Sabe quando comecei a escrever pensei, vou falar sobre um dos filmes franceses que adoro, Albergue Espanhol ou Bonecas Russas, mas me deu vontade de mudar tudo e falar de filosofia em francês.
Calma, num é bem assim, precisamente é um desafio e ao mesmo tempo uma delícia de ver, vou falar logo vai: “Ce n’est qu’un début” ou em português, “É apenas o começo” é um documentário que tive a sorte de ver no Canal Futura. Foi meio assim do nada, zapeando mesmo, e parei vendo simplesmente crianças de 3 a 4 anos debatendo na escola temas como amor, morte, cidadania, liberdade.
Parei pra vê-los, com a maior segurança, e animação, falando que bem o amor, um de cara bem ‘ bolachuda’ diz convicto: “É quando meu papa e mi mama se amam, e quando eles não se amam eles não conversam”.
A aparente simplicidade das respostas, ou suposta facilidade de se filosofar ou praticar o ato de pensar aos 3 ou 4 anos, cai por terra. A professora precisa conter a dispersão de um, o bocejo de outro, todos falando ao mesmo tempo, as brigas entre meninos e meninas sobre seus, digamos, direitos.
Foram 2 anos de filmagem, acompanhamento com os pais, numa escola pública, com um contingente em sua maioria de crianças imigrantes, africanos, chineses, albaneses e por aí afora.
Esse jardim da infância tem seus protagonistas, sempre os que se destacam, se posicionam mais, e nisso já fazem seu exercício de filosofar, são os “pensadores”: o agitado Azouaou Abderhamene, sua debatedora que lembra um estilo Queen Katiffa total: Louise, Shana, Kyria e Yanis.
Vou contar o filme, porque mesmo que eu fale e fale, só vendo mesmo expressões, risos, interrupções bizarras, eles são demais mesmo, impagável!
Bem, a escola é a Jacques Prévert, a professora (santa, fofa de plantão e com uma habilidade para controlar o público) Pascaline, faz as crianças sentarem num círculo ao redor de uma vela acesa.
Nessa fase, tudo tem um ritual, um momento para começar e acabar. Se continuássemos assim a vida toda, saberíamos melhor nossos limites, anyway, vamos às crianças.
Bem, imagine a cena: uma classe dessa, toda correndo, bagunçando, e aí a professora diz que é a hora de debatermos, mas que a equipe de filmagem também está chegando.
É o fim de qualquer controle não? Câmeras, crianças e filosofia, hein?
Bem francês isso, mas deu certo, e olha que ao terminarem o projeto e as filmagens, eles ficaram tristes, disseram assim: “É….., no começo era chato, mas a professora era legal, e a gente podia falar de tudo, eu vou ter saudades, e agora? Não vamos mais vê-la, não podemos mais conversar?!” Quando tudo termina, os alunos já estão com 5 anos, e as ideias e ideais começam aos poucos a se cristalizar. Ah, que pena!
Mas sabemos que isso nunca acaba, então vamos às histórias…
Um dos professores, Pierre Barougier conta que quando o carro de filmagem chegava as crianças diziam “olha, olha esta é a filosofia, a filosofia aqui! “
Nossa, câmeras viraram sinônimo de filosofia e as crianças queriam sim sua presença! Contavam os maiores deslizes de seus pais, preconceitos, brigas, uma chinesinha falou suavemente que os pais passaram e fingiram não olhar para uma senhora de rua que pedia comida. “ Eu até falei, mamãe olha essa senhora no chão, mas nem deu tempo, eles nem olharam.”
Outro se diz mais na “democracia” e “melhor aceito” quando viajou com a família para a África do que na França, e olha que ele é bem enfático viu! Claro, deixou seu depoimento lacônico, mas perfeito, “o amor é um código”, assim como se fosse super simples definir algo que ninguém até hoje conseguiu, mas para ele era assim e a professora deu continuidade.
Muitas vezes ou eu me matava de rir, outras não queria estar no lugar da professora, e agora o que falar? Como explicar ou seria melhor não explicar e deixa-los vivenciar?
E se você pensa que os pais ficaram de fora, não neste filme, eles participam, e ouviam e viram suas vidas sendo desveladas num instante na sala de aula. Um menino toma seu sorvete e o pai pergunta, mas você fez isso mesmo, você brigou por que? E ele num ar nonsense “ Não lembro…”, e repetiu isso umas duas vezes pelo menos, no que o pai se deu por vencido, por hora.
Gente, pode parecer uma série de situações comuns, de crianças sinceras, em sua ingenuidade e tal, mas está longe disso, claro, ri muito, é muito bom vê-los dizendo sabe toda aquela verdade que você quer dizer às vezes, não?!
O filme revelou comportamentos e atitudes entre os alunos que mostram claramente que eles entram em um processo de reflexão crítica . Os pais, “não podia acreditar que seus filhos eram assim tão inteligentes!“; conta Isabelle Duflocq.
