[Caixa de Som] Bateristas: Do fundo dos palcos à harmonia da banda

Não tão popular quão o vocalista ou o guitarrista, o baterista é alma de uma banda, sabe quando dizem no carnaval que a bateria é a coração da escola, pois bem, para um grupo de rock, o baterista também é ápice em harmonia e sincronia dos outros músicos. Deve ser por isso que hoje em dia é tão difícil encontrar um baterista fixo, já que muitos fazem frilas em outras bandas, pois são eles que irão dar o ritmo e a percussão musical ao conjunto da obra.

Batemos um papo como baterista Gui Amaral, que nos contou um pouco sobre seu anseio em aprender  um instrumento tão difícil ao olhar, mas tão fácil de aprender. Além do mais, Gui falou sobre suas influências musicais, inspirações, projetos e prospectivas futuras em sua carreira como músico.
Confira a seguir a entrevista de Gui Amaral, e abaixo a estreia do videoclipe de Uirá França, qual o “batera” fez a percussão na bateria do single “#VEMPRARUA”.

OBC – Há quanto tempo toca bateria?
Gui Amaral: Comecei no início de 2002.
OBC– Por quê você escolheu esse instrumento para tocar?
GA: Era algo que desde moleque, sem ao menos saber que pra lado ia uma batera, tive vontade de tocar e pensava ser difícil o acesso. Certo dia vi um amigo na minha escola tocando no intervalo. Gostei e decidi fazer aulas. Na primeira aula não consegui fazer o que o professor mostrou e mesmo assim quando terminou, falei: quero isso pra minha vida toda.
OBC – Quem são seus principais inspiradores musicais na sua carreira como baterista?
GA: Sem dúvida o principal é Lincoln Cheib (baterista de Milton Nascimento). Ele mudou completamente a história de minha vida, me ensinando muito além de técnica como personalidade, honestidade e disciplina profissional. Ouço John Scofield, Gov’t Mule, Dave Matthews Band, Joshua Redman, John Coltrane, Elvin Jones, Newton Faulkner e muitos outros.
OBC – Atualmente você está em alguma banda? Qual?
GA: Meu principal projeto é com Uirá França. Além dele atualmente toco com Radio 7 (confira a entrevista que o Radio 7 concedeu ao OBC – aqui), Mauro Mesaque e Druques.

OBC – Dizem por ai, que baterista é o mais difícil para se adaptar em uma banda, até mesmo para encontrar para ingressar nela. Isso confere? Por quê?
GA: Talvez o problema seja que existem vários ritmistas que se julgam bateristas. O baterista é músico e deve ter noção da música como principal elemento para se criar uma linha de batera e não colocar tudo que estudou quando está tocando. Ter um tempo preciso também é obrigação deste. Então acho que a dificuldade é de achar bateristas que estudam e que tenha consciência do que uma música pede.
OBC – Além de baterista, você também é professor de bateria. Isso é tanto amor pelo instrumento, para propagá-lo a novatos que querem aprender o ofício?
GA: Existem duas pessoas: o músico e o professor. Porque são coisas diferentes e às vezes eles coincidem na mesma pessoa. Como professor você aprende muito também e está sempre reciclando conhecimento. 
OBC – Você acredita que por ser o mais difícil em encontrar para ingressar em uma banda, o baterista acaba se tornando o “superstar” do grupo quando agregado nele? Por quê?
GA: Não. Bateristas para serem bem notados tem que ter algum diferencial que deva ir além do “marketing” que a própria banda faça pra ele aparecer um pouco.
OBC – Você compõe?
GA: Componho coisas voltadas à bateria como peças ou lições. E junto com Uirá arranjamos as músicas juntos extraindo sempre o melhor groove pra música.
OBC – Além de bateria, toca outro instrumento?
GA: Que domine, não.
OBC – Qual seus estilos musicais favoritos?
GA: Não tenho. Há música boa e ruim em todos os estilos. E gosto das boas (rs). Ter preconceito musical quanto aos estilos limita a própria criatividade.
OBC – Você que o funk está dominando o espaço do rock nacional nas mídias convencionais? Por quê? 
GA: Não classifico o funk carioca como um estilo musical, mas sim como um movimento. E é um movimento que funciona, porque senão não seria tão expressivo e não incomodaria tanta gente quanto incomoda. Agora o fato de não surgir bandas boas de rock nacional nos últimos tempos não quer dizer que o funk está tomando o espaço dele. Música compete sozinha e quando é boa sempre será ouvida e lembrada.
OBC – Atualmente, a mídia alternativa está dando mais enfoque ao rock nacional do que as mídias convencionais? Por quê?
GA: Talvez seja porque as mídias convencionais prefiram o que está atingindo mais a massa no momento. E que vende mais, é mais interessante para elas.
OBC – Com relação a divulgação de bandas alternativas ou de garagens, há bastante oportunidade para que elas mostrem seus trabalhos, ou há muita banda e pouco local para se apresentar e divulgar? Por quê?
GA: Espaço tem, e também há muitas bandas. O que acho complicado é conseguir entrar em algum meio e ter rotina de shows. Conseguir tocar, consegue, mas muitas bandas acabam pagando pra trabalhar do que receber por executar uma apresentação.

OBC – Você como professor de bateria, qual a dica que você dá para aqueles que estão começando ou querendo ingressar nessa carreira?
GA: Deve seguir os degraus naturais: estudar muito, ensaiar muito, tocar muito, ser disciplinado e principalmente ter humildade para ouvir tanto a música quanto com quem se relaciona.

OBC – Shows, apresentações, eventos… Há alguma data agendada? Onde? Quando?

GA: Toco em Brasília com Uirá França dia 31 de agosto e dia 12 na Fnac Pinheiros com Tigre Dente de Sabre que substituirei meu amigo Gui Calzavara (que também toca no Druques). Outras datas estão pra fechar e quem quiser saber mais poderá ver em minha página do face: fb.com/guiamaralbatera.

Esse foi o Gui Amaral, um batera que é ligado no 220 wz, adora o que e o mais importante, faz o que ama com carinho e dedicação, afinal ser músico em um país onde a arte só é valorizada depois que você atinge um status top, não fácil. Então, são esses artistas que merecem nosso respeito.

E por falar em valorizar e propagar, como prometido, segue o clipe do músico brasiliense Uirá França, que contou com Gui Amaral na percussão do single “#VEMPRARUA”.

Let’s play to song…

Por: Patrícia Visconti

[TOTAL FLEX] OBRIGAAAH divulgando a arte e a cultura das ruas do jeito mais "pop" de ser

Nas grandes metrópoles é muito comum encontrar artistas mostrando sua arte nas ruas, sendo elas musicais, plásticas, danças, fotográficas, entre outras facetas artísticas que fazem toda a diferença para aqueles que apenas querem ter a oportunidade de mostrar seu trabalho ao público em geral.
Baseado nisso, um grupo de amigos em uma conversa informal decidiu seu reunir e propagar esse nicho artístico em um único lugar, foi então que nasceu o OBRIGAAAH. Um evento que reúne música, arte, exposição e bazar, divulgando e compartilhando o ofício artístico em sua fase mais bruta, ainda em processo de lapidação e apropriação dos amantes da arte contemporânea e alternativa.
Conversamos com o curador da festa/bazar OBRIGAAAH, Yan Nick, 29, onde ele nos contou desde o surgimento, o principal objetivo e as futuras realizações da festa, que é mais que uma simples balada, mas sim um evento cultural que soma unir e propagar arte e os artistas como eles são.
Confira a entrevista que Yan concedeu ao Barquinho Cultural, e mais abaixo a programação da 12ª edição, que contará com novidades, arte, entretenimento e cultura aos amantes da pop art vinda direto das ruas.

OBC – Como surgiu a ideia do OBRIGAAAH? Por quê?

Yan Nick: A ideia do OBRIGAAAH veio de uma conversa que tive com alguns amigos sobre festas com o cunho cultural em sua plenitude, não somos uma balada e não queremos ser, somos um núcleo cultural. O porque do OBRIGAAAH vem da auto necessidade em coletivo,do fazer e viver da arte.

OBC – Por quê o evento leva esse nome?

YN: Porque somos gratos e agradecemos por fazer parte da arte que nós mesmos fazemos. Esse é o sentimento do OBRIGAAAH!

OBC – Qual o principal intuito da festa à comunidade?
YN: Para a comunidade o intuito da festa é unir as pessoas que vivem da arte e que elas possam ter a oportunidade de divulgar e propagar sua mensagem, a sua arte, a sua vida, sem status, nem fama e nem luzes de neon.
OBC – Como é feita a seleção para se apresentar no evento?
YN: Hoje o bazar é comandando pela marca “Quanto Vale Seu Look”, onde a proprietária em conjunto

com a curadoria decidem a agenda. Já a parte das exposições de arte e da área da música, a curadoria é de responsabilidade total agenda do evento.

