[Cyber Cult] Educação aliada às redes sociais

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As redes sociais hoje em dia já se tornaram peças chaves de nossas vidas, pois antes mesmo de levantarmos da cama já verificamos nossas notificações, menções e mandamos nosso bom dia, mesmo que alguns só fazem isso no virtual.

Atualmente vivemos mais conectamos nas mídias sociais, do que no mundo real, entretendo-nos, conversando, compartilhando e até mesmo nos informando sobre o mundo geral, construindo nosso próprio feed de notícias.

Os adolescentes não são diferentes, se conectam 24 horas por dia, trocando mensagens, vídeos e fotos, até mesmo quando estão na sala de aula, lugar onde alguns professores permitem outros bloqueiam o uso da Internet móvel.

Mas, até que ponto os educadores estão certo em bloquear o uso excessivo desta ferramenta. Será que o bloqueio é solução para manter a concentração dos estudantes?

O debate se divide quando a pauta é sobre a educação e a velocidade que a tecnologia evoluiu, sendo que muitos até concordam, descordando, já que sem um orientador preparado, qualquer informação exacerbada pode se tornar um caos, transformando cidadãos pensantes, em alienados.

Havendo um acordo entre professores e alunos, criando grupos de estudos, visando e debatendo os temas atuais, trazendo este mecanismo como um complemento às aulas, e não apenas um copia e cola repercutindo a mesmice de sempre, mas ao invés de ler dos livros, retira-se na web. Tornando pensadores, que sabem disseminar uma discussão com argumentos plausíveis e inteligentes, e não palavras soltas e sem fundamentos, onde cria-se conflitos fúteis por casos pequenos e medíocres, ao invés de contestações amplas e sensatas.

Porém, há de peneirar o que é orientado e compartilhado nas salas de aulas, afinal nem tudo que é postado nas redes sociais é confiável ou verídico, há de selecionar assuntos relevantes à aula, para assim destrinchar os argumentos e definir a pauta sugerida em questão, unindo a matéria educacional ao rotineiro, anexando a questão pessoal de cada aluno, e assim somado em uma solução racional e contextual, ensinando-os e abrindo os canais da web, sem vulgarizar e omitir as informações ali pautadas diariamente.

Afinal, o que é oblíquo e omitido, passa a ser mais interessante do que o comum, no entanto, é admissível as instituições de ensino é orientar seus educadores para adicionar as redes sociais em suas aulas, do que bloquear e castigar aqueles que usam, mas nem mesmo sabem porque estão fazendo aquilo.

Consciência e dedicação valem mais do que supressão!

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Rapha Moraes faz uma viagem a infância em seu novo videoclipe

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Nesta semana o cantor revelação daqui da nossa navegação e também, de toda web latino-americana, Rapha Moraes (veja aqui) lançou em primeira mão o videoclipe do álbum de estreia do músico, o single “Quando um Coração Sorri”.

A música bastante contagiante, viciante e emocionante, remeten a origens de quem está começando, e luta para conquistar o que almeja, ou como o próprio autor diz, “é um ‘on the road’ que nos faz resgatar a alegria e o desejo pelo novo”.

O single faz parte do disco, primeiro da carreira de Rapha, “La Buena Onda”, previsto para ser lançado no próximo mês, aguardando que atinja a meta de captação de recursos virtual no Catarse, onde o músico busca arrecadar 10 mil reais.

O clipe foi dirigido por Arnaldo Belotto, retratou justamente isso, o sonho a ser conquistado, as batalhas a ser enfrentadas, até conseguir o êxito tão esperado.

Rapha Moraes é cantor e compositor, começou sua carreira em Curitiba, Paraná, cidade natal do artista, que antes de se lançar em carreira solo, já participou de várias outras bandas, realizando diversos shows pela capital paranaense.

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Mas, foi desde 2013, após uma viagem que Rapha realizou pela Argentina e Chile, e despertou essa ânsia em transmitir suas canções e alegria de viver ao público, tornando cada dia como se fosse o último vivido, fazendo história e viajando através da música, e mostrar uma nova maneira para enxergar a vida, que na maioria das vezes passa diante dos nossos olhos e pouco notamos, pela correria do dia-a-dia. Como fez o próprio Rapha, que trocou sua formação roqueira no passado, pelo cello e acordeon, mostrando uma nova essência musical dentro de si, que poderia tocar mais pessoas e transformar em novas histórias.

Assista abaixo “Quando um Coração Sorri”, o primeiro single do álbum de estreia deste músico que mostrou que mudanças pode ser mais benéfico para nós mesmo, do que para os outros.

Apesar, há uma campanha de lançamento do disco de estreia de Rapha Moraes que convida os amigos e fãs do músico à colocarem suas fotos de quando eram crianças no perfil do Facebook. Na descrição da imagem, entra o link do clipe que você assiste abaixo. Todos estão convidados a espalharem a boa música por aí!

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Morre o ator e diretor José Wilker

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Faleceu neste sábado pela manhã o ator, diretor e crítico de cinema, José WIlker, 66.

Wilker estava na casa de sua namorada, a jornalista Claudia Montenegro, no Rio de Janeiro e teve um infarto fulminante. Os médicos tentaram reanimar o ator, mas ele já estava morto.

José Wilker de Almeida nasceu em 20 de agosto de 1947, em Juazeiro do Norte, Ceará. Começou sua carreira como locutor de rádio, mas aos 19 anos se mudou para o Rio de Janeiro.

Estreou em 1965, no filme “A Falecida”, apesar de sua participação não ter sido creditada, o elenco contava com a atriz Fernanda Montenegro como protagonista. Também, participou dos longas “Bye Bye Brasil” (1979), o “Homem da Capa Preta” (1985), entre outros, afinal foram mais de 60 filmes ao longo de sua carreira nas telonas.

Já na TV sua estreia ocorreu em 1971, na novela “Bandeira 2”, na TV Globo, e desde então foram quase 50 telenovelas e seriados que o ator interpretou. Seu último personagem foi o médico Hebert Marques, na teledramaturgia “Amor à Vida” (2013).

Na direção, Wilker teve a oportunidade de coordenar atores de renomes, como Antonio Fagundes, Nicette Bruno, Mauro Mendonça, Arlete Salles, Fernando Torres, Eva Wilma, Reginaldo Faria, Renata Sorrah, Rosi Campos, Aracy Balabanian,
Lídia Brondi, Lady Francisco, entre tantos celebres e renomados atores na arte da interpretação no Brasil. Além do mais, Wilker foi um dos diretores no sitcom “Saí de Baixo”, no período de (1996 a 2002).

Wilker foi casado três vezes e deixa três filhas, Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a atriz Mônica Torres, além de ter sido casado com Guilhermina Guinle, com quem não teve filhos, mas em seu último relacionamento com a jornalista Claudia Montenegro, nasceu Madá.

Um artista nato, que com certeza amava o que fazia e tornava completo suas realizações e criações na arte de interpretar, seja no cinema, na televisão ou comandando a direção.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida