Jovens artistas dos quadrinhos ganham destaque no maior festival de cultura do país

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Seguimos para segunda parte dos 10 artistas do projeto Narrativas Periféricas que estarão na edição de 10 anos da CCXP, mostrando os talentos das periferias de São Paulo, em busca de formar profissionais e publicações de autores e quadrinhos das regiões mais afastadas do centro, para assim diversificar as vozes dos quadrinhos brasileiros e construir um cenário mais igualitário, plural e rico culturalmente.

Atualmente este projeto já está na segunda turma, na qual os 10 novos autores de diferentes regiões periféricas da região metropolitana de São Paulo, participaram por oito meses de aulas semanas especializadas sobre a produção de quadrinhos, incluindo masterclasses exclusivas com autores de renome nacional e internacional como Ivan Reis e Rafael Grampá.

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Nesta segunda edição do Narrativas Periféricas contou com o apoio do ProAC-SP e a parceria entre Editora Mino, Chiaroscuro Studios e Perifacon, que juntas difunde ainda mais os quadrinhos e arte brasileira, que nos grandes centros já é pouco divulgado, nas periféricas isso é quase zero, mas as três empresas formaram um time para mudar e dar voz a arte no Brasil.

O projeto teve auxílio do financiamento coletivo, no qual haviam as obras feitas pelos artistas, em que eles produziram ao longo de todo o programa de formação, e cada um pode fazer o seu de forma única e especial, que os fizeram os autores ganharem a oportunidade de participar do Artists’ Valley, levando suas hqs ao público, para que todos possam conhecer as novas caras dos quadrinhos nacionais. Então chegou a hora de mostrar os outros cincos do Projeto Narrativas Periféricas, que irão fazer parte do maior Artists’ Alley do planeta.

Primeiro é o jovem morador da Brasilândia, zona norte de São Paulo, Jãovito, que desde pequeno sempre gostou de criar histórias através dos desenhos, assim ele pode usar suas duas paixões que a literatura e arte, ele é formado em Artes Visuais e neste ano lançou seu primeiro quadrinho “21 Porque me sinto péssimo”, que foi fruto do projeto.

Lucas Lima também é formado em Artes Visuais, e ele é da região metropolitana de Guarulhos, sua produção nos quadrinhos é especifica em representar o cotidiano da periferia, das pessoas que estão próxima à ele, da rotina das pessoas que vivem, trabalham e estudam longe dos centros urbanos, mostrando que viver no subúrbio também tem seu requinte. Lucas também é educador e realiza oficinas de aulas de arte para o público da região onde mora.

Outro ilustrador de Guarulhos é o Wiru, que foca nos quadrinhos para o público LGBTQ+, mas sempre representando o povo da periferia, com traços suaves e cores marcantes, o jovem ilustrador vem ganhando o cenário dos quadrinhos na cidade de São Paulo participando de alguns eventos da área, como Ogra 2023, organizado pela loja Ugra Press, na qual lançou seu primeiro gibi autoral “PICUMÔ com o tema de ficção científica e invasão alienígena.

O ilustrador, quadrinista e artista-educador de Osasco, na Grande São Paulo, Saudade³, que atualmente está desenvolvendo o projeto “AS CRÔNICA DOS MANDRAKE”, transformou sua vida periférica em pesquisa, em que envolve o protagonismo jovem nas periferias em torno do universo e da estética funk.

O artista mostra experiências de sociabilidade na periferia. Como a sociabilidade, expressões coletivas que se constituem como referência nos processos de construção identidade tomadas de posição frente ao social.

Por fim, o professor e arte, formado em artes cênicas, o Pupa, um sonhador que atualmente vive de arte e estreou como expositor, no PerifaCon 2023, na qual foi o primeiro grande evento em que participou, e agora graças ao Narrativas Periféricas, estará novamente expondo seus trabalhos, em um Artists’ Alley ainda maior, divulgando seu primeiro trabalho como autor e ilustrador – a HQ “Janeiro 06”.

Suas obras tem uma pegada infantil, mas com histórias marcantes, reflexivas e extremamente tocante, em que ele obra em seu primeiro lançamento a vivência dos jovens na periferia, mostrando a família e o verdadeiro significado do amor.

Todos os autores estarão com seus lançamentos, exaltando o poder da arte da periferia na CCXP 2023, mostrando um passo importante em propagar jovens artistas em suas carreiras, assim proporcionar visibilidade à eles dentro do maior festival de cultura pop, tornando isso cada vez mais inclusivo ao mercado dos quadrinhos no
Brasil.

por Priscila Visconti

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