Se a produção é de Martin Scorsese, é claro que paramos pra assistir, eu, você e o todo mundo aficionado pela sétima arte mundial. Em Assassinos da Lua e das Flores, temos uma grande história, para abrilhantar ainda mais a carreira do cineasta, como se fosse necessário.
A trama que é inspirada em fatos reais conta como, na virada do século XX, o petróleo trouxe uma fortuna para a nação Osage (Oklahoma – EUA), que se tornou um dos grupos mais ricos do mundo da noite para o dia. Assim, eles passam a conviver em sociedade junto aos “brancos”, porém, com isso, muitos interesseiros começam a cercar os índios, trazendo grandes sofrimentos, e um massacre histórico.
Na história somos apresentados a protagonista Mollie, uma jovem Osage (Sangue Puro – como é dito no filme) diabética, cuja toda família se casa com os “brancos”, até mesmo ela, que se apaixona por Ernest, um recém chegado na cidade, sobrinho de um homem interesseiro, capaz de qualquer coisa para aumentar sua fortuna.
Assassinos da Lua e das Flores, começa a ser contada, por homens, atores em cima de um palco de teatro, no formato de novela, para um público ao vivo presente. Vemos então a nação de Osage serem enviados a uma terra abandonada, que ninguém tinha o menor interesse, até descobrirem o petróleo nelas.
O longa se passa na década de 1920, somos apresentados por imagens das riquezas que o petróleo trouxe ao povo indígena, como modificou suas formas de se vestir, e viver, e com isso a chegada dos brancos na vida deles. Quando Ernest chega à cidade, em sua primeira conversa com seu tio William Hale, compreendemos qual o verdadeiro interesse que eles possuem sobre os índios.
O desenrolar do filme deixa todos os posicionamentos e ações bem claras, a resposta é simples; Dinheiro. Então Ernest arruma um emprego, e logo conhece Mollie, uma mulher séria, com uma idade já avançada na época, para quem ainda não está casada e não tem filhos, então, seu tio incentiva qualquer relacionamento que poderiam ter, apresentando a ele a fortuna que a moça possui.
A cada cena compreendemos a todos os horrores que o povo riquezasOsage foi imposto, então a história se aprofunda um pouco mais na vida dos protagonistas, e é aqui que vemos a brilhante atuação de Leonardo DiCaprio, e a ascensão ao estrelato de Lily Gladstone. O tempo todo o telespectador dúvida da moralidade de Ernest, chegando até acreditar em sua inocência. Mas o final do filme deixa bem claro suas intenções, e de sua consciência.
Mollie, representa toda força e sagacidade de sua tribo. Uma mulher, que sozinha, trouxe justiça e voz a tribo Osage. Até o final, o longa mostra todo o amor que ela tinha por seu marido, e por sua família, e por sua verdade. A fé nas crenças que seu povo cultua, a ajudou em sua luta.
Assassinos da Lua e das Flores é um grande favorito ao Oscar 2024. Segundo a Variety, as 3 horas e meia do longa, pode arriscar os favoritos do momento como Barbie e Oppenheimer, figurando entre Melhor Direção e Melhor Filme. Além das categorias de Melhor Atriz, para Gladstone, e claro, Melhor Ator para DiCaprio. Apesar dessa última, particularmente, eu achar muito difícil de acontecer.
A produção é dirigida por Martin Scorsese, com roteiro de Scorsese e Eric Roth, além dos já citados, o elenco ainda é composto por Robet De Niro, Brendan Fraser e Jesse Plemons. A produção é da Apple Studios em parceria com Imperative Entertainment, com distribuição pela Paramount Pictures.
por Bruna Vidal



