
Foto por: Renata Porto.
No último sábado, 10, aconteceu a estreia do espetáculo Amadas: Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, de Regiana Antonini, um monólogo estreado pela atriz Elizabeth Savala no Teatro Brigadeiro, em São Paulo.
Elizabeth volta ao teatro depois de 10 anos sem realizar nenhuma peça na capital paulista, com um monólogo que promete agradar as mulheres que já passou dos 50 anos. Com muito humor, o espetáculo é agradável, empolgante e contagia o público, prendendo a atenção, já que algumas situações citadas acabam sendo cômicas e próximas do cotidiano das mulheres contemporâneas.

Foto:Renata Porto
A protagonista está num momento de insegurança e angústia já que se vê num momento de meia idade com uma filha adolescente e rebelde num casamento confortável, mas que vive a frustração de não se sentir tão jovem e desejada, ela convive com essa frustração desde a juventude onde sempre notava as amigas mais bonitas se dando bem nos relacionamentos com os homens e com suas respectivas aparência, enquanto ela já não se sente tão bonita e com a auto-estima elevada em nenhum momento da sua vida, alimentando e cultivando a obsessão pela aparência.
O espetáculo nos propõe uma reflexão sobre o comportamento atual, já que a auto valorização pelo que consideramos ideal como viver na academia para ser fitness, salões de estética, cirurgias, Botox, silicone entre outras intervenções a favor da aparência daquilo que consideramos uma referência, acaba não sendo possível na vida da grande parte das mulheres, que cuidam da casa, da família, trabalham fora e tem a vida extremamente corrida em seus cotidiano.

Foto por: Divulgação
A.M.A.D.A.S é um espetáculo dinâmico, com uma linguagem bem atual e bastante inteligente, traz a tona a futilidade de se manter escrava da aparência e da beleza. A protagonista lida com a presença constante da amiga gostosona que está presente em todas fases de sua vida. A frustração de encontrar uma antiga amiga da faculdade mais velha porém aparentando ser muito mais jovem, namorando um rapaz 20 anos mais novo com tudo encima e aparência e imagem impecável, a destabiliza, abaixa sua auto-estima e acaba virando uma implicância e uma perseguição a parte, um desabafo sincero de tudo que uma mulher de meia idade vem sofrer nesse momento de suas vidas.
O recado do espetáculo fica por conta das pessoas aprenderem a se amar e se aceitarem como são, independente da idade e da situação física e emocional que vivem. Elizabeth não propõe dessa forma uma lição de moral, em mostrar que não adianta ter a aparência 100%, mas estar com um coração frio e vazio, mas sim em se aceitar da forma como você é, a jovialidade está dentro de cada um de nós e de como vivemos, apresentando um alerta sobre o perigo dos exageros em nome da vaidade.

Foto por: Assessoria de Comunicação
Elizabeth tem 61 anos e afirma não ser autobiográfico o espetáculo, ela aceita e tem boa relação com a maturidade e com muito humor, ela brinca o tempo todo no espetáculo, a importância da aceitação, da segurança em si, aprender a enxergar suas qualidades, já que num momento da vida ‘tudo despenca’ e faz parte do processo natural de envelhecimento.
A atriz acaba de viver Cunegundes, na novela Êta Mundo Bom que lhe rendeu grandes elogios e foi uma novela de grande sucesso. Comemorando essa boa fase voltando aos palcos paulistanos na peça com produção de seu marido, Camilo Áttila e direção de Regina Antonini, essa comédia que promete movimentar o teatro Brigadeiro.
SERVIÇO
Espetáculo A.M.A.D.A.S
Datas: 10/09 até 13/11
Horários: Sábado às 21h e Domingo às 19h
Local: Teatro Brigadeiro
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 884 – Bela Vista 700 lugares, acesso a deficiente. Próximo ao metro São Joaquim.
Ingressos: R$ 90,00 (Somente cartões de débito)
Vendas pela Internet: www.ingresso.com.br ou 4003 2330
Duração: 80 min
Classificação: 12 anos
Informações:
Tel.: 3115 2637 ou 3107 5774
Site: www.teatrobrigadeiro.com.br
Por Renata Porto
