[Caixa de Som] Rapper paulistano ‘pede perdão’ em seu novo videoclipe

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O músico paulistano Yannick, lançou nesta semana seu novo videoclipe, “Peço Perdão”. Um single que fala sobre um homem que perdoa a mulher qual teve mais que um namoro,mas uma amizade, que mesmo após o término do relacionamento, aceitou sem mágoas e ressentimentos, pois nada que é obrigado há de ser fiel e feliz.

Cantada em primeira pessoa, ele diz dos perdões cometidos, e incentiva o outro que já esteve ao seu lado para seguir seu caminho, sendo junto dele, com outro ou sozinha.12047018_855964731186334_1045573095587225351_n

A música desmistifica toda a cena do RAP nacional atual, aonde retrata a imagem feminina de forma ostensiva e pejorativa, mostrando a mulher apenas como um desejo de líbido. Formando assim, uma nova geração de rapper e MCs, mas não fugindo da essência do gênero em pautar algo em que a sociedade necessita ouvir, falar e debater.

O vídeo foi gravado num cenário bastante familiar do artista, a Rua Augusta. Dirigido pelo produtor Augusto Takeshi e interpretado pelo próprio artista e a estudante Marina Barbosa.


Yannick é paulistano, tem 31 anos e desde a adolescência soube que seu propósito era propagar a arte e a cultura alternativa através da música. Criador e curador da festa OBRIGAAAH, ele traz artistas da cena independente aos olhos dos grandes centros, compartilhando o que cada um tem de melhor a oferecer.

Recentemente, ele está em processo de produção de seu primeiro compacto, aonde terá um compilado de canções inéditas e autorais.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] James Bantu transmiti suas percepções sociais com muita rima e poesia

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Foto por: Tiago Santos

Paulistano, rapper, poeta, instrumentista, dançarino e compositor, James Bantu é o que podemos chamar de um artista completo.

10537162_545144058945324_3302722565606122399_nCom sua voz doce e sutil, faz árduas críticas sociais, dando voz àqueles que nunca são ouvidos pela sociedade atual, mostrando que nem só de pobreza e sofrimento vive a periferia das grandes cidades, onde a festa e as brincadeiras fazem parte da arte e da história dessa gente, afinal, não é só nos grupos elitistas que há cultura.

JBSuas letras autorais influenciado pelos rappers estadunidenses, mas mixando com o estilo e jeitinho brasileiro de impôr cultura negra em seu estilo, sempre com muita rima, afinação e harmonia, em estilos que vão além do RAP, mas também passando pelo soul, funk e pop em suas canções.

Estudou canto e dança na Escola Técnica de Artes de São Paulo, onde lá absorveu todo conhecimento para ser um multiartista e levar sua arte e sua música além das fronteiras que ele vivência, mas para lugares que ninguém o conhecia.

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Um artista nato, de um carisma ímpar que transpira poesia e conquista seu público com suas canções, arte e percepções filosóficas, histórias negras cotidianas, discursos refinados de identidade e outras sutilezas.

Conheça, ouça e veja um pouco do trabalho de James Bantu:

Para saber mais sobre esse grande propagador da cena do rap do nacional atual acesse:

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Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] A música e a arte vai dominar as ruas paulistanas

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Festa, música e diversão irão invadir as ruas de São Paulo, com a segunda edição do Tim Music na Rua, que acontece neste sábado, 15, no Vale do Anhangabau, Largo da Batata, Praças da Luz e da República e o bairro Vila Madalena.

Um evento exclusivo para a capital paulista que começa no próximo fim de semana – 15 de agosto – e vai até o dia 13 de setembro, ocupando diversas áreas públicas e de fácil acesso à população, levando atividades diversas da cena cultural da metrópole.

O público poderá acompanhar encontros inusitados exclusivos para o festival que vão do samba, MPB, rap, rock n’ roll, com interpretes de renome, como MC Guimê, Tiê, Arlindo Cruz, Titãs, Péricles, Otto, Dois Africanos, Rashid e Rael. Além de coletivos trazendo workshops, criação, apresentação de bboys e aulas de bike, skate e ping pong, ao som das pick ups do Pilantragi, um grande promotor da cultura de rua.

Todos os presentes no evento poderão recarregar as baterias dos smartphones e celulares no lougue, e ainda matar a fome no espaço gastronômico, que reunirá os melhores food trucks nos cinco fins de semanas da festa, que também contará com uma infraestrutura preparada para receber o público com espaços de lazer e cultura ao ar livre.

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Para saber mais sobre programação e aproveitar ao máximo todas as atividades, acesse: www.timmusicnarua.com.br.

