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[Caixa de Som] Música e futebol: Duas paixões mundial em uma única mostra

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Como todos sabemos, futebol é uma paixão nacional, e com as proximidades da Copa do mundo que será sediado no Brasil neste ano, não podemos deixar de fora da nossa embarcação, afinal por aqui futebol e música são unanimidade por aqui.

Não é de hoje que a música caminha paralelamente com a bola, na década de 30 a pequena notável, Carmem Miranda, fez uma homenagem aos torcedores brasileiros que sonhavam em ir à copa na França em 1938, e a partir daí a música ganhou os estádios, motivando os jogadores, animando os torcedores e propagando a cultura de cada país.

vitrolaE para divulgar essa cultura que motiva multidões e conquista seleções, o Sesc Pompéia contará um pouco dessa história, desde o último dia 16 de maio até 13 de julho, na exposição “Música de Chuteiras”, ocupando a Rua Central, o Hall do Teatro e o Conjunto Esportivo. Idealizado pelo SESC, do jornalista Marcelo Duarte, com projeto cenográfico do arquiteto Álvaro Razuk, além do acervo de dois grandes colecionadores de música de o futebol no Brasil, o radialista gaúcho Beto Xavier, um especialista no tema. Em 2009, ele lançou o livro “Futebol no País da Música”, a mais completa obra do gênero no Brasil, e o colecionador Francisco Antônio Neto, piauiense de Campo Maior e radicado em Curitiba, encantou-se com a ideia de começar uma coleção temática. Francisco participa de feiras de discos de vinil e é figura conhecida nos sebos de várias capitais. E ainda tem uma rede de colaboradores espalhados pelo mundo que procuram discos para ele.

A mostra apresenta mesas interativas e cabines interativas, depoimentos de compositores e intérpretes, na hora de compôr suas canções, além de apreciar as letras e histórias, dentre conferir gols marcantes de Copas do Mundo conquistados pela seleção brasileira.

Itapema-Futebol-no-País-da-Música2Ademais a exposição apresenta os hinos de 32 países participantes, e também os hinos oficiais da FIFA, desde o início destas escolhas em 1962, com o grupo Los Ramblers que apresentou “El Rock Del Mundial” na terceira edição do tradicional Festival Internacional da Canção de Viña Del Mar, realizado no Chile, país que sediaria a Copa do Mundo daquele ano. Os roqueiros aproveitaram a euforia do público com o Mundial para produzir uma canção temática, embaçando assim o mundial naquele ano. Assim, surgindo uma tradição, escolhendo uma canção oficial a cada Copa do Mundo.

E por falar em tradições, umas dessas canções “hino da Copa”, a música “Waka Waka”, da cantora colombiana Shakira é considerada a música oficial de maior sucesso até os tempos atuais, e na exposição o visitante irá descobrir que ela é uma adaptação de “Tsamina” ou “Zangaéwa” e virou hit internacional do grupo camaronês Gold Songs, ainda em 1986. Dentre outras curiosidades do mundo da música, no mundo da bola.



Uma mostra que agregará fãs não apenas de futebol, mas principalmente dos admiradores de música e de história, pois essa será uma grande narrativa de ambas tradições e paixões mundial.

SERVIÇO:

Sesc Pompeia apresenta a exposição “Música de Chuteiras”,
na Rua Central, no Hall do Teatro e no Conjunto Esportivo

Data: De 16 de maio a 13 de julho 2014
Horários: terça a sábado, das 11h às 21h, domingos e feriados, das 10h às 20h
Classificação indicativa: Livre
Local: SESC Pompeia
End: Rua Clélia, 93
Telefone para info: (11) 3871-7700

E já que estamos falando de música, um MC que anda fazendo sucesso com um música em homenagem ao mundial no Brasil, mas que não entrou como música oficial da Fifa, com quase 30 mil visualizações no youtube, o MC Guimê, traz irreverência e efervescência nova para comemorar a Copa do Mundo, com um dos jogadores mais bem pagos atualmente no Brasil, Neymar Jr e do rapper Emicida.

O videoclipe da canção “País do Futebol” é uma realização em parceria com o longa-metragem, “Pelada, futebol na favela” e foi dirigido por, Fred Ouro Preto. Confira abaixo:


Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] SMF traz 12 horas de muito Rock n’ Roll!

