[Caixa de Som] Marina Wisnik: A artista dos palíndromos

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Foto de: Danilo Rosa Carneiro

Marina Wisnik, cantora, compositora, atriz e arte-educadora. A música sempre fez parte de sua vida, mas a escrita é sua paixão sem extinção.

Aos 13 anos começou a fazer palíndromos (frases que, ao lidas também de trás para frente, conservam o mesmo significado). O primeiro criado por Marina foi: LÁ VOU EU EM MEU EU OVAL!

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Arquivo pessoal

Ainda na adolescência, aos 15, ingressou na Cia de Teatro Uzina Uzona, onde atuou na peça “Bacantes!”, no Teatro Oficina, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

Formada em Letras, pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou como arte-educadora em projetos associados à literatura e outras linguagens, foi nesta época que Marina publicou seu primeiro livro de palíndromos “SÓS”, pela Editora Oficina Raquel.

Os anos passaram, e a música voltou à sua vida, aos 27, ela começou a criar melodias, harmonias e letras, organizando assim seus pensamentos e sua forma de expressar, nascendo seu primeiro álbum, intitulado “Na rua agora”.

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Foto de: Diego Ciarlariello

Após amadurecimentos e parcerias com grandes da música popular brasileira, como Marcelo Jeneci, Jonas Tatit e Eric Rahal e entre outros, a cantora começou a realizar shows intimistas em São Paulo, e para entrar no estúdio e gravar seu primeiro compacto foi um pulo, com produção do próprio Jeneci e junto com Yuri Kalil. Em 2012, “Na rua agora”, estava pronto para agregar aos ouvidos dos bons ouvintes, sendo bem recebido pelas críticas dos grandes veículos,de São Paulo e do Brasil, e também pelo público em geral.

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Foto de: João Livra

Sua voz soprano, mas com leves toques de grave traz a leveza da canção e eleva o ouvinte a outra dimensão, fazendo com que a letra adequar a linguagem rotineira da vida de qualquer individuo, pois são letras intimistas, mas ao mesmo tempo é influencia à todos ouvintes que possuem a mente aberta, mas antes de tudo a alma e coração.
Além do mais, Marina ministra oficinas de criação poética em lugares como Centro Cultural São Paulo, Casa do Saber, entre outros. Publicou em 2013 a segunda edição do seu livro de palíndromos, SÓS. O livro-objeto, composto por 28 lâminas de palíndromos serigrafados em diferentes papéis, foi lançado pela Editora Livra.

Conheça um pouco mais desta cantora, com voz de diva e alma de artista, acesse o site oficial da Marina e ouça um pouco de seu trabalho. Abaixo, escute a música “Elevado”, primeiro single do último álbum da cantora ‘Váz’, lançado em maio deste ano.

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] A ABL está ficando cada dia mais vazia…

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Assim como no post passado, nesta semana nossa embarcação está de luto, pois no último dia 23 de julho mais um mestre da literatura nos deixou.

b1553d206bcabe60dc69692e63b5dd5d457Ariano Suassuna, um grande preeminente defensor da cultura nordestina brasileira, além de ser um idealizador do Movimento Armorial e autor de obras icônicas nacionais, como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Paraibano de nascimento, mas pernambucano de coração, já que o escritor se mudou ainda criança para Recife com sua família, e foi na infância que assistiu suas primeiras peças de mamulengo e a um desafio de viola, qual o influenciou muito em seu jeito de escrever e improvisar, sendo umas de suas marcas registradas em suas obras produzidas posteriormente.

No final da década de 1940, ingressou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro Estudante de Pernambuco, lugar que escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol, e desde então foram uma peça por ano, entre elas Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.
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Formou-se na faculdade em 1950, e também recebeu o Prêmio Martins Pena, pelo Auto de João da Cruz, regressou à Taperoá – interior da Paraíba, qual o escritor viveu sua adolescência até início da fase adulta – para curar-se de uma doença pulmonar. Durante sua volta, escreveu montou a peça Tortura de um Coração (1951), e no ano seguinte não se conteve e voltou a morar em Recife.

A partir deste ano dedicou sua vida a advogar, mas sem abandonar da literatura, das artes e do teatro. Foi nesta época que foram criadas as obras, O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

ariano-suassuna-microfoneFoi professor na de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, e durante este período foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Sua parceria com Hermilo Borba Filho era tão forte, que juntos fundaram o Teatro Popular do Nordeste, e na montaram as peças, Farsa da Boa Preguiça e A Caseira e a Catarina. No início da década de 1960 interrompe sua carreira de dramaturgo, e dedica-se plenamente às aulas na UFPE. Onde defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.Ariano Suassuna, escritor e Secretario da Cultura de Pernambuco

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967), nomeado pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Ariano_Suassuna1Escreveu prosas de ficção, entre elas o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

No início de 1990, Suassuna ingressou ao seleto grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras e também, à Academia Pernambucana de Letras, em 2000 assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras, além de ser nomeado como Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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Homenageado em diversos nichos da arte, Ariano Suassuna sempre honrou sua nacionalidade e defendendo com unhas e dentes as produções nacionais, mostrando que o Brasil é sim refujo de bons artistas e boas obras, só precisa se pôr no mesmo patamar das peças estrangeiras, visada a cultura brasileira e principalmente a nordestina, o sertão a riqueza mais custoso a ser propagado, por isso ele utilizava-se bastante deste cenário em suas produções.

