[Caixa de Som] Quem disse que Bahia é só axé? Shalin e os Attemporais

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Eles levam um balanço muito dançante, pulsante, com raízes soul, funk, pegadas rock, mais outros ritmos que bebem nas fontes africanas, como o ijexá, o samba, o jazz, o reggae e ainda transitam pela embolada, o maracatu, chula, ragga, dub, capoeira, enfim, a proposta é não se fixar em um só estilo, reproduzindo o caldeirão cultural que existe na Bahia – que tem muito mais do que o axé e o arrocha dos carnavais.
bloga_shaShalin Way, nascida em Salvador em 1977, é filha de Jacks Wu, cantor e compositor, parceiro da patota de Tim Maia e seus Velhos Camaradas (Hyldon, Cassiano, Fábio, entre outros), que a influenciou a seguir a linha soul music. É de Wu a música “Deus, a Natureza e a Música”, que dá nome ao segundo disco de Hyldon, de 1976. Shalin estudou canto erudito na Universidade Federal da Bahia e, em 1998, estreou como solista do coral Acbeu, sob a regência do maestro
Cícero Alves Filho.

Integrou como cantora, de 1995 a 1999, a banda Naum, que atuava no circuito alternativo de Salvador. Em 2005, cantou a faixa “Talismã”, de Alexandro Videro, no projeto Balaio Atemporal, pela gravadora carioca Guitarra Brasileira, dirigido por Renato Piau. O CD tem participações, além de seu pai, de Tim Maia, Luiz Melodia, Armandinho, Fábio, Léo Gatti e Fernanda Morais e um time de músicos e arranjadores da pesada.

bloga_tavisNo mesmo ano, com o instrumentista e diretor musical Tavis “Black” Magalhães, concebe a banda Attemporais (nome inspirado no CD do Balaio), com o qual se apresenta desde então. Já se apresentou em diversos espaços pela Bahia e outros estados. Segundo diz, o som da Attemporais tem “uma concepção bem brasileira, mas com uma linguagem universal com identidade e personalidade construída ao longo do tempo”.

Tavis Black começou a estudar violão clássico aos 13 anos na Federal da Bahia, onde aprimorou o conhecimento musical e instrumental em diversos cursos e workshops. Concluiu o curso técnico de música em 1998, mas, apesar da formação erudita, pendeu para a música popular, produzindo outros artistas no estúdio Tríade, de sua propriedade. Por ali passaram nomes como Léo Gandelman, Luiz Melodia, Nico Assumpção, Márcio Montarroyos, Arthur Maia, Peninha, Beto Guedes, entre outros, que forneceram a bagagem diversificada que hoje imprime nas músicas e produções do Attemporais.

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Neste sábado (28), Shalin e os Attemporais estreiam novo show, o “Viagens Attemporais”, que será realizado na Livraria e Espaço Cultural Porto dos Livros, em Salvador. Além do pocket-show, o evento terá exposição do artista visual Edson Ferrer e o relançamento do livro “Quando o amor faz feliz”, de Cymar Gaivota. O show começa às 20h, com ingressos a R$ 15. O Porto dos Livros fica no Largo Porto da Barra, loja 2.

Neste vídeo, Shalin e os Attemporais cantam “Bahia com H”, de Hyldon e Jacks Wu, gravada por Hyldon em seu disco “Soul Brasileiro”, lançado em 2009:

Enquanto Shalin e os Attemporais não pintam por aqui, conheça o trabalho deles pelos seus canais no Youtube e no Soundcloud.

YouTube | SoundCloud | Facebook

Ouça aqui o disco “Balaio Atemporal”!

Por: Carlos Mercuri, do Blog por Bloga

[Caixa de Som] Heloisa Lucas: A voz rouca e uma atitude louca!

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Ela é negra, linda e tem uma voz incansável de se ouvir. Heloisa Lucas, sempre foi uma apaixonada por música, principalmente o pop, o jazz, o rock e o soul, tanto que suas grandes influências são grandes divas da cena musical internacional, como Whitney Houston, Etta James, Mariah Carey, Stevie Wonder, Gladys Knight, e também nacional entre eles Tim Maia e Elis Regina. Mas, esse anseio surgiu quando a cantora tinha apenas 13 anos, influenciada pela grande diva do pop, Mariah Carey.

