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[CANTINHO LITERÁRIO] LUTO NA LITERATURA BRASILEIRA

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A literatura brasileira perdeu dois grandes escritores da literatura brasileira, este final de semana, os autores Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves.

O escritor baiano, mais que morava à tempos no Rio de Janeiro, Ubaldo Ribeiro, que tinha 73 anos,  faleceu na madrugada de sexta-feira (18), vítima de uma embolia pulmonar.

Ubaldo Ribeiro era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), desde 1994 e ocupava a cadeira 34, na qual era de Carlos Castello Branco. O escritor era Jornalista e Cientista Político e tem mais de 20 livros publicados em cerca de 16 países.

suas principais obras estão Sargento Getúlio (1971), Viva o Povo Brasileiro (1984) e O Sorriso do Lagarto (1989). João Ubaldo Ribeiro recebeu, em 2008, o Prêmio Camões, concedido pelos governos de Portugal e do Brasil, para autores que contribuem para o enriquecimento da língua portuguesa.

Ribeiro também venceu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1972, conquistou o Jabuti de Melhor Autor, por Sargento Getúlio.  Em 1984, venceu na categoria Melhor Romance, por Viva o Povo Brasileiro.

No mesmo final de semana, no domingo (20), morreu o filósofo e pedagogo, Rubem Alves, vítima de uma pneumonia, em Campinas, interior de São Paulo. Alves era de uma família de protestante, estudou teologia no seminário Presbiteriano do Sul, tendo sido pastor de uma comunidade presbiteriana no interior de Minas.

Era cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista.

Vítima de perseguição durante a ditadura militar,exilou-se então com a família e foi estudar para a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde se doutorou.

A sua tese foi publicada em 1969 com o título “‘A Theology of Human Hope” (“Teologia da Esperança Humana”), foi autor de diversas obras infantis como “A volta do pássaro encantado” e “A pipa e a flor”.

Rubem é autor de “Tempus fugit”, “O quarto do mistério”, “A alegria de ensinar”, “Por uma educação romântica” e “Filosofia da ciência” e um texto biográfico inserido no seu site oficial, e mencionado pela Globo, pode ler-se o que pensaria da morte: “Eu achava que a religião não era para garantir o céu depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos”.

Por Priscila Visconti