OBC – Vocês recebem algum tipo de apoio para a realização do evento? Qual? Como conseguiram? Ou é apenas rateado entre os organizadores e a casa onde é realizado o evento?

YN: Não temos nenhum apoio governamental e nem o privado. Somos o “POR NÓS PARA NÓS E VÓS”.
A casa, o LAPEJU BAR sim é o nosso grande parceiro, sem eles as 12 edições não seriam realizadas.
OBC – A respeito do bazar, as vendas realizados no evento ficam todas para os artistas e lojas presentes no OBRIGAAAH, ou são divididas entre a produção?
YN: Não. Qualquer artista ou marca que expõe no OBRIGAAAH, efetuando alguma venda, todo esse recurso é exclusivo do artista e/ou marca. O OBRIGAAAH não detém parte alguma nesse recurso, não cobramos nada financeiramente dos artistas.
OBC – Os artistas recebem alguma coisa para se apresentarem na festa?
YN: Sim, uma ajuda de custo, pois falta uma verba melhor para pensar em cachês, algo que no futuro queremos sanar e sim pagar o que valer.
OBC – Quais são as prospectivas futuras para o festival?
YN: Continuar o projeto, sempre desta forma, propagando a arte, a comercialização de produtos em bazar e a música, os nossos três pilares.
Vida londa ao OBRIGAAAH, prontos para as próximas 12 edições! 1 ano de agradecimentos!
Programação:
#ARTE 
EXPOSIÇÃO Ratónes Art
#BAZAR 
“Quanto Vale Seu Look” 
CONVIDA:
Ifilu + Cynthia Mariah + Appletree Urban – Moda Urbana & Étnica
#MÚSICA
DJ Eric Gomes + POCKET SHOW Yannick & Carol Ouro-Natto


Serviço:

OBRIGAAAH#12
DIA: 05/09 
HORÁRIO: 20h
ENTRADA: R$ 5,00
LOCAL: LAPEJU BAR
ENDEREÇO: RUA FREI CANECA, 892 – CENTRO
SÃO PAULO/SP
Por hoje é só pessoal, saída à esquerda e até a próxima com mais uma novidade sobre arte, cultura e entretenimento, direto do barco mais pop da web.

[Cyber Cult] Microsoft compra divisão de dispositivos e serviços da Nokia por R$ 11,7 bilhões

É isso mesmo que você está lendo. Uma carta aberta dos CEOs das duas empresas informa que a gigante de Redmond comprou a divisão de dispositivos e serviços da Nokia. Isso significa que aquela famosa fabricante finlandesa de celulares não é mais independente e agora faz parte da Microsoft. O acordo foi firmado em €3,75 bi, o que equivale algo em torno de 11,7 bilhões de reais.

Essa jogada já era prevista há algum tempo. O Windows Phone nunca foi uma plataforma de muito sucesso, e a escolha da Nokia pelo caminho das janelas trouxe resultados financeiros que não agradaram investidores. O crescimento foi grande, mas não significativo para a Nokia reconquistar o mercado perdido pelo crescimento do Android e iOS.

O acordo
A Microsoft não está comprando apenas a divisão de smartphones da Nokia, mas também a divisão de telefones mais simples também. Isso significa que telefones da linha Asha agora também são propriedade da Microsoft. As empresas garantem que a produção de telefones mais simples irá continuar.
Aproximadamente 42 mil funcionários deverão ser transferidos para a Microsoft. A Microsoft se comprometeu a criar um data center na Finlândia, que servirá como base de conectividade para os serviços Microsoft na Europa.
A Microsoft também irá pagar mais €1,65 bi pelas patentes da Nokia. Elas estarão em posse pela Microsoft por um período de 10 anos a partir do momento em que o acordo for concluído. A Nokia também terá livre uso das patentes da Microsoft durante o período, permitindo que a empresa utilize-as para aprimorar o serviço de mapas HERE.
Stephen Elop, agora deixa de ser CEO da Nokia para ser apenas mais um funcionário da Microsoft. Apesar do novo emprego, Elop não é novo na casa: antes de assumir a Nokia ele já foi o presidente da linha de produtos corporativos da Microsoft. Outros funcionários do alto escalão da Nokia também serão transferidos para a Microsoft.
Apesar de toda essa compra, a Nokia não deixa de existir. A divisão de infraestrutura Nokia Solutions and Networks (antiga Nokia Siemens) continua do jeito que está e não faz parte do acordo.
Leia a carta aberta de Ballmer e Elop.
Nokia e Microsoft sempre sonharam grande – nós sonhamos colocar um computador em todas as mesas e um telefone celular em todos os bolsos, e percorremos um longo caminho para realizar todos esses sonhos.
O dia de hoje é um momento de reinvenção.
A Nokia tem uma identidade de mais de 150 anos de herança, inovação, excelência e mudanças que começaram e vão continuar na Finlândia e no resto do mundo. De origens humildes como uma fábrica de papel, para produzir botas de borrachas e pneus de carros e, por fim, telefones celulares, reinvenção está no sangue da Nokia.
A Nokia irá escrever o próximo capítulo, permitindo a mobilidade através em sua liderança em tecnologias de redes, mapeamento, localização e outras tecnologias avançadas.
Para a Microsoft, se trata de um passo corajoso para o futuro, um enorme salto para a nossa jornada de criar uma família de dispositivos e serviços que agradam pessoas e capacita negócios de todos os tamanhos.
Nossa parceria ao logos dos últimos dois anos e meio combinaram nossas forças para construir um novo ecossistema mundial de celulares nos trouxe resultados incríveis: telefones que ganharam muitos prêmios e serviços surpreendentes fizeram com que os aparelhos com Windows Phone da Nokia se tornassem uma das plataformas de smartphone que mais cresceram no mundo.
Com base nessa parceria de sucesso, nós anunciamos uma importante notícia para o dia de hoje: um acordo para a Microsoft comprar a divisão de dispositivos e serviços da Nokia, para fornecer mais escolhas, inovação mais rápida e dispositivos e serviços ainda mais interessantes para os nossos consumidores.
O acordo de hoje irá acelerar o ritmo de dispositivos e serviços da Nokia, trazendo ao mundo smartphones cada vez mais inovadores para mais pessoas, enquanto continuamos conectando o próximo bilhão de pessoas com a linha de telefones celulares da Nokia.
Com o compromisso e os recursos da Microsoft para levar serviços e dispositivos para frente, nós podemos agora perceber o potencial do ecossistema Windows, entregando as melhores experiências para pessoas em casa, no trabalho e em qualquer lugar nesse meio termo.
Nós vamos continuar criando telefones que você irá amar, enquanto investimos no futuro: novos telefones e serviços que combinam o melhor da Microsoft e o melhor da Nokia.
A Nokia e a Microsoft estão comprometidas para o próximo parágrafo.
Juntos, nós vamos redefinir os limites da tecnologia.
Steve Ballmer e Stephen Elop

[Cantinho Literário] Paulo Leminski o poeta dos breves trocadilhos

Nesta semana o escritor da vez é Paulo Leminski, que sempre chamou de todos por sua intelectualidade, cultura e genialidade, era filho do polonês Paulo Leminski II e Áurea Pereira Mendes, nasceu em Curitiba, Paraná e inventou seu jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes haicais, trocadilhos, ou poesias que brincava com ditados franceses.

