[Caixa de Som] O centenário do Rei do Baião

Nesta quinta-feira (13) um dos maiores compositores brasileiros, conhecido como o Rei do Baião completaria 100 anos. Luís ‘Lua’ Gonzaga do Nascimento, nasceu em Exu, interior de Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912, e foi uma das mais completas, importantes figuras da música popular brasileira.
Gonzagão cantava a sua realidade, a sua verdade, a sua origem, forrós pé-de-serra, mostrando a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra do sertão nordestino.

Foi um propagador da cultura nordestina pelo país, fez com que o Brasil voltasse a enxergar o nordeste com  sua rica cultura popular, apresentando o baião, o xote e o xaxado de uma gente alegre e contagiante, apesar de sofrer com a seca da região.

No final da década de 1930 Gonzagão se mudou para a então capital do país, Rio de Janeiro para ingressar ao exército, mas seu destino não era esse, então ele começou a cantar a “zona” da capital fluminense, com um repertório composto por canções estrangeiras, o jovem músico também se apresentava em programas de calouros, porém sem êxito algum. Somente em 1941, quando Luiz Gonzaga performou no programa de Ary Barrosa, e foi aplaudido por uma canção de sua autoria e sua identidade que o consagrou.

Ganhou notoriedade com grandes hits, que eram quase poesias da vida real nordestina, como “Baião” (1946), “Asa Branca” (1947), “Siridó” (1948), “Juazeiro” (1948), “Qui Nem Jiló” (1949) e “Baião de Dois” (1950).

O músico é admirador por grande nomes da música popular brasileira, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhando o “título” de Rei do Baião.

Luiz Gonzaga morreu em 2 de agosto de 1989, em Pernambuco, Recife, vítima de parada cardiorrespiratória, e deixando um legado na música popular brasileira, pela sua originalidade, identidade e cultura de raiz.


Por Patricia Visconti

Caixa de Som

O que acontece quando se junta dois garotos de Salvador e dois de São Paulo?
Não, não é sacanagem, como vocês devem estar pensando agora.
Acontece música! E música boa, de qualidade e original!

Os irmãos Victor e Alexandre Meira sempre tiveram uma ligação muito forte com a música, aprenderam tocar instrumentos ainda na infância e antes de montar a banda já brincavam de compor. Mas foi quando os meninos vieram para a megalópole paulistana que o Bratislava surgiu, junto com os paulistas Edu Barreto e Ricardo Almeida.

Uma mistura de rock, MPB, música cigana e uma pitada de poesia: essa é a real identidade da Bratislava, que os integrantes não gostam de rotular com um único gênero – preferem que o público decida o estilo do grupo.

Em novembro deste ano a banda lançou seu primeiro disco, intitulado ‘Carne‘, que apresenta as vivências, memórias, andanças e questionamentos, botando contra a parede coisas como os costumes sociais, a normalidade, os vícios da memória, a vida eterna e o paradoxo da perfeição. Foram quatro meses de trabalho árduo e produção de alta qualidade para que a finalização ficasse à altura das expectativas dos garotos, que ainda haviam lançado apenas o EP “Longe do Sono“, em 2011.

E por falar em EP, internet e divulgação, os integrantes estão sempre conectados nas redes sociais, interagindo com seus fãs, trocando mensagens e trazendo novidades de novos singles, fotos, vídeos e shows da banda.

A Bratislava é a prova de que música e poesia podem, sim, caminhar juntas!


Conheça um pouco mais da Bratislava:

Integrantes:
Victor Meira (baixo/vocais)
Alexandre Meira (guitarra/vocais)
Edu Barreto (guitarra)
Ricardo Almeida (bateria)

E por hoje é só galerinha, até a próxima semana com alguma novidade do mundo da música ou entrevista exclusiva propagando novas caras do cenário musical.

Segue abaixo os contatos dos garotos da Bratislava. E fiquem ligados, pois os shows de lançamento do álbum ‘Carne’ virão a todo vapor em 2013.

[Caixa de Som] P!nk – The Truth About Love

Conhecida pela atitude autêntica e muitas vezes com altas doses de Girl Power e rebeldia P!nk lança seu sexto álbum e mostra q a maternidade não a fez ser menos P!NK e que provavelmente a deixou ainda mais apaixonada pela vida.


