[Cyber Cult – 8 Bits] Videogames – A oitava arte?

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Acredito que a maioria (senão todos) os que estão lendo este texto devem ser da minha época. A boa e velha época onde algumas moedas valiam fichas e mais fichas para incansáveis horas de jogatinas em Fliperamas espalhados pela cidade. Seja no velho centro de São Paulo, perto do Minhocão, ou na saudosa região da Lapa. De qualquer forma, não só vocês viveram esta deliciosa época, como também já ouviram de seus pais algo como:

– “Isso não dá futuro!”
– “Videogame influencia as pessoas.”
– “Isto não serve para nada!”

Convenhamos, estas frases deixavam qualquer criança ou amante de um bom videogame triste, e até irritado. Pudera. Naqueles tempos, os tão famosos videogames invadiram a casa de famílias, alegrando a garotada e alguns adolescentes, mas que não apresentavam qualquer outro valor, além de uma “distração”. Podíamos ter lido um livro, andado no parque, mas preferimos adicionar este hobby em nossa lista de afazeres.

Cortando fora a nostalgia e voltando aos agitados dias atuais, vemos que uma das coisas em que com certeza evoluiu nestes últimos tempos, e não só o telefone móvel, o computador, e a informação, vemos que os tão famosos videogames evoluíram de forma rápida, impactante, e para os mais extremos, chocantes. Quer dizer, não só podemos jogar, agora temos em nossas mãos, controles em formas de Tablets, acesso à internet, integração com redes sociais, vídeos, música, mas jamais deixe de esquecer o jogo que podemos nos entreter. Sim, isso é o mais importante, e é isso que mais evoluiu.

Não só o console, com seu design mais simples e suave, mas os jogos aos quais temos extrema familiaridade. Antigamente, eram simples, com comandos e missões simples, que exigiam algum uso de estratégia e pensamento rápido do jogador na hora da tomar a decisão certa, mas temos agora um conjunto completo! Em minha opinião, penso que um jogo, é como um livro: você possui a história, entra nela junto com protagonista (além de vivenciar os fatos como se fosse ele), podemos notar um enredo muito mais elaborado do que antes, com uma história linear incrível, incluindo excelentes músicas, texturas dos cenários de cair o queixo, e o mais importante: a jogabilidade.

Esta sim, é a parte mais importante, pois é esta a diferença que um gamer sentiu durante todos estes anos, sendo o que mais vale a pena em um jogo adquirido pelo mesmo.

Hoje em dia, podemos jogar algo que lide com fatos reais, sendo eventos históricos, ou até algo próximo do nosso cotidiano. E quanto mais algo for próximo de nossa realidade, mais temos a tendência de descobrir algo sobre ele, tendo um desejo de curiosidade sobre isto. Mas claro que não desconsidero os famosos games de fantasias ou de pura ficção, sendo estes mais aclamados e admirados por todos.

Videogame, jogo, game, já são palavras que estão em nossos dicionários pessoais, pelo andar da carruagem, serão coisas que evoluirão cada vez mais.

Por: Daniel Bárris

[Cabine da Pipoca] O cinema em Cem Anos de Solidão

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Enquanto lia os dilemas da família Buendía em Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez, percebi que ele descreve mais um evento inusitado na pequena cidade de Macondo quando o cinema é apresentado para a população. O curioso do texto abaixo como parte de sua obra está na reação do publico ao assistir os primeiros filmes exibidos, da qual tem certa semelhança às histórias que ouvimos sobre a “A chegada de um trem na estação” dos irmãos Lumiére em 1985.

Enquanto os franceses se espantavam ao acreditar que uma locomotiva pudesse sair da tela, a população de Macondo se revoltava por ver um ator morto no primeiro filme, porém vivo no segundo. Logo me veio em mente a melhor pessoa para explicar o tal fenômeno seria Woody Allen. Porque o que é feito dentro da tela fica dentro da tela, e tudo que acontece dentro dela é ilusão que não se envolve nenhum pouquinho com seus expectadores.

