[TOTAL FLEX] Criança sempre!

Dia 12 de outubro é comemorado o dia das crianças, essa fase maravilhosa da vida em que problemas não existem, discussões são apenas para não dividir o brinquedo e sonhar é fácil. Quando criança eu me lembro bem que não queria crescer, e quando mostrava meus desenhos de homens com pernas coladas na cabeça minha mãe elogiava e dizia que estavam lindos (quanta generosidade), me recordo dos “PARA CASA” do período escolar no “Jardim Dom Paulo” que pareciam riscos enormes e desafiadores, me lembro de aprender a dirigir na máquina de costura que tinha lá em casa esquecida no canto, era bom quando o meu pai me dava R$ 1,00 e eu realmente acreditava que aquele dinheiro dava pra comprar todos os doces vendidos na escola pela dona Vanda que ficava cercada no trailer branco. Me lembro ainda de quando o papai vinha e encostava sua barba nas minhas bochechas (e como espinhada!!!) e dizia: “Você é de que quem?” e eu com a resposta mais que ensaiada devido as diversas vezes que fui questionada respondia com um sorriso nos lábios: “Do senhor papai”. Brincadeiras de rua, primos (as), amigos (as), travessuras, encrencas, dias de sol, tardes de chuva, noites com estrelas.

A minha infância foi o momento em que com o coração eu enxerguei o mundo, ou ao menos parte dele sem intervenções alheias que pudessem construir minha opinião, não tinha noticiários e muito menos argumentos quem fizessem construir algum conceito, eu tinha o meu próprio conceito da vida, e do jeito que ela deveria ser vivida, tanto conceito e cheia da opinião que eu gostava tanto do Natal (como ainda gosto) que acreditava que aquele clima natalino duraria enquanto houvesse uma árvore de natal e minha casa e as luzinhas continuassem a piscar, eu acreditava fielmente que na noite do natal o menino Jesus levava o Papai Noel lá em casa pra poder um novo presente me da. Talvez o Natal seja de fato isso, enquanto houver alguma luz acesa dentro de nós mesmos as coisas boas prevalecem. Talvez essa seja a explicação da pureza infantil: Crianças constroem sua própria verdade com base naquilo em que realmente acredita e os princípios passados pelos seus pais e pessoas que convivem dentro da mesma casa.
Hoje aos 24 anos no ápice da minha juventude olho pra minha sobrinha (minha pequena Marianny de 3 anos) e vejo muito de mim nela, e ao mesmo tempo não vejo nada, ela se rende aos encantos da sua infância sem ao menos imaginar que aquele período será o melhor da sua vida e ela vai ser recordar em memorias distantes quase apagadas de tudo que vivemos hoje, até gosto de saber que vou fazer parte de suas memorias, assim como hoje tenho as lembranças de tudo que vivi quando criança, é engraçado pensar mas existem pessoas além da minha família que fazem parte da construção do meu eu que se quer imaginam que no mergulhar dos meus pensamentos as vejo, praticando exatamente o que eu vi na infância, gostaria de citar alguns personagens que fizeram parte da minha dramaturgia infantil: O “Seu Baiano” do picolé, a dona Aurora que limpava a igreja, o Jandair um andarilho que eu o via andando pelas ruas do meu bairro, a moça da padaria, a tia Karine (professora da quarta-série), a moça que vendia doces na porta da escola, a Luana uma amiga da escola que nunca mais a vi mas me lembro exatamente da sua feição de criança e um pouco das nossas conversas no recreio, a menina que me atendia na papelaria “Coisa e Tal” e eu não gostava da cara dela, o Cássio da Vila Belém… São tantos personagens que se apresentaram, que tiveram algumas pontas, algumas conseguir rever, e outras estão por ai perdidas em mundo gigante e que para reencontra-las eu gostaria que fosse pequeno.
Feliz Dia das Crianças!!!

