[Cabine da Pipoca] Cinema x Ciência

As últimas grandes produções de ficção científica tropeçam nos princípios da ciência, como no caso do recém-lançado, “Gravidade”, que estreou na última sexta-feira (11), nas salas de cinema de todo o mundo, com Sandra Bullock e George Clooney no elenco e com direção de Alfonso Cuarón.
Esse tipo de filme é sempre um sucesso de bilheteria em todo o mundo, mas esta aventura espacial contém alguns erros, que foram detectados pelo renome e popular astrofísico norte-americano Neil de Grasse Tyson.

Apesar de Sandra Bullock ter feito um treino específico para astronautas para encarar com perfeição o papel, a produção e os roteiristas não repararam que, na gravidade zero, seu cabelo deveria flutuar livremente sobre sua cabeça, contudo, o que se vê são suas madeixas escovadas. 

Outro deslize é em relação ao lixo espacial que aparece orbitando pela Terra de oeste para leste, mas quase todo o satélite faz a direção ao contrário, como em uma cena o personagem de Clooney solta a astronauta e ela sai voando, mas em uma situação real eles voariam juntos.

Outro momento do filme, é quando o telescópio Hubble, a Estação Espacial Internacional e uma estação espacial chinesa são avistados em um mesmo plano visual, porém, no espaço de verdade, estas estruturas estão separadas por centenas de quilômetros de distância.
Vejam abaixo alguns filmes, que assim como “Gravidade”, também cometeu alguns erros científicos da história do cinema:
O filme “Armagedom”, estrelado por Bruce Willis, tem, ao menos, 168 erros deste tipo, de acordo com especialistas. O mais grave é que seria impossível destruir uma rocha espacial, ou cometa, com apenas uma bomba. 
Em “O Dia Depois de Amanhã”, a cidade de Nova York é inundada completamente de um dia para o outro. Na realidade, para que isso pudesse realmente acontecer, seria necessário que toda a Antártida derretesse e que sua água fosse derramada sobre a metrópole. 
Já o apocalíptico “2012”, considerado por muitos como uma das mais imprecisas histórias da ficção científica, propõe que partículas de neutrinos vindas de explosões solares cozinharam o núcleo da Terra, produzindo terremotos e outras catástrofes. Porém, os neutrinos são partículas neutras que não interagem com substâncias físicas. 
A obra “Epidemia” é baseada na existência de um vírus impossível de existir. O vírus é descrito como tão absurdamente letal que, se existisse de fato, mataria qualquer candidato a portador antes mesmo do contágio. 
Em “Independence Day”, os extraterrestres usam raios para destruir a espécie humana, mas isso seria um gasto desnecessário de energia. O simples pouso daquela gigantesca nave mãe na Terra seria capaz de provocar um desequilíbrio gravitacional que, por si só, causaria o colapso de cidades inteiras. 
Informações sobre “Gravidade”:
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney
Diretor: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón e Jonás Cuarón
Duração: 1 hora e 31 minutos
Gênero: Ficção Científica
Sinopse: 
‘Gravidade’ acompanha a Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock), uma brilhante engenheira em sua primeira missão espacial, com o astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney). Mas, durante um passeio espacial, aparentemente rotineiro, ocorre um acidente. A nave é destruída, deixando Stone e Kowalsky completamente sozinhos, dependendo um do outro em um ambiente de total escuridão. 
O silêncio ensurdecedor confirma que eles perderam qualquer ligação com a Terra… e qualquer chance de resgate. Conforme o medo vai se tornando pânico, o oxigênio que resta vai sendo consumido desesperadamente. E, provavelmente, o único jeito de ir para casa seja encarar a imensidão assustadora do espaço.
Confira o trailer do filme:

[Caixa de Som] 100 anos do "poetinha" da MPB

Dentre tantos centenários que está rolando atualmente, neste ano, mas específico nesta semana, dia 19 de outubro o diplomata, dramaturgo, jornalista, e compositor brasileiro, Vinicius de Moraes completaria 100 anos caso estivesse vivo, e para relembrar um pouco da carreira do poeta que morreu no início da década de 1980.

O poetinha, como era conhecido no meio literário e poético, apelido dado por Tom Jobim, ele notabilizou-se por seus sonetos.
Um boêmio inveterado, fumante e apreciador de uísque, era um amante conquistador, tanto que casou-se nove vezes.