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Há cinco anos atrás um festival reunia diversas bandas do cenário hard core que ganharam êxito extremo em todo o BGrasil, entre elas estão, Fresno, CPM 22, Strike, Restart, Gloria, Forfun, entre outros. Desde então, novos grupos se apresentam, intercalados com bandas novas e outras, já conhecidas.

O Sampa Music Festival está na 11ª edição, sempre mostrando e propagando a cultura alternativa, é considerado hoje o maior festival de música independente de rock do país, sempre trocando experiências de bandas já renomadas, com outras que ainda estão começando e reunindo fãs de todas as tribos e lugares de São Paulo.

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Neste ano, o festival acontece no dia 8 de junho, no Espaço Victory, em São Paulo, e traz um line up apresenta bandas de peso e notoriedade, a nata do rock e hard core do país, como Forfun, Fresno, Rancore, Gloria, Project46, Johnwayne e mais 13 atrações que mostrarão em dois palcos com equipamentos de primeira, assim como o som, pois serão 12 horas ininterruptas de música de qualidade. Além disso, a maior vitrine de bandas novas da atualidade, irá levar uma revelação subir no palco do SMF, para participar os grupos devem seguir as instruções abaixo:

1 – Faça uma imagem que contenha: Foto e logotipo da sua banda e logotipo do Sampa Music Festival (baixar AQUI);
2 – Poste a imagem pelo Face da sua banda com a frase: Eu também quero ver a “NOME DA SUA BANDA” no @Sampa Music Festival 11 (com @, marcando a página do evento). (Abaixo pode escrever o que mais quiser, no post).
3 – Peça para seus amigos e fãs compartilharem esta imagem!
4 – Envie o link do post para producao@sampamusicfestival.com.br até quinta-feira (05/06) às 16 horas.

A banda que alcançar o maior número de compartilhamentos se apresentará no Sampa Music Festival 11!

IMPORTANTE:
* Posts que tiverem mais de 1 compartilhamento feito pela mesma pessoa ou compartilhamentos feitos por perfis fakes serão DESCLASSIFICADOS da promoção. Salvo exceções quando o dono do post, ao enviar o link, comunicar a produção os compartilhamentos que devem ser desconsiderados.

Simples e objetivo: Está ligado no movimento, abraçou a oportunidade, se empenhou, fez o corre mais monssstro??? TOCOU NO SAMPA MUSIC FESTIVAL 11!!!

RESULTADO: Quinta-feira às 20h na fanpage oficial do festival (@Sampa Music Festival)

Os ingressos estão à venda no site oficial, e em diversos pontos espalhados pela capital paulista, São Bernardo do Campo, Santo André e Guarulhos.

O line up oficial do Sampa Music Festival 11 é o seguinte:

– Forfun
– Fresno
– Rancore
– GloriaSampaMusicFestivall11-600x500
– Project46
– Johnwayne
– Protozóides
– Saint Dogs
– UP
– Lakamy
– Suavemente
– Faith
– Intervibe
– Espólios (RJ)
– Delunes
– Maieuttica (RJ)
– Botitle
– Slide Up
– Valense

SERVIÇO

SAMPA MUSIC FESTIVAL 11

Data: 8 de junho de 2014
Local: Espaço Victory
End: Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha (ao lado do Metrô Penha)
Hora: das 10 às 23 horas
Ingressos: R$ 40 a R$ 100
Classificação: Menores de 12 anos somente acompanhados do responsável
Abertura da casa: 1h antes do início do evento
Acesso para deficientes.
Site e para compras online: www.sampamusicfestival.com.br
Telefone para informações: (11) 5061-5878
– Não será permitida a entrada de pessoas portando qualquer tipo de alimento, bebidas e objetos cortantes. Chapelaria: R$ 5,00

PISTA: 1º lote: R$40,00 (Até 31/05) | 2º Lote: R$50,00 (Até 06/06) | Na porta: R$60,00.
VIP PREMIUM: R$100,00 (apenas 70 ingressos – com acesso ao backstage do Palco 2)

Pontos de venda:

