Nos Palcos da Vida #4

Olá! Olá! Olá Pessoal … Como estão todos?! 🙂 
Mais um mês passando super rápido, hein?! hehe e muitas coisas boa acontecendo por aí!! São tantos espetáculos estreiando que fica difícil escolher … e hoje trago uma ótima dica para os amantes de musicais … aliás é o estilo teatral que parece estar dominando no mundo hoje em dia!!! Vários espetáculos estão sendo adaptados de filmes e nossa Dica Teatral de hoje é sobre uma adaptção de um grande sucesso das telonas 🙂

Com estréia programada para 17 de Abril, Priscilla, Rainha do Deserto – O Musical chega com tudo em São Paulo!! Provavelmente vocês devem já ter visto, ouvido falar, ou conhecido o filme do mesmo título do qual é baseado o espetáculo! “Três amigas que viajam em um ônibus antigo (apelidado carinhosamente de Priscilla) em busca do amor e de verdadeiras amizades e acabam encontrando mais do que jamais haviam sonhado“. O musical fez sua estréia mundial em Sydney em 2006, teve sua estréia em palcos londrinos em 2009 e em 2011 chegou a Broadway, nos Estados Unidos. E esse ano vem cheio de brilho e com um super elenco para o Brasil!!

O espetáculo ficará em cartaz no Teatro Bradesco no Bourbon Shopping na Rua Turiassú, 2100 – 3° piso. Os valores dos ingressos variam de R$80 a R$250 e podem ser comprados pelo Site Ingresso Rápido! Veja abaixo o vídeo do musical na Broadway pra ter um gostinho do que iremos apreciar por aqui 🙂

No Brasil, o elenco conta com o ator Ruben Gabira, que dará vida à transexual Bernadette, e Saulo Vasconcelos (que esteve no elenco de Mamma Mia!!), que interpretará Bob, o mecânico que após consertar o ônibus que dá nome ao musical, passa a viajar com as três drags. A revelação do musical é o jovem Andre Torquato que, com apenas 18 anos, se apresentará com a personagem Felicia. O Figurino conta com mais de que 500 peças e 200 perucas. A estrutura do show virá direto da Europa. Só o clássico ônibus, virá da Espanha, a um custo de R$ 1,5 milhão. O restante da estrutura vem da Inglaterra. (Fonte: Revista Lado A)
O melhor de tudo?! As músicas serão apresentadas na versão original … ou seja … em inglês!! 🙂 Nós que adoramos It’s Raining Men e I will Survive iremos com certeza delirar de emoção com essa grande produção!!!
Acompanhe mais informações: Site Oficial, Site no Brasil, Facebook, Twitter e Youtube.
Um Super beijo … até a próxima!!

Cyber Cult – Dose Certa

Salve Salve Galera!
Hoje no O.B.C quero levantar uma reflexão sobre o espaço que a era digital vem ocupando na vida dos cidadãos.
Atualmente é praticamete impossível andar pelas ruas e não se deparar com alguém que não esteja conectado em alguma rede social através dos computadores de mão, alguém que não esteja no telefone ou simplismente fazendo uma pesquisa simples pela internet.
Sim, os tempos mudará e o contato com a tecnologia parece tanto quanto obrigatório.


Pesquisas recentes apresentadas pelo portal de tecnologia “Olhar Digital” mostram que o contato excessivo com as pessoss se acostumam com o contato virtual e podeme retrair pessoalmente. Em novos tempos ter acesso a tecnologia é chamado de inclusão digital, que se tornou até mesmo politica de governo, mas a grande questão é, será que essa geração acostumada com a praticidade se rende também aos encantos proporcionados pela busca de um livro em uma biblioteca e degustá-lo com os olhos atentos e vibrantes até a última página? Se deixa levar por um bom bate papo presencial com os amigos e familiares?

Tecnologia é bom, tira uma barreira entre todos os cantos do mundo e facilita a nossa vida, mas até água se não não for na dose certa faz mal, é melhor então reavaliar nossos conceitos.
A tendência agora é cada vez mais sejamos bombardeados de informação, tentados a adquirir produtos novos, como o novo iPad lançado pela Apple, que foi pauta da nossa coluna na terça feira passada.

Tudo que esta disponível no mundo é para que possamos utilizar e fazer bom uso, como por exemplo escolher bons sites, blog legais pra visitar e com conteúdo útil, como o nosso aqui do O.B.C, mas sem nos tornar escravos de nada.

Então descubra bons livros e vamos ler pessoal!
(Toda segunda nossa repórter @pii_littrell, vem com dicas ótimas aqui no site).
Por hoje é isso.
Se desconectem um pouco e se conectem no mundo.
Beijão, fiquem com Deus e até Terça que vem.
@marciamartins13

[ESPECIAL] Jornalismo Literário

Vamos indo ao terceiro autor do especial, Jornalismo Literário…
Esperamos que estejam curtindo e curta o poeta e músico dessa semana, pois assim como das outras semanas, este autor não era jornalismo, mas por força do destino e por ter o espírito de mudança e revolução, ele acaba entrando no nosso jornalismo.
Estamos falando, de Mário de Andrade, que com certeza vocês já ouviram falar dele, nem se for quando passou em frente a biblioteca que leva seu nome, localizada no centro da cidade de São Paulo.
Então fiquem com nossa terceira semana, de especial e divirta-se na leitura, sobre a a vida desse grande autor, que ajudou a revolucionar o cenário de arte de atualmente.

 Mário Raul de Moraes, filhos de Carlos Augusto de Andrade e Maria Luísa de Almeida Leite Moraes de Andrade, paulistano, nasceu dia 25 de Fevereiro de 1893,  foi de poeta, romancista, musicólogo, historiador, crítico de arte, fotografo,professor e colunista.

Mário de Andrade, como era é conhecido, sempre trabalhou com arte, principalmente a música, mas ele também já foi envolvido na política, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo (Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo), onde Andrade se tornou diretor.
Andrade foi a força motriz, junto com o Oswald de Andrade, por trás da Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em 1922 que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil.
Em 1922, ao mesmo tempo que preparava a publicação de Pauliceia desvairada,revista que Andrade trabalhou com Anita Malfatti e Oswald de Andrade na organização de um evento que se destinava a divulgar as obras deles a uma público mais vasta: a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro. 
Além de uma exposição de pinturas de Malfatti e de outros artistas associados ao modernismo, durante esses dias foram realizadas leituras literárias e palestras sobre arte, música e literatura. Andrade foi o principal organizador e um dos mais ativos participantes do evento, que, apesar de ser recebido com ceticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, a A Escrava que não é Isaura.
Os membros do Grupo dos Cinco continuaram trabalhando juntos durante a década de 1920, período durante o qual a reputação deles cresceram e as hostilidade por às suas inovações estéticas foram gradualmente diminuindo. Mário de Andrade trabalhou, por exemplo, na “Revista de Antropofagia”, fundada por Oswald de Andrade, em 1928. Mario e Oswald de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro. De acordo com Paulo Mendes de Almeida, que era um amigo de ambos.
Mudou-se para o Rio de Janeiro para tomar posse de um novo posto na UFRJ, onde dirigiu o Congresso da Língua Nacional Cantada, um importante evento folclórico e musical. Em 1941 retornou para São Paulo e voltou ao antigo posto do Departamento de Cultura, apesar de não trabalhar com a mesma intensidade que antes.
Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 52 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. 
Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido o ditador Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1940 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.
O trabalho do poeta, era ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo 
organizar exposições e conferências. As missões resultaram um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas, o que pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimédia da cultura brasileira. O material foi dividido de acordo com o caráter funcional das manifestações: músicas de dançar, cantar, trabalhar e rezar. Trouxe sua coleção fonográfica cultura para o Departamento, formando uma Discoteca Municipal, que era possivelmente as melhores e maiores reunidas no hemisfério.
Segue abaixo suas obras oficialmente publicadas, já que ele era um poeta, músico, colunista e com alma de revolucionário, assim como eram os jornalistas da época, então, pode ser, que tenha algo perdido de Andrade, por este mundão de meu Deus, mas segue logo abaixo. 
Obras publicadas: 
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917
Pauliceia Desvairada, 1922 (tendo seu lançamento na Semana de 1922)
A Escrava que Não É Isaura, 1925
Losango Cáqui, 1926
Primeiro Andar, 1926
O clã do Jabuti, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, 1927
Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
Macunaíma, 1928 (obra mais conhecida do autor)
Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito como Pequena História da Música Brasileira, 1942)
Modinhas Imperiais, 1930
Remate de Males, 1930
Música, Doce Música, 1933 
Belasarte, 1934
O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935
Lasar Segall, 1935
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Movimento Modernista, 1942
O Baile das Quatro Artes, 1943
Os Filhos da Candinha, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira 1943
O Empalhador de Passarinhos, 1944
Lira Paulistana, 1945
O Carro da Miséria, 1947
Contos Novos, 1947
O Banquete, 1978 (Editado por Jorge Coli)
Dicionário Musical Brasileiro, 1989 (editado por Flávia Toni)
Será o Benedito!, 1992
Introdução à estética musical, 1995 (editado por Flávia Toni)

A Rua é para Todos

No Brasil existem milhares festivais e de diversas vertentes culturais. Mas, infelizmente alguns acabam priorizando mais as classes mais altas, e esquecendo que todo mundo tem o direito de ter cultura e se divertir também.
Visando nisso, uma galera de São Paulo, capital, mais especificadamente da região do Minhocão, resolveu criar o projeto Baixo Centro.
Mas o que é o Baixo Centro?

O Baixo Centro, é um projeto de ressignificação a uma região que hoje não é muito valorizada na capital paulistana, principalmente os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz.
O projeto começou como uma ideia na Casa da Cultural Digital, no meio de 2011, com o propósito de mobilizar grupos culturais articulando núcleos dentre esses bairros do centro de São Paulo.
Porém, o festival está apenas começando e precisa de apoio e colaboradores para que a ideia saia do papel e mude a imagem do centro da cidade hoje, mesmo já obtendo a amparo de diversos artistas de São Paulo, a produção do evento, precisa de ajuda financeira.
E destas, tiveram a ideia de promover um leilão para angariar fundos para o festival.
O leilão, acontecerá nesta terça-feira, 13 de março. E após essa reunião, a programação do evento será divulgado, com o local no site oficial do festival.
Mas o que já sabemos, é que a primeira edição será entre os dias 23 de março a 1º de abril e todas as programações serão gratuitas, sempre focando no objetivo do projeto que é cultura livre.
Assim, que tivermos mais informações, com certeza nossos navegantes saberão mais sobre esse festival em pleno centro de São Paulo.
Felipe Morozini, “Jardins Suspensos da Babilônia”

Serviço:
Leilão Baixo Centro
13/03 – das 20h às 23h
Galpão Teatro Folias: Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília
Aceita: Dinheiro ou cheque
Site Oficial: baixocentro.org

Até a próxima!