Fotos por: Patrícia Visconti
Autor Patricia Visconti
[Total Flex] Os cômodos da arquitetura da arte
Textos de autores diferentes, 4 diretores e 6 atores, essa é a estrutura da “Arquitetura da Dramaturgia”. Um projeto criado não apenas para ser um espetáculo teatral, mas sim algo que aproximasse o público do palco, transformando as cenas não em mosaicos fragmentados, emergindo a relação entre espaço e a dramaturgia, aflorando por uma essência, porosa e repleta de lacunas.
Idealizado pelo Teatro Garagem e produzido pela atriz Anette Naiman. O teatro é um teatro secreto, dentro da casa da atriz, trazendo para a cena paulistana teatral um trabalho de pesquisa baseado no intimismo, transformando o comum, em arte.
A reinauguração do teatro aconteceu no dia 25 de janeiro (aniversário de São Paulo), com com o monólogo “Os malefícios do tabaco”, de Tchekhov, interpretado por Pascoal da Conceição e dirigido por Marcelo Drummond.
Visando este espaço diversificado, o projeto “Arquitetura da Dramaturgia” aproxima o público com os atores, fazendo com que aconteça um ponto de encontro ideal para o surgimento de novas linguagens, além de estimular o debate sobre o palco e encenações contemporâneas.
Ficha técnica de cada peça:
61 m2
Texto – Luís Indriunas
Direção – Fabio Brandi Torres
Elenco – Roberto Leite
Sinopse – Ele tinha um apartamento e todos os sonhos da nossa classe média. Mas nada parece ter saído como planejado.
O MUNDO LÁ FORA
Texto – Denio Maués
Direção – Andrea Tedesco
Elenco – Bia Toledo e Eduardo Parisi
Sinopse – Homem dá seu testemunho à União dos Temerosos do Mundo Exterior, grupo de auxílio a pessoas com medo de sair às ruas, e fala sobre sua mulher, que não sai de casa há um ano.
O IMPERADOR
Texto – Marcos Gomes
Direção – Rafael Bicudo
Elenco – Ricardo Gelli
Sinopse – A ascensão e a queda de um homem que declara a independência de seu apartamento.
NA COZINHA COM A AUTORA
Texto – Paula Autran
Direção – Kiko Rieser
Elenco – Adriana Londoño e Camila dos Anjos
Sinopse – Em uma cozinha, a autora e sua discípula conversam. Entre temperos e livros, a condição da mulher, a vida acadêmica e muitas outras questões pairam no ar entre o cheiro da comida assando e várias surpresas.
“Arquitetura da Dramaturgia” estreou no último dia 12 de abril, no Teatro Garagem. Produzido e realizado pelo Centro de Dramaturgia Contemporânea e Teatro Garagem.
SERVIÇO
ARQUITETURA DA DRAMATURGIA
Data: 12/ Abril/ 2014 a 8/ Junho/ 2014
Horário: Sábado às 21 horas e domingo às 20 horas
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada) – [Bilheteria – Abre uma hora antes do início da sessão]
Local: Teatro Garagem
End: Rua Silveira Rodrigues, 331 – Vila Romana
São Paulo/ SP
Telefone: (11) 99122-8696
Capacidade: 25 lugares
Por: Patrícia Visconti
[Caixa de Som] Fabiana Cozza: A irreverência da MPB
A melhor cantora de samba em 2012, no Prêmio de Música Brasileira, e indicada para a premiação deste ano (2014), Fabiana Cozza, paulistana de 38 anos, traz a potencialidade e carisma em um samba único e irreverente.
Começou a cantar aos 21 anos, e hoje mostra solidez e veracidade a sua carreira, que já está em seu quarto álbum, com canções próprias e muita originalidade, não apenas ao samba, mas à música popular brasileira. Determinada e direta em suas objeções, Cozza já fez participações com diversos artistas renomados, entre eles estão Elza Soares, Leny Andrade, João Bosco, Zimbo Trio, Francis Hime, Ivan Lins, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e Orquestra Jazz Sinfônica. E também talentos jovens e de sua geração como Emicida, Rappin Hood, Aloisio Menezes, Sergio Pererê, Karynna Spinelli, Thiago Delegado, Antônio Loureiro, Yaniel Matos, Adriana Moreira, Luciana Alves, Renato Braz, Quinteto em Branco e Preto entre tantos outros.
Além das participações internacionais, onde a cantora foi convidada a participar com grandes personalidades do jazz, como saxofonista Sadao Watanabe (Japão) e se apresentado em diferentes países e festivais do gênero em: Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Chile.
Fabiana Cozza já possuí quatro discos lançados e dois DVDs. Sua estreia no mundo da música aconteceu em 2004, com o álbum “O samba é meu dom”, cujo título do CD é uma música de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro. Em 2007 lançou “Quando o céu clarear”, título de uma canção de Roque Ferreira para, no ano seguinte, fazer o DVD deste trabalho contando com as participações da cantora Maria Rita e do rapper Rappin Hood. O DVD é lançado em parceria com a TV Cultura e apresenta um documentário contando a trajetória da artista, sua relação com a música, suas influências, as pessoas que participam de sua estrada.
Em 2011 lança seu terceiro CD “Fabiana Cozza”, com o qual é agraciada com o Prêmio da Música Brasileira 2012, na categoria “Melhor Cantora de Samba”. E no ano passado, Fabi lançou o CD/ DVD “Canto Sagrado – Uma homenagem a Clara Nunes”, gravado ao vivo em São Paulo, que conta com um documentário realizado em Caetanópolis/MG, cidade natal da cantora.
