[Cantinho Literário] A Literatura Nacional ainda vive nas mãos de Marcelino Freire

Balada Liter‡ria 2012

Essa semana vamos falar de autores nacionais, mas não pensem que iremos parar de falar dos novos escritores, só estamos mudando a pauta, porque estamos buscando novos talentos da literatura brasileira. Mas, enquanto caçamos por novidades, vamos falar um pouco sobre os escritores já conhecidos no meio literário, como o escritor pernambucano Marcelino Freire, que já ganhou alguns prêmios e tem vários livros e textos publicados.

Marcelino Juvêncio Freire, esse é seu nome completo, nasceu em Sertânia, estado de Pernambuco, não menosprezando os escritores de outros estados, mas lá pelo nordeste saem grandes autores, uma prova disso é o poeta e escritor Ariano Suassuna, que faleceu no ano passado, mas vamos voltar ao Marcelino, já que ele é o foco aqui, pois se formos falar do Ariano, iremos falar por horas e horas, só rasgando seda à ele.

Marcelino já participou juntamente com artistas plásticos e escritores Adrienne Myrtes, Denis Maerlant, Jobalo, Pedro Paulo Rodrigues e Regi So Ares, do grupo POETAS HUMANOS, fundamental para sua formação artística.

Na década de 80, Freire inicia o curso de Letras na Universidade Católica de Pernambuco, mas não concluí, no ano de 1989, frequenta a oficina literária do escritor Raimundo Carrero e dois anos depois, foi premiado pelo governo do Estado de Pernambuco.

Então decide mudar-se para a cidade de São Paulo em 1991 e publica, de forma independente, seus dois primeiros livros: AcRústico, de 1995 e EraOdito, de 1998. Em 2000, publica o livro de contos Angu de Sangue, no ano de 2002, Marcelino idealizou e editou a Coleção 5 Minutinhos, inaugurando com ela o selo eraOdito editOra.

Marcelino é um dos editores da PS:SP, revista de prosa lançada em maio de 2003, e um dos contistas em destaque nas antologias Geração 90 (2001) e Os Transgressores (2003), publicadas pela Boitempo Editorial.

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Confira abaixo as publicações e premiações do escritor Marcelino Freire:

Livros publicados
EraOdito (aforismos, 2ª edição, 2002)
Angu de Sangue (contos, Ateliê Editorial, 2000)
BaléRalé (contos, Ateliê Editorial, 2003)
Contos Negreiros (contos, Editora Record, 2005)
Rasif – Mar que Arrebenta (contos, Editora Edith, 2008)
Amar é crime (contos, Editora Edith, 2010)
Nossos ossos (romance, Editora Record, 2013)

Antologias publicadas no exterior
Je suis favela (Editora Anacaona, França, 2011).
Je suis toujours favela (Editora Anacaona, França, 2013).

Prêmios
Prêmio Jabuti de Literatura, em 2006, na categoria contos pela obra Contos Negreiros (contos, 2005).
Prêmio Jabuti de Literatura, em 2014, na categoria romance por Nossos ossos (Editora Record, 2013).

Ligações externas
Enciclopédia Itau Cultural de Literatura Brasileira. Marcelino Freire (1967)
Página de Marcelino Freire
Biografia do Marcelino Freire, Editora Anacaona (em francês)

Mais informações sobre Freire, acesse os endereços abaixo:

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Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Eloy Nunes transcreve suas emoções e sensações no seu primeiro livro

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Um poeta tem a alma leve e sutil, que sente as emoções até mesmo numa conversa informal e descontraída pela Internet, sem pretensão ou preocupação, apenas visando a paixão pela sensação.

10372246_1445701235681022_1871502010385915521_nE foi isso que o poeta, escritor, jornalista, ator e cantor, Eloy de Mello Nunes se inspirou ao produzir seu primeiro livro “Frente Verso Avesso: um poeta desnuda sua alma”, lançado em dezembro de 2014, na Vila Madalena, em São Paulo.

No auge de seus 40 e pouco anos e a interatividade a mil nas redes sociais, Eloy aceitou o desafio em transcrever tudo o que seus sentimentos em 280 páginas, sendo 170 frases e 220 fotos, registradas em três ensaios de André Medeiros Martins – na casa e lugares inusitados do bairro do autor, na Vila Madalena .

10858449_1520676658183479_4897007164049408593_nUma obra que traz uma mistura recheada de sensações, entre sensualidade, melancolia, alegria, e principalmente, amor. Percepções do cotidiano do autor e dos diálogos improváveis protegidos pela “pseudo” anonimato permitido pelas redes.