São Paulo
Galeria do Rock – Loja 255: 1 andar – Fone: 3361.6951
Augusta – Sick N Silly: Rua Augusta, 2056 – Fone: 3081.3899
Santo Amaro – Black Blue: Shopping Boa Vista – Fone:2609.5351
Penha – Ska Skate: R. Capitão João Cesário, 79 – Fone: 2305.7000
Tatuapé – Black Blue: Rua Itapura, 1240 – Fone: 2609.5351

Guarulhos:
Loja Sense 1: Felicio Marcondes, 262 – Centro – Fone: 2440.8356
Loja Sense 2: Cerqueira Cesar, 48 – Centro – Fone: 2409.4456
Loja Sense 3: Joao Gonçalves, 32 – Centro – Fone: 2408.4469
Loja Sense 4: Shooping Bonsucesso – Fone: 2498.4612

São Bernardo: Age Of Deams: Marechal Deodoro, 1574 – fone: 9 7616.6861
Santo André: Metal CDs: Dona Eliza Flaquer, 184 – fone: 4994.7565

Ingresso online: www.sampamusicfetival.com.br
Infoline: 11 5061.0972

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Jair Rodrigues: Um artista sem rótulos, apenas um apaixonado pela música

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O post de hoje era para ter saído na semana passada, mas com mil coisas na cabeça e centenas de pautas enfileiradas desde o mês passado, acabaram tumultuando minhas ideias.

Porém, para não atrasar mais, cá está…

Como todos sabemos no último dia 8 de maio, o cantor Jair Rodrigues faleceu em sua casa em Cotia, Grande São Paulo, enquanto estava na sauna. O motivo da morte foi fulminante, já que até antes ele estava bem, e prestes a dar continuidade a sua agenda de shows.

Jair Rodrigues tinha 75 anos, completado no último 6 de fevereiro. Um artista completo, cantava do ritmos tradicionais brasileiros, como o sertanejo e o samba, passando pelo o rap, funk, pagode, até o rock.

Jair e elisNascido em Igarapava, mas criado em Nova Europa, o músico teve outras profissões antes de se tornar um cantor, como engraxate, mecânico e pedreiro, mas foi quando se inscreveu no programa de calouros da Rádio Cultura e classificou-se em primeiro lugar, fazendo sua vida mudar repentinamente.

Um grande parceiro da cantora Elis Regina, ambos fizeram bastante sucesso cantando juntos, principalmente em O Fino da Bossa, programa da TV Record.

O seu maior sucesso dentro todos que ele teve, com certeza foi ‘Disparada’, canção que venceu o ‘Festival de Canção de 1966’, empatado com ‘A Banda’, de Chico Buarque. Desde então, assegurou Jair a dar continuidade a sua carreira, trazendo efeitos em seus êxitos como artista.

jair rodrigues, nara leão e chico buarqueGravou samba-enredo, e sucessos que até hoje são marcados, assim como a sua energia e sua alegria, que contagiava por onde passava. Foram quase 50 anos de carreira, que ficaram para sempre marcados na música popular brasileira, assim como o carisma que cativava esse grande artista.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Neto Lobo e a Cacimba canta a essência do nordeste, com uma pitada de música popular

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Quando mistura-se rock com uma pitada de ritmos interioranos do nordeste, só pode dar música original e de qualidade, afinal o novo sempre cativa aos ouvidos mais apuradas e as mentes abertas. Essa é a tendência da banda Neto Lobo e a Cacimba.

neto_cacimba 2O grupo já segue esse compasso desde 2001, e eles são abertos a todos os estilos, ritmos e inspirações, viajando da poesia a literatura, indo até a longevidade da seca nordestina, qual inspirou também outros autores e poetas, como descreve-se na escrituras literárias brasileiras.

A poesia cantando a efervência nordestina, propagando essa cultura tão rica que há no país, misturando com linguagens do pop, rock, heavy metal e africanas. Uma salada musical com cadência e melodia.