Com 14 anos Leminski foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e por lá ficou durante todo o ano (1958), ele participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras, Paulo se casou cedo, aos 16 anos, ele se casou com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa, mas separou em 1968, e no mesmo ano casou-se com a poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante 20 anos.
No ano de 1964 ele lançou cinco poemas na revista Invenção e também começou a dar aulas de judô, no ano de 1966, foi primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna.
De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário.
Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. 
A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970.
Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas – como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 e lançou o seu ousado Catatau, que denominou “prosa experimental”, em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, a qual foi traduzida na íntegra para o castelhano). Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como Verdura.
Em seus últimos anos de (1987 a 1989), Leminski, trabalhou como colunista do jornal Vanguarda que era apresentado por Doris Giessi, na Rede Bandeirantes, no dia 7 junho de 1989, por consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos, Paulo Leminski, faleceu em Curitiba, aos 44 anos de idade.
Leminski fez grandes parcerias como Caetano Veloso, o grupo A Cor do Som e o a banda de punk rock Beijo AA Força4 entre 1970 e 1989. Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues. A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada.
Veja abaixo as grandes obras publicadas de Paulo Leminski:
Obra poética
Quarenta clics em Curitiba. Poesia e fotografia, com o fotógrafo Jack Pires.
Curitiba, Etecetera, 1976. (2ª edição Secretaria de Estado Cultura, Curitiba, 1990.) n.p.
Polonaises. Curitiba, Ed. do Autor, 1980. n.p.
Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase. Curitiba, Zap, 1980. n.p.
Tripas. Curitiba, Ed. do Autor, 1980.
Caprichos e relaxos. São Paulo, Brasiliense, 1983. 154p.
e Ruiz, Alice. Hai Tropikais. Ouro Preto, Fundo Cultural de Ouro Preto, 1985. n.p.
Um milhão de coisas. São Paulo, Brasiliense, 1985. 6p.
Caprichos e relaxos. São Paulo, Círculo do Livro, 1987. 154p.
Distraídos Venceremos. São Paulo, Brasiliense, 1987. 133p. (5ª edição 1995)
La vie en close. São Paulo, Brasiliense, 1991.
Winterverno (com desenhos de João Virmond). Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1994. (2ª edição publicada pela Iluminuras, 2001. 80p.)
Szórakozott Gyozelmunk (Nossa Senhora Distraída) – Distraídos venceremos, tradução de Zoltán Egressy, Coletânea organizada por Pál Ferenc. Hungria, ed. Kráter, 1994. n.p.
O ex-estranho. Iluminuras, São Paulo, 1996.
Melhores poemas de Paulo Leminski. (seleção Fréd Góes) Global, São Paulo, 1996.
Aviso aos náufragos. Coletânea organizada e traduzida por Rodolfo Mata. Coyoacán – México, Eldorado Ediciones, 1997. n.p.
Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. – Primeira edição de suas poesias completas, que chegou a vender mais de 20 mil exemplares em um mês e meio5 .
Obra em prosa
Catatau (prosa experimental). Curitiba, Ed. do Autor, 1975. 213p.
Agora é que são elas (romance). São Paulo, Brasiliense, 1984.1 63p.
Catatau. 2ª ed. Porto Alegre, Sulina, 1989. 230p.
Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995)
Descartes com lentes (conto). Col. Buquinista, Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1995.
Agora é que são elas (romance). 2ª ed. Brasiliense / Fundação Cultural de Curitiba, 1999.
Catatau. São Paulo, Iluminuras, 2010. 256p.
Biografias e ensaios
Cruz e Souza. São Paulo, Brasiliense. Coleção “Encanto Radical”, n° 24, 1985. 78p.
Matsuó Bashô. São Paulo, Brasiliense, 1983. 78p.
Jesus. São Paulo, Brasiliense, 1984, 119p.
Trotski: a paixão segundo a revolução. São Paulo, Brasiliense, 1986.
Vida (biografias: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski). Sulina, Porto Alegre, 1990. (2ª edição 1998)
Ensaios
POE, Edgar Allan. O corvo. São Paulo, Expressão, 1986. 80p. (apêndice)
Poesia: a paixão da linguagem. Conferência incluída em “Os Sentidos da paixão”. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 283-306.
Nossa linguagem. In: Revista Leite Quente. Ensaio e direção. Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, v.1, n.1, mar.1989.