Confira a programação completa:

MPB – Largo da Batata

15/8, a partir das 16 horas

Tiê, Dois Africanos, Otto
Maracatu Bloco de Pedra
A Batata Precisa de Você

Samba / Hip Hop – Praça da República

22/8, a partir das 16 horas

Péricles e Rael

Hip Hop / Rap – Praça da Luz

29/8, a partir das 16 horas

Rashid e MC Guimé
Matilha Cultural

Festa – Vila Madalena

12/9, a partir das 14 horas

Calefação Tropicaos e Pilantragi

Rock/MPB/Samba – Anhangabaú

13/9, a partir das 16 horas

Arlindo Cruz e Titãs

Em todas as datas:

Love CT, Ping Point, Bike Anjo e Pilantragi

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Projeto MOPRI: Poetizando a realidade e somando qualidade

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Já que nesta semana foi “comemorado” o dia que a Princesa Isabel assinou a Lei Área, no dia 13 de Maio de 1888, onde abolia a escravidão entre os negros, mas isso foi apenas na teoria, pois a situação dos mesmo, não mudou muita coisa, para não dizer que as chibatas dos capataz ordenados pelos senhores doía menos que as discriminações que eles iriam enfrentar perante a sociedade. Aonde a maioria dos negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias, e isso ocorre ainda hoje, mesmo após 127 anos da abolição ainda existe este preconceito.

E baseado nessa ideia, um trio de rappers do Projeto MOPRI estreou nesta semana o videoclipe “Sem Massagem”, onde eles cantam uma realidade distinta daquela periferia mostrada nas telenovelas, onde todo mundo entra sem bater e todos andam sorrindo e saltitando, mas sim uma verdade que nem mesmo os jornais mostram, onde mais de 70% dessas pessoas são negras e vivem as margens da sociedade, recebem muito menos do que os brancos e ainda, tem de ouvir piadinhas pejorativas e medíocres de seres irracionais que acham que estão fazendo piadas.

Um país onde a população é miscigenada como o Brasil, seria inadmissível algo deste parâmetro, porém a cor da pele, a raça, a religião e o quanto você possuí em sua conta bancária contam mais do que o seu caráter, que na maioria das vezes é ignorado e defasado dentre tantas outras “prioridades” diante a sociedade politicamente correta.

O Projeto MOPRI tem influências de vários gêneros musicais, como Rock, funk, Soul, Hardocore Heavy metal, Chilltrap, Trap Chillstep, Dubstep, apesar da base da banda ser o RAP. Com letras que apresentam uma realidade oculta pela grande mídia, mas muito presente na sociedade, principalmente aquela que corre, que luta e tá na labuta diária par conquistar seu espaço, sua dignidade e não deixar e engolem seu caráter.

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A banda é formada pelos músicos Eri Q.I., Lucas Beatmaker e Luciano Mello, que tinham uma química tão forte musicalmente que a interligação foi imediata, e assim se entregando de corpo e alma, os músicos foram somando suas influências musicais com a rotina cotidiano, surgindo um som autoral e verídico, o projeto MOPRI.

Conheça mais do Projeto MOPRI nas redes sociais do trio:
Facebook | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Gesin: Música, amor e união em uma única palavra

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Rap, família, periferia, essas são alguns adjetivos da dupla do Itaim Paulista, região leste de São Paulo, Gesin, que coincidentemente quer dizer família, em africano, algo que o casal Adilson e Ana Paula cultua e preza bastante, pois eles estão sempre unidos e apoiando um ao outro, juntos a sete anos, mas profissionalmente estão a três, sempre motivando e incentivando a filha deles de três anos a entrar no clima musical.

Influenciados pelo rap estadunidense da costa leste e com uma pegada e ginga brasileira, o casal segue independente mostrando seu som por quer que eles passam, propagando-o em festivais, festas de rua e shows realizados pela capital paulista. Um jornada nada fácil para quem está na batalha sozinho, mas a arte é isso, quem não corre atrás do que quer, tem de aguentar o que vier, seguindo as regras de quem mandar.69665_514261045293126_1974235009_n

Com letras que trazem a veracidade periférica, e principalmente apoiando o preconceito que os negros sofrem em pleno século 21, pois como eles mesmo citaram na página oficial deles: “Podemos ser bem sucedidos, honestos, e leais, mas se estivermos nos padrões que o populacho exige, AINDA somos meros neguinhos fazer ‘Pelô’ na Mente das PESSOAS. Então pra você que é negro, NÃO se envergonhe, se assuma, tenha orgulho de SUA negritude!”.

Esse é um pouco da Gesin, um dupla que preza a família, sua origem e sua essência, sem balelas em arquétipos estipulados pela sociedade, são eles por eles, fazendo e procriar seu trabalho.

Confira na íntegra o videoclipe da dupla “Meu Cabelo”:

Para conhecer mais sobre a dupla, confira abaixo os links para contato:

Site | Facebook | Twitter | Youtube

Por: Patrícia Visconti