Depois de 26 anos, o primeiro filme baseado na série animada ‘One Piece’ chega ao Brasil. Lançado em 2000, o longa possui pouco mais de uma hora e tem em sua história uma emocionante e divertida aventura pelos mares.
O bando do Chapéu de Palha descobre um tesouro grandioso do lendário pirata Woonan. Ao partir para encontrar o ouro, a tripulação se depara com um menino chamado Tobio e seu avô, além de um bando de piratas comandados pelo vilão, Eldorago. A aventura aparenta se passar entre os arcos da série animada: Vila Syrup e Baratie, sendo uma jornada fora da original escrita por Eiichiro Oda.
A construção da história é semelhante ao formato usado no começo da série animada chamado de “East Blue”. Por conta disso, espectadores que já conhecem o anime podem ser pegos pela nostalgia.
O estilo de animação é mais antigo e tem uma direção mais simples. O 2D “menos trabalhado” pode gerar uma estranheza para espectadores que estão mais acostumados com a série live-action ou com os episódios mais recentes do anime. Pode-se considerar um ponto negativo, já que o estilo pode ser visto como “inferior” à atualidade.
Outro ponto nostálgico e muito bem trabalhado é toda a dinâmica dos Chapéus de Palha. Luffy segue sendo um personagem brincalhão e sério nas horas certas, Zoro é mais cômico e resmungão, Nami se destaca como a ladra de tesouros que sempre foi e Usopp diverte com seus medos e momentos de coragem. A aventura possui apenas os primeiros quatro Chapéus de Palha, personagens como Sanji e Chopper ficam de fora.
Tratando-se de uma jornada no universo de One Piece, o roteiro acerta e se mantém coeso ao retratar bem tudo o que o anime apresentou anteriormente, como por exemplo o sonho de Luffy de se tornar o rei dos piratas ou toda a filosofia no estilo de luta de Zoro. Paralelamente, a trilha sonora é a mesma do anime, o que reforça toda a nostalgia e interações dos Chapéus de Palha.
A narrativa entrega, entre cenas cômicas e interações bem expressivas, uma reviravolta interessante envolvendo o passado de Woonan e a família de Tobio. Nesse ponto, o filme brilha ao mostrar o porquê de a obra de One Piece seguir sendo tão influente e tocante até os dias de hoje. Quando se trata de contar histórias emocionantes e bem conectadas, a franquia apresenta bons resultados e este filme não é diferente, é satisfatório, simples e tocante. O único ponto negativo do roteiro seria o fato da aventura não durar mais tempo.
O filme se apresenta com uma ideia simples, se desenvolve com cenas divertidas e um pequeno aprofundamento, entregando o que promete e, ainda, evidenciando a dublagem brasileira. Este filme possui os mesmos dubladores da série animada e traz toda a adaptação cômica e natural que One Piece tem.
‘One Piece: O Filme’ estreia quinta-feira (24) nos cinemas brasileiros.
Curta será exibido antes do filme
Juntamente com a obra, um curta chamado ‘Carnaval de Dança do Jango’ será exibido antes do filme nos cinemas. Seguindo o estilo, a pequena história do curta conta sobre o personagem Jango — antigo imediato com poderes de hipnose dos Piratas do Gato Preto, que aparecem no arco Vila Syrup.
Com músicas da banda Folder — mesma que canta a segunda abertura do anime — a narrativa explora e apresenta os poderes hipnóticos de Jango em ação. Todos os personagens começam a dançar e se divertir em um clipe energético, divertido e cheio de referências, principalmente ao rei do pop, Michael Jackson — que inspirou o design de Jango.
por Milena Pierrot



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