Circunstâncias diluídas em seu processo criativo, marcado pela expressão e reação poética de Eloy, uma obra em suma autoral, que intimida o leitor adentrar nessas percepções, fazendo com que o poeta conversa com o intermediário, transportando-se na mesma harmonia.

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Assista abaixo o teaser do livro “Frente Verso Avesso”: um poeta desnuda sua alma”:

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Conheça mais sobre o artista em:

Site | Facebook | Fanpage do livro | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] “Verte Verso” – O primeiro livro de poesia de Augusto Matos

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Esta semana será especial com o autor da vez afinal, como já sabem, aqui no site promovemos novas facetas da cultura brasileira e mundial, pois há muitos artistas espalhados por esse mundão de meu Deus, que só precisam de uma luz, ou então de um repórter, para mostrar a todos os amantes das artes as suas obras. E, nesta semana, será a vez do escritor e poeta Augusto Matos.

10405630_693451640753590_4364881378916554799_nAugusto é paulistano, mas mora em Campinas e se formou em Letras, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e trabalha atualmente como revisor de português em um órgão público de São Paulo. Ele sempre foi focado com área cultural, pois para Matos, favorece mais o intelecto e foca em um ser detrimento do ter, em uma sociedade que valoriza mais o ter do que o ser.

Bastante romântico e contextualizado caracterizam seus textos, mais humanos e sociais, fazendo com que se torna um cavalheiro, educado, romântico e sedutor, para contemplar e interagir qualquer mulher, por isso seus textos são bastante admirados pelo público feminino, pela sua sutileza e romantismo. Com diversos de textos e poemas publicados em sua página do Facebook, com muitos compartilhamentos e curtidas, com destaque para o consagrado Recanto das Letras.

Mas em sua vida ele se descobre a cada momento do dia, pois segundo Matos, “Deus nos provém e protege nossos dons, por meio da Sua unção, Ele é o manancial e a convergência da Criação. O ser humano pode ir muito mais longe do que se possa imaginar! Entretanto, vencer a si próprio imagino ser a mais difícil luta da vida, conquistar a superação de adversidades internas e externas, transcender as limitações intermitentes, por vezes possibilitadoras do tornar-se cisne…”

1910408_693447974087290_4977072781297673262_n“Verte Verso” é seu primeiro livro de poesias lançado, que demostra suas inclinações para o designer e a estética, proporcionando poemas que destinam apreciação, sendo um mergulho no meio poético, fazendo com que o imaginário, lado emotivo, reflexões e outras sensações, fiquem mais afloradas.

Por isso quem gosta de poesia e tem um lado mais sensível, não pode deixar de ler esse livro, pois essa publicação são poemas que retrata a vida do autor, como a luta, conquista, superação interna e externa, que são transformados com simples palavras, rimas, métricas, em versos poéticos, no Verte Verso, primeiro livro poesias, de Augusto Matos.

Sinopse:

10629610_693447990753955_2682895184857590478_nVerte Verso vem a proporcionar um derramamento de poemas, o livro torna-se vertedouro de ímpares versos que se destinam à pura apreciação, um ensejo ao mergulho no universo da Poesia, manancial promissor, propício ao imaginário, às torrenciais reflexões, às garoas oníricas, às idealizações cristalinas, ao escorrer de emotivas lágrimas, à filtragem de sensações, ao refrigério do pensamento, ao Verbo propiciador do milagre da água transformada em vinho, à saciedade de parte da sede de conhecimentos pela literatura, ao fluido sanguíneo das doces veredas do coração, ao vaporizar nos desejos, ao ciclo da matéria na experiência metafísica da leitura.

Informações e descrição da obra
Categoria(s): Poesia
Idioma: Português
Edição/Ano: Primeira Edição/2014
Numero de paginas: 80

Mais informações:
Verte Verso | Augusto Matos

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] 100 anos da morte do poeta Augusto dos Anjos

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Não é só na Casa das Rosas que irá homenagear o poeta, escritor e professor Augusto dos Anjos, aqui no OBC, também terá homenagem a este grande poeta de brasileiro, de Cruz do Espírito Santo, que sempre identificou do simbolista ou parnasiano, que era movimentos entre a era pré-moderna e o modernismo.

Augusto dos Anjos era um dos poetas mais críticos da sua época e sua obra ainda é bastante admirada por críticos literários atuais e também leigos, em relação a literatura.

