[Cabine da Pipoca] 11º FICI – Festival Internacional de Cinema Infantil

Acomodam-se em suas poltronas, pois está começando mais um Cabine da Pipoca, dedicado à todas as crianças, pois está acontecendo um dos maiores festivais internacionais de cinema para público infantil, por isso prepara a pipoca e ficam bem confortáveis pois a sessão já vai começar.

Na última sexta-feira (4), começou a 11º FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil), nas cidades de Aracaju, em Sergipe e Salvador, Bahia, mas antes o evento já havia passado por Natal, no Rio Grande do Norte, nos dias 20 e 29 setembro e a próximos a receber o evento serão os cariocas, que passará pelo Rio de Janeiro e por Niterói. O evento, que abriga o 6º Prêmio Brasil de Cinema Infantil.
No 6º Prêmio Brasil de Cinema Infantil, 24 curtas-metragens nacionais concorrem ao prêmio em três categorias: Histórias Curtas, Teen e Histórias Animadas. 
A escolha dos vencedores é feita por um júri formado exclusivamente por crianças, e o melhor filme em cada categoria é contemplado com R$ 5 mil em serviços de laboratório oferecidos pelo Grupo Labocine.
O FICI comemora um crescimento de produção nacional dedicado ao cinema infantil, que está sendo exibido em toda a rede do Cinemark e o evento trabalha com a diversidade de filme trazendo diferentes formas dos olhares cinematográficos. 
Nesta edição, contudo, resolvemos enfocar a mãe de todos os filmes, a animação e mostrar o ilimitado poder de inventividade no universo dos 24 quadros por segundo, sendo mais de cem filmes de 25 países diferentes. Bem vindos ao 11º Festival Internacional de Cinema Infantil.
A animação é de todas as formas de fazer cinema, a que oferece as maiores possibilidades de cruzar esta fronteira. Nela tudo pode acontecer e o inesperado nos surpreende o tempo todo, intrigando e encantando.
Confira abaixo o trailer do 11º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI 2013) de Salvador e Aracaju:
Durante a passagem pela cidade do Rio de Janeiro, além das exibições dos filmes, também será realizado o 5º Fórum Pensar a Infância. 
O fórum terá lugar no Oi Futuro Ipanema entre os dias 22 e 24 de outubro, abordando temas como Mercado, Educação, Narrativa e Políticas Públicas. As inscrições seguem abertas e podem ser efetuadas por meio da ficha disponível no site. Para mais informações acesse o site e o Facebook do FICI;

[Cabine da Pipoca] Débi e Lóide está de volta às telonas

No começo dos anos 90 dois amigos malucos e até um pouco retardados ganharam as telonas fazendo loucuras em “Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros”.  Após 19 anos desde o primeiro longa, eles estão de volta, e mais atrapalhados do que nunca. 

Os atores do filmes aproveitou o regresso da continuação do longa para divulgar as novidades sobre o mesmo. 

Jeff Daniels, interprete de Lóide, publicou em seu Twitter oficial os bastidores das gravações da comédia, somada a legenda: “Eles estão de volta”. E Jim Carrey aproveitou as gravações e a atenção do filme para promover seu recém-lançado livro infantil “Rolando Rolls”.
O livro foi lançado no começo desta semana, mas como o próprio Carrey comentou, isso pode ser um pouco sofisticado para o filme.
“‘Roland Rolls’ sai hoje, mas isso pode ser um pouco sofisticado demais para Lóide e Harry. Eles voltaram”,  disse Jim Carrey.
O primeiro filme arrecadou quase 250 milhões de dólares, e foi comandado pelos diretores Bobby e Peter Farrelly, continuam no comando das gravações. 
A sequência do longa, “Debi e Lóide 2”, está em processo de produção e gravação, ainda não há previsão de estreia no Brasil.