“Indignaram-se com as imagens vivas que o próspero comerciante Sr. Bruno Crespi projetava no teatro de bilheterias que imitavam bocas de leão, porque um personagem morto e enterrado num filme, e por cuja desgraça haviam derramado lágrimas de tristeza, reapareceu vivo e transformado em árabe no filme seguinte. O público, que pagava dois centavos para partilhar das vicissitudes dos personagens, não pode suportar aquele logro inaudito e quebrou as poltronas. O alcaide, por insistência do Sr. Bruno Crespi, explicou num decreto que o cinema era uma máquina de ilusão que não merecia os arroubos passionais do público. Diante da desalentadora explicação, muitos acharam que tinham sido vítimas de um novo aparatoso negócio de cigano, de modo que optavam por não voltar ao cinema, considerando que já tinham o suficiente com os seus próprios sofrimentos para chorar por infelicidades fingidas de seres imaginários.”

Por: Fábio Astaire
do site @Cinemacombr

[Caixa de Som] A Voz popular e autoral da música brasileira

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Como prometido(veja +), conversamos com o Kio Olivieri, voz e violão da banda Voz em Dó, e ele nos contou um pouco sobre a banda, o início, as influências, carreira, prospectivas para o futuro, e claro, muita música, afinal esse é nosso assunto favorito.

Confira abaixo a nossa entrevista com o Kio:

1- A quanto tempo existe a banda?
A banda existe a apenas 9 meses. Uma gestação musical.

O Barquinho Cultural – Quais as influências do Voz em dó? Por que?

Kio Olivieri: Cada integrante tem suas influências, que vão desde a MPB até o Heavy Metal. As que predominam em nosso contexto geral são: Engenheiros do Hawaii, O Teatro Mágico, Los Hermanos, entre tantos. Acredito que são nossas influências por serem, naturalmente, também o que gostamos de ouvir.

10559292_667557319993448_272722784_nOBC – Vocês já possuem singles lançados, quantos e quais? E quanto ao álbum, já há previsão de lançamento?
KO: Sim. Em março deste ano lançamos o nosso primeiro EP, chamado ‘Voz em Dó – menor’. Um trocadilho bem colocado, acredito. O EP conta com cinco canções que estão disponíveis para download em nossa página no Soundcloud.
Quanto ao álbum, estamos com um pouco mais de calma. A ideia inicial era lançá-lo em Novembro deste ano, mas preferimos deixá-lo para o ano que vem. Queremos fazer algo grandioso, completo. Algo que converse com nossos shows em questão de estética, cenário e etc.
Não há prazo exato, mas para gerar manchete, Junho de 2015. (rs)

OBC – Vocês compõem as próprias canções, certo… Vocês acreditam que para um músico que está começando agora, é mais fácil cantar covers, para serem reconhecidos primeiro, ou já apresentar seu repertório próprio, para agregar a uma determinada nuance musical, antes de ingressar a um estilo próprio?

KO: Olha, a pergunta é boa e fácil de ser respondida.
Sim, é mais fácil o músico começar a caminhada fazendo covers e versões. Mais do mesmo para garantir o coro da canção.
Nós optamos pela música autoral porque não queremos atalhos. Nunca apresentamos um cover em nossos shows. Nem sequer temos algum ensaiado. Respeitamos quem o faz, mas preferimos ir contra a corrente.

10563082_274021889473339_3423339289967116828_nOBC –  Como um artista se mantêm firme e forte, em uma carreira tão volátil quão essa que vocês vivem, que hoje vocês podem estar por cima, amanhã já há outro neste lugar? Por quê?

KO: O mercado independente é muito complicado, mas muito amplo. Engana-se quem acha que ele está abandonado. Bandas se ajudam e se comunicam. Há uma relação bacana. O maior problema é achar lugares para se apresentar e ser respeitado como profissional.
Temos que nos manter sempre atualizados e sempre com novas ideias. Manter uma relação bem próxima ao nosso público e fazer com que isso seja agradável para todos.
Ascensão e queda dependem muito de qual lado você está. Às vezes não estar na grande mídia não quer dizer que você está indo mal. Assim como estar na grande mídia não significa que você está bem. Relativo.