[Cabine da Pipoca] 11º FICI – Festival Internacional de Cinema Infantil

Acomodam-se em suas poltronas, pois está começando mais um Cabine da Pipoca, dedicado à todas as crianças, pois está acontecendo um dos maiores festivais internacionais de cinema para público infantil, por isso prepara a pipoca e ficam bem confortáveis pois a sessão já vai começar.

Na última sexta-feira (4), começou a 11º FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil), nas cidades de Aracaju, em Sergipe e Salvador, Bahia, mas antes o evento já havia passado por Natal, no Rio Grande do Norte, nos dias 20 e 29 setembro e a próximos a receber o evento serão os cariocas, que passará pelo Rio de Janeiro e por Niterói. O evento, que abriga o 6º Prêmio Brasil de Cinema Infantil.
No 6º Prêmio Brasil de Cinema Infantil, 24 curtas-metragens nacionais concorrem ao prêmio em três categorias: Histórias Curtas, Teen e Histórias Animadas. 
A escolha dos vencedores é feita por um júri formado exclusivamente por crianças, e o melhor filme em cada categoria é contemplado com R$ 5 mil em serviços de laboratório oferecidos pelo Grupo Labocine.
O FICI comemora um crescimento de produção nacional dedicado ao cinema infantil, que está sendo exibido em toda a rede do Cinemark e o evento trabalha com a diversidade de filme trazendo diferentes formas dos olhares cinematográficos. 
Nesta edição, contudo, resolvemos enfocar a mãe de todos os filmes, a animação e mostrar o ilimitado poder de inventividade no universo dos 24 quadros por segundo, sendo mais de cem filmes de 25 países diferentes. Bem vindos ao 11º Festival Internacional de Cinema Infantil.
A animação é de todas as formas de fazer cinema, a que oferece as maiores possibilidades de cruzar esta fronteira. Nela tudo pode acontecer e o inesperado nos surpreende o tempo todo, intrigando e encantando.
Confira abaixo o trailer do 11º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI 2013) de Salvador e Aracaju:
Durante a passagem pela cidade do Rio de Janeiro, além das exibições dos filmes, também será realizado o 5º Fórum Pensar a Infância. 
O fórum terá lugar no Oi Futuro Ipanema entre os dias 22 e 24 de outubro, abordando temas como Mercado, Educação, Narrativa e Políticas Públicas. As inscrições seguem abertas e podem ser efetuadas por meio da ficha disponível no site. Para mais informações acesse o site e o Facebook do FICI;

[Caixa de Som] Domingo não é dia de sofá e sim de rock!

No dia seis de novembro aconteceu a décima edição do Sampa Music Festival no Espaço Victory, na Penha. Entre os destaques dessa edição temos Rancore, Gloria e CPM 22, porém, um de seus muitos diferenciais é exatamente o contrário: trazer várias bandas para o conhecimento do público.

O festival começou cedo e, bem antes das bandas principais começarem a chegar ao local, já demonstrava muitos sinais de que não tardaria a lotar a casa. Foi exatamente o que aconteceu, por volta de 18h já começavam a formar várias filas e vários grupos já lotavam as grades dos dois palcos do festival.

Desde o primeiro acorde o som não parou! A energia não acabava devido ao sistema de dois palcos: enquanto uma banda se apresentava a próxima já preparava os últimos detalhes do seu palco e já começava a tocar assim que a banda anterior deixava o palco. Nesse momento havia o corre-corre geral do público de um lado para o outro. Esse esquema – utilizado em grandes festivais que trazem bandas internacionais, como, por exemplo, o Lollapalooza que reveza nos seus dois palcos principais esse esquema de organização enquanto os outros palcos seguem programações mais independentes e reservadas – demonstra a qualidade de organização, não é fácil montar e desmontar tão rapidamente um palco. Isso agrada o público que não precisa ficar esperando a cada banda.

