parceria foi crescendo e proliferando em forma de sons e ritmos.

Caio Costa e Juliano Costa se conheceram em 2001, e desde então 971016_455302237893900_1309347552_nsempre fazendo música e compartilhando suas ideias relacionadas no mundo musical, apesar do projeto da dupla se tornar oficial apenas em 2013 e o primeiro álbum – homônimo a banda – só em 2014 .

A banda que tem influências pop, rock, mpb, mas eles não se focam apenas nesses estilos, pois adoram mixar com outros gêneros, já que no próprio som dos garotos podemos ouvir uma sonoridade meio folk, indie e até soul. Mas, é basicamente essa a essência do grupo, não se rotular e deixar que o público defina seu estilo.

269200_420901814667276_444991967_nAlém do mais, Caio e Juliano compõem suas próprias canções, e conta com grandes músicos os acompanhando na instrumentalização e também nas parceria das composições, entre eles estão Thales Othón, Renato Medeiros, Victor Chaves e Rafael Castro, que também produziu e masterizou o primeiro compacto da dupla.

Um som autêntico e sagaz, com letras originais que remetem ao cotidiano, a sociedade, relacionamentos, a rotina de uma pessoa comum que apenas quer viver e ser feliz, mas da sua própria maneira, e não da forma que querem impôr à ela.

Assista abaixo um pouco do recado da dupla no videoclipe do single “Dragão”:

Para conhecer mais sobre a Primos Distantes acesse:
Site | Facebook | SoundCloud | Youtube

Para fazer o download gratuito o primeiro disco da Primos Distantes, acesse o site oficial da dupla e ouça um pouco mais os garotos.

Por: Patrícia Visconti