Viveu 87 anos, sendo que no mínimo 70 dedicados plenamente a literatura, respirando a arte de produzir e escrever até mesmo após sua aposentadoria.

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Mas, como ninguém está aqui para viver eternamente, no dia 23 de julho de 2014 um Acidente Vascular Cerebral (AVC), causou a morte do escritor e dramaturgo, fazendo com que sua matéria corporal fosse embora, mas sua obra e o que ele deixou em vida, permanece para sempre na literatura nacional, e também em todos os países que suas obras já foram levadas.

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Coletivo Rede mostra vida as ruas cinzentas de São Paulo

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Foto: Arquivo Coletivo Rede

A fotografia é a arte visual mais popular do mundo alternativo, principalmente aos amantes desta vertente artística, que adora andarilhar pela cidade com sua câmera embaixo do braço e muitas ideias na cabeça.

Baseado nisso a fotógrafa Lulu Soares criou o projeto ‘Ce já viu?’, uma idealização do Coletivo Rede, um grupo de apreciadores da fotografia de rua, cujos integrantes se conheceram ao acaso, durante suas andanças pela metrópole paulistana.

O propósito desta mostra é reunir e apresentar um conjunto de fotografias que mostram várias nuances da paisagem urbana, criando um contraponto aos arranha-céus da cidade.

O Coletivo Rede é um grupo originalizado para divulgar a rua como vida, e não apenas asfalto e cimento, salientar que lá pulsa sensibilidade natural de vivência, inspirar-se na arte urbana, nos artistas que amostram cultura pelas passagens acimentadas da cidade, moldando o perfil físico, emocional e estético da cidade. A rua é, por excelência, o local onde se tecem as verdadeiras redes sociais. Valorizando a rua como lugar de estar, viver e ver; e a fotografia é um pretexto para dela desfrutar.

FICHA TÉCNICA

Curadoria e Produção:
Elaine Galdino
Juliana Sofia Lepera

Idealizadora e Coordenadora:
Lulu Soares

Fotógrafos Expositores:
Auricelia Lima
Caru Martini
EBarros
Elza Albuquerque
Eva Bella
Fefê Bella
Klauss Schramm
Leo Bella
Lulu Soares
Chico Tchello
Vera Lucia Dias

SERVIÇO

‘Ce já viu?’
Local: Passagem subterrânea da Consolação
End: Esquina da Av. Paulista com a Rua da Consolação.1497646_239753719529608_1992869352_n
Colagem do lambe-lambe: dia 01/08/2014 (sexta-feira)
A partir das 14:00h
Data da abertura: dia 02/08/2014(Sábado)
das 14:00h às 17:00h
Data de permanência da exposição de 02/08/2014 à 29/08/2014
De segunda à sexta-feira das 0700h às 19:00h.
Mais info: Facebook

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Os cinemas de rua estão de volta ao circuito cultural paulistano

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Na semana que sucedeu a reinauguração do Cine Belas Artes, na Rua da Consolação, região central de São Paulo, a prefeitura notificou de que irá revitalizar outros três cinemas de rua da cidade, sendo eles Cine Ipiranga, Art Palácio e Cine Marrocos, todos localizados na região da Cinelândia, também no centro. Como anunciou o prefeito Fernando Haddad e o secretário de Cultura Juca Ferreira na última quinta-feira (17).

A região conhecida como Cinelândia Paulista teve seu êxito nas décadas de 1930 e 1950, principalmente nas regiões do Largo Paissandu e Praça Júlio Mesquita, onde funcionava cerca de 30 até os anos de 1960, por isso a região ficou afamado por este nome.

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Foto: Família Müller

Haviam também salas de exibição, vários estabelecimentos e instituições que faziam parte da vida cultural e agitada daquela região. A Avenida São João e transversais tinham diversos salões de dança, já na Avenida Ipiranga e imediações, concentravam-se os cabarés e boates. Nas localidades do Theatro Municipal e na Biblioteca Mário de Andrade, o Colégio Caetano de Campos, o Museu de Arte de São Paulo (MASP), teatros, bares, restaurantes, confeitarias, leiterias, livrarias, hotéis, estúdios das principais emissoras de rádio da cidade e redações de jornais.

Era uma época onde a indústria cinematográfica estava em ascensão, as salas de cinema eram elegantes, e estavam prontos para receber o público, a maioria elite e pessoas aculturadas.

Um dos primeiros cinemas a ser construídos, especialmente por essa função foi o Cine Ufa Palace, depois rebatizado de Cine Art Palácio, na Avenida São João, em frente ao Largo do Paissandu. Inaugurado em 1936, apropriava o térreo de um edifício de seus andares, arquitetado por Rino Levi, possuí linhas modernistas, onde funcionava também o Plaza Hotel.