Uma expoente da música brasileira, que destaca-se não só pela sua voz potente e fervorosa, mas pelo seu carisma que cativa seu som, constrói sua personalidade e destacando-se como uma artista fidedigna, que faz com amor e dedicação o seu ofício de coração.
Confira abaixo uma das performances de “Sandália Amarela”, presente no último disco de Cozza:
Mais informações:
Web: Site | Facebook | Youtube | Twitter
Telefone: (11) 3424-0997 | (11) 98181-9997
E-mail: ago@fabianacozza.com.br
Por: Patrícia Visconti
[Cyber Cult] E a leitura, como vai?
Uma pesquisa divulgada no final do mês passado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, diz que o brasileiro está lendo bem menos do que lia a sete anos atrás, tendo um declínio de 5% – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011 -, mas considerável apenas para aqueles que ainda estudam, pois quando saem do colégio ou de níveis superiores, pouco leem. Porém, há uma controvérsia nesta história, já que o texto digital aumentou o índice de leitura, todavia o público tem saído dos livros físicos e densos, e ido para publicações e posts mais coloquiais, diretos e dinâmicos, onde há um discernimento na leitura, mas de uma maneira “popularesca”, introduzindo o hábito na sociedade.
Essa contração da leitura foi medida até entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar. Em 2011, crianças com idades entre 5 e 10 anos leram 5,4 livros, ante 6,9 registrados no levantamento de 2007. O mesmo ocorreu entre os pré-adolescentes de 11 a 13 anos (6,9 ante 8,5) e entre adolescente de 14 a 17 (5,9 ante 6,6 livros).
Além do mais, com as redes sociais, houve um número exorbitante de impulsionar a escrita no Brasil, amplificando-os ainda mais nos meios tecnológicos, seja ele nas redes sociais, e-mail ou blogs, criando um debate dilatado de opiniões, ou seja, mais gente produzindo conteúdo e outras tantas, compartilhando opiniões, criando discussões sobre um determinado assunto.
Porém, há uma outra controvérsia, já que apesar do brasileiro ler e escrever mais na web, seu nível de arquivamento sobre uma pauta expedita é menor, pois assim como ela chega veloz, não permanece tão veraz, sendo dispersada e questão de segundos, quando surge outro fato em questão, disseminado a multidões, mas abarcado por poucos. Tornando a informações “burn notice”, sendo dissipada em pouco tempo.
No entanto, vamos nos conectar as redes sociais, comentar e opinar nos blogs, mas obtendo um conhecimento amplo e mantendo o foco de leitura física também, pois não adianta nada ler o que está na “moda”, mas pouco conhecer sobre os pensadores literários. Ampliar a leitura, é agregar sabedoria a sua vida intelectual, mas principalmente social, pois quem lê sêmea o conhecimento e amplia sua cultura, descentralizando apenas de um único vínculo.
Por: Patrícia Visconti
[Total Flex] Arte para Todos
Estava pensando com meus botões, sobre artistas tão bons estarem escondidos em bares suburbanos, e pessoas sem talento algum, ganhando êxito e glamour, perante aos holofotes, e desde que zapeando pelo Facebook encontro um banner que dizia a respeito do tamanho da platéia em relação ao amor e trabalho que o artista quer mostrar ao seu público.
Então, pensei…
Por quê há tantos obreiros da arte oblíquos, tentando e lutando pelo seu espaço ao Sol, enquanto àqueles que apenas visam a fama e grana, estão sendo bajulados por uma mídia hipócrita que apenas vangloria o que aliena, e não o que propaga a cultura?
Atores, músicos, artistas plásticos, fotógrafos, poetas, escritores, entre outras várias facetas da arte que estão sobre becos e ruelas, apenas esperando uma oportunidade, que na maioria das vezes é ofertado por quem nem mesmo contribuí com dinheiro, mas com a divulgação e aplausos, que para os artistas de verdade são mais que válidos, pois enquanto houver uma pessoa para conferir sua arte, eles estarão fazendo seu melhor, diferente de outros aí, que só se importam com quantidade e não qualidade do público presente.
Tanto que, podemos observar diversos artistas de renome abandonando este vínculo de quantidade, imposto pelas produtoras e gravadoras, se tornando independentes e propagando sua arte destinada para aqueles que mais importam à eles, seus fãs. Desvinculando desta grande roda mafiosa que apenas quem ganha são os grandes, e a arte é omitida em forma de marketing exacerbado.
Temos que parar e pensar que artistas de verdade não anseiam apenas do ter, mas sim em compartilhar e difundir sua obra aos quatro cantos do mundo, sem importar com quantidade, mas sim pela qualidade do coletivo a prestigiar a sua arte, multiplicando e ampliando seu ofício à multidões.
Todavia, essa é uma realidade de poucos, e de bons artistas, que se desvinculam dessa indústria fonográfica conceitual, para fazer a seu próprio trabalho, com os intuitos idealizados desde quando começaram, e não maquiados por uma destreza ferrenha e cruel, que idolatra e renega seus ídolos em questão de segundos, levando-os do Sol as trevas, e o transformando em apenas um nada.
Por: Patrícia Visconti












