‘Rostos Esquecidos’ – Um drama eloquente sobre batalhas internas e segredos inolvidáveis

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Na primeira década dos anos de 1900, as mulheres pouco podiam socializar e ter sua própria independência, já que elas eram criadas para casar e cuidar da casa e da família, sem anseios e ambições sobre profissões e carreira. Ainda, àquelas que eram abastadas tinham a oportunidade de estudar no exterior e conviver com uma cultura distinta e diversa em comum, além da decisão em escolher seus próprios amores.

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Assim sucede a vida de Emma Lewis, uma mulher que sentiu na pele o peso dessa privação, quando ainda na adolescência era foi julgada de que nunca iria viver de arte, e que deveria se educar para se tornar uma boa esposa e servir apenas à sua família, sem demonstrar interesses algum em ter uma personalidade única e irreverente, sendo apenas uma serva da sociedade provinciana da época.

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Mas, o que ninguém esperava é que o destino a colocaria em realização a um de seus sonhos, tenho a chance de ir à Boston estudar na Escola de Belas Artes, cuidados de damas abastadas da sociedade, e o que uma viagem incomum, poderia render diferentes promessas e realizações, em sua vida em uma descoberta eminente e significativa que pode mudar tudo repentinamente, ao conhecer o jovem cirurgião Tom, que têm de ir aos campos de batalha, para ajudar os soldados feridos, e faz com que Emma vá para a França em busca dessa paixão imprudente e visceral, onde ela se torna escultura em uma missão árdua de esculpir máscaras aos soldados que tiveram seus rostos desfigurados pela guerra, que a colocará diante um segredo conflitante e doloroso, que mobilizará intensamente dentre se si.

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O romance dramático e expressivo do autor, V.S. Alexander, Rostos Esquecidos (The Sculptress), mostra de forma categórica e veraz um âmbito de esperança e realização, diante a uma cenário de angústia, dor e traição, que promete envolver o leitor sobre as escolhas que marcam o passado sob estabelecer os percursos do futuro, entre batalhas não resolvidas, dores agonizantes e contextos inesquecíveis que apunhalam e latejam, em relação as máscaras que tentamos cobrir, mas não nos largar por nada, em uma obra loquaz e reflexiva, das verdades e enganos que carregamos no coração.

por Patrícia Visconti

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