OBC – Quais são as expectativas da banda para o futuro? Shows, singles, EPs, álbuns…

KO: Este ano faremos nosso primeiro aniversário e estamos planejando um espetáculo lindo. Será dia 8 de Novembro, no teatro Alma D’alma, em São Paulo. Vai rolar gravação de DVD e outras surpresas.
O álbum fica para 2015. Poderíamos fazer algo para este ano, mas acho que antes, temos muita gente para alcançar com nosso EP. Um passo por vez.
Quanto a agenda, nos apresentaremos sábado agora (09.08) no Feeling Music Bar, na Vila Mariana em SP. O Show será às 18h. Mais informações estão em nossa página oficial no Facebook.

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Assista abaixo a gravação do show de lançamento do EP ‘Voz em Dó – menor’, que aconteceu em Março/2014, no Hangar 110, em São Paulo:


Como o Kio comentou acima em nosso bate-papo, o grupo se apresenta neste sábado (9), no Feeling Music Bar, sediado na Rua Domingo de Morais, Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Os meninos foram uma performance mostrando seus singles, sucessos e novidades da banda. Além da Voz em Dó, também rolará shows com as bandas Depois do Fim, Persia, Trimotor, Flutue, ForLove e Arcade.

SERVIÇO

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Voz em Dó de volta a Feeling
Data: 09/Agosto/2014
Horário: a partir das 17h
Local: Feeling Music Bar
End: Rua Domingo de Morais, 1739 – Vila Mariana
São Paulo/ SP
Entrada: R$20,00 (antecipado) | R$25,00 (na porta)
Mais info: AQUI

E para conhecer mais sobre a Voz em Dó,  acesse as redes da banda e interaja com os garotos, pois além de ouvir um som de primeiro conhecerá artistas natos, que vivem fazem arte com amor e dedicação aos seus fãs.

FACEBOOK | SOUNDCLOUD | YOUTUBE

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] A arte OCUPA a OUVIDOR 63

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Não é de hoje que São Paulo é uma cidade multi, multi no tamanho, mas manifestações sociais, na arte e populacional, basta andarilhar pela capital paulistana que a cada esquina encontra-se algo novo, diferente e irreverente, para mudar os ares dessa selva de pedras.

10527326_726936164038676_6571153279441746832_nNas artes não é diferente, são centenas de artistas espalhados pelas ruas, mas com pouco estímulo e incentivo à eles, fazendo com que muitos têm de levar seus trabalhos para as ruas, e conseguir alguns centavos para seu sustento.

Visando nisso, um grupo de artistas resolveu ocupar desde o dia 1º de maio, o prédio da Rua Ouvidor número 63, um prédio de 13 andares de propriedade do CDHU, desocupado há dez anos, tornando àquele lugar não apenas um centro cultural, mas sim a residência destes artistas, que na maioria das vezes vem de outro Estado, para conquistar seu espaço da cidade grande, e não possuí um lugar para morar.

São diversas atividades artísticas, desde mús10372074_690904634308496_4067142248056251736_nica, artes plásticas, cênicas, fotografia, dança, desenho, etc, todos juntos com o mesmo propósito, transformar o ócio de pedra em residência artística e cultural para a cidade. Limparam as salas, consertaram os encanamentos, mexeram na fiação e decoraram os ambientes de modo bastante cultural e despojado, fazendo com que a vizinhança do Ouvidor não apenas se incomode com o barulho,
mas faça parte desse grande movimento cultural criado em São Paulo, integrando a capital à cultura de rua.

A programação do prédio é voltada para todos aqueles que tem interesse cultural e social, é sempre afixada na entrada do prédio, que não há um porteiro ou recepcionista, basta entrar, subir e conferir10308295_690907117641581_8702340626420828671_n a programação do dia – divulgada também na página no Facebook. Dentre essas programações há oficinas (de dança, vídeo ou bambolê), apresentações performáticas, dramáticas e musicais, exposições artísticas, exibições cinematográficas, entre outras atividades. Além do mais, o imóvel ainda serve de moradia, como foi dito acima, para que os artistas, possam desenvolver e planejar melhor seus projetos em questão.