“The Truth About Love”(2012) fala sobre amor de diferentes pontos de vista e em diferentes fases. O álbum começa com a deliciosa “All We Are We Are”, cresce com “Blow Me (One Last Kiss)”, encontra calma com a intocável “Try” e segue nos apaixonando e divertindo tanto em faixas engraçadas e irônicas como “Slut Like You”, “How Come You’re Not Here” e “Walk Of Shame” e nos embala em momentos cheios de emoção como “The Great Scape”,”Beam Me Up” e “Just Give Me a Reason”. Essa ultima vem da parceria de P!nk com Nate Rues conhecido pela faixa “We Are Young”-Ficou linda demais e merece virar single-.

Duetos foi algo q P!nk fez mais neste álbum do que em qualquer outro pois além de trabalhar com Nate Rues a cantora também fez parcerias com Eminem na animadíssima “Here It Comes The Weekend” e com a Ex- Lily Allen e atual Lily Rose Cooper(?) na faixa “True Love”.Mas não deixemos de lado as faixas “The Truth About Love” e “Where Did The Beat Goes” que ajudam o álbum a ser sensacional.

Ou seja… P!nk voltou da maternidade com um álbum que traz um tema q não era tão presente na discografia da cantora e por isso merece ainda mais atenção.Pra quem curte a mistura inteligente q ela faz enquanto transita entre Rock,Pop e R&B vai amar o álbum.-Eu to mais do que viciado e vc? Ouça e tire suas conclusões!

[Total Flex] Capital Mundial do Pão de queijo completa 115 anos!

A capital de todos os mineiros completa hoje 115 anos, e é claro muitas atrações fizeram parte das celebrações e ainda irão acontecer ao longo da semana. 

Confira abaixo alguma dessas atrações.
Quarta-feira, dia 12
18h – Festival Internacional de Corais (FIC) – Apresentações dos Corais Cantos de Minas e Petrobras Regap no Conservatório de Música da UFMG (avenida Afonso Pena, 1.534, Centro).
18h – Formatura dos alunos do Projeto Floração no Mineirinho (avenida Antônio Abrãao Caram, 1.001, Pampulha).
18h30 – Missa em ação de graças pelos 115 anos de Belo Horizonte e distribuição de cupcakes – na Paróquia Nossa Senhora das Dores (rua Silva Jardim, 100, Floresta).
19h – Abertura da videoinstalação de Eder Santos no Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha).
20h – Festival Internacional de Corais (FIC) – Apresentação do Coral 200 Vozes no Memorial Minas Vale, na Praça da Liberdade.
Quinta-feira, dia 13 
7h30 – Café com os diretores da Rede Municipal de Ensino, no Iate Tênis Clube (avenida Otacílio Negrão de Lima, 1.350, Pampulha).
13h às 17h – 6ª edição do Amas mostra Amas, no Music Hall (Avenida do Contorno, 3.239, Santa Efigênia).
14h30 – Formatura dos alunos da 3ª etapa do Programa Voluntários da Cidadania na Academia de Bombeiros Militar de Minas Gerais (rua Piauí, 1.815, Funcionários).
19h – Mostra de Cinema do Crav no Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte
(rua da Bahia, 1.149, Centro).
Sexta-feira, dia 14
9h – Lançamento do edital de literatura “Prêmio Cidade de Belo Horizonte” e abertura da exposição “O Casarão da Fazenda ao Museu Histórico da Cidade de Belo Horizonte” no Museu Histórico Abílio Barreto (avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim).
15h – Cerimônia de premiação do concurso Cidade Jardim 2012 no auditório JK da Prefeitura (avenida Afonso Pena, 1212, 1° andar, Centro).
18h às 21h30 – Vila dos Sonhos na Praça do Papa. Entrada mediante doação de um quilo de alimento não perecível.
19h – Show natalino nas escadarias da Galeria de Arte do BDMG Cultural (rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes).
Sábado, dia 15
9h30 – Lançamento do projeto Pampulha Patrimônio da Humanidade no Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha).
10h às 12h – Mergulho do Papai Noel no Zoológico (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha).
10h30 – Inauguração do Centro de Pesquisa e Conservação da Flora (Ceflora) na Fundação Zoo-botânica (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha).
18h às 21h30 – Vila dos Sonhos na Praça do Papa. Entrada mediante doação de um quilo de alimento não perecível.
Domingo, dia 16
Apresentações do Festival Internacional de Corais (FIC) 9h – Apresentação do Grande Coral de Natal de Saquarema (RJ) no coreto do Parque Municipal Américo Renné Giannetti (avenida Afonso Pena, 1.377, Centro).
9h – Apresentação do Coral Camerata Lux, no Museu Mineiro (avenida João Pinheiro,
342, Lourdes).
9h – Apresentações dos corais Infantil Primeiros Acordes, Lia Viana e o Coral dos Correios no Mosteiro Beneditino Nossa Senhora das Graças (rua do Mosteiro, 38, Vila Paris).
10h30 – Apresentação do Coral Petrobras Regap na Basílica de Lourdes (rua da Bahia, 1.596, Lourdes).
11h – Apresentação do Coral Modernização/Vale, nas escadarias da Prefeitura de Belo Horizonte (avenida Afonso Pena, 1.212, Centro).
18h às 21h30 – Vila dos Sonhos na Praça do Papa. Entrada mediante doação de um quilo de alimento não perecível.
Segunda-feira, dia 17
15h – Festival Internacional de Corais (FIC) – Apresentação do Coral Curumim Vila Pérola no Espaço Criança Esperança (rua Desembargador Mário Matos, 576, Serra).
Terça-feira, dia 18
10h – Festival Internacional de Corais (FIC) – Apresentação do Coral Curumim Matozinhos no Centro Cultural Jardim Guanabara (rua João Álvares Cabral, 277, Floramar).
19h – Fórum Municipal de Prioridades Orçamentárias – Encerramento do OP 2013/ 2014 no Ilustríssimo (rua Maranhão, 56, Santa Efigênia).
A capital que tem um clima gostoso de cidade do interior vem se tornando a cada dia que passa uma das maiores cidades do país, e com isso é claro vem enfrentando também os transtornos do crescimento e de ter se tornando uma cidade importante para o país, no cenário econômico, artístico e cultural.

Com cerca de 2,3 milhões de habitantes, BH além de ser a capital mundial dos botecos é também palco de revelação de grandes talentos, como os músicos da banda Skank. BH ainda viu crescer uma das maiores atrizes do país, Débora Falabela. E como falar de BH e não destacar o que poder ser também considerado patrimônio da cidade, os três maiores clubes de Minas, são da capital Mineira, que revela gênios da bola e faz do Mineirão atualmente em obras para a copa do Mundo, o lugar onde emoções realmente acontecem com a arte do Galo, Cruzeiro e do America, que balançam o gigante da Pampulha.

Falar de BH hoje nos remete a pensar e destacar o seu crescimento cultural, diversificado e esse atento e cuidado com seus visitantes. O carinho e o jeito acolhedor dos mineiros fazem dessa capital composta por cada um de nos um lugar gostoso e muito diferente de ser viver. Aquele jeitinho mineiro se tornou personalidade e vem tomando conta das pessoas.
O tumulto do transito parado por alguns instantes se torna em meio a correria e o cansaço um momento prazeroso para se ver Belo Horizonte com um outro olhar e perceber “Nossa BH cresceu!!!!”. O pãozinho de queijo continua o mesmo nas padarias, o bom belorizontino não dispensa o cafezinho antes de pegar no batente. Os mineiros também mergulharam em outros ares e aposta hoje também no investimento na moda, BH sedia numerosos eventos que fazem parte de uma galeria de excelência que leva a cidade para outro patamar e permiti sim que outras pessoas vejam as Minas Gerais com um olhar cada vez mais respeitoso. BH virou outra, se tornou gente
grande e tem sim tomado pra si as responsabilidades de assumir um compromisso com cada morador, que abraça e ama sim a cidade com verdade.
Parabéns BH, que nossa capital continue com este BELO HORIZONTE.
(“É aqui que eu amo É aqui que eu quero ficar Pois não há, lugar melhor que BH”)

