Arquivo da categoria: crítica

[Cabine da Pipoca] “Rei Arthur: A Lenda da Espada” – Aventuras épicas, mas sem perder o clássico da história

O que falar sobre “Rei Arthur: A lenda da Espada”, que é um filme dinâmico, explicativo e distinto ao clássico medieval inglês da espada de Excalibur, com vários flashback, mas de forma desenvolta, com questionamentos e cenas rápidas e francas, ao descrever a cena. Continuar lendo [Cabine da Pipoca] “Rei Arthur: A Lenda da Espada” – Aventuras épicas, mas sem perder o clássico da história

[Cabine da Pipoca] Guardiões da Galáxia vol. 2 estreia nesta semana no Brasil

Nesta quinta-feira (27) estreou Guardiões da Galáxia Vol. 2, um filme repleto de ação, aventura, ficção, fofura (Baby Groot), emoção e comédia, ao decorrer da história, se preparem para dar altas risadas, principalmente com o Drax, o rei do humor no filme e ver o Rocket e o Peter Quill (Senhor das Estrelas), se comportando como crianças, mas tudo bem, são meninos, apesar um menino e um Guaxinim, mas eles arrasaram no filme, mas ainda bem que tem a Gamora para botar ordem na casa, um dos melhores personagens (na minha opinião).

O filme traz uma aventura com humor auto-referente, nostalgia dos anos 80 e uma dose de emoção, mas o humor está mais afiado, e os efeitos são mais impressionantes, a ação mais empolgante, com uma história mais envolvente, em que Gunn conseguiu refinar sua prática com maestria.

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[Cabine da Pipoca] Velozes e Furiosos 8 chega às telonas neste fim de semana

Da marrentice dos primeiros filmes para galhofada-despretensiosa dos últimos, a franquia Velozes e Furiosos abraçou de vez as estapafúrdias e mirabolantes sequências de ação, que superam (como sempre) as leis da física e da realidade (sua marca registrada), uma franquia que se reinventou, que não se leva a sério (mesmo!) em nenhum momento e tornou-se uma das maiores em termos de ação da atualidade. Continuar lendo [Cabine da Pipoca] Velozes e Furiosos 8 chega às telonas neste fim de semana

[Total Flex] Quando a tradição se quebra

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Nas últimas semanas, a imprensa especializada em televisão tem noticiado a queda de audiência e a rejeição do público a dois programas tradicionais da Rede Globo: Fantástico e Vídeo Show, o que tem preocupado a direção da emissora.

Ao me deparar com tal fato, li alguns textos e refleti sobre alguns pontos que tratarei ao longo deste texto. Mas antes de fazer uma análise mais concreta, é preciso fazer uma espécie de histórico sobre a TV Globo e suas mudanças.

Acima de tudo, é preciso lembrar que a Rede Globo é tradicionalista. Se fizermos uma breve pesquisa, podemos ver, por exemplo, que temas de abertura de programas como Jornal Nacional e até mesmo do vespertino “Vale A Pena Ver de Novo” (que recentemente ganhou uma estranha versão cantada), mudaram com o passar dos anos, mas a base delas permanece inalterada.

O que quero afirmar é que a Globo sempre promoveu mudanças – afinal é necessário mudar – mas as mudanças sempre ocorreram de forma lenta e gradual, de forma sutil. Era uma mudança ali e outra aqui, o que é saudável e evita que o telespectador “leve um susto” com uma possível mudança brusca.

Mas acontece que, de um tempo para cá, a Globo vem se descaracterizando. A parte gráfica foi completamente alterada. Prateados, coloridos e bem feitos logos da emissora têm sido substituídos por logos mais pobres, que remetem ao símbolo oficial da emissora dos anos 70 e 80.

Porém o mais arriscado é quando se tem a pretensão de mexer nas bases de programas que já são tradicionais e conquistaram o respeito e afeto do público por causa disso, como é o caso dos dois programas que citei aqui.

Vamos novamente recorrer a um breve histórico sobre eles. Começarei pelo Vídeo Show. O “VS” estreou em 1983, teve diversos apresentadores, mas, com o passar dos anos, deu pra perceber que a fórmula que agradava ao público não tinha nenhum requinte: um cenário pequeno, um apresentador chamando as matérias e o carro-chefe do programa, que são as matérias sobre os bastidores, curiosidades sobre a programação atual e antiga e erros de gravação. O público foi acostumando-se a ver o Vídeo Show deste jeito, principalmente nos 16 anos em que Miguel Falabella esteve à frente do comando da atração, que viveu com ele a sua fase mais popular.

Com o passar dos anos, fatos sobre bastidores foram sendo deixados de lado e o Vídeo Show foi se transformando no TV Fama (programa sobre fofocas exibido pela Rede TV!), falando sobre a vida pessoal dos globais. Além disso, a base dele foi sendo alterada nos últimos anos: a presença de vários apresentadores, o que foi deixando o público carente de uma figura para associar diretamente ao programa, como foi o caso de Falabella e o cenário foi deixando de ser “aconchegante” para o público.

Neste ano, o Vídeo Show sofreu a sua mais agressiva mudança em anos. Todas as características que fizeram o programa ganhar público e que citei aqui foram trocadas por grandes cenários, plateia e apresentadores e repórteres que misturavam de funções e não criavam uma identidade com o público. Além disso, num primeiro momento, o “VS” criou uma relação de dependência com seus entrevistados, dependendo única e exclusivamente deles o bom andamento da atração.

Muito tem se falado sobre Zeca Camargo, o novo apresentador do programa. Uma matéria do site “Notícias da TV” revela, que, em pesquisa, a Globo descobriu que, para parte do público, Zeca é “sofisticado demais” para o Vídeo Show. De fato, ele é sofisticado, culto, mas não acredito que ele seja o problema desta atual situação do programa. Miguel Falabella também é sofisticado, dono de uma vasta bagagem cultural e foi uma figura bem popular no Vídeo Show, o que reforça a tese de que o grande problema na queda de audiência e popularidade do programa está na bruta mudança de um formato tradicional, não no apresentador.

O programa vem sofrendo uma série de alterações. As entrevistas perderam espaço, quadros antigos estão voltando aos poucos e novos vão chegando, como a reedição do game show “8 ou 800”, de perguntas e respostas.

Falando agora sobre o Fantástico, o programa, que estreou em agosto de 1973, surgiu com identificação de “Show da Vida”, o que entrega que, em seus primeiros anos, o conceito de “show” era mais forte que o de “jornalismo”, com clipes e musicais. Com o passar dos anos, este conceito foi sendo modificado. Os “Clipes do Fantástico” foram extintos nos anos 90, motivados principalmente pelo lançamento da filial brasileira da Music Television, a MTV, e o Fantástico foi se transformando em um programa essencialmente jornalístico, sendo assim até hoje.

Em sua história, o Fantástico sempre teve um relacionamento com a tecnologia. Assuntos ligados aos avanços tecnológicos sempre foram pauta e, principalmente, foram incorporados ao programa. Me lembro que, em uma das edições que assisti nos anos 90, testemunhei Pedro Bial conversando ao vivo com Zeca Camargo direto da China via internet – uma novidade, apesar da precariedade da conexão existente na época.

Mas as novidades no Fantástico sempre foram inseridas no programa de forma lenta para, como já ressaltei aqui, não causar muita estranheza no telespectador. O tempo foi passando, a concorrência com outras emissoras foi ficando mais acirrada e o Fantástico foi perdendo audiência.

Apesar de tudo, aos trancos e barrancos, o Fantástico sempre conseguiu ter boa audiência. O público já estava acostumado com a atual forma do programa, com os apresentadores passeando pelo cenário virtual apresentando a atração, com uma novidade aqui, outra ali. Até que, neste ano, foi prometida uma grande reformulação no “Show da Vida”.

Na estreia, já aconteceu um grande erro: a Globo desrespeitou a sua tradição e apresentou diversas novidades de uma vez. Foi um verdadeiro “vômito de novidades”. E quando “vomita-se” deste jeito, a tendência é que o telespectador estranhe tudo aquilo, pois ele está lidando com algo com o qual não está acostumado. E este foi o maior problema do Fantástico. Logo de cara, vimos um cenário completamente diferente, um “repórter-robô”, bonequinhos virtuais aparecendo na tela com o intuito de reproduzir a reação do telespectador em relação ao que era apresentado, além de quadros que não interessaram ao público, como a “reunião de pauta”.

As equipes dois programas já trabalham para recuperar um pouco do prestígio perdido, realizando alguns ajustes.
Nesses casos específicos, nós, os amantes da televisão e da comunicação, podemos aprender uma grande lição: não só o rádio, mas a televisão precisa apegar-se mais às suas tradições, especialmente a Rede Globo, que, por ser fiel às suas tradições, apesar das mudanças, conseguiu chegar ao posto de maior rede de TV do país. E, quando a tradição é quebrada, a rejeição acontece. E é exatamente isso que estamos testemunhando neste momento na TV brasileira.

Por: Rodrigo Almeida

[Total Flex] Arte para Todos

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Estava pensando com meus botões, sobre artistas tão bons estarem escondidos em bares suburbanos, e pessoas sem talento algum, ganhando êxito e glamour, perante aos holofotes, e desde que zapeando pelo Facebook encontro um banner que dizia a respeito do tamanho da platéia em relação ao amor e trabalho que o artista quer mostrar ao seu público.

Então, pensei…

Por quê há tantos obreiros da arte oblíquos, tentando e lutando pelo seu espaço ao Sol, enquanto àqueles que apenas visam a fama e grana, estão sendo bajulados por uma mídia hipócrita que apenas vangloria o que aliena, e não o que propaga a cultura?

Atores, músicos, artistas plásticos, fotógrafos, poetas, escritores, entre outras várias facetas da arte que estão sobre becos e ruelas, apenas esperando uma oportunidade, que na maioria das vezes é ofertado por quem nem mesmo contribuí com dinheiro, mas com a divulgação e aplausos, que para os artistas de verdade são mais que válidos, pois enquanto houver uma pessoa para conferir sua arte, eles estarão fazendo seu melhor, diferente de outros aí, que só se importam com quantidade e não qualidade do público presente.

Tanto que, podemos observar diversos artistas de renome abandonando este vínculo de quantidade, imposto pelas produtoras e gravadoras, se tornando independentes e propagando sua arte destinada para aqueles que mais importam à eles, seus fãs. Desvinculando desta grande roda mafiosa que apenas quem ganha são os grandes, e a arte é omitida em forma de marketing exacerbado.

Temos que parar e pensar que artistas de verdade não anseiam apenas do ter, mas sim em compartilhar e difundir sua obra aos quatro cantos do mundo, sem importar com quantidade, mas sim pela qualidade do coletivo a prestigiar a sua arte, multiplicando e ampliando seu ofício à multidões.

Todavia, essa é uma realidade de poucos, e de bons artistas, que se desvinculam dessa indústria fonográfica conceitual, para fazer a seu próprio trabalho, com os intuitos idealizados desde quando começaram, e não maquiados por uma destreza ferrenha e cruel, que idolatra e renega seus ídolos em questão de segundos, levando-os do Sol as trevas, e o transformando em apenas um nada.

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Biografar ou não biografar, eis a questão?

A polêmica das biografias não autorizadas ainda continua. Depois da divulgação do livro do jornalista e escritor Paulo César de Araújo –  Roberto Carlos em Detalhes – sobre a vida do cantor mais popular do Brasil, lançado em dezembro de 2006 pela Editora Planeta, contendo 504 páginas, que causou a irritação do cantor. 
A publicação resultado de uma pesquisa ao longo de 16 anos que reuniu depoimentos de cerca de 200 pessoas que participaram da trajetória de RC, a obra chegou a vender 22 mil exemplares, até sua produção e venda ser proibida por determinação da 20ª Vara Criminal da Barra Funda, na cidade de São Paulo.

Concedendo debates de biografias, sendo pauta nas rodas literários e também artísticas do país, já que, muita gente é contra, porém uma grande porcentagem é favor.

Agora digam-me, até quando uma biografia pode ser catastrófica a carreira de um artista que já está consolidado e enraizado no que faz?

Alguns artistas a favor a biografia não autorizada dizem que isso não influência nada, afinal uma biografia não é nada mais do que um complemento à carreira do artista na visão de alguém de fora, observando não apenas o que está pré-estabelecido a visão do biografado, dando um plus à sua carreira, concretizando assim uma maior divulgação do mesmo. Porém, tem aqueles que são contra, acreditando que algo descrito não oficial é uma afronta a sua carreira, difundindo casos não selecionados para suas vidas atuais, como se muitos deles já não abriram as portas de suas casas para Contigo, Caras, Fuxico, entre outros veículos fofoqueiros e sem nenhuma utilidade pública.
Afinal, uma biografia mesmo que não oficial, é uma homenagem, a divulgação do trabalho, além da admiração que autor ao escrever tem por aquela pessoa, e quanto mais se diz sobre ela, mais seu trabalho será imortalizado, e não banir qualquer meio que não seja reconhecido pelo próprio, pois assim, além do obreiro perder um fã – já que na maioria das vezes, o escritor também o têm como ídolo – ele deixará sua essência humilde e carismática perante a sociedade, visando apenas em seu próprio mérito, ignorando qualquer manifestação que o cerca. Além é claro, como sempre o Brasil perde mais uma vez, desfavorecendo os escritores, já que eles irão preferir realizar a publicação do seu livro em outros países, onde a biografia mesmo que não autorizada também é bem vista, propagando e compartilhando o trabalho daquele que sempre o admirou em outros idiomas, já que mesmo que não explícita, em país de origem a censura elitista barrou seus pensamentos, por orgulho e egoísmo, centralizando apenas focando naquilo que da lucro, e não no que visa a cultura daquela obra.