É o que sempre penso, digo humildemente, isso…vai lá subestimar seu leitor, seu espectador pra você ver, ele te dá uma olé, seu filme é um fracasso, seu artigo uma chatice, imagina se o tal mantiver essa alma crítica, alimentada desde os 3 anos.
É apenas o começo não é só um filme, um documentário, como quiserem chamar, é um projeto que fica pela vida, que envolve a família (algo raro no ambiente escolar, e sabemos bem disso), e demonstra que gostamos de pensar sim, que buscamos o debate junto ao grupo e queremos uma vela acesa, seja um líder, um professor que marcou sua vida, um amor, um ideal.
E, acreditem, essa vela nunca apaga, porque assim como as crianças disseram ao final, nós sentimos falta, e queremos sempre mais, mais isso é o bom, porque toda experiência está sempre começando!
Ascenda sua vela e ouça a música tema de Ce n’est qu’un début, a autoria é do tunisiano Anouar Brahem, cuja inspiração está no estilo instrumental árabe, está no ábum Astrakan Café:
Há alguns anos atrás Daniel Groove liderava a banda Daniel Groove & O Sonso, mas Groove decidiu que chegou a hora de dar novos passos a sua carreira e decidiu lançar seu primeiro álbum solo, intitulado “Giramundo“, foi produzido por composições do músico que estavam guardados na gaveta.
Produzido por Saulo Duarte no fértil bairro do Cambuci, onde funciona o estúdio Cambuci Roots, o disco floresce com uma extensa lista de participações, como Diogo Soares (Los Porongas), Marcelo Calado (Do Amor/ Caetano Veloso), Rian Batista (Cidadão Instigado), Nevilton, Danislau Também (Porcas Borboletas), Bruno Souto (Volver), Beto Gibbs (A Unidade), Reginaldo Lincoln e David Dafré (Vanguart), Victor Bluhm e Vitor Colares (Fóssil), Guilherme Almeida (Pública), além das colaborações de João Eduardo Vasconcelos e João Leão. Em 2010, Daniel já havia lançado junto de sua banda “O Sonso” disco homônimo, pelo selo paulista Baritone Records.
Ouça abaixo o primeiro single do disco “Novo Brega“:
A carreira de Groove não começou com este álbum, já que durante esses anos o músico realizou diversas apresentações em festivais e shows pelas cinco regiões do país, agora ao alcançar sua maturidade artística, lança um disco que está entre o rock, o brega e a MPB, mostrando canções que fazem crônicas da vida e momentos rompentes do cotidiano.
Mas a quem pensa que Daniel seja paulistano, apesar de estar em São Paulo a mais de 15 anos, engana-se, pois o músico é cearense de Fortaleza, onde iniciou sua carreira, dividindo o palco com várias bandas de renomes do rock nacional, entre eles estão, O Rappa, Nação Zumbi, Los Hermanos, Pato Fú e Titãs, para depois ser apontado pelo mapa Oi Novo Som e outras publicações como revelação musical da região nordeste, nos anos de 2011 e 2012.
Groove traz notas poéticas capazes de revelar em sua suave voz um grande homem, e um dos maiores artistas da geração. Além do mais, ele atua como um dos organizadores da Festa Odara como diretor musical e compositor de trilhas originais para três peças teatrais.
Assista o videoclipe de “Novo Brega”:
Conheça mais sobre Daniel Groove curtindo sua página no Facebook, onde você irá saber sobre apresentações, lançamentos, shows, etc, pois com certeza será de grande valia e um bom entretenimento com muita música boa para curtir com seus amigos, amor e para a família toda.Por hoje é só, e até semana que vem com mais música de qualidade em nossa caixa de som!Por: Patrícia Visconti
Estava fuçando pela internet, como de costume e vi algo um pouco inusitado, como já sabem, sou fissurada em HQs e principalmente se for de super-heróis, mas isso que vi, era algo erótico inspirados em “Os Vigadores”, porque quando você pensa que já viu de tudo, vem a internet e surpreende com novidades um tanto excêntricas.
Pois o artista Balazs Sarmai decidiu inovar na área de brinquedos eróticos e criou algumas ideias de vibradores inspirados em “Os Vingadores”. Sim, é isso mesmo: VIBRADORES VINGADORES, porém essa criação não existe na vida real, por enquanto.
Mas Sarmai se inspirou em cada integrante de “Os Vingadores” para criar um vibrador com característica semelhante a cada um dos personagens.
São 6 vibradores: o do Capitão América feito em silicone, o do Iron Man com um “motor gêmeo”, o do Thor com estimulador elétrico, o da Viúva Negra com estimulador discreto para clitóris, o do Gavião Arqueiro com estimulador do Ponto G e o do Hulk com… 30 CENTÍMETROS.
Agora tire as crianças da sala e confira as fotos abaixo:
clique na imagem para amplia-las;
Por Priscila Visconti (chocada na imaginação desses artistas da internet… hehehe)
A 5ª turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, proibiu nesta quinta-feira (15), a estipulação pelas operadoras de telefonia móvel de prazo de validade para os créditos de celulares pré-pagos em todo o território nacional.