543941_10202062194581843_1039849565_nUma artista independente que luta para conquistar seu lugar, num mercado tão acirrado e defasado, com músicas sem letras e melodias, a batida perfeita e a intonação adequada fazem a diferença na hora da apresentação, deixando qualquer padrão exigido pela indústria fonográfica descartado, quando o talento e carisma são ápice da arte. Porque como a Heloisa mesmo acredita: “Para quem tem personalidade, discernimento e humildade o sucesso não irá deixar influenciar”.

Atualmente a cantora segue se apresentando pelas noites e às vezes pelo dia na grande São Paulo, com suas duas bandas, qual ela faz vocal, sendo elas “Heloisa Lucas & Quarteto Groove” e a “Mesa do Rock”. Bandas que Helo conheceu através de amigos dos amigos que os apresentaram, enquanto a “Mesa do Rock” já conhecia os integrantes faziam um bom tempo pelas andanças na cena alternativa paulistana.1450243_10202639949065344_701931432_n

Heloisa canta com a alma e a perseverança de que seu público será atingido pela sua música, sua obra e sua arte, algo que ela preserva muito, e isso hoje em dia é raro encontrar em cantoras que não apenas visam a vaidade e o egocentrismo, como ela mesmo diz compartilhar música com peculiaridade e originalidade, pois esse é seu desejo como cantora e como artista.

“Meu plano é continuar cantando sempre. Sempre mais e mais. Propagar sempre a música boa e de qualidade”.

Confira uma apresentação da artista no espaço Armazém Cultural em São Paulo:

 

Para quem quiser assistir mais vídeos da cantora, acesse seu canal no Youtube, ou então acesse a página do Quarteto Groove no Facebook.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Cássia Eller: Uma artista sem fronteiras!

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Há 14 anos atrás falecia um dos ícones mais irreverentes da música popular brasileira, com voz rouca e seu jeito moleca de ser, Cássia Eller deixou mais que um legado na música, mas também para a sociedade.

Teve sua pré-estreia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com estreia nacional no dia 29 de janeiro de 2015. Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, o documentário que traz um pouco sobre a vida e a obra dessa grande artista, que apesar de ser tímida por trás dos palcos, tinha uma força gigantesca e inquieta em suas performances dentro dele.

20672487Cássia Eller foi um grande marco da MPB no final da década de 80 e nos anos 90, que teve sua carreira interrompida em 2001, aos 39 anos, após sua morte precoce decorrente de um infarto repentino no coração.

Um filme sobre a cantora, a mãe, a mulher que expôs sua vida pessoal e rompeu barreiras, deixando um belo legado social e artístico. Além de depoimentos de nomes de suma importância da música nacional, como Nando Reis, Oswaldo Montenegro, Zélia Duncan, entre outros, além da própria Cássia.

Confira abaixo o trailer oficial do documentário:

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] COSMOGUM: Harmonia e emoção completa um único som

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Batida rock, blues, soul, funk e letras que ditam sobre relacionamentos, emoção e amor, esse é a COSMOGUM. Banda paulistana formado pelos amigos, Eddu Ferreira, Luiz Junior e Sam Tiago Almeida.

Um som nada comercial quão ouvido nas rádios atualmente, e por isso nos chamou atenção, pela originalidade e essência musical do grupo em produzir música de verdade, sem se importar com fama ou grana. Fazendo música com emoção, e transmitindo essa sensação àqueles o que escutam.

O primeiro álbum da banda – divulgado apenas em EP – foi lançado no ano passado, e foi uma produção árdua durante todo o ano de 2012 no apartamento 603, que por coincidência leva o nome do disco pela veracidade dos acontecimentos. Um disco que sintoniza a verdadeira essência e harmonia da banda, tão harmonioso que soa perfeito aos ouvidos mais apurados, uma única sensação que impressiona pela audição.

Mas, sem mais delongas e vamos ao finalmente e apresentar que são de verdade a COSMOGUM. Confira abaixo o videoclipe do single ‘Regra de 3’, presente do álbum de estreia dos garotos:



Quer conhecer mais sobre a COSMOGUM, se liga nos endereços da banda abaixo:

Site | Youtube | Twitter | Facebook

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Apresentação da banda no Puxadinho da Praça. – Foto de: Daniel Moura



E quem quiser ouvir e baixar o álbum dos garotos, pode ‘downloadar’ e escutar no site oficial da banda, o disco na íntegra e inteiramente gratuito para ouvir quando quiser.

Por: Patrícia Visconti