Carioca, nascido na Gávea em 1913, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta e violinista amador, e Lídia Cruz, pianista amadora. O pequeno Vinicius é segundo filho de quatro irmãos.

Antes de completar dez anos, o “poetinha” já sentia desejo em decifrar seus sentimentos escrevendo poesias. Na adolescência, foi estudar no Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, onde passou a cantar no coral e começou a montar pequenas peças de teatro. Seus primeiros parceiros foram os irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, com quem começou a fazer suas primeiras composições e a se apresentar em festas de amigos.

No final da década de 20, o poeta ingressou na Faculdade de Direito do Catete, hoje Faculdade Nacional de Direito (UFRJ), onde conheceu outro amigo, Otavio Faria, em que incentivou Vinicius a seguir na carreira literária.
Foi repórter, crítico de cinema, colaborador da revista “Clima” e empregado no Instituto dos Bancários. Prestou concurso para o Ministério das Relações Exteriores, mas foi reprovado, determinante, não desistiu, em 1943, prestou novamente e passou, sendo aprovado, ingressando em seu primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles.
Festeiro que só, adorava reunir os amigos em encontros diplomáticos em Paris e Roma, na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.
Um poeta, compositor e amantes, de versos simples, sensual e exitante, por vezes, carregados de temas sociais.
No ano do IV Centenário de São Paulo, Vinicius de Moraes publica sua coletânea de poemas, “Antologia Poética“, no mesmo ano publicam a pela teatral “Orfeu da Conceição”. Anos depois ele buscava alguém para musicar a peça, aceitando a sugestão do amigo Lúcio Rangel para trabalhar com o jovem pianista, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, que na época tinha 29 anos e vivia da venda de músicas e arranjos nos inferninhos de Copacabana.
O poeta foi um dos precursores da Bossa Nova, que teve início em 1958. A obra fundamental para este movimento foi o álbum “Canção do Amor Demais“, gravado pela cantora Elizeth Cardoso. Além da faixa-título, o antológico LP contava ainda com outras canções de autoria da dupla Vinicius e Tom, como “Luciana“, “Estrada Branca“, “Outra Vez” e “Chega de Saudade“, em interpretações vocais intimistas. A partir daí tantas outras composições de Vinicius foram interpretadas pelo ícones célebres da época, e obtendo influências de tantos outros que estão em atividade até hoje.

Vinicius foi afastado do MRE quando implantado o Ato Inconstitucional 5, depois de mais de 25 anos de serviços prestados ao ministério, e isso o magoou profundamente. Começou a realizar apresentações em Portugal, sob protestos contra o poeta, mas mesmo sendo aconselhado a se retirar pelos fundos do teatro, o “poetinha” enfrentou os manifestantes declamando “Poética I” (“De manhã escureço/De dia tardo/De tarde anoiteço/De noite ardo“), contemplado pelos estudantes ali presente, um deles tirou capa e a colocou para que Vinicius pudesse passar, e assim todos os demais o imitaram, fazendo-o um ato tradicional português em homenagem ao artista.

Parcerias ilustres também marcaram a carreira do artista, entre amigos de longa data, a jovens talentos que estavam apenas engatinhando no ramo musical. Letras que marcaram e marcam a música popular brasileira, por sua simplicidade e compaixão em retratar o ambiente social.
E para comemorar seu centenário, a Companhia das Letras reuniu uma caixa com diversos poemas e crônicas de Vinicius de Moraes em quatro livros, com temas variados e dicções praticados pelo próprio artista.
O primeiro deles é, “Livro de sonetos”, que veio à luz em 1957. Com o volume, o poeta fazia um balanço de sua obra e ratificava, em 35 poemas, sua dedicação a uma das formas mais populares de poesia: o soneto. Dez anos depois, veio a segunda edição do livro, e Vinicius acrescentou a ele nada menos que 25 poemas, vários deles inéditos. A edição que o leitor tem agora em mãos soma àquele conjunto dezesseis sonetos esparsos.
“Poemas esparsos” cobre um vasto período da produção do poeta: do início dos anos 30 a meados dos 70. Ao morrer, em 1980, Vinicius de Moraes deixou alguns livros inconclusos, e grande número de poemas já finalizados, alguns dos quais chegaram a ser publicados na imprensa. Este volume resulta de uma longa e minuciosa pesquisa em livros, jornais, revistas, arquivos e manuscritos. Não se trata, porém, de um levantamento com caráter documental: dispensaram-se esboços, exercícios, textos inacabados ou claramente recusados pelo autor, a fim de que viesse à luz apenas aquilo que está à altura das obras publicadas por Vinicius.
Os textos de “Para uma menina com uma flor” foram selecionados pelo próprio Vinicius entre aqueles que publicara em jornais e revistas ao longo de 25 anos, tendo 1941 como data inicial. A variedade de temas e de tons adotados é bem maior do que sugere o título escolhido por Vinicius, e o leitor descobrirá aqui algumas das marcas fundamentais de seus poemas: lirismo, emoção, ironia, apego à paisagem e ao fato cotidiano, bem como uma inequívoca capacidade de compreensão das dores e alegrias humanas. Some-se a isso o sabor singular da crônica, alcançado graças à adoção de uma linguagem clara, de um ritmo fluido e da conversão do acontecimento banal em assunto de interesse maior.