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O primeiro disco da banda foi lançando em 2012, reunindo um apanhado de 11 anos do grupo, com letras que ditam o cotidiano nordestino, entre outras viagens e adversidades frequentada pelos integrantes, embaladas por um sotaque forte regional e pela voz marcante e cativante de Neto Lobo, que canta a alma do povo do nordeste. Confira abaixo o single ‘A peleja do diabo com a flor‘, parte do primeiro álbum do grupo:


Agora, a banda segue a trajetória preste a lançar o segundo álbum, ‘Meu Pé de Umbu’, título dado com base na citação do escritor Euclides da Cunha, no livro ‘Os Sertões’, quando se refere ao umbuzeiro como árvore sagrada do sertão.

O disco traz ainda mais forte as raízes nordestinas afloradas na essência da banda, mostrando quão as origens valem mais do que qualquer modismo, visando a propagação da cultura regional e efervescendo a baianidade, a resistência das tradições e o lado poético-positivo da realidade vista e vivida no interior nordestino.

1798371_444363542362887_2025076249_nNeto e a Cacimba mostra quão rica é mesclar essas tradições culturais, com ritmos populares da industria fonográfica, transformando o regional em algo novo e original.

Agora é aguardar pelo lançamento de ‘Meu Pé de Umbu’, e atribuir mais da cultura nordestina em nós, cativando o regionalismo e a originalidade de somar a outros estilos e ritmos musicais.

Mais informações sobre Neto Lobo e a Cacimba:
Site | Facebook | SoundCloud

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Os 100 anos do grande propagador da cultura baiana

“… escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.” — Caetano Veloso

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Se ele estivesse vivo, estaria completando 100 anos de vida, mas infelizmente ele nos deixou alguns anos atrás, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos.

dorivalcaymmi1Dorival Caymmi foi um grande propagador da cultura baiana pelo Brasil e o mundo, compunha inspirado nas tradições daquele povo, qual era ele era um nascente, soteropolitano com muito orgulho, cantava com muita influencia na música negra. Desenvolveu seu estilo próprio em se apresentar e compôr suas canções, sempre espontâneo em seus versos, com bastante sensualidade e riqueza melódia.

Caymmi conheceu a música ainda na infância, ouvindo parentes tocando piano, além do mais, seu pai, apesar de ser funcionário público, também era músico amador, tocava piano, violão e bandolim. Já sua mãe, era dona de casa, mas adorava cantar ouvindo rádio.



Mas, foi ouvindo seu fonógrafo e depois a vitrola, Caymmi sentiu ânsia em compor. Ainda menino, cantava no coro da igreja, era baixo-cantante, aos 13, começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar, em 1929, com o fechamento do jornal, o poeta torna-se vendedor de bebidas. Aos 16 (1930) escreveu sua primeira música, “No Sertão”, e aos 20, estreia finalmente como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.

Depois disso Caymmi passou a se apresentar com o musical “Caymmi e suas canções praieiras”, performances que rendeu os primeiros prêmios de sua carreira, como compositor, além de concursos de músicas carnavalesca, com o samba “A Bahia também dá”.68D6A854B5924695A5AAF0BDD927E271

O sucesso do músico era tanto, que o diretor da Rádio Clube o incentiva a seguir sua carreira ao sul do país, segue para o Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito.
Com o apoio de alguns parentes e amigos, fez alguns trabalhos na imprensa, excedendo ao ofício em ‘O Jornal’, do grupo Diário Associados, mas não parou de compor e cantar, perseverando em seu musical.

Um poeta que cantou sucessos populares, como em suas composições “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudades de Itapuã”, “O Dengo que a nega tem”, “Rosa Morena”, entre outras.

Foi casado com Adelaide Tostes – a cantora Stella Maris -, com quem teve três filhos, os também cantores, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

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Ouça abaixo um dos grandes sucessos de Caymmi, “Rosa Morena”:

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] A emoção sintoniza a Banda Trivas

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Íamos falar sobre  o centenário do Dorival Caymmi,  mas como o compositor, músico, instrumentista e artista completaria 100 anos é só no dia 30, então deixamos para a próxima semana, e nesta falaremos de uma banda que presa muito sua origem autoral, influenciado pelo pop e rock nacional, a pauta hoje é sobre a Banda Trivas.

A Banda Trivas está na estrada desde 2008, sempre buscando almejar seu objetivo, que é emocionar as pessoas e fazer música de coração.

