[Caixa de Som] Neto Lobo e a Cacimba canta a essência do nordeste, com uma pitada de música popular

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Quando mistura-se rock com uma pitada de ritmos interioranos do nordeste, só pode dar música original e de qualidade, afinal o novo sempre cativa aos ouvidos mais apuradas e as mentes abertas. Essa é a tendência da banda Neto Lobo e a Cacimba.

neto_cacimba 2O grupo já segue esse compasso desde 2001, e eles são abertos a todos os estilos, ritmos e inspirações, viajando da poesia a literatura, indo até a longevidade da seca nordestina, qual inspirou também outros autores e poetas, como descreve-se na escrituras literárias brasileiras.

A poesia cantando a efervência nordestina, propagando essa cultura tão rica que há no país, misturando com linguagens do pop, rock, heavy metal e africanas. Uma salada musical com cadência e melodia.

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O primeiro disco da banda foi lançando em 2012, reunindo um apanhado de 11 anos do grupo, com letras que ditam o cotidiano nordestino, entre outras viagens e adversidades frequentada pelos integrantes, embaladas por um sotaque forte regional e pela voz marcante e cativante de Neto Lobo, que canta a alma do povo do nordeste. Confira abaixo o single ‘A peleja do diabo com a flor‘, parte do primeiro álbum do grupo:


Agora, a banda segue a trajetória preste a lançar o segundo álbum, ‘Meu Pé de Umbu’, título dado com base na citação do escritor Euclides da Cunha, no livro ‘Os Sertões’, quando se refere ao umbuzeiro como árvore sagrada do sertão.

O disco traz ainda mais forte as raízes nordestinas afloradas na essência da banda, mostrando quão as origens valem mais do que qualquer modismo, visando a propagação da cultura regional e efervescendo a baianidade, a resistência das tradições e o lado poético-positivo da realidade vista e vivida no interior nordestino.

1798371_444363542362887_2025076249_nNeto e a Cacimba mostra quão rica é mesclar essas tradições culturais, com ritmos populares da industria fonográfica, transformando o regional em algo novo e original.

Agora é aguardar pelo lançamento de ‘Meu Pé de Umbu’, e atribuir mais da cultura nordestina em nós, cativando o regionalismo e a originalidade de somar a outros estilos e ritmos musicais.

Mais informações sobre Neto Lobo e a Cacimba:
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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Ricardo Stoco apresenta as nuances do Rock ‘n Roll

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Como todos sabemos a maioria dos músicos começam sua trajetória musical na adolescência, mas essa influência vem bem antes, ainda na infância, uns influenciados pelos pais, familiares, amigos, outros por ídolos, mas cada um tem a sua história para relatar com almejado o sucesso.

Nosso artista da vez também começou muito cedo, aos 12 anos ele já arranhava sozinho em seu violão e com 14, ingressou em sua primeira banda, e desde então já arriscava em dedilhar e compôr suas próprias canções.

Ricardo Stoco, um paulista que adora o universo do rock, tanto que suas principais influências são as bandas Ramones e Toy Dolls, mas ele escuta de tudo, sem julgar estilo ou gênero, apenas visando a originalidade, soando verdadeiro e atingindo-o seus ouvidos diretamente, sem muitos efeitos e cópias. Além do mais, o músico adora compor, um de seus hobbies favoritos, e esses empenhos ajudam muito Stoco a escrever, especialmente a sonoridade e timbre.

Stoco gosta de ouvir novidades, e experimentar novos sons, porque assim ele aprende cada vez mais, conhecendo novos timbres, novos ritmos e novas músicas, saindo um pouco da zona de conforto e adentrando a algo novo e nunca ouvido antes. Como ele mesmo diz: “Não me apego só a o que ouço em casa para compor.

E sempre ouvindo novidades Ricardo pretende em breve lançar seu primeiro EP – ainda em pré-produção -, recentemente ele lançou o single ‘Desabafo’, e têm curtido a repercussão do público, que mostrou interesse ao trabalho do músico e estão sempre buscando em conhecer mais sobre ele, tanto que em breve ele lançará sua segunda canção, ainda sem título definido, afinal ele compõe, produz, grava e divulga quase que tudo sozinho, então às vezes o processo demora um pouco.ricardostoco

Mas, seu intuito principal é ganhar o público e conquistá-los com sua música, e para isso Stoco busca sempre se aprimorar como profissional e ser conhecido como tal, um músico que ama o que faz, e faz o que ama, sem restrições de estilos e visando sempre o seu objetivo, apoderar-se da sua música e fazê-la dela seu passaporte para o tão almejado sucesso.

OUÇA AQUI!

Ouça o primeiro single de Stoco, ‘Desabafo’, uma canção que relata as vivências de um alguém que quer seguir um rumo, mas ainda não decidiu para onde seguir. Confira abaixo:

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida

[Caixa de Som] COSMOGUM: Harmonia e emoção completa um único som

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Batida rock, blues, soul, funk e letras que ditam sobre relacionamentos, emoção e amor, esse é a COSMOGUM. Banda paulistana formado pelos amigos, Eddu Ferreira, Luiz Junior e Sam Tiago Almeida.

Um som nada comercial quão ouvido nas rádios atualmente, e por isso nos chamou atenção, pela originalidade e essência musical do grupo em produzir música de verdade, sem se importar com fama ou grana. Fazendo música com emoção, e transmitindo essa sensação àqueles o que escutam.

O primeiro álbum da banda – divulgado apenas em EP – foi lançado no ano passado, e foi uma produção árdua durante todo o ano de 2012 no apartamento 603, que por coincidência leva o nome do disco pela veracidade dos acontecimentos. Um disco que sintoniza a verdadeira essência e harmonia da banda, tão harmonioso que soa perfeito aos ouvidos mais apurados, uma única sensação que impressiona pela audição.

Mas, sem mais delongas e vamos ao finalmente e apresentar que são de verdade a COSMOGUM. Confira abaixo o videoclipe do single ‘Regra de 3’, presente do álbum de estreia dos garotos:



Quer conhecer mais sobre a COSMOGUM, se liga nos endereços da banda abaixo:

Site | Youtube | Twitter | Facebook

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Apresentação da banda no Puxadinho da Praça. – Foto de: Daniel Moura



E quem quiser ouvir e baixar o álbum dos garotos, pode ‘downloadar’ e escutar no site oficial da banda, o disco na íntegra e inteiramente gratuito para ouvir quando quiser.

Por: Patrícia Visconti