Enquanto a continuação de “Débi e Lóide” não chega nas telonas, fiquem com o trailer da primeira saga dos dois amigos atrapalhados em busca de uma aventura e um amor. Assista no player abaixo:

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Filme brasileiro no Oscar 2014

O Brasil já tem o filme para ser representado na maior festa do cinema em todo o mundo, o Oscar, que ainda não tem data para o próximo ano, mas o Ministério da Cultura já divulgou nesta sexta-feira (20). 

O representante da cinedramaturgia brasileira na premiação deixou para trás, filmes favoritos pela maioria do público, como  “Colegas”, “Faroeste Caboclo” e “Gonzaga – De Pai Para Filho”, mas quem vai pra Hollywood representar o Brasil é o filme do diretor Kleber Mendonça Filho, “O Som ao Redor”.
O filme “O som ao redor” vai ser o representante do Brasil na disputa pelo Oscar 2014 na categoria melhor  filme estrangeiro e a seleção final dos filmes que vão concorrer será definida pela organização do Oscar.
O filme é baseado livremente nas memórias do cineasta, combinando uma série de histórias paralelas que acontecem, em sua maioria, em uma rua no Recife. 
Como pano de fundo, a tensa relação entre empregados domésticos e patrões, muito forte ainda no Brasil, mas, especialmente, nas grandes capitais no Nordeste.
“O Som ao Redor” ganhou 10 prêmios em festivais no país – dentre eles de melhor filme pelo júri popular e pela crítica, melhor diretor e melhor som no Festival de 
Gramado.
Também levou estatuetas nos festivais do Rio (Melhor Filme e Roteiro) e na 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Melhor Filme), além de festivais internacionais como Copenhage e Roterdã. Fora do Brasil, participou de 70 festivais.
Assista abaixo o trailer de “O Som ao Redor”:



Sinopse: A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. 
Diretor: Kleber Mendonça FilhoGênero: DramaProdução: BrasilDistribuição: Vitrine FilmesClassificação Indicativa: 16 anosDuração: 131 min.Elenco: Irandhir Santos, Sebastião Formiga, Gustavo Jahn
Para mais informações, acesse o site do Espaço Itaú de Cinemas, que lá está passando o filme “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho e mais informações sobre a trama, acesse o site oficial e veja novidades por lá; 
Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Vai ter 3 neste 13! Sol e Mar em sexta treze, só neste barquinho!

Não vou mesmo falar de sexta 13, de filmes de terror, dos dez mais de terror de todos os tempos, das melhores trilhas de terror do ano, e sei lá mais o que. Chega de azar, super sexta ensolarada e prometendo um final de semana maravilhoso, e tudo que se vê é filme de terror, dicas dos que virão, aqui no barquinho a onda vai ser outra.

Cinéfilos, peguem suas câmeras, lancem mão de suas ideias e façam as malas. Mar, águas azuis e cristalinas, chuva de verão, casas nada assombradas e sim muito bem equipadas para recebê-los! Isso é o que teremos aqui, uma seleção de filmes os mais diversos sobre férias, finais de semana inesquecíveis, aquela caminhada na areia fofa que faz você refletir.

Ah, aqui não tem perigo, nem precisa de filtro solar, só escolher o filme e vejo vocês no mar, até lá:

– Águas francesas: Pequenas Mentiras entre Amigos – sim, serão duas horas e meia, sim há Marion Cotillard (aquela que interpretou no cinema a cantora Piaf). Temos amigos, um hotel sob a direção do ator François  Cluzet (o mesmo de Intocáveis). Talvez seja um bom começo, ou melhor, mergulho, para quem não está habituado com as águas do cinema francês. A linguagem é bem mais simples do que convém, os atores são ótimos, os conflitos envolventes.
Fica mais fácil assim, ça vá? Direção de Guillaume Canet; Dica: ótima trilha sonora, muito engraçada, moderninha e em francês!)

– Mar e aventura: O filme Expedição Kon Tiki recria a odisseia de