Cantinho Literário entrevista Thiago Bechara

Primeiro de tudo, quero me desculpar por não ter tido Cantinho Literário semana passada, fiquei até envergonhada de ver a semana editorial aqui n’O Barquinho completa e não ver o meu ‘xodôzinho’, meu espaço literário, no qual divido minhas experiências, dicas,  especiais com grandes autores e apresento novos autores literários.
Mas nesta semana aqui estou, firme e forte, para trazer para toda tripulação o ‘best’ da literatura, nesta semana como comentava algumas vezes, pelas redes sociais,  que até o fim deste mês serão séries de entrevistas, com jornalistas, poetas, escritores e afins, que irão compor este finzinho de 2012, que logo logo se vai.
Nesta semana, abrindo o especial de entrevistas, será o jovem paulistano de 25 anos, mas que daqui dois meses fará 26 (fevereiro), o jornalista, escritor e poeta.
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e é pós-graduado em Jornalismo Cultural pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, Thiago já tem alguns livros publicados, um deles é o Encenações, lançado em 2004 pela Editora Zouk, com prefácio do jornalista Heródoto Barbeiro.
Mas sem mais delongas, conheçam um pouco deste jovem ‘colega’ (jornalista) de profissão, que ama o que faz, pois ele faz com todo amor e dedicação.

1. O que Jornalismo e literatura significa em sua vida?

O jornalismo é uma ferramenta para a literatura, que é uma necessidade. E isso tudo foi sendo descoberto de maneira muito empírica na minha vida, já que meu sonho sempre foram os palcos, como ator e cantor. O texto falou mais alto e se impôs pouco a pouco, de maneira doce e irreversível. Quando falo em necessidade, não me refiro a nenhuma acepção transcedental da palavra, ou algo que o valha. Quero dizer pura e simplesmente que não sei dormir sem ler um bom livro, da mesma maneira que não sei acordar sem ter em mente algo para ser escrito. Mesmo que eu passe dias sem escrever, estou sempre gestando uma ideia ou a ternura por um sentimento que será registrado de alguma maneira. Seja num poema, num trabalho de pesquisa histórica, numa biografia, num conto, numa crônica, num romance, etc.
2. Música e poesia para você é…  Música é a própria representação da vida. Tons, emoções, altos, baixos. Sempre necessária e desejada, parafraseando Gonzaguinha. Ninguém quer morrer. A não ser os suicidas. Será que quem diz não gostar de música tem uma tendência maior à pulsão de morte, seu tânatos  Poesia é a retina do poeta. Tudo pode ser poesia, desde que seja visto assim. Parece muito simples, porque na verdade é. Pra quê complicar?
3. O que você acha do Jornalismo Cultural de atualmente? Falta algo ou está bom?
Sempre há aspectos positivos ao mesmo tempo que falta algo. E isso não é ruim. Se não faltasse, não haveria para onde nos expandirmos, evoluirmos, pesquisarmos, subvertermos. Bem entendido, quero mais é que continue sempre faltando algo, rs. 
No Brasil, especificamente, temos alguns veículos cuja linha editorial se aproxima mais ou menos do que se entende por Jornalismo Cultural, na sua acepção original do New Jornalism. Quer dizer, pretendem se aproximar disso. No entanto, sinto falta de espaços realmente privilegiados, para grandes e saborosas reportagens, perfis, etc. 
Há muita gente talentosa e capaz disso, mas esse viés acaba ficando mais restrito ao livro na maioria dos casos. No entanto, há razões concretas, financeiras, comerciais para vivermos este tipo de configuração, e acredito que o País vive um avanço gradativo nesse sentido.
4. Sabemos que você tem ‘N’ ganchos na área cultural, conte nos um pouco de seus projetos (passados, presentes e futuros), como seus livros, poemas, canções e afins…
Minha linha de trabalho se divide, pelo menos por enquanto, basicamente em poemas, biografias e perfis, pesquisas históricas e contos. Meus dois primeiros livros foram de poesias (o primeiro independente, em 2002, e o segundo pela Ed. Zouk, 2004). 
O terceiro já foi em 2010 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o perfil da atriz e diretora Imara Reis. Amei fazer. É um orgulho que tenho na vida, ser amigo da Imara e ter sido o “encabeçador” desse projeto. Do mesmo modo, acredito demais na importância da biografia da cantora Cida Moreira, que escrevi de 2008 a 2010 e será lançada pela mesma coleção no ano que vem. Concomitantemente ao livro da Imara, eu estava fazendo a biografia do compositor e cantor Luiz Carlos Paraná (1932-1970), primeiro trabalho de maior fôlego nessa seara, já que o biografado era falecido e eu tive a possibilidade de exercitar meu faro de pesquisador. Foi fabuloso. 
Um marco na minha carreira e na minha vida, por diversas razões. Este livro saiu em julho de 2012. Há coisa de uma semana, foi impresso meu próximo trabalho, o livro “A linguagem corporal circense”, pela Ed. Phorte, para o qual fui contratado pela professora de Ed. Física Cristiane Cassoni, para executar o projeto que ela tinha em mente de aplicar pedagogicamente as técnicas circenses ao universo da educação Física. Sairá ano que vem, provavelmente, e colaboraram conosco mais dois professores ligados à arte circense. 
Próximos projetos, não há segredos, rs. Livro de poemas inéditos pronto, livro de contos sendo escrito, primeiro romance começando a ser escrito, biografia da atriz Claudia Alencar sendo escrita, e ideias, muitas ideias. Mas além da literatura, estou encabeçando o projeto do programa “Memória Brasil”, na TV Geração Z (TV UOL – www.tvgeracaoz.com.br) que vai ao ar ao vivo, todas as quintas-feiras, às 16h, por esse site. Já foram entrevistadas personalidades como Karin Rodrigues, Claudia Mello, Elisabeth Hartmann, Tato Fischer, Phedra D. Córdoba, Imara Reis, etc.
5. O que significa arte literária pra você?
Ainda não descobri, rs. Talvez a possibilidade de um encontro meu com o mundo e do mundo comigo, por meio da autodescoberta. Nesse sentido, me veio a associação com o termo “religação”, que dá origem à ideia de religião. Religar. Aco que a arte em termos gerais é minha grande fé na existência de algo superior a nós no mundo.
Thiago Bechara com o professor Antonio Candido
6. Qual seu estilo literário favorito?

Não há apenas um. Também não sei definir exatamente o que me atrai, mas sei que meu olhar está muito mais interessada em questões psicológicas, dramas humanas, ou facetas cômicas da nossa vida cotidiana, do que em enredos estereotipados ou idealizados. Sou mais pé no chão e a literatura só me “pega” quando vejo refletido no universal, questões particulares que nos obrigam a buscarmos a nós mesmos.
7. Um músico favorito…  Essa pergunta no Brasil é uma sacanagem, rs. Sobretudo porque amo músicos de fora também. Terei de superar sua limitação e dar mais de um nome (muito mais): Chico Buarque, Villa-Lobos, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Mercedes Sosa, Omara Portuondo, Liza Minelli, Clara Nunes, Gal Costa, Cida Moreira, Nelson Freire, Tato Fischer, etc.
8. Um autor favorito… Machado de Assis, Mário de Andrade, Clarice Lispector, Luigi Pirandello, Dostoiévski, Tchekhov, Humberto Werneck, etc, rs.
9. Thiago por Thiago…  Aquariano, autêntico, neurótico, perfeccionista. Só sabe agir se acreditar, só sabe viver se for apaixonado. Ama o silêncio e seus amigos (incluindo os livros).
10. Thiago e o jornalismo cultural… Uma relação descoberta 
11. Promova-se… Conte-nos um pouco de sua ideias, projetos, livros, de sua vida literária e onde podemos encontrar suas obras?
cararicatura de Thiago,
feita por um artista de rua,
próximo ao  Teatro Frei Caneca
Meu site (www.thiagobechara.com.br) é um bom lugar para quem se interessar, ficar sabendo de mais detalhes sobre meus trabalhos, projetos, ver fotos, assistir vídeos com entrevistas minhas ou os programas que apresentei até hoje. A maior parte dos meus trabalhos publicados pode ser encontrado na Livraria Cultura, mas vendo também pelo meu e-mail que é thiagobechara@ig.com.br

Contatos:


Esperamos que tenham gostado em conhecer o Thiago, pois ele disponibilizou um tempo de sua vida,  para nos conceder esta entrevista ao “O Barquinho Cultural” e nós ficamos muito grata por essa entrevista.
Mas é isso ai tripulação, a maratona entrevista no Cantinho Literário está apenas começando, semana que vem tem mais e o próximo entrevistado já está mais que preparado será o poeta, músico e produtor cultural Jaime Matos.
Boa semana e até mais!