[Caixa de Som] Hanson is our Anthem!

O artigo desta semana, será um pouco diferente do que os anteriores, pois não será dica de shows, CDs, DVDs e também não será feito por mim, mas sim por uma amiga e super fã dos Hanson, a escritora Daiane Carvalho.
Como todos sabemos, os irmãos de Tulsa, Oklahoma, Estados Unidos estiveram no último fim de semana no Brasil, para a realização de dois shows no país da nova turnê do grupo, ‘Anthem World Tour’.
Isaac, Taylor e Zac, hoje mais maduros, mostraram uma nova versão da banda com hits novos e antigos do grupo, e seus admiradores também já não são tão adolescentes assim, puderem reviver toda a alegria e emoção de conferir a nova performance dos garotos.

Confira abaixo a crítica (bastante pessoal, por sinal), de Dai sobre o show dos Hanson do dia 21/julho, no Credicard Hall em São Paulo:
“Já começo esse texto dizendo a vocês que como super fã de Hanson há 16 anos jamais conseguiria fazer uma critica imparcial ao show de ontem, mas espero que vocês gostem assim mesmo.
Quase dois anos após o último show em São Paulo, os irmãos Isaac (32), Taylor (30) e Zac Hanson (27) trouxeram a turnê do novo cd Anthem ao Brasil, para a alegria dos seus fiéis fãs. 
Logo que os acordes de Fired Up começaram, pode-se notar a grande empolgação pelo show, não só do público como dos próprios músicos que sorriam e agradeciam ao carinho dos fãs o tempo todo, inclusive em português.
Considerados por muitos uma banda de pop, nesse show eles mostraram um som mais pesado, mais rock, acompanhando a sonoridade do novo álbum, com muitos solos de guitarra e uma bateria bem mais presente, para o delírio dos fãs – na sua maioria mulheres, claro.
A surpresa mais uma vez ficou a cargo das fãs que durante a música  Get the Girl Back levantaram bonecos marionetes loiros em alusão a frase  “Hanson Puppet Show” (algo como “teatro de fantoches do Hanson”) que aparece no começo do clipe dessa música, causando risos dos músicos.  “Não podemos agradecer o bastante a vocês” disse Taylor, ao final da música “Isso é demais!”, afirmou apontando para os bonecos na plateia.
Além disso, uma faixa com a frase “Hanson is our Anthem. Obrigado!” (algo como “Hanson é nosso hino”) foi pendurada nos camarotes no começo do bis, deixando os músicos mais uma vez emocionados.
Ao final do bis os fãs se puseram em coro pedindo a música If Only, mas não foram atendidos pelo grupo que ao final cantou um pedaço de Get the Girl Back à capela para agradecer o carinho das fãs.
Mesmo com a falta de músicas maravilhosas como If Only, IWill Come to You e For Your Love, os Hanson mais uma vez encantaram os fãs presentes que cantaram, dançaram e pularam ao som de um set list que mesclou muito bem as músicas do novo álbum com hinos antigos como MMMBop e Where´s The Love,  mas como sempre eles foram embora nos deixando com um gostinho de quero mais.”
Set List – Show São Paulo – 21/07/2013:
Fired Up
I´ve Got Soul
Where’s The Love
Thinking Of You
Scream and Be Free
Minute Without You
Weird
Crazy Beautiful
Lost Without You
Deeper
Save Me From Myself
Juliet
Waiting For This
Already Home
Thinking ‘Bout Somethin’
Penny and Me
Give a Little
Get the Girl Back
MMMBop
This Time Around
Tonight
Save Me
You Can’t Stop Us
In The City
Veja algumas imagens da fotógrafa Camila Cara, do show dos garotos em Sampa:

Fotos de: Camila Cara

[HUMOR] Big Brother Brasil 13

Estávamos curtindo nossas férias numa boa, desde querido comediante do nosso ‘Barquinho’ nos enviou seu novo vídeo de humor, falando nada mais, nada menos, do que o BBB 13.

Como podemos acompanhar pela programação da rede Globo, mais uma temporada daquele programa “maravilhoso” (só que ao contrário) está de volta, em sua versão verão 2013.

Confira a crítica que Mateus Caniceiro fez sobre o programa abaixo:

Por Mateus Caniceiro