O festival se orgulha de ser uma vitrine para as bandas menos conhecidas aproveitarem a estrutura e o público que o evento atrai para conquistar novos fãs, reconhecimento e oportunidades. Nesse ano, entre as bandas menores podemos destacar como apostas nacionais as bandas Elloz e John Wayne, que já haviam tocado em edições anteriores e demonstram o quanto cresceram e evoluíram ao longo dos festivais, sendo as bandas imediatamente anteriores às bandas principais.
Quando começou a primeira música do Rancore já percebemos à que eles vieram. O som contagiante fez todo o lugar pular. A energia era muito positiva assim como a música e, claramente, ninguém parecia disposto a deixar o show acabar. Infelizmente, os shows em festivais pedem que as bandas não toquem todo seu setlist, o que rendeu um show um pouco mais curto ao público que está acostumado a shows completos do Rancore. Para compensar o tempo reduzido, temos a oportunidade de em seguida de um show ótimo ver logo outro. Quando o Rancore estava saindo do palco, o Gloria já estava pronto. A galera “guerreira” já estava postada fazia algumas horas na frente do segundo palco – no qual a única banda principal a se apresentar na noite seria o Gloria – e aguardava ansiosamente que começasse a porradaria. O Gloria – que está acostumadíssimo a tocar em festivais – demonstra o quanto se sente em casa no SMF, com muita disposição que deixou todo mundo muito satisfeito.
A banda principal e mais aguardada da noite era o CPM 22. A galera aproveitou o show com as últimas forças que restaram dos outros shows e da longa espera depois de um dia inteiro, pulou e gritou todos os sucessos da banda – que são vários ao longo de muitos anos de carreira – a plenos pulmões, e como se não houvesse amanhã. Realmente não havia: segunda-feira de muita ressaca, muito cansaço e muitas dores no corpo só preocuparam mesmo no dia seguinte!

[Caixa de Som] Camila Garófalo: O rock contemporâneo com a essência dos clássicos

Sei essa semana é especial dia das crianças, e também sei que nossa entrevistada já não é mais criança a um bom tempo, mas como todos sabemos, é na infância onde descobrimos e lapidamos nossas influências e anseios de inspiração para construir nosso caráter e nossa vida.
No Caixa de Som dessa semana iremos bater um papo com a cantora, poeta e jornalista, Camila Garófalo, 24, que se envolveu no mundo da música antes mesmo de saber escrever, e hoje está prestes a lançar seu primeiro álbum, com composições próprias e características marcantes bem peculiares.
Confira a entrevista que Camila concedeu à nossa embarcação:

OBC – Quando você começou a cantar? E a compôr?
Camila Garófalo – Não sei ao certo quando a música passou a fazer parte da minha vida definitivamente. Aos 6 anos eu quis fazer aula de flauta doce no colégio. Depois, aos 9, estudei violão e comecei a compor versinhos inocentes. Mas ali eu já sabia que queria isso. Fui estudar canto apenas com 17 anos.
OBC – Por quê essa vontade de cantar e escrever sobre a natureza humana, filosofia e autores pessimistas?
CG – Filosoficamente eu sempre procurei uma maneira de me expressar. Na minha opinião, a filosofia existe antes da arte. Primeiro vieram as minhas questões e minhas indagações. Colocá-las no papel e transformá-las em poesia é algo secundário. O pessimismo veio depois que comecei a buscar a verdade das coisas em fundamentos filosóficos, como propõe alguns filósofos niilistas.
OBC – Quais são suas principais influências musicais? Por quê?
CG – Eu nasci em meio a rodas e modas de viola das fazendas de Ribeirão Preto. Até os meus 17 anos não ouvia muito além disso. Apenas quando mudei pra São Paulo passei a estudar e ouvir incessantemente o Jazz e a Bossa Nova, o Blues e o Rock. Nos últimos 7 anos busquei acumular o máximo de referências para construir esse disco, desde os mais clássicos representantes dos gêneros até os mais experimentais no assunto.
OBC – Como você define o estilo “post-rock”?
CG – No sentido de ser um rock contemporâneo que não se limita às mesmas influências, buscando na música brasileira características exóticas, como o maracatu, por exemplo.
OBC – Quais as expectativas para o 1º single, e também para seu álbum de estreia, que deve ser lançado no início do ano que vem?
CG – Até agora as expectativas do single foram superadas. Alcançamos mais de 6.500 plays no soundclound e isso é mais do que eu imaginava em apenas uma semana na rede. Pretendo agora difundir o conceito do disco com shows e outras supresas (quem sabe até uma nova música) até o fim do ano. Somente em março de 2014 é que ocorrerá o lançamento do disco, com oito músicas e, claro, todas para download gratuito.
OBC – Como e quando foi o ‘insight’ de que essa era a hora de gravar um álbum? Por quê?
CG – O desejo pelo álbum sempre existiu. Houveram outras gravações que estavam longe da qualidade que eu buscava, mas nunca saiu da minha cabeça essa ideia. Foi preciso esperar o tempo certo para encontrar as pessoas certas e me preparar pra isso.
OBC – Como foi a produção deste disco de estreia?
CG – A produção foi absolutamente independente. Fui atrás do Dustan Gallas e do Bruno Buarque porque eu já  admirava o trabalho deles na banda da CéU e em outros projetos. Eu sabia o que estava buscando e a sonoridade que podia resultar. Em 4 dias os caras fizeram os arranjos e gravaram as 8 músicas de “Sombras e Sobras”. Depois veio o Thiago França e fizemos mais uma sessão para gravar o saxofone. A voz eu gravei em Ribeirão Preto, minha cidade natal. A mixagem foi o Dustan quem fez também. E a masterização ficou por conta do El Rocha.
OBC – Quem foram seus maiores apoiadores para sequenciar sua carreira musical?
CG – O Danilo, produtor e amigo, foi um cara que me ajudou bastante. Eu já estava há um tempo tentando gravar o disco e a produzir no Garage Band (programa de edição) com minhas próprias mãos a pré-produção. Quando ele me conheceu, riu e disse “não dá pra fazer tudo sozinha, eu vou te ajudar”. E foi assim que consegui fazer uma bela pré-produção e buscar os músicos para gravar.
OBC – Shows, clipes, EPs, singles, … Quais são suas realizações para o futuro?
CG – Como tinha dito, a ideia é fazer shows até março do ano que vem e talvez um EP para o fim do ano, mas isso não é certeza. Após o lançamento em março eu prefiro não prever, depois disso ninguém mais sabe o que vai acontecer. rs
O primeiro disco de Camila intitulado “Sombras e Sobras” deve ser lançado no início de 2014, e traz oito canções autorais, com toques de filosofia e sobre a natureza humana. Com temas dramáticos e contextualizações por texturas sonoras da música eletrônica.
A produção do álbum ficou por conta de  Danilo Prates conta com o baixo, a guitarra e o teclado de Dustan Gallas (Céu, Cidadão Instigado) – além da mixagem -, com a bateria e percussão de Bruno Buarque (Céu, Karina Buhr, Anelis Assumpção) e com o saxofone tenor de Thiago França (Metá Metá, Sambanzo, MarginalS).
A gravação foi feita no estúdio Minduca em São Paulo e masterização no Estúdio El Rocha, por Fernando Sanches, em setembro do mesmo ano.
O primeiro EP da cantora “Sobras” já ouvido por mais de sete mil pessoa no SoundCloud e em sua fanpage, já está chegando a dois mil seguidores.
Agora digam-me, alguém duvida que essa garota é Rock n’ Roll?
Ouça o primeiro single de Camila, e confira por si só:

E aí, curtiram o som da Camila?
Espero que sim, pois essa garota traz a excentricidade da música clássica, mas com o carisma do pop, e com uma potencialidade vocal de invejar qualquer um.
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Até semana que vem, com mais alguma novidade do submundo da música!
Por Patrícia Visconti