Trivas é formada pelos músicos Larissa Rodrigues (vocal e violão) e e Rui Assis (bateria), ambos residentes do bairro da Parada Inglesa, zona norte de São Paulo. Músicos que tem mais música em comum um ao outro, mas buscam prestígio em sua carreira, mostrando toda sua sonoridade pop e rock influenciada pelos principais grupos nacionais ou internacionais do gênero, entre eles estão U2, Roupa Nova, Cazuza, entre outros.

O grupo têm se apresentado em bares, festas e eventos, desde o lançamento do primeiro álbum independente da banda, lançado no Café Piu Piu, “Sorrindo Pra Mim”, produzido por Luciano Oliveira (produtor da banda), no Estúdio Ponto Som localizado no estado do Paraná.

No disco há diversas músicas, todas autorais, composta pelos próprios integrantes da banda, e também pelo amigo e parceiro da Trivas, o músico Rubens Plinta. As letras são marcantes e as melodias abordam direto na alma, trazendo temas e histórias rotineiras de situações vividas pelos músicos ou por alguém próxima à eles, sempre trazendo emoções e realizações em seus projetos, visando incentivo à cultura e ao desenvolvimento autoral de cada individuo.

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Confira abaixo o primeiro videoclipe homônimo ao álbum abaixo:



Para mais informações, acesse as redes da Trivas e conecte-se com a banda: Site | Facebook | SoundCloud | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Fabiana Cozza: A irreverência da MPB

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A melhor cantora de samba em 2012, no Prêmio de Música Brasileira, e indicada para a premiação deste ano (2014), Fabiana Cozza, paulistana de 38 anos, traz a potencialidade e carisma em um samba único e irreverente.

Começou a cantar aos 21 anos, e hoje mostra solidez e veracidade a sua carreira, que já está em seu quarto álbum, com canções próprias e muita originalidade, não apenas ao samba, mas à música popular brasileira. Determinada e direta em suas objeções, Cozza já fez participações com diversos artistas renomados, entre eles estão Elza Soares, Leny Andrade, João Bosco, Zimbo Trio, Francis Hime, Ivan Lins, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e Orquestra Jazz Sinfônica. E também talentos jovens e de sua geração como Emicida, Rappin Hood, Aloisio Menezes, Sergio Pererê, Karynna Spinelli, Thiago Delegado, Antônio Loureiro, Yaniel Matos, Adriana Moreira, Luciana Alves, Renato Braz, Quinteto em Branco e Preto entre tantos outros.

168225_144733062248507_8278024_nAlém das participações internacionais, onde a cantora foi convidada a participar com grandes personalidades do jazz, como saxofonista Sadao Watanabe (Japão) e se apresentado em diferentes países e festivais do gênero em: Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Chile.

Fabiana Cozza já possuí quatro discos lançados e dois DVDs. Sua estreia no mundo da música aconteceu em 2004, com o álbum “O samba é meu dom”, cujo título do CD é uma música de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro. Em 2007 lançou “Quando o céu clarear”, título de uma canção de Roque Ferreira para, no ano seguinte, fazer o DVD deste trabalho contando com as participações da cantora Maria Rita e do rapper Rappin Hood. O DVD é lançado em parceria com a TV Cultura e apresenta um documentário contando a trajetória da artista, sua relação com a música, suas influências, as pessoas que participam de sua estrada.

923560_635441633177645_7230458099657879902_nEm 2011 lança seu terceiro CD “Fabiana Cozza”, com o qual é agraciada com o Prêmio da Música Brasileira 2012, na categoria “Melhor Cantora de Samba”. E no ano passado, Fabi lançou o CD/ DVD “Canto Sagrado – Uma homenagem a Clara Nunes”, gravado ao vivo em São Paulo, que conta com um documentário realizado em Caetanópolis/MG, cidade natal da cantora.

Uma expoente da música brasileira, que destaca-se não só pela sua voz potente e fervorosa, mas pelo seu carisma que cativa seu som, constrói sua personalidade e destacando-se como uma artista fidedigna, que faz com amor e dedicação o seu ofício de coração.