Um projeto que mobilizou até mesmo o prefeito Fernando Haddad que ficou interessado em conhecer a ideia do projeto e também pelo que eles fazem por lá, já que isso inspira para que novos grupos floresçam seus pensamentos e dão diretriz em suas visões políticas. Transformando ideias em realizações, cimento em cultura e arte em soluções para desenvolvimento solidário e humano na cidade.

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Para mais informações sobre oficinas, apresentações ou até mesmo para visitar por curiosidade, acesse o Facebook do coletivo, que lá sempre traz novidades sobre o acontece no edifício.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Suspense, horror e comoção traz o primeiro longa de terror venezuelano às telonas

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Ok, sei que estamos mega atrasados com o post de cinema, mas quer pedir desculpa pela nossa ausência e falta de pauta para ofertar à vocês. Todavia, neste fim de semana caçamos uma ideia que os amantes do suspense e horror irão curtir.

10258093_779149075437180_8120107343193007840_oO filme de hoje é a primeira produção venezuelana de terror, e trata-se do longa “La Casa del Fin de los Tiempos” (“A casa do fim dos Tempos” – traduzido para o português), do diretor Alejandro Hidalgo, que foi o ganhador de um concurso organizado pelo Centro Nacional Autônomo de Cinematografia (CNAC), qual ganhou o primeiro prêmio, qual teve sua película financiada pela competição.

A história da trama traz Dulce (Ruddy Rodríguez), uma mãe de família que tem encontros com aparições dentro de sua velha casa, lugar onde acredita-se haver uma grande profecia. Trinta anos depois, Dulce alguns anos mais velha, regressa à casa, onde decifra o mistério e a tragédia daquilo que há atormentado por todos esses anos.

1378610_678971505454938_1177671379_nEsse longa têm de surpreender como o primeiro filme de terror venezuelano, mas o curioso do caso é que os cineastas na Venezuela, parecem tomarem gosto pelo gênero, e junto à película de Hidalgo, foram anunciadas outras novas produções de horror que estrearam durante a metade de 2013, como o longa-metragem de Gaspar Mendoz, dirigida por Julián Balam e o segundo de Diego Velasco, autor de “De La Hora Cero”, sobre a legenda colombo-venezuela de “EL Silbón”, alé, do mais, Alejandro Hidalgo também anunciou que está preparando uma sequência do gênero do terror, um projeto que resultará em bons e horripilantes frutos.

E por falar em Hidalgo, ele desde sua juventude e inexperiência, sempre mostrou muita responsabilidade em apresentar seu trailer sobrenatural, trazendo tensão, suspense e fadados de uma eficaz atmosférica, ou nas palavras do próprio Alejandro, se trata de uma obra que está repleta de suspense do principio ao fim, também vem cheia de grandes surpresas e revelações em meio de um drama humano e comoção.

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O longa estreou na Venezuela em Junho/2013, todavia não sabe ao certo quando o filme estreia no Brasil, mas enquanto isso, segue abaixo o trailer oficial de “La Casa del Fim de los Tiempos”:

FICHA TÉCNICA

Direção: Alejandro Hidalgo
Produção: Alejandro Hidalgo
Escrito por: Alejandro Hidalgo
Produção executiva: José Ernesto Martínez, César Rivas y Alejandro Hidalgo
Direção de fotografia: Cezary Jaworski
Direção de arte: Evadne Mullings y Daniela Hinestroza
Direção de áudio: Josué Saavedra
Edição e montagem: Judilam Goncalves, Miguel Ángel García y Alejandro Hidalgo
Projeto de som: Jacinto González y Oscar Bentolila
Música original: Yoncarlos Medina
Efeitos visuais: Evans Briceño
Produção:
Epica Producción, JEMD Films, X Rojo Producciones con el apoyo del CNAC, Coproducción con La Fundación Villa del Cine, Xenón Films e Rodando Films. Com a colaboração de Blue post, Tres, IdearAudio, Espiral Creativo, Chirimoya Films e Navaja Producciones.

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Por: Patrícia Visconti