[Cyber Cult] E a leitura, como vai?

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Uma pesquisa divulgada no final do mês passado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, diz que o brasileiro está lendo bem menos do que lia a sete anos atrás, tendo um declínio de 5% – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011 -, mas considerável apenas para aqueles que ainda estudam, pois quando saem do colégio ou de níveis superiores, pouco leem. Porém, há uma controvérsia nesta história, já que o texto digital aumentou o índice de leitura, todavia o público tem saído dos livros físicos e densos, e ido para publicações e posts mais coloquiais, diretos e dinâmicos, onde há um discernimento na leitura, mas de uma maneira “popularesca”, introduzindo o hábito na sociedade.

Essa contração da leitura foi medida até entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar. Em 2011, crianças com idades entre 5 e 10 anos leram 5,4 livros, ante 6,9 registrados no levantamento de 2007. O mesmo ocorreu entre os pré-adolescentes de 11 a 13 anos (6,9 ante 8,5) e entre adolescente de 14 a 17 (5,9 ante 6,6 livros).

Além do mais, com as redes sociais, houve um número exorbitante de impulsionar a escrita no Brasil, amplificando-os ainda mais nos meios tecnológicos, seja ele nas redes sociais, e-mail ou blogs, criando um debate dilatado de opiniões, ou seja, mais gente produzindo conteúdo e outras tantas, compartilhando opiniões, criando discussões sobre um determinado assunto.

Porém, há uma outra controvérsia, já que apesar do brasileiro ler e escrever mais na web, seu nível de arquivamento sobre uma pauta expedita é menor, pois assim como ela chega veloz, não permanece tão veraz, sendo dispersada e questão de segundos, quando surge outro fato em questão, disseminado a multidões, mas abarcado por poucos. Tornando a informações “burn notice”, sendo dissipada em pouco tempo.

No entanto, vamos nos conectar as redes sociais, comentar e opinar nos blogs, mas obtendo um conhecimento amplo e mantendo o foco de leitura física também, pois não adianta nada ler o que está na “moda”, mas pouco conhecer sobre os pensadores literários. Ampliar a leitura, é agregar sabedoria a sua vida intelectual, mas principalmente social, pois quem lê sêmea o conhecimento e amplia sua cultura, descentralizando apenas de um único vínculo.

Por: Patrícia Visconti

[Cyber Cult] Educação aliada às redes sociais

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As redes sociais hoje em dia já se tornaram peças chaves de nossas vidas, pois antes mesmo de levantarmos da cama já verificamos nossas notificações, menções e mandamos nosso bom dia, mesmo que alguns só fazem isso no virtual.

Atualmente vivemos mais conectamos nas mídias sociais, do que no mundo real, entretendo-nos, conversando, compartilhando e até mesmo nos informando sobre o mundo geral, construindo nosso próprio feed de notícias.

Os adolescentes não são diferentes, se conectam 24 horas por dia, trocando mensagens, vídeos e fotos, até mesmo quando estão na sala de aula, lugar onde alguns professores permitem outros bloqueiam o uso da Internet móvel.

Mas, até que ponto os educadores estão certo em bloquear o uso excessivo desta ferramenta. Será que o bloqueio é solução para manter a concentração dos estudantes?

O debate se divide quando a pauta é sobre a educação e a velocidade que a tecnologia evoluiu, sendo que muitos até concordam, descordando, já que sem um orientador preparado, qualquer informação exacerbada pode se tornar um caos, transformando cidadãos pensantes, em alienados.

Havendo um acordo entre professores e alunos, criando grupos de estudos, visando e debatendo os temas atuais, trazendo este mecanismo como um complemento às aulas, e não apenas um copia e cola repercutindo a mesmice de sempre, mas ao invés de ler dos livros, retira-se na web. Tornando pensadores, que sabem disseminar uma discussão com argumentos plausíveis e inteligentes, e não palavras soltas e sem fundamentos, onde cria-se conflitos fúteis por casos pequenos e medíocres, ao invés de contestações amplas e sensatas.

Porém, há de peneirar o que é orientado e compartilhado nas salas de aulas, afinal nem tudo que é postado nas redes sociais é confiável ou verídico, há de selecionar assuntos relevantes à aula, para assim destrinchar os argumentos e definir a pauta sugerida em questão, unindo a matéria educacional ao rotineiro, anexando a questão pessoal de cada aluno, e assim somado em uma solução racional e contextual, ensinando-os e abrindo os canais da web, sem vulgarizar e omitir as informações ali pautadas diariamente.

Afinal, o que é oblíquo e omitido, passa a ser mais interessante do que o comum, no entanto, é admissível as instituições de ensino é orientar seus educadores para adicionar as redes sociais em suas aulas, do que bloquear e castigar aqueles que usam, mas nem mesmo sabem porque estão fazendo aquilo.

Consciência e dedicação valem mais do que supressão!

Por: Patrícia Visconti