[Fotografia] A arte de clicar e sua história a desbravar

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Na próxima terça-feira (19), será celebrado o Dia Mundial da Fotografia e como estávamos sem fotos para subir hoje, nada mais justo do que resenhar um pouco sobre este dia.

Não é de hoje que o ser humano adora registrar e guardar suas belas memórias em imagens, uma arte criada no século 17, quando o francês Louis Daguerre criou o “daguerreótipo”, em 1937, produzida em uma câmera escura, onde apenas havia um pequeno orifício para captar a luz, qual toda a amostragem era chamada de “Diorama”, todavia alguns anos antes o também francês, Joseph Nicéphore Niépce já fazia suas “experiencias”, em uma placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judeia, todavia a imagem produzida demorou cerca de oito horas de exposição ao Sol para ficar pronta, este processo foi chamado pelo próprio de “heliografia”. E por ambas as descobertas serem parecidas, Daguerre e Niépce trocavam análise e experimentos, para que no futuro firmassem sociedade.

Mas, antes disse Leonardo da Vinci descreve em 1515 as propriedades da “Câmera Escura” em seus cadernos de notas, que escritos ao contrário, só podiam ser lidos com o auxílio de um espelho.

Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro, através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a certa distância desse orifício, vêem-se, no papel os objectos invertidos com as suas formas e cores próprias“.

Desde então, este conceito desenvolvido por da Vinci foi bastante utilizado pelos artistas da época, como um auxílio ao seu desenho.

Após o invento do “Daguerreótipo”, já a afiliação de Daguerre e Niépce, outros inovadores criaram inventos baseados deste novo projeto surgia, e já que até então a obra era única e exclusiva, sem qualquer tipo de reprodução, 1840, Fo Talbot apresenta em primeira mão, o negativo, criando assim a possibilidade de reproduzir cópias.

Mas, ainda não era algo popular, já que a fotografia apenas se popularizou no final do século 19, quase início do século 20 em Londres foi quando George Eastman mostrou ao mundo o lançamento da “Kodak 100 Vistas”, que levou a substituição das placas de cristal, utilizadas até os dias atuais. Este lançamento utilizava-se 100 fotos circulares e para popularização, usando um slogan que tornou de práxis para ascensão da marca no mercado, “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”. Criando posteriormente o rolo de filme, tendo por finalidade usar com uma proteção que permitia sua extração e colocação embaixo da luz solar.

Todavia, a pesquisas apresentadas 150 anos depois do invento pelo prof. Boris Kossoy, de que o processo também da criação da fotografia se deu origem no Brasil, pelo Hércules Florence, na Vila de São Carlos – atual cidade de Campinas.

Florence pretendendo publicar seus estudos sobre a flora e fauna brasileira, deparou com a inexistência de oficinas impressoras na Província de São Paulo, criando então seu próprio método de impressão, intitulado de “Poligraphie” (1832), já encontrado em seus descritos e desenhos em uma loja de tecidos qual trabalhava, notando o descolorimento que os mesmo sofriam expostos à luz solar e informado pelo jovem boticário (e futuro botânico de nomeada) Joaquim Correia de Melo das propriedades do nitrato de prata, deu início às suas investigações sobre fotografia.

Data-se que as primeiras experiência com a câmera escura foi em janeiro de 1833, encontrando-se documentos registrados no manuscritos Livre d’Annotations et de Premier Matériaux, onde foi usado pela primeira vez a palavra “photographie”.

Mas, apenas no século 20 a fotografia se tornou oficialmente popular, dando-se a essência de demonstrar o real, registrando sua época, tornando um elemento de comunicação, tornando uma obra factual, começando a entrar na imprensa e sendo uma amostragem do fato.

Desde então este mercado vem inovando, criando filmes coloridos, impressões instantâneas, foco automático, minimizando os custos, reduzindo etapas e digitalizando o clique, facilitando o processo dos princípios básicos da fotografia. Criando uma amplitude desta arte e dando aos fotógrafos profissionais uma escalada a mais no conhecimento, já que com a popularização fotográfica digital, todos acabam se tornando um.

Por: Patrícia Visconti

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