Anseios crípticos (anseios teóricos): peripécias de um investigador dos sentido no torvelinho das formas e das idéias. Curitiba, Criar, 1986. 143p.
Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995) •
Ensaios e anseios crípticos. Curitiba, Pólo Editorial, 1997. n.p.
Traduções
FANTE, John. Pergunte ao pó. São Paulo, Brasiliense, 1984.
FERLINGHETTI, Lawrence. Vida sem fim (com Nelson Ascher e outros tradutores). São Paulo, Brasiliense, 1984. n.p.
JARRY, Alfred. O supermacho; romance moderno. São Paulo, Brasiliense, 1985. 135p. lndição editorial, posfácio e tradução do francês.
JOYCE, James. Giacomo Joyce. São Paulo, Brasiliense, 1985. 94p. Edição bilingüe, tradução e posfácio.
LENNON, John. Um atrapalho no trabalho. São Paulo, Brasiliense, 1985.
MISHIMA, Yukio. Sol e aço. São Paulo, Brasiliense, 1985.
PETRONIO. Satyricon. São Paulo, Brasiliense, 1985.191 p. Traducão do latim.
BECKETT, Samuel. Malone Morre. São Paulo, Brasiliense, 1986.16Op. lndicação editorial, posfácio e traduções do francês e inglês.
Fogo e água na terra dos deuses. Poesia egípcia antiga. São Paulo, Expresão, 1987. n.p.
Produção musical
1981- Verdura – Caetano Veloso no disco Outras palavras
1981- Mudança de estação -A cor do Som no disco Mudança de estação
1981- Valeu – Paulinho Boca de Cantor no disco Valeu
1982- Se houver céu – Paulinho Boca de Cantor no disco Prazer de viver
1982- Razão – A Cor do Som no disco Magia tropical
1990- Verdura – Blindagem no disco Blindagem
1990- Se houver céu – Blindagem no disco Blindagem
1993- Mãos ao alto – Edvaldo Santana no disco Lobo solitário
1994- Luzes – Susana Sales no disco Susana Sales
1996- Mudança de estação – A cor do Som no disco Ao vivo no circo
Gravações em parceria (Letras de Paulo Leminski e música dos parceiros)[editar]
1976- Festa Feira – com Celso Loch no disco MAPA – Movimento de Atuação Paiol
1982- Promessas demais – com Moraes Moreira e Zeca Barreto, gravação por Ney Matogrosso
1982- Baile no meu coração – com Moraes Moreira no disco COISA ACESA
1982- Decote Pronunciado – com Moraes Moreira e Pepeu Gomes no disco COISA ACESA
1982- Pernambuco Meu – com Moraes Moreira no disco COISA ACESA
1983- Sempre Ângela – com Moraes Moreira e Fred Góes no disco SEMPRE ANGÊLA de Ângela Maria
1983- Teu Cabelo – com Moraes Moreira no disco PINTANDO O 8
1983- Oxalá – com Moraes Moreira no disco PINTANDO O 8
1984- Mancha de Dendê não sai – com Moraes Moreira no disco MANCHA DE DENDÊ NÃO SAI
1984- Milongueira da Serra Pelada, O Prazer do Poder, Circo Pirado, Xixi nas estrelas, Cadê Vocês?, Coração de Vidro, Frevo Palhaço, Viva a Vitamina com Guilherme Arantes no disco PIRLIMPIMPIM 2
1985- Alma de Guitarra – com Moraes Moreira no disco TOCANDO A VIDA
1985- Vamos Nessa – com Itamar Assumpção no disco SAMPA MIDNIGHT
1986- Desejos Manifestos – com Moraes Moreira e Zeca Barreto no disco MESTIÇO É ISSO
1986- Morena Absoluta – com Moraes Moreira no disco MESTIÇO É ISSO
1987- Adolescência – com Detrito Federal no disco Vítimas do Milagre
1988- UTI – com Arnaldo Antunes, gravado por Clínica no disco CLÍNICA
1990- Oração de um Suicida -com Pedro Leminski, Blindagem no disco BLINDAGEM
1990- Sou legal eu sei – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Não posso ver – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Palavras – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Hoje – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Marinheiro – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Quanto tempo mais – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Legião de anjos – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1991- Lêda – com Moraes Moreira no disco CIDADÃO
1991- Morena Absoluta – com Moraes Moreira no disco OPTIMUN IN HABBEAS COPPUS
1992- Polonaise – com José Miguel Wisnik no disco JOSÉ MIGUEL WISNIK
1992- Subir Mais – com José Miguel Wisnik no disco JOSÉ MIGUEL WISNIK
1993- Alles Plastik – com Carlos Careqa no disco TODOS OS HOMENS SÃO IGUAIS
1993- Freguês Distinto – com Edvaldo Santana no disco LOBO SOLITÁRIO
1993- Custa nada sonhar – com Itamar Assumpção no disco BICHO DE 7 CABEÇAS
1994- Polonaise – com José Miguel Wisnik na trilha sonora do filme ED MORT
1995- O Deus – com Edvaldo Santana e Ademir Assunção no disco TÁ ASSUSTADO? de Edvaldo Santana