“Para viver um grande amor” estrutura-se de modo singular: alterna poesia e prosa. As crônicas guardam as marcas típicas do gênero, como a observação aguda do cotidiano e a linguagem despojada. Mas, além disso, conforme o próprio Vinicius, “há, para o leitor que se der ao trabalho de percorrê-las em sua integridade, uma unidade evidente que as enfeixa: a do grande amor”. Quanto aos poemas, encontram-se, aqui, exemplares de grande força expressiva, como o impactante “Carta aos ‘puros'”. Os poemas não raro tomam para si a tarefa da crônica e, então, surgem experiências como os bem-humorados “Feijoada à minha moda” e “Olhe aqui, Mr. Buster”, ou o seco e dramático “Blues para Emmett Louis Till”.

SERVIÇO
#SP – 100 anos Sempre Encantando – Vinicius de Moraes
Quando: Sábado, 19 de outubro, às 17h 
Local: Livraria Cultura – Deck central da loja 
Endereço: Avenida Paulista, 2073 – Conjunto Nacional
São Paulo/SP
Leitura de textos, poemas e músicas.
Roteiro e Direção: André Acioli
Direção Musical: Daniel Maia
Apresentação: Leandro Sarmatz
Elenco: Miriam Mehler, Maria Fernanda Cândido, Aretha Marcos, Elias Andreato, Claudio Fontana, Clovys Torrês e Daniel Maia.
#RJ – 100 anos Sempre Encantando – Vinicius de Moraes
Quando: Domingo, 20 de outubro, às 16h – 
Local: Livraria da Travessa – Shopping Leblon
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon
Rio de Janeiro/ RJ
Leitura de textos, poemas e músicas.
Roteiro e Direção: André Acioli
Direção Musical: José Maria Braga
Elenco: Joana Fomm, Lucinha Lins, Clarice Niskier, Claudio Tovar, Tadeu Aguiar, Domingos Montagner e José Maria Braga.
#BA – 100 anos Sempre Encantando – Vinicius de Moraes
Quando: Sábado, 26 de outubro, às 17h 
Local: Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho 
Endereço: Largo do Pelourinho, 51 – Pelourinho
Salvador/ BA
Leitura de textos, poemas e músicas.
Apresentação no projeto Merendas de Dona Flor
Roteiro e Direção: André Acioli
Elenco: Kátia Leal, Fernanda Paquelet, Ricardo Castro e Bertrand Duarte

[Total Flex] Eclipse Companhia de Arte’s apresenta a adaptação "Cabaré", trazendo muito luxo, brilho e glamour

A Eclipse Companhia de Arte’s estreia um espetáculo de sucesso, luxo e glamour, produzido adaptado pela companhia paulista de Carapicuíba.
Começa nesta sexta-feira (18), o espetáculo “Cabaré – Um Espetáculo de Dança”, no Teatro Jorge Amado, centro de Carapicuíba. 

As coreografias trazem muito brilho e glamour, interpretados por 22 bailarinos, figurinos incríveis e uma cenografia maravilhosa.
A história da peça gira em torno de 2 jovens moças do interior que tinham um sonho desde pequenas , de fazerem um show para um grande público. Decididas foram para cidade grande, depois de uma viagem longa, finalmente chegaram e de inicio se deparam com lindo show de luzes e coreografias e logo já se imaginaram naquele palco.

