[Caixa de Som] Filipe Catto: O último romântico

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Com um timbre bastante peculiar dos cantores populares da atualidade, esse gaúcho de 25 anos, mostra um novo lado de fazer música pop e erudita no Brasil.

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Foto de: Ricky Scaff

Filipe Catto começou a cantar quase junto quando aprendeu a falar, e desde então sua paixão pela música só aumentou e contagiou todo seu ser.

Iniciou sua carreira cantando em bandas de baile e festas com seu pai, e uma dessas apresentações o garoto já teve que enfrentar uma plateia de três mil espectadores, sem nenhuma timidez e toda espontaneidade o pequeno Filipe pode perceber o que queria fazer de sua vida, cantar e compôr.

Carismático e dramático ao mesmo tempo, Catto mostra muita atitude e maturidade em cima do palco. Suas letras mesclam crônicas de um cotidiano romântico, com um repertório sutil, delicada e autentico. Um romântico assumido, que fala de amor e gosta de ditar de paixões desregradas e passionais.

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Foto de: Ricky Scaff

Um cantor que dá à suas criações as influências e referências às suas musas na música, entre elas, Cássia Eller, Elis Regina, Janis Joplin, Bethânia, P.J.Harvey, Maysa. Além de Dolores Duran e Amy Winehouse.

Filipe é um compositor que não tem medo das palavras, diz que seus sentimentos falam, e mostra que sua jovialidade não é uma barreira para apresentar sua verdadeira identidade. Um poeta dos séculos passados trajando jeans e All Star.

Faz música com amor e alma de poeta, e não apenas para atender as demandas do mercado, cantando a sua própria verdade e fazendo com que seus ouvintes ouçam e sintam essa transmissão, mostrando que a música está na alma de quem ouve, e não dos que vendem.

Confira abaixo o videoclipe do single “Quem é Você”:

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Os 100 anos do grande propagador da cultura baiana

“… escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.” — Caetano Veloso

Dorival Caymmi

Se ele estivesse vivo, estaria completando 100 anos de vida, mas infelizmente ele nos deixou alguns anos atrás, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos.

dorivalcaymmi1Dorival Caymmi foi um grande propagador da cultura baiana pelo Brasil e o mundo, compunha inspirado nas tradições daquele povo, qual era ele era um nascente, soteropolitano com muito orgulho, cantava com muita influencia na música negra. Desenvolveu seu estilo próprio em se apresentar e compôr suas canções, sempre espontâneo em seus versos, com bastante sensualidade e riqueza melódia.

Caymmi conheceu a música ainda na infância, ouvindo parentes tocando piano, além do mais, seu pai, apesar de ser funcionário público, também era músico amador, tocava piano, violão e bandolim. Já sua mãe, era dona de casa, mas adorava cantar ouvindo rádio.



Mas, foi ouvindo seu fonógrafo e depois a vitrola, Caymmi sentiu ânsia em compor. Ainda menino, cantava no coro da igreja, era baixo-cantante, aos 13, começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar, em 1929, com o fechamento do jornal, o poeta torna-se vendedor de bebidas. Aos 16 (1930) escreveu sua primeira música, “No Sertão”, e aos 20, estreia finalmente como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.

Depois disso Caymmi passou a se apresentar com o musical “Caymmi e suas canções praieiras”, performances que rendeu os primeiros prêmios de sua carreira, como compositor, além de concursos de músicas carnavalesca, com o samba “A Bahia também dá”.68D6A854B5924695A5AAF0BDD927E271

O sucesso do músico era tanto, que o diretor da Rádio Clube o incentiva a seguir sua carreira ao sul do país, segue para o Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito.
Com o apoio de alguns parentes e amigos, fez alguns trabalhos na imprensa, excedendo ao ofício em ‘O Jornal’, do grupo Diário Associados, mas não parou de compor e cantar, perseverando em seu musical.

Um poeta que cantou sucessos populares, como em suas composições “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudades de Itapuã”, “O Dengo que a nega tem”, “Rosa Morena”, entre outras.

Foi casado com Adelaide Tostes – a cantora Stella Maris -, com quem teve três filhos, os também cantores, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

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Ouça abaixo um dos grandes sucessos de Caymmi, “Rosa Morena”:

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Carol Pereyr: Voz sútil e alma de poeta

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Baiana de voz meiga, doce e angelical e filha do poeta Roberval Pereyr, a cantora e compositora Carol Pereyr propaga seu nome em carreira solo, com a turnê “Saudades do Brasil”.

Começou sua carreira profissional aos 17 anos, em parceria com Márcio Pazin, cantor e compositor cantarinense, e essa parceria aconteceu de forma natural, quando eles musicavam e interpretavam os poemas que Carol escrevia, além de releituras de grandes compositores. Juntos gravaram dois álbuns, entre eles “Mirante” (2006) e “Morada” (2011), que são uma junção de música e poesia, interagindo as artes e mostrando quão ambas podem caminhar dando o mesmo passo nesta jornada musical, enriquecendo e reinventando novas formas de apresentar a música popular brasileira.

Cantora premiada já participou de diversos programas, concursos e festivais, qual obteve êxito na maioria ganhando grande parte deles, ou chegando a finalista das competições.

Uma artista nata, com alma de poeta, que apenas visa propagar seu ofício dentre a essa imensidão que já existe neste mundo, unificando-as todas em apenas uma única arte. Conheça mais sobre essa cantora sútil e doce, que contagia e emociona à todos que o escuta.

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Mais informações: Site | Facebook | SoundCloud

Assista Carol cantando um de seus singles, “Vapor Barato”:

Por: Patrícia Visconti