A poesia brasileira estava dominada por simbolismo e parnasianismo, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da “língua paralítica” (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.

Sua obra pode ser dividida não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos.

A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde à sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.

Augusto foi o patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras, que teve como fundador o jurista e ensaísta José Flósculo da Nóbrega e como primeiro ocupante o seu biógrafo Humberto Nóbrega, sendo ocupada, atualmente, por José Neumanne Pinto e patrono da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

Augusto dos Anjos
Nascimento: 20 de abril de 1884
Sapé, Paraíba
Morte: 12 de novembro de 1914 (30 anos)
Leopoldina
Nacionalidade: Brasileiro
Ocupação: Poeta e professor
Escola/tradição: Pré-modernismo, Modernismo

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Para quem conhecer mais sobre as obras de Augusto dos Anjos e está na capital paulista, pode ir até a Casa das Rosas e prestigiar abertura da Exposição Esdruxúlo! 100 anos da morte de Augusto dos Anjos.

Que terá cinco espaço dedicado ao poeta brasileiro, contando um pouco de sua história de vida, sobre sua carreira como literário, além de informações e curiosidades, apresentando também seus poemas como Versos íntimos; Budismo Moderno; As cismas do destino; Idealismo; Monólogo de uma sombra; Os doentes; A ideia; O Deus-verme; O Lamento das coisas; Poema negro, Psicologia de um vencido, Soneto, Último credo, entre outros. A exposição tem curadoria do Júlio Mendonça e expografia de Ivanei Silva e arte de Angela Kina. E o melhor a entrada é gratuita!

Data: Abertura (12/11/2014)
Horas: 19h
Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista,37 – Bela Vista – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3285-6986

Mais informações acesse a página de eventos no Facebook;

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Por Priscila Visconti

[Caixa de Som] Marina Wisnik: A artista dos palíndromos

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Foto de: Danilo Rosa Carneiro

Marina Wisnik, cantora, compositora, atriz e arte-educadora. A música sempre fez parte de sua vida, mas a escrita é sua paixão sem extinção.

Aos 13 anos começou a fazer palíndromos (frases que, ao lidas também de trás para frente, conservam o mesmo significado). O primeiro criado por Marina foi: LÁ VOU EU EM MEU EU OVAL!

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Arquivo pessoal

Ainda na adolescência, aos 15, ingressou na Cia de Teatro Uzina Uzona, onde atuou na peça “Bacantes!”, no Teatro Oficina, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

Formada em Letras, pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou como arte-educadora em projetos associados à literatura e outras linguagens, foi nesta época que Marina publicou seu primeiro livro de palíndromos “SÓS”, pela Editora Oficina Raquel.

Os anos passaram, e a música voltou à sua vida, aos 27, ela começou a criar melodias, harmonias e letras, organizando assim seus pensamentos e sua forma de expressar, nascendo seu primeiro álbum, intitulado “Na rua agora”.

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Foto de: Diego Ciarlariello

Após amadurecimentos e parcerias com grandes da música popular brasileira, como Marcelo Jeneci, Jonas Tatit e Eric Rahal e entre outros, a cantora começou a realizar shows intimistas em São Paulo, e para entrar no estúdio e gravar seu primeiro compacto foi um pulo, com produção do próprio Jeneci e junto com Yuri Kalil. Em 2012, “Na rua agora”, estava pronto para agregar aos ouvidos dos bons ouvintes, sendo bem recebido pelas críticas dos grandes veículos,de São Paulo e do Brasil, e também pelo público em geral.

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Foto de: João Livra

Sua voz soprano, mas com leves toques de grave traz a leveza da canção e eleva o ouvinte a outra dimensão, fazendo com que a letra adequar a linguagem rotineira da vida de qualquer individuo, pois são letras intimistas, mas ao mesmo tempo é influencia à todos ouvintes que possuem a mente aberta, mas antes de tudo a alma e coração.
Além do mais, Marina ministra oficinas de criação poética em lugares como Centro Cultural São Paulo, Casa do Saber, entre outros. Publicou em 2013 a segunda edição do seu livro de palíndromos, SÓS. O livro-objeto, composto por 28 lâminas de palíndromos serigrafados em diferentes papéis, foi lançado pela Editora Livra.

Conheça um pouco mais desta cantora, com voz de diva e alma de artista, acesse o site oficial da Marina e ouça um pouco de seu trabalho. Abaixo, escute a música “Elevado”, primeiro single do último álbum da cantora ‘Váz’, lançado em maio deste ano.

Por: Patrícia Visconti