A origem do processo estava em uma ação do Ministério Público Federal contra a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e as operadoras Vivo, Oi, Amazônia Celular e TIM.
A decisão foi uma resposta a um pedido de recurso do MPF sobre uma decisão da 5ª Vara Federal do Pará, que considerou regular o prazo de validade estipulado para os créditos de celulares pré-pagos.
Em resolução da Anatel, de 2007, determina-se que os créditos para celulares pré-pagos podem estar sujeitos a validade, e as operadoras, por sua vez, devem oferecer opções de créditos com
validades de 90 a 180 dias, caso os clientes insiram novos créditos antes do fim do prazo de validade, os créditos antigos não usados e com validade expirada devem ser revalidados pelo mesmo tempo dos novos créditos.
Com a decisão, foram anuladas as cláusulas contratuais e as normas da Anatel que prevê a perda de créditos de celulares após o fim do prazo estipulado ou que determinem a continuação do serviço de telefonia mediante a compra de novos créditos.
Portanto, ficou determinado que as empresas “deverão reativar, no prazo de 30 dias, o serviço de todos os usuários que o tiveram interrompido, restituindo a eles a exata quantia em saldo existente à época da suspensão dos créditos”, sob pena de multa diária de R$ 50 mil para quem descumprir a decisão.
O relator do processo, o desembagador Souza Prudente, afirmou em nota publicada no site do TRF da 1ª Região que a determinação de prazos de validade para os créditos nos pré-pagos configura um “confisco antecipado dos valores pagos pelo serviço público de telefonia, que é devido aos consumidores”. O desembargador acredita ainda que os prazos afrontam “os princípios de isonomia e da não discriminação entre os usuários do serviço público de telefonia”.
Tripulação d’ O Barquinho Cultural, queremos pedir desculpa por não postarmos nada nesta semana, mas estava um caos aqui na redação e na quarta e quinta-feira, não tínhamos nem mesa para produzirmos os textos.
Mas como somos repórteres sérias, bem influentes e não gostamos de ficar paradas, enquanto rolava o caos por aqui, nossas mentes não parava um segundo se quer, pois buscávamos e criávamos pautas para suprir essa perda de semana, então se liguem nesta embarcação, porque terá textos incríveis em OBC.
Como em nosso Cantinho Literário, que homenagearemos o grande escritor francês – português, Eça Queiróz, que nesta semana completou 113 anos de sua morte.
Neste sexta-feira dia 16 de agosto, completou 113 anos da morte do romancista, contista e porque não dizer jornalista, Eça de Queiróz, ele faleceu no ano de 1900, em sua casa de Neuilly-sur-Seine, perto de Paris, tendo funeral de Estado e ele está sepultado em Santa Cruz do Douro.
Aos 40 anos casou com Emília de Castro, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria. Eça escreveu diversas obras do gênero romantismo/realismo português, como “Os Maias”, “O Primo Basílio”, “O crime do padre Amaro”, entre outros.
Seu último livro foi “A Ilustre Casa de Ramires”, é sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista.
Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925.
Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.
Cronologia sumária
Obras
O mistério da estrada de Sintra (1870)
O Crime do Padre Amaro (1875)
A Tragédia da Rua das Flores (1877-78)
O Primo Basílio (1878)
O Mandarim (1880) (eBook)
As Minas de Salomão (1885) (tradução)
A Relíquia (1887)
Os Maias (1888)
Uma Campanha Alegre (1890-91)
O Tesouro (1893)
A Aia (1894)
Adão e Eva no paraíso (1897)
Correspondência de Fradique Mendes (1900)
A Ilustre Casa de Ramires (1900)
A Cidade e as Serras (1901, póstumo)
Contos (1902, póstumo)
Prosas bárbaras (1903, póstumo)
Cartas de Inglaterra (1905, póstumo)
Ecos de Paris (1905, póstumo)
Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, póstumo)
Notas contemporâneas (1909, póstumo)
Últimas páginas (1912, póstumo)
A Capital (1925, póstumo)
O conde de Abranhos (1925, póstumo)
Alves & Companhia (1925, póstumo)
Correspondência (1925, póstumo)
O Egipto (1926, póstumo)
Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, póstumo)
Eça de Queiróz entre os seus – Cartas íntimas (1949, póstumo)
O “Primo Basílio”, fez tanto sucesso, que no ano de 2007, o diretor Daniel Filho, transformou a obra de Eça de Queiróz em um longa-metragem, com personagens já conhecido pela população desta década.
Mas alguns anos antes, esta mesma obra, já foi adaptada nas telas do cinema, por Georges Pallu, no ano de 1922, sendo uma obra homônima e com artistas da época, como Amélia Rey Colaço como Luísa, Raul de Carvalho como Jorge e Robles Monteiro como Basílio.
Confira o trailer abaixo, do ano de 2007, pois não encontramos esta versão cinematográfica de 1922:
Bom leitura à todos e até semana que vem, com mais literatura aqui em nossa Cantinho da Literatura.Por Priscila Visconti