O romancista inglês Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo de Lewis Carroll, nasceu em Daresbury, no Reino Unido e foi um romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo, matemático e reverendo anglicano britânico, além de lecionar matemática no Christ College. Carroll é autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas, além de outros poemas escritos em estilo nonsense ao longo de sua carreira literária, que são obras consideradas políticas, em função das fusões e da disposição das palavras, como percursores da poesia de vanguarda.
Charles começou a escrever poesia e contos ainda na infância, criando uma revista para a sua família, Mischmasch, e entre 1854 e 1856, seu trabalho surgiu nas publicações nacionais The Comic Times and The Train e também em revistas menos conhecidas como a Whitby Gazette e a Oxford Critic.
A maioria de suas contribuições eram de natureza humorísticas e por vezes satírica. O primeiro texto publicado com o pseudônimo foi o poema romântico chamado “Solitude” surgiu na revista The Train, sendo atribuído a “Lewis Carroll”. Este pseudónimo era um jogo de palavras com o seu nome verdadeiro: Lewis era a forma anglicizada de Ludovicus, e Carroll era um apelido irlandês parecido com o nome latino Carolus, do qual vem o nome Charles.
A história de sua obra mais famosa venho por meio de uma família do reitor Henry Liddell, na qual todos desempenhariam papéis importantes na vida de Charles, e o influenciariam a sua carreira como escritor. Charles travou uma amizade com a Lorina, esposa de Henry, e com seus filhos, principalmente com as três irmãs Lorina, Edith e Alice Liddell.
O poema acróstico publicado no final de Alice do Outro Lado do Espelho soletra o seu nome completo e também há várias referências superficiais a Alice escondidas ao longo dos dois livros. Fica a nota que Charles negou várias vezes nos seus últimos anos de vida que a sua “pequena heroína” se baseasse em qualquer criança real e ele dedicava frequentemente as suas obras a meninas e mulheres que conhecia, acrescentando o seu nome em poemas acrósticos no início dos textos.
A história de Alice no País das Maravilhas originou-se em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Liddell (com 10 anos na época). Ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma menina chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico após cair numa toca de um coelho. A verdadeira Alice gostou tanto da história que pediu que Carroll a escrevesse.
Atendendo a pedido, em 1864, ele surpreendeu com um manuscrito chamado As Aventuras de Alice Embaixo da Terra, que mais tarde dedicidiu publicar a versão original, aumentado seu conteúdo de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro.
A tiragem de dois mil exemplares de 1895 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão, mas a segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, mudando a vida de Charles Dodgson, que começou a ser conhecido mundialmente como Lewis Carroll e era inundado com cartas de fãs e com atenção que muitas vezes não desejava. Charles começou a ganhar bastante dinheiro com o livro, mas nunca deixou o seu trabalho na Christ Church.
Ambos os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos no seu texto. Em Alice no País das Maravilhas, a personagem Alice entra em uma toca atrás de um coelho falante e cai em um mundo fantástico e fantasioso. Muitos enigmas contidos em suas obras são quase que impercetíveis para os leitores atuais, principalmente os não-anglófonos, pois continham referências da época, piadas locais e trocadilhos que só fazem sentido na língua inglesa.
Charles Dodgson morreu de gripe, seguida de pneumonia em 14 de janeiro de 1898 na casa da sua irmã, “The Chestnuts” em Guildford. Faltavam duas semanas para completar 66 anos de idade, seus restos mortais encontra-se sepultado no Cemitério de Guildford, Surrey na Inglaterra.
por Priscila Visconti