1996- Filho de Santa Maria – com Itamar Assumpção, gravado por Zizi Possi no disco MAIS SIMPLES
1997- Lua no Cinema – com Eliakin Rufino no disco SANSARA da Sansara
1997- Lêda – com Moraes Moreira no disco 50 CARNAVAIS
1997- Mancha de dendê não sai – com Moraes Moreira no disco 50 CARNAVAIS
1997- Parece que foi ontem – com Bernardo Pelegrini no disco QUERO SEU ENDEREÇO da banda Bernardo ellegrini e o bando do cão sem dono.
1997- Filho de Santa Maria – com Itamar Assunção no disco QUERO SEU ENDEREÇO da banda Bernardo Pellegrini e o bando do cão sem dono.
1998- Legião de Anjos – com Ivo Rodrigues no disco DIAS INCERTOS
1998- Rapidamente – com Ivo Rodrigues no disco DIAS INCERTOS
1995- Filho de Santa Maria – com Itamar Assumpção,Banda Beco no disco BECO
1995- V. de Viagem – com Banda Beco no disco BECO
1995- Peso da Lua – com Banda Beco no disco BECO
1998- Coisas – com Celso Loch no disco VERFREMDUNGSEFFEKT BLUES
1998- Além Alma – com Arnaldo Antunes no disco UM SOM
1998- Dor Elegante – com Itamar Assumpção no disco PRETOBRÁS
1999- Perdendo Tempo – com Antonio Thadeu Wojciechowski / Roberto Prado / Walmor Douglas na trilha sonora do filme BAR BABEL da banda Maxixe Machine
2001- Polonaise II – com Anna Toledo no CD Viva!
2001- A palmeira estremece – com Guca Domenico no disco TE VEJO
2004- Isto – com Carlos Careqa no CD Não sou filho de ninguém
2007 – Além Alma – com Cassyano Correr, pela banda Escola de Robô no disco “um mais um mais”
Literatura infanto-juvenil
Guerra dentro da gente. São Paulo, Scipione, 1986. 64p.
A lua foi ao cinema. São Paulo, Pau Brasil, 1989. n.p.
Biografias sobre Leminski
Toninho Vaz. Paulo Leminski – O Bandido Que Sabia Latim. Record, 2001. 378p.
Documentários sobre Leminski
Werner Schumann. Paulo Leminski – Ervilha da Fantasia (1985) – Documentário de Werner Schumann, com Paulo Leminski, é o mais importante trabalho realizado sobre o poeta. No filme, Leminski fala sobre poesia, cinema, literatura, psicanálise e apresenta a sua obra. Quatro anos depois, ele viria falecer em Curitiba. O documentário está disponível na íntegra no YouTube (29 minutos).
REDE MINAS. Programa Diverso. Especial sobre Paulo Leminski, exibido em 23-10-2012. Disponível no YouTube.
Estudos sobre a obra de Leminski
CARVALHO, Tida. O Catatau de Paulo Leminski: descordenadas cartesianas. Cone Sul, 2000.
LIMA NETO, Manoel Ricardo de. “Entre percurso e vanguarda – alguma poesia de Paulo Leminski”. São Paulo: editora Annablume, 2002.
MARQUES, Fabrício. Aço em flor: a poesia de Paulo Leminski. Autêntica Editora, 2001. 135p.
MELO, Marcelo de. Leminski e a Cidade: Poesia, Urbanização e Identidade Cultural. Monografia apresentada ao Curso de História da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1996. 61p.
MENDONÇA, Maurício Arruda. O Romance-idéia Catatau de Paulo Leminski – uma Abordagem Literária e Filosófica – Londrina : Universidade Estadual de Londrina – Centro de Letras e Ciências Humanas, 2009. Dissertação de Mestrado.
MOREIRA, Paula Renata. Massa para o biscoito e biscoito para a massa: tensões entre expressão e construção na poética leminskiana. Fortaleza: UFC, 2006. Dissertação de mestrado.
NOVAIS, Carlos Augusto. O rigor da vida e o vigor do verso: o haikai na poética de Paulo Leminski. Belo Horizonte: UFMG, 1999. Dissertação de mestrado.
NOVAIS, Carlos Augusto. As trapaças de Occam: montagem, palavra-valise e alegoria no Catatau. Belo Horizonte: UFMG, 2008. Tese de doutorado.
OLIVEIRA, Fátima Maria de. Correspondência e vida de Paulo Leminski: f(r)icção de (tr)aços ou essa fúria que quer seja lá o que for. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2004. Tese de doutorado.
REBUZZI, Solange. Leminski, guerreiro da Linguagem. Letras
SALVINO, Romulo Valle. Catatau: Meditações da Incerteza. São Paulo : Educ Fapesp, 2000.
SANDMANN, Marcelo. (org.) A pau a pedra a fogo a pique: dez estudos sobre a obra de Paulo Leminski. Curitiba: Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, 2010.
SANTANA, Ivan Justen. Paulo Leminski, intersemiose e carnavalização na tradução. São Paulo: USP, 2002. Dissertação de mestrado.
TECA, William Crusoé de Oliveira. A Carnavalização de Descartes no Catatau de Paulo Leminski. Curitiba: UFPR, 2005. Dissertação de mestrado.
Para conferir os poemas e textos de Paulo Leminski, acesse alguns meios por aqui na WEB:
Boa semana à todos e até semana que vem com mais literatura aqui na embarcação