Confira abaixo uma das performances de “Sandália Amarela”, presente no último disco de Cozza:

Mais informações:
Web: Site | Facebook | Youtube | Twitter
Telefone: (11) 3424-0997 | (11) 98181-9997
E-mail: ago@fabianacozza.com.br

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Rapha Moraes faz uma viagem a infância em seu novo videoclipe

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Nesta semana o cantor revelação daqui da nossa navegação e também, de toda web latino-americana, Rapha Moraes (veja aqui) lançou em primeira mão o videoclipe do álbum de estreia do músico, o single “Quando um Coração Sorri”.

A música bastante contagiante, viciante e emocionante, remeten a origens de quem está começando, e luta para conquistar o que almeja, ou como o próprio autor diz, “é um ‘on the road’ que nos faz resgatar a alegria e o desejo pelo novo”.

O single faz parte do disco, primeiro da carreira de Rapha, “La Buena Onda”, previsto para ser lançado no próximo mês, aguardando que atinja a meta de captação de recursos virtual no Catarse, onde o músico busca arrecadar 10 mil reais.

O clipe foi dirigido por Arnaldo Belotto, retratou justamente isso, o sonho a ser conquistado, as batalhas a ser enfrentadas, até conseguir o êxito tão esperado.

Rapha Moraes é cantor e compositor, começou sua carreira em Curitiba, Paraná, cidade natal do artista, que antes de se lançar em carreira solo, já participou de várias outras bandas, realizando diversos shows pela capital paranaense.

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Mas, foi desde 2013, após uma viagem que Rapha realizou pela Argentina e Chile, e despertou essa ânsia em transmitir suas canções e alegria de viver ao público, tornando cada dia como se fosse o último vivido, fazendo história e viajando através da música, e mostrar uma nova maneira para enxergar a vida, que na maioria das vezes passa diante dos nossos olhos e pouco notamos, pela correria do dia-a-dia. Como fez o próprio Rapha, que trocou sua formação roqueira no passado, pelo cello e acordeon, mostrando uma nova essência musical dentro de si, que poderia tocar mais pessoas e transformar em novas histórias.

Assista abaixo “Quando um Coração Sorri”, o primeiro single do álbum de estreia deste músico que mostrou que mudanças pode ser mais benéfico para nós mesmo, do que para os outros.

Apesar, há uma campanha de lançamento do disco de estreia de Rapha Moraes que convida os amigos e fãs do músico à colocarem suas fotos de quando eram crianças no perfil do Facebook. Na descrição da imagem, entra o link do clipe que você assiste abaixo. Todos estão convidados a espalharem a boa música por aí!

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida

[Agenda Cultural] Farofada na Paulista

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Na última quinta-feira (27), foi o dia do circo e do artista de teatro, e para celebrar este dia, será organizado neste sábado (29), na maior avenida de São Paulo, a Avenida Paulista o “Farofa-Fá – Churrasque du Soleil“.

Um evento que promete fazer o “circo pegar fogo”, com direito a grelha incandescente com carnes de primeira no espeto, além de música de raiz e qualidade, para animar a tarde dos presentes, um verdadeiro espetáculo com muito bom humor e diversão, para curtir o sabadão.

O som ficará por conta da Banda PF, que apresenta uma inusitada playlist de sambas, passando pelas canções de raiz até pagodes mais modernos.

Será uma festa para curtir até o outro dia, e neste picadeiro quem cria os números e as piruetas é o próprio povo, com muito churrasco, cerveja, música e diversão.

Mágicos, malabaristas, pirofagistas e todos que quiserem levar suas habilidades circenses à avenida, ou mesmo fazer suas palhaçadas podem chegar, e aproveitar ao evento, que terá 10 horas de atividades.

O evento acontece na altura do número 1400 da Avenida Paulista.

Leve seu isopor, suas cervejas e se divirta com muita festa e animação, com a galera do ‘farofão’!

SERVIÇO

“Farofa-Fá – Churrasque du Soleil”
Data: 29/ março/ 2014 – (sábado)
Horário: 14h
Local: Avenida Paulista
Endereço: Avenida Paulista, 1499 – São Paulo/ SP
Entrada: R$ 15,00 (coma a vontade)
Mais informações: Facebook

Por: Patrícia Visconti