Além do grande cinema do centro, o Cine Marracos, na na Rua Conselheiro Crispiniano, no térreo de um edifício de escritórios.

O ano era 1951, e o projeto era assinado pelos engenheiros João Bernardes Ribeiro e Nelson Scuracchio, o Marracos tinha em sua decoração interna cenas inspiradas na história “As Mil e Uma Noites”, considerada, na época, a sala mais imponente e luxuosa do Brasil.

Ipiranga2013Porém, ao final da década de 1950, o centro de São Paulo começou a sofrer sinais de deterioração. A Avenida Paulista recebia os primeiros edifícios e conjuntos comerciais, atraindo toda a atenção do público, já que lá concentrava-se escritórios, consultórios médicos, lojas e cinemas, antes situados no Centro Novo. Anos mais tarde, na década de 1970, o Elevado Costa e Silva, o Minhocão foi construído, afastando ainda mais os antigos frequentadores do cinemas de rua, levando-os a região da Avenida Paulista, buscando cultura e diversão. Fazendo com que os cinemas nas localidades centrais exibissem filmes pornográficos, para que não fossem fechadas as salas, outros, encerraram suas atividades e alugaram destinaram seus estabelecimentos a outras vertentes comerciais, como estacionamentos, igrejas e bingos. O único que resistiu bravamente a sétima arte, foi o Cine Ipiranga, que até o ano de 2005 exibia longas do circuito cultural.

Por isso, o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), reconhecendo o valor histórico e arquitetônico deste espaços, os Cines Art Palácio, Dom José, Ipiranga, Marabá, Marrocos, Metrópole e Paissandu foi tombado pela Resolução 37/92.

Desde então, as ações de revitalizações da região central há sido empreendidas pela iniciativa privada, governo e organizações não-governamentais. Recuperando assim antigos cinemas da região da Cinelândia Paulista, vitalizando e dando mais cultura a uma região que já foi marcada como a envergadura cultural não apenas paulistana, mas nacional.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Gaúchos da Acústico & Valvulados traz impacto ao novo disco da banda

Acusticos & Valvulados PROMO 2014 Foto: Doni Maciel/Divulgação

Após quatro anos desde o último álbum lançado, o aclamado – “Grande Presença!” -, os gaúchos do Acústicos & Valvulados lança seu mais novo projeto, “Meio Doido e Vagabundo – O Fino do Rock Mendigo”, o sétimo disco da banda e o primeiro difundido no formato digital.

Banda influenciada pelo estilo Rockabilly, rock, punk e “CAcusticos & Valvulados PROMO 2014 Foto: Doni Maciel/Divulgaçãohalaça Total” – gíria criada pela própria banda -, A&V traz riffs de guitarra a todo vapor, com bateria afiada, como em suas letras, com ditam sobre o cotidiano e a vivência diária das ruas, dos bares, da cidade e daqueles que vêem o mundo numa visão diferenciada do senso comum. Dando relevância sempre à música, sendo o combustível dos grupo na hora de compôr e tocar, sem seguir modas ou rótulos, sendo apenas uma banda que ama e vive música 24 horas por dia.

E há 23 anos o A&V e uma bagagem de um pouco mais de 1.500 shows, a banda faz parte de um seleto grupo de resistência do Rock Brasileiro, defendendo essa bandeira “nem que seja mendigando”, conforme brincam os integrantes do grupo. Desde cedo sempre explorando um universo de sons obscuros tirados de LPs e K7s que poucos conheciam ou tinham interesse em conhecer, pérolas da Sun Records, bolachões importados dos mestres Chuck Berry, Bu10514488_802011143164612_3242791375320003372_nddy Holly, Eddie Cochran, Jerry Lee Lewis, entre outros tantos.

Isso que eles apresentam em esse novo disco, algo grandioso, impactante nos timbres e arranjos. Produzido pela própria banda, mixado e masterizado pelo uruguaio Sebastian Carsin, no Estúdio Hurricane, em Porto Alegre, o grupo preservou dinâmica de usar bases “ao vivo”, e incrementou a poção valvulada com peso e força.

Experimente dar volume, nem que seja nos fones de ouvido, pra sentir na pele a essência rock punk de viver!

Meio Doido e Vagabundo - O Fino do Rock Mendigo

Confira abaixo o resultado dessa essência under e muito Rock Punk, no primeiro single “Efeito”, do novo álbum da Acústico & Valvulados:

Integrantes:

Rafael Malenotti – Vocal
Alexandre Móica – Guitarra e Vocal
Paulo James – Bateria
Daniel Mossmann – Guitarra
Diego Lopes – Baixo e Vocal
Luciano Leães – Teclado

Canais Oficiais:

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Para saber mais sobre o novo trabalho do A&V, e até mesmo fazer o download de “Meio Doido e Vagabundo – O Fino do Rock Mendigo”, acesse o OneRPM e baixe na íntegra ou faixa a faixa, do disco da banda.

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Por: Patrícia Visconti