A série live-action de Avatar: O Último Mestre do Ar chega à plataforma de streaming da Netflix, e desde então, tem rendido bons números de audiência e chamado a atenção de críticos sobre a qualidade do programa. Fora isso, algumas discussões dentro da internet são levantadas entre quem gostou do resultado final e quem discorda da maior parte das decisões e mudanças feitas na programação.
Nos sites de avaliação, a série tem uma aprovação de 68% adquiridos em sites como Rotten Tomatoes e IMDB. Apesar disso, o programa teve a maior abertura na audiência do ano superando outros lançamentos como One Piece, colocando a série como programa rentável para a plataforma.
A história acompanha Aang, um jovem nômade do ar que recebe a famigerada notícia sobre ser o Avatar, um dobrador que tem a habilidade de dominar os quatro elementos, ar, água, terra e fogo. No entanto, o jovem decide fugir de sua obrigação, deixa seu lar e fica preso em uma gomorra de gelo criada para o proteger de uma tempestade. Enquanto isso, a tribo do ar é atacada pela nação do fogo no intuito de matar o descendente do Avatar, atrasando o ciclo para assim, a nação do fogo conseguir dominar o mundo.
Quando foi anunciada, muita coisa aconteceu no processo para criar uma expectativa e também um temor, isso devido ao filme lançado em 2010, que adapta os eventos do desenho de forma bem ruim. Ainda sim, a notícia do envolvimento dos criadores originais da série animada deixou as coisas mais leves, um tanto calmas.
A série animada é um fenômeno de audiência na Nickelodeon, e conseguiu se consolidar como produto de sucesso, mesmo sendo de início uma ideia sem um planejamento, porém a aceitação foram positivas ao ponto dos criadores terem de esticar a história, de início apenas episódios pilotos que logo se transformaram em uma temporada completa.
Em relação ao live action, muito se falou sobre como as coisas são colocadas de maneira rápida, os eventos vão acontecendo em períodos curtos, diferente da animação porque lá a dinâmica é diferente, os episódios junto a temporada é maior. Essa segurança permite desenvolver subtramas de forma mais pontual, já o programa ao vivo não permite isso pela quantidade de episódios curtos, apenas oito para ser exato, entretanto, essa escolha permite canonizar eventos na ramificação principal da história.
Dito isso, é importante dar ênfase para o casting de atores, porque a assertiva escolha faz diferença na hora do resultado final. O trio de protagonista é realocado na trama de um jeito muito convidativo, Katara por Kiawe Tiio Tarbell, é meiga e abusada quando necessário, enquanto seu irmão Sokka, vivido por Ian Ousley tem a alegria e persistência multiforme, já o protagonista Aang, interpretado por Gordon Cormier, tem a simpatia e determinação crescente, conforme o entendimento dentro da problemática apresentada.
Outro ponto é os efeitos que, abusaram usando durante o dia. Sim, Avatar: O Último Mestre do Ar, tem cenas lindas durante o dia, além disso, as paisagens escolhidas para o programa são de uma beleza esplêndida, os diretores de alguns episódios usam os planos abertos para criar a dimensão perfeita de mundo. Outro grande acerto dentro dessa área são os animais como o Appa e o Momo, dois fofos e lindos que abrilhantam de maneira pontual a trama.
Toda essa gama de acertos dentro do programa trouxe índices de audiência altíssimos e colocou o live action entre os programas mais vistos da plataforma durante a semana de lançamento, tanto que, inclusive, deixou outros sucessos do canal para trás. O alcance e aceitação rendeu um vídeo de anúncio de renovação para as próximas temporadas 2 e 3, sem uma data específica de lançamento.
Todavia, Avatar: O Último Mestre do Ar, teve a renovação confirmada devido a audiência, e claro, ao esmero da produção em trazer elementos da obra original respeitando as nuances e fortalecendo os pontos fracos da animação, assim como, retirando algumas características de personagem que apesar de ter havido reclamação na internet, no saldo final do produto o resultado foi positivo. Avatar da Netflix é uma adaptação que emociona e respeita o conteúdo original.
Por Daniel Guimarães