[Cabine da Pipoca] Mergulhe comigo para curtir, só curtas!

Sabe comecei assim meio que me distraindo com as vinhetas, e são tantas e as linguagens são múltiplas e achei que nesse “mar” de cinema, de inspirações nessa torre de Babel que é o Fest Curtas em São Paulo, ou melhor, 24º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo.

Mas me enganei viu, melhor ir preparou com snorkel, pé de pato, e de olhos bem abertos, porque lá há tudo que nascerá para o cinema nacional e pelo mundo afora. E quem estava lá, Marco Dutra e uma trupe,  Gustavo  Beck, Bruno  Risas, Leonardo Mouramateus, Marco Dutra, Juliana Rojas, Alumbramento Filmes…

Confira uma canja do que está rolando no Festival de Curtas de SP abaixo:

 “Nascemos Hoje, Quando o Céu Estava Carregado de Ferro e Veneno” no Festival de Curtas de SP:

Trailer: 

NASCEMOS HOJE, QUANDO O CÉU ESTAVA CARREGADO DE FERRO E VENENO – TRAILER from TRABALHAR CANSA on Vimeo.

Mas  vamos  à  Babel,  à  torre  de  Babel  de  curtas  de  múltiplos  países,  vou  falar  de  animação,
porque especialmente neste ano o Fest Curta está olhando para eles que serão a crítica futura.

Há tanto por falar, seja em qualquer língua, e estes cineastas são nossas bocas, olhos e mentes
ali,  via  câmera.  Temos  nosso  brasileiro  Marco  Dutra  e  Juliana  Rojas  abrindo  o  debate  sobre nossa  interação  com  o  mundo,  e  a  tecnologia,  e  quem  somos  nós  afinal,  em  meio  a  tantos meios, queremos  amar,  trabalhar,  mas  há  uma  “  armadura”  de  tech  sempre  nos  mediando, somos livres afinal, estamos vivos ou apenas respirando dentro da tal armadura?!

Bem,  partimos  do  conhecido  para  a  animação  que  prometi,  vem  lá  de  Eslovênia,  contando a  história  de  Filip,  um  menino  pobre  que  sonha  em  ser  escritor  e  um  dia  alguém  bate repentinamente à sua porta….

BOLES

(BOLES) Eslovênia 2013 • cor • digital / 12 min.
Diretor: Spela Cadez
Co-produção entre Eslovênia e Alemanha (temática adulta)

Será que ele  realiza seu sonho? Não sei, mas isso é o curta, ele vem com uma  força em sua  mensagem,  fala  cara  a  cara  com  você,  mostra  seu  rosto,…”e  vai  embora”,  como  disse  em determinado momento a apresentadora e crítica de cinema, Marina Person.

Não teremos respostas exatas nesse mergulho nosso, vamos ganhando fôlego e mergulhando mais e mais…porém vamos podemos unir documentário e animação, em FEBRE AMARELA (YELLOW FEVER) Reino Unido, Quênia, isso mesmo estamos já em outro continente.

Desta vez, o diretor, produtor, narrador, editor de som, enfim quase tudo, cineasta Ng’endo Mukii, mostra através de entrevistas a “autoimagem de mulheres africanas” e debate a beleza na mídia. Não há espanto, quando se trata dos curtas, que seus autores façam tudo ou se valham dos coletivos, pois imagine como deve ser fazer cinema nas condições brasileiras, e agora coloque essa perspectiva em outros mais pobres.

No fim, o que vale neste mergulho todo é crescer, absorver essas mensagens, e quando voltar à tona, para a terra, saber que há uma guerra na Síria, uma economia nacional em crise, mas há arte, sempre haverá arte em qualquer parte do planeta, mesmo que curta!

Confira a programação completa no site do evento!

Serviço

24º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo
Data: 22 a 30/ Agosto
Entrada franca
Mais informações: www.kinoforum.org.br

Por Fabíola Mello