[TOTAL FLEX] ÚLTIMOS DIAS DA MOSTRA “COMCIÊNCIA”, NO CCBB – RJ

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The Comforter (Foto: Divulgação)

É a última oportunidade para quem ainda não conferiu a exposição “ComCiência”, da artista australiana Patricia Piccinini, que ocupa, desde o dia 29 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro e e ficará até a próxima segunda-feira, 27 junho.

A mostra, que já passou pelos CCBB’s de São Paulo e Brasília, até agora atraiu em torno de um milhão de visitantes, somando as três cidades. É um número expressivo, pois é o primeiro trabalho individual da artista, com obras entre o hiper e o surrealismo, com criaturas geneticamente modificadas, que demonstram afeto e são palpáveis, além da criação de duas obras exclusivas para o Rio de Janeiro.

The Breathing Room
The Breathing Room (Foto: Divulgação)

A primeira é uma escultura inflável de quase 25 metros de altura e 2,5 de largura, presa ao teto do CCBB. É uma mistura entre um animal e um vegetal e quando inflada revela uma menina indígena ajoelhada. “A forma do objeto e sua relação com a figura humana se modifica ao longo do tempo. À medida que o espectador caminha pelo espaço e pela exposição, o formato desta obra será sempre diferente e estará em constante transição”, explica.

A segunda é a obra The Breathing Room, ou “o quarto que respira”, criado com três estímulos diferentes: visual, pelas animações projetadas em três telões; auditiva, através do som correspondente a estas imagens, e tátil, derivada do movimento do piso, que se movimenta acompanhando em sincronia as imagens e os sons emitidos. Ora lenta, ora acelerada, a respiração poderá ser vista, ouvida e sentida e o leva o público a sensações como se estivesse dentro de um corpo humano, passando por uma reação emocional.

As obras da exposição são compostas por seres ao mesmo tempo e sedutores, e foram criadas pela artista em seu estúdio, em Melbourne, e provocam uma resposta imediata do público.

“ComCiência faz um apanhado da produção da artista, reunindo alguns de seus principais trabalhos e o espectador se depara com peças icônicas da artista como Big Mother (uma figura agigantada, que se assemelha a uma macaca e amamenta um bebê); The Comforter  (uma menina toda coberta de pelos acalenta um pequeno ser, de pele macia e pés fofos como um bebê humano, mas que tem uma boca aumentada e sem olhos); ou ainda The Observer (2010), um curioso menino que observa o mundo de um ponto de vista privilegiado e perigoso, o alto de uma pilha inclinada de cadeiras. Qualquer metáfora com o percurso que a exposição propõe ao espectador não é mera coincidência.

Big Mother

Serviço
Centro Cultural Bando do Brasil (CCBB) – RJ
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Horário: De sexta a segunda, das 9h às 21h
Local: Rotunda, 1º e 2º andares
Entrada gratuita

Por Silvia Araújo

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