[Caixa de Som] Os 100 anos do grande propagador da cultura baiana

“… escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.” — Caetano Veloso

Dorival Caymmi

Se ele estivesse vivo, estaria completando 100 anos de vida, mas infelizmente ele nos deixou alguns anos atrás, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos.

dorivalcaymmi1Dorival Caymmi foi um grande propagador da cultura baiana pelo Brasil e o mundo, compunha inspirado nas tradições daquele povo, qual era ele era um nascente, soteropolitano com muito orgulho, cantava com muita influencia na música negra. Desenvolveu seu estilo próprio em se apresentar e compôr suas canções, sempre espontâneo em seus versos, com bastante sensualidade e riqueza melódia.

Caymmi conheceu a música ainda na infância, ouvindo parentes tocando piano, além do mais, seu pai, apesar de ser funcionário público, também era músico amador, tocava piano, violão e bandolim. Já sua mãe, era dona de casa, mas adorava cantar ouvindo rádio.



Mas, foi ouvindo seu fonógrafo e depois a vitrola, Caymmi sentiu ânsia em compor. Ainda menino, cantava no coro da igreja, era baixo-cantante, aos 13, começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar, em 1929, com o fechamento do jornal, o poeta torna-se vendedor de bebidas. Aos 16 (1930) escreveu sua primeira música, “No Sertão”, e aos 20, estreia finalmente como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.

Depois disso Caymmi passou a se apresentar com o musical “Caymmi e suas canções praieiras”, performances que rendeu os primeiros prêmios de sua carreira, como compositor, além de concursos de músicas carnavalesca, com o samba “A Bahia também dá”.68D6A854B5924695A5AAF0BDD927E271

O sucesso do músico era tanto, que o diretor da Rádio Clube o incentiva a seguir sua carreira ao sul do país, segue para o Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito.
Com o apoio de alguns parentes e amigos, fez alguns trabalhos na imprensa, excedendo ao ofício em ‘O Jornal’, do grupo Diário Associados, mas não parou de compor e cantar, perseverando em seu musical.

Um poeta que cantou sucessos populares, como em suas composições “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudades de Itapuã”, “O Dengo que a nega tem”, “Rosa Morena”, entre outras.

Foi casado com Adelaide Tostes – a cantora Stella Maris -, com quem teve três filhos, os também cantores, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

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Ouça abaixo um dos grandes sucessos de Caymmi, “Rosa Morena”:

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Fabiana Cozza: A irreverência da MPB

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A melhor cantora de samba em 2012, no Prêmio de Música Brasileira, e indicada para a premiação deste ano (2014), Fabiana Cozza, paulistana de 38 anos, traz a potencialidade e carisma em um samba único e irreverente.

Começou a cantar aos 21 anos, e hoje mostra solidez e veracidade a sua carreira, que já está em seu quarto álbum, com canções próprias e muita originalidade, não apenas ao samba, mas à música popular brasileira. Determinada e direta em suas objeções, Cozza já fez participações com diversos artistas renomados, entre eles estão Elza Soares, Leny Andrade, João Bosco, Zimbo Trio, Francis Hime, Ivan Lins, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e Orquestra Jazz Sinfônica. E também talentos jovens e de sua geração como Emicida, Rappin Hood, Aloisio Menezes, Sergio Pererê, Karynna Spinelli, Thiago Delegado, Antônio Loureiro, Yaniel Matos, Adriana Moreira, Luciana Alves, Renato Braz, Quinteto em Branco e Preto entre tantos outros.

168225_144733062248507_8278024_nAlém das participações internacionais, onde a cantora foi convidada a participar com grandes personalidades do jazz, como saxofonista Sadao Watanabe (Japão) e se apresentado em diferentes países e festivais do gênero em: Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Chile.

Fabiana Cozza já possuí quatro discos lançados e dois DVDs. Sua estreia no mundo da música aconteceu em 2004, com o álbum “O samba é meu dom”, cujo título do CD é uma música de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro. Em 2007 lançou “Quando o céu clarear”, título de uma canção de Roque Ferreira para, no ano seguinte, fazer o DVD deste trabalho contando com as participações da cantora Maria Rita e do rapper Rappin Hood. O DVD é lançado em parceria com a TV Cultura e apresenta um documentário contando a trajetória da artista, sua relação com a música, suas influências, as pessoas que participam de sua estrada.

923560_635441633177645_7230458099657879902_nEm 2011 lança seu terceiro CD “Fabiana Cozza”, com o qual é agraciada com o Prêmio da Música Brasileira 2012, na categoria “Melhor Cantora de Samba”. E no ano passado, Fabi lançou o CD/ DVD “Canto Sagrado – Uma homenagem a Clara Nunes”, gravado ao vivo em São Paulo, que conta com um documentário realizado em Caetanópolis/MG, cidade natal da cantora.

Uma expoente da música brasileira, que destaca-se não só pela sua voz potente e fervorosa, mas pelo seu carisma que cativa seu som, constrói sua personalidade e destacando-se como uma artista fidedigna, que faz com amor e dedicação o seu ofício de coração.

Confira abaixo uma das performances de “Sandália Amarela”, presente no último disco de Cozza:

Mais informações:
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Telefone: (11) 3424-0997 | (11) 98181-9997
E-mail: ago@fabianacozza.com.br

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Por: Patrícia Visconti