[Cabine da Pipoca] “Uma História de Amor e Fúria”: A história do Brasil em HQ

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Quando pensamos em animações, já imaginamos aqueles filmes baseados em HQs japoneses, ou então nas mega produções hollywoodianas e seus super heróis.

Mas, essa história de que animações só é melhor vinda de fora, é coisa do passado, pois filmes alá novela das nove não é mais padrão do cinema nacional, e “Uma história de Amor e Fúria”, lançado em junho de 2013, é prova disso.

Uma narrativa que mescla as evoluções mundanas, mas com uma pano de fundo de um romance de seis séculos, passando por guerras, conflitos e mudanças do cotidiano, o protagonista da história vive neste mundo, onde ele quer se encontrar e viver com sua amada, Janaína.

189810_634237066604595_1361218567_nUm filme para o público jovem e adulto, com uma linguagem em HQ, o longa traz Selton Mello e Camila Pitanga dublando os protagonistas, além da participação de Rodrigo Santoro, fazendo a voz do chefe indígena e de um guerrilheiro. Dirigido, produzido e roteirizado por Luiz Bolognesi. Filme que ganhou o maior festival de animação do mundo, em Annecy.
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A HQ que mostra a história do Brasil como você nunca viu, apresentando uma trama dos guerreiros que estão sempre lutando para conquistar o que almejam.

Sinopse:

Um homem com quase 600 anos de idade acompanha a história do Brasil, enquanto procura a ressurreição de sua amada Janaína. Com traço e linguagem de HQ, mostra a história do Brasil como você nunca viu. A versão dos que nunca desistiram de lutar.

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Por: Patrícia Visconti

[CABINE DA PIPOCA] CHEGA AOS CINEMAS “ISOLADOS”, UM SUSPENSE BRASILEIRO

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Em agosto chega nos cinemas de todo o Brasil “ISOLADOS” um suspense dirigido por Tomás Portella, e traz no elenco grandes atores, como Bruno Gagliasso, Regiane Alves e entre eles o ator mineiro de Leopoldina (MG), Fernando Ollivier, 32, que atualmente está morando no Rio de Janeiro devido aos inúmeros trabalhos realizados na televisão.

O filme retrata a viagem do casal de protagonistas Lauro e Renata, que viajam para uma casa obscura na região serrana do Rio, para tentar salvar o relacionamento, mas uma série de assassinatos acabam influenciando na estadia deles.

Neblina em todos os instantes, som de pássaros, cercado verdes, esse é o cenário principal do longa “Isolados”, situado em Petrópolis na região serrana do Rio de janeiro.

unnamed (3)Na história o ator Fernando Ollivier aparece com barba por fazer, cabelos compridos e cara de mal, tudo isso para interpretar o personagem (Necrófilo). Em um cenário sinistro e uma proposta de terror os atores tiveram dificuldade de distanciar a ficção dos personagens. “Por diversas vezes acordava no meio da noite. Sonhava, aliás tinha pesadelo né?”; diz Ollivier em tom de brincadeira. Segundo ele era inversões de papeis mesmo, como se fossem atacados pelos irmãos. Referindo-se a a das cenas em que o personagem teve que matar para comer ele enfatiza; “Essa cena realmente mexeu com meu psicológico!”.

Dentre os trabalhos realizados pelo o ator Fernando Ollivier estão os Filmes: “Vermelho Brasil” com previsão de estreia em meados de junho desse ano nos cinemas. Também nas novelas “Cordel Encantado” e “ Gabriela” da TV Globo. Seu ultimo trabalho foi a participação em “O Caçador”, também na TV Globo.

Atualmente o ator está atuando e produzindo alguns Curtas- metragens independentes.

Conheça mais sobre o ator Fernando Ollivier, em seu FACEBOOK oficial!

Confira abaixo o trailer oficial de ‘Isolados’, que deve chegar às telonas no dia 21 de agosto de 2014.

Por: Tito Martins

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida