Jorgens mostra de forma poética e reflexiva o cotidiano acelerado da metrópole, em seu novo álbum autoral

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A banda brasileira Jorgens, apresenta seu segundo álbum de estúdio, intitulado O Passado é Agora. Um mergulho em uma estética mais orgânica, com a sonoridade crua dos singles que flertam com o indie rock, misturando um pouco do estilo emo e o grunge.

Guitarras sujas, baterias quebradas e a ausência de sintetizadores reforçam a proposta de um som direto, autêntico e fiel à formação clássica de banda. As 11 faixas presentes no álbum, trazem letras reflexivas e poéticas e abordam temas como amor, solidão, ansiedade e como o capitalismo podem influenciar nas tomadas de decisões e na vida.

Gravado no tradicional Nimbus Studios, em São Paulo O Passado é Agora é uma mescla de composições inéditas, com novas versões, de canções lançadas anteriormente pelos integrantes em outro projeto. Revelando a maturidade musical do grupo e sua capacidade de ressignificar o próprio repertório.

O single Nem Quero Saber, é a quinta faixa do álbum, foi escolhido para anteceder a estreia do material completo, a letra sintetiza boa parte do que a Jorgens tem a dizer neste novo trabalho. A canção explora a angústia da insuficiência, a busca incessante pela alta produtividade e o cotidiano acelerado das grandes metrópoles, que servem como pano de fundo para contextualizar a obra e reforçar sua relevância contemporânea.

Diaz, vocalista da banda e compositor da música, revela ter sido profundamente influenciado pelo livro Sociedade do Cansaço, do filósofo Byung-Chul Han, e buscou associar seus sentimentos e experiências empíricas à clareza teórica proposta pelo autor.

A capa do single também merece destaque: idealizada e produzida à mão pela artista Laura DiLua. A arte foi construída a partir de colagens de fotografias autorais, conferindo uma identidade visual única e artesanal à obra.

Jorgens, é uma banda de rock alternativo que vem se destacando na cena independente com letras viscerais sobre o cotidiano urbano e as angústias da juventude.

Para Diaz, vocalista da banda; “O Passado é Agora tem muitas camadas porque não há separação entre a ‘ideia’ e o ‘ser’. São muitos anos de amizade e parceria, mas tinha muita coisa que a gente sempre quis consertar e não sabia como, então esse disco é uma forma de colocar na mesa tudo o que nós somos e que acreditamos que deva ser dito, além de também servir como uma passagem pela nossa própria história.

por Bruna Vidal

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