[Caixa de Som] O Centenário de Wilson Batista

A postagem de hoje era para ser publicada na semana passada, mas por causa de alguns contratempos do tempo, segue hoje à homenagem ao centenário do sambista, compositor, boêmio, carioca e brasileiro. Estamos falando de Wilson Batista.

Nascido em Campos, na primeira década de 1900 – 3 de julho de 1913 -, Wilson Baptista de Oliveira já vivia música desde que ainda era menino, tocou triângulo na Lira de Apolo, banda organizada por seu tio, o maestro Ovídio Batista, além de fazer parte do Bando, onde compunha algumas canções, mas ainda não pretendia seguir carreira musical, pois ele queria aprender o ofício de marceneiro, frequentou o Instituto de Artes e Ofícios.

No começo da adolescência, Wilson Batista se mudou junto com sua família para a capital fluminense, e o menino passou a frequentar cabarés e bares da Lapa e o Bar Esquina do Pecado, na Praça Tiradentes, locais onde os marginais e compositores se encontravam para compôr e bater um papo. Foi nesta época que ele conheceu os irmãos Meira, famosos irmãos malandros da época, onde a amizade lhe rendeu diversas prisões.

Foi eletricista e ajudante de contra-regra no Teatro Recreio, onde compôs seu primeiro samba intitulado, ‘Na Estrada da Vida‘, lançado por Aracy Cortes e gravado apenas em 1933, por Luís Barbosa. A partir daí o jovem sambista começou escrever vários sambas para cantores e intérpretes da época, todos com muito êxito.

Ingressou na Orquestra de Romeu Malagueta, como crooner e ritmista, onde tocava pandeiro.
Com o lançamento da música ‘Lenço no Pescoço’, já gravado em 1933 por Sílvio Caldas, começou a ‘treta’ com Noel Rosa, onde um contrapunha a canção do outro com outra composição, e isso durou por alguns anos essa polêmica de compositores. Até que ambos se conheceram pessoalmente entre um desafio e outro, e tornaram-se amigos, fazendo que todas as canções desse conflito fossem reunidas em 1956, em um disco de dez polegadas da Odeon, interpretadas por Roberto Paiva e Francisco Egídio e intitulado de ‘Polêmica‘.

O sucesso de Wilson Batista expandia cada dia que passava, tocou com a orquestra argentina Almirante Jonas, que estava de passagem no Rio de Janeiro, seguindo com ela para Buenos Aires, Argentina. Voltando, trabalhou da Rádio Atlântica, de Santos e depois da Record, em São Paulo, onde gravou com as Irmãs Vidal, pela Columbia, seu primeiro disco, com Adeus, Adeus (Francisco Malfitano e Frazão) e Ela Não Voltou (dos mesmos compositores e mais Aluísio Silva Araújo).

Fez diversas parcerias em comerciais, dando destaque ao samba do Carnaval de 1940, ‘Oh! Seu Oscar‘, vencendo o concurso de músicas carnavalescas do Departamento de Imprensa e Propaganda do Governo Federal, tendo sido gravado por Ciro Monteiro, intérprete que lançou em disco. A partir daí, Batista início uma série de parcerias com diversos artistas renomadas para a década, compondo grandes sambas que oberam êxitos nos Carnavais dos vintes anos seguintes.

Boêmio assumido, compôs até o fim de sua vida, música era seu combustível e o samba aditivo. No final de sua vida foi fiscal da UBC (União Brasileira de Compositores), entidade que ajudou a criar.
Um artista, boêmio, sambista, que aprendeu na malandragem a viver neste ‘Mundo de Zinco‘, que faleceu em 7 de julho de 1968, no Rio de Janeiro, e está sepultado na tumba da UBC, no Cemitério do Catumbi.

Por Patrícia Visconti

[Total Flex] Amor em dose dupla


Ele sai do trabalho preocupado com a reportagem na qual trabalha.
Ele espera os últimos alunos saírem.


Ele para em frente à escola e espera.
Ele sai apressado do prédio.

Ele chega em casa depois de muitos minutos em silêncio.
Ele chega em casa e se joga no sofá.

Ele abre a geladeira e pega um guaraná.
Ele liga a TV em um programa de danças.

Ele vai para a sala e acompanha o que está passando na TV, sem entender direito, ainda focado no trabalho.
Ele sorri, empolgado com cada movimento dos bailarinos.

Ele se perde nos pensamentos.
Ele observa.

Ele chega junto.
Ele sente a respiração bem próxima.

Ele avança.
Ele avança.

Os dois se amam, do jeito que são, desde o primeiro dia.

[Cyber Cult] Governo Brasileiro pressiona o Google

Um dos primeiros escândalos do Google envolvendo privacidade, a coleta de dados na surdina pelos carros que fazem as imagens do Street View ainda reverbera. E agora que o tema esquentou com toda a história do PRISM e a espionagem das comunicações brasileiras, coincidência ou não ela voltou aos noticiários — e às atenções do governo.

Terça-feira passada (9) a Justiça concedeu uma liminar que obriga o Google a prestar esclarecimentos sobre a coleta de dados realizada pelos carros do Street View em 2010. Na época, após o caso explodir, o Google admitiu o problema, afirmou que só colhia dados de redes sem fio abertas e se desculpou publicamente. Para o governo brasileiro, parece não ser o bastante.
O que se procura com essa liminar é saber a natureza e a quantidade dos dados coletados, além da destinação. Até onde se sabe, o Google utilizava tais informações para melhorar a precisão dos seus serviços de geolocalização, em especial no Android — tanto que, após o escândalo, a empresa parou de usar carros e passou a usar os próprios smartphones e tablets para tal finalidade.
À Folha, o Google alegou que todos os problemas nesse sentido foram sanados na época e que, desde então, nada novo surgiu nos seus carros. A empresa ainda não foi intimada, mas quando isso acontecer terá cinco dias para prestar esclarecimentos sob pena de multa diária de R$ 15 mil.
Fonte: folha de São Paulo
Capturado por Elzo Brito

[Cantinho Literário] I Semana do Livro Nacional com escritores do Vale do Paraíba

A Livraria Maxsigma, no Vale Sul Shopping em São José dos Campos, irá reunir escritores do Vale do Paraíba, para valorizaro movimento nacional da literatura na I Semana do Livro Nacional – Letras do Vale, que irá acontecer de 20 a 28 de julho e as atividades acontecerão a partir das 19 horas durante toda semana e aos fins de semana, a partir das 15 horas.

Serão nove dias de programação diversificada, entre palestras, contações de histórias, lançamentos, bate-papos, sarau, dentre outros, tendo a literatura nacional e os artistas regionais como protagonistas.
A Semana do Livro Nacional em São José, será gratuito e destinado ao público geral, tendo algumas atividades que haverá vagas limitadas sendo necessário realizar através do site Letras do Vale Paraíba.
É importante lembrar que é necessário fazer a pré inscrição no Blog do evento para garantir lugar em algumas das programações devido ao espaço físico ser limitado. A mesma poderá ser feita no blog do evento Letras do Vale Paraiba – blog.
E você também pode ver mais informações sobre o evento no Facebook clicando aqui;
Serviços:
I Semana do Livro Nacional – São José dos Campos-SP
Data: 20 de julho às 15:00 até 28 de julho 
Horas: 19:00
Livraria Maxsigma, Vale Sul Shopping
Local: AV.ANDRÔMEDA, 227 – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP
Telefone: 12 39330942 / 12 39330958
Capturado por Priscila Visconti