No elenco ilustres jovens atores e dançarinos com um talento excepcional, entre eles estão Márcia Domingues, Riane Zohar, Nayara Lacerda, Clara Ferreira, Beatriz Costa, Domenica Lacerda, Kaminsky Ribeiro, Larissa Grazielle, Renato Marckos, Derick Mendez, Rodrigo Betini, Wagner Lima, Eduardo Roque, Ayrton Fonsec, Marcio Galdino e David Gomes.

Confira o teaser de apresentação do musical:

Na direção do espetáculo o ator, coreógrafo, produtor e diretor, Renato Marckos, os figurinhos ficam por conta de Raphael Septem, maquiagem, Danilo Camargo, fotografia, Lídia Paola, programação visual, Wagner Lima, assistente de produção, Márcia Domingues, direção de palco, Evelyn Xavier e costureiras das produções, Graça de Freitas e Lucy Aparecida.
Serviço:
“Cabaré – Um Espetáculo de Dança”
Data: 18/ Outubro/ 2013 
Horário: 19h35
Local: Teatro Jorge Amado
Endereço: Avenida Mirian, 86 – Centro Carapicuiba.
Ingresso: R$ 30,00 (meia entrada para estudante)
Uma interpretação com muito luxo, brilho e glamour, que irá contagiar a todos os presente, com figurinos incríveis e cenografia deslumbrante.

[Cyber Cult] A inovação e o mercado tecnológico

A tecnologia evoluiu a cada dia, com surgimentos de novos aparelhos e aparatos tecnológicos. Com esse avanço buscamos sempre nos atualizar e estar a par de todas novidades que aparecem.Nesta semana, iremos conferir um bate-papo com o  técnico da informação, Ricardo Casaes, sobre o avanço da tecnologia no Brasil.
Confira a reportagem no player abaixo:


Por Adriana Ishikawa 

[Cantinho Literário] Prêmio Nobel de Literatura premia escritora canadense

A Fundação Nobel, premiou entre os dias 7 a 14 de outubro, os ganhadores do Prêmio Nobel de 2013, com as condecorações concedidas em seis áreas do conhecimento, Medicina, Física, Química, Literatura, Paz e Ciências Econômicas. O prêmio de Ciências Econômicas se trata da realidade do Banco Central da Suécia em Memória à Alfred Nobel, visto que não havia nenhuma menção a este prêmio no testamento de Alfred Nobel que deu origem à premiação.
Os pesquisadores das áreas deste ano foram, em medicina, J. E. Rothman, R. W. Sheckman e T. C. Südhof pelas descobertas relacionadas à regulação do transporte vesicular, importante processo celular, na área da física, F. Englert e P. W. Higgs, pelas descobertas teóricas do mecanismo que contribui ao entendimento da origem da massa nas partículas subatômicas, na química, Química: M. Karplus, M. Levitt e A. Warshel, pelo desenvolvimento de modelos computacionais para a interação complexa de sistemas químicos.

O prêmio Nobel da paz, foi para a OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas), pelo extensivo esforço de eliminação de armas químicas, assunto que voltou aos noticiários devido ao uso deste tipo de armamentos no conflito da Síria, em que deve a presença da jovem Malala Yousafzai, de 16 anos, que parabenizou a OPAQ, por vencer o Prêmio Nobel deste ano, lembrando que a garota foi vítima de um ataque do Talibã no ano passado por defender o direito das mulheres à educação, era uma das mais cotadas para receber o prêmio.

Agora na nossa área da literatura, quem ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, do ano de 2013, o prêmio foi a canadense Alice Munro, por suas curtas histórias contemporâneas.

A escritora de 82 anos, ficou encantada e bastante agradecida ao receber ao prêmio, dizendo a seguinte sentença, Em declarações divulgadas pela Penguin House, editora de Alice Munro, a escritor afirma estar encantada e muito grata. “Fico particularmente contente pelo prazer que muitos canadianos terão por eu receber este prémio. Agrada-me também que o prêmio traga maior atenção para a literatura do Canadá”.

Munro, que vive em Cinton, Ontario, tinha anunciado ao The Toronto Globe and Mail que deixaria de escrever após “Amada Vida”, o seu 14.º volume de contos.

