Com mais de 40 anos de carreira e mais de dez discos lançados, entre de estúdio, acústico e ao vivo, a banda paulistana Korzus é notória e significativa ao gênero heavy e thrash metal. Inspirado na lendária banda britânica Black Sabbath, eles começaram fazendo seu som em uma porta de armário – literalmente -, na casa do ex-baterista Zena. E o que era apenas música de quarto ganhou a cena fonográfica com o primeiro compacto, a coletânea SP Metal 2 lançado pela Barata Afins.
O sucesso foi inevitável, e o single Guerreiro do Metal acabou de tornando um hino entre os headbadgers, tornando a Korzus relevante a cena musical da época, fazendo com que álbuns inéditos e shows ganhasse a agenda do grupo, sendo um expoente ao cenário da música metaleira.
Entre perdas e divisões, a Korzus sempre se manteve unida e fiel ao estilo marcando no início dos anos de 1990 seu ingresso ao mainstream. Com receptividade conjunta e shows por todo o Brasil, eles seguiram fortes e recíprocos ao que acreditavam, e olha que houve muitas trocas de integrantes ao longo deste período, mas Marcello Pompeu e Dick Siebert nunca desistiram de seus sonhos, levando o som da Korzus aos diferentes palcos nacionais e internacionais.
No final da década de 90, o beterista Rodrigo Oliveira substituiu Fernando Schaefer, o que foi ainda mais evidente para o crescimento da banda, já que em 1998 eles foram destaque nacional no Monsters of Rock, o que acabou rendendo um álbum ao vivo com algumas faixas bônus de estúdio. Já, anos 2000, o grupo se relocou a uma nova diretriz na cena nacional, com trabalhos que contaram com as participações de André Matos e Andreas Kisser, a banda inovou e reinventou a forma de fazer metal no país, lançando discos imensuráveis e memorosos, e singles que disparavam as paradas musicais, tornando a Korzus uma referência insigne para uma geração.
Em 2024, a banda que até então era um quarteto virou um trio, com a saída do guitarrista Antonio Araujo, que se desligou da banda e retornou aos seus projetos em sua cidade de origem. Desde então, o grupo vinha tentando crescer e retomar sua corrida na cena musical, bucando inovações e inspirações para seus novos projetos, mas parecia que eles haviam apertado o botão automático, e nada fluía como antes.
Até que em 2026, a renovação veio, com uma nova era e com dois grandes guitarristas da cena contemporânea, com o ingresso dos músicos Jean Patton (Project46) e Jessica Falchi (Crypta), que chegaram para inovar e somar, reconectando o grupo não apenas com seu público embrionário, mas com uma nova geração, trazendo dinamismo e diversidade para a banda, a dupla de guitarristas vieram para fortalecer a Korzus em seu momento mais oportuno e visceral, mas sem perder a essência de uma longa e duradora jornada pela cena do metal.
Jean, que sempre foi um fã contínuo da banda, se sentiu realizado ao entrar nesta nova era. Enquanto Jessica, sendo a primeira mulher a fazer parte do grupo, busca incentivar as mulheres a fortalecerem a cena, influenciando com seus riffs afiados e criatividade progressiva. E assim, juntos com Pompeu, Dick e Rodrigo trazer movimento e dualidade, mas sem perder a essência, conquistando as novas gerações e renovando o cenário, preservando a luta conquistada neste espaço ao longo das décadas. Com energia e visceralidade, em conexão direta com ideias modernas e inovadoras, reescrevendo o novo capítulo da Korzus, como o primeiro single nessa nova fase, No Light Within, lançado para reformular e levar o âmago intenso da banda aos ouvintes mais assíduos e verazes.
Para divulgar a nova formação e renovação da banda, a Korzus realizada uma mini turnê pelo estado de São Paulo, levando toda sua energia e instintividade aos palcos mais egrégios na cena musica. Começando com uma performance inigualável na Audio (18 de abril) e no festival Bangers Open Air (25 de Abril).
por Patrícia Visconti