O pronunciamento do prêmio Nobel de literatura, foi na manhã de quinta-feira (10), na Cidade de Estocolmo, na Suécia e a escritora ganhou também 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,25 milhão).
Segundo o comitê da premiação, Munro é “mestre da narrativa breve contemporânea” e “aclamada por sua narrativa afinada, que é caracterizada pela clareza e pelo realismo psicológico”. Alguns críticos a consideram “a Chekhov canadense”, em referência ao escritor russo Anton Chekhov, por seus contos serem centrados nas fraquezas da condição humana.

“Eu sabia que estava na disputa, sim, mas nunca pensei que venceria”, disse Munro à agência The Canadian Press, em Victoria. Ela disse que sempre considerou a possibilidade de vencer o Nobel como “um sonho impossível, algo que poderia acontecer, mas que provavelmente não ocorreria”. “Estamos no meio da noite aqui e havia esquecido totalmente”, contou.
Confira abaixo a biografia da nova condecorada do Prêmio Nobel de Literatura:

A escritora Alice Munro nasceu em 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá. Ela é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas. 

Entre os numerosos prêmios literários recebidos ao longo de sua carreira, destaca-se o Man Booker Prize, em 2009. Entre suas obras mais conhecidas estão “Fugitiva” (2006), “Felicidade demais” (2010) e “O amor de uma boa mulher” (2013).
Ela começou a estudar Jornalismo e Inglês na University of Western Ontario, mas interrompeu os estudos quando se casou em 1951. Junto com seu marido, ela se mudou para Victoria, em British Columbia, onde o casal abriu uma livraria. Seu primeiro livro foi publicado em 1968, com o título “Dance of the happy shades”, que recebeu bastante atenção no Canadá.
Em 1971, Munro publicou uma coleção de histórias chamada “Lives of girls and women”, que os críticos descreveram como um “Bildungsroman”, isto é, um romance de formação. Sua obra “Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento” (2001) foi inspiração para o filme “Longe dela” (2006), dirigido por Sarah Polley.

No Brasil, a escritora, lançou três livros de  ainda inéditos no Brasil, que serão lançados em português em 2014 no país. Além da reedição, em dezembro, do livro de contos “Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento”, publicado em 2004, a Globo Livros lançará “Selected stories” (1996), “Runaway” (2004) e 

“The View of Castle Rock” (2006) – os dois últimos publicados em Portugal como “Fugas” e “A Vista de Castle Rock – pelo selo Biblioteca Azul.

Alice Munro é a 13ª mulher a ganhar o Nobel de Literatura. Em 2009, a escritora romena Herta Müller recebeu o prêmio. Esta é a primeira vez, em 112 anos, que a academia sueca premia um autor que escreve apenas contos. A cerimônia de entrega acontecerá em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do fundador do prêmio, Alfred Nobel.

Em 2012, o vencedor do Nobel de Literatura foi o chinês Mo Yan, que já havia ganhado diversos prêmios anteriormente, entre eles o Prêmio Newman para literatura chinesa em 2009 e, em 2011, o Mao Dun, que desde 1982 é entregue a escritores chineses a cada quatro anos.
Veja a lista das mulheres que já receberam o Nobel de Literatura:

2013: Alice Munro (Canadá)
2009: Herta Müller (Alemanha)
2007: Doris Lessing (Grã-Bretanha)
2004: Elfriede Jelinek (Áustria)
1996: Wislawa Szymborska (Polônia)
1993: Toni Morrison (EUA)
1991: Nadine Gordimer (África do Sul)
1966: Nelly Sachs (Suécia)
1945: Gabriela Mistral (Chile)
1938: Pearl Buck (EUA)
1928: Sigrid Undset (Noruega)
1926: Grazia Deledda (Itália)
1909: Selma Lagerlöf (Suécia)
Alguns livros de Alice Munron, serão destaque na Feira Literária de Frankfurt, na Alemanha, logo após a escritora ser nomeada vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2013.

É isso ai pessoal, uma mulher ganhando um prêmio de grande importância para o mundo literário, uma pena não ter ainda uma brasileira nesta lista, mas quem sabe no futuro, a lista de mulheres recebendo o prêmio Nobel aumenta e uma grande escritora é descoberta aqui em nossa país, para que a literatura brasileira, tem sua vez de mostrar ao mundo, suas ricas histórias do cotidiano de cada canto do Brasil.

Boa semana e boa leitura a todos
[estudando pra um dia chegar lá… 
Prêmio Nobel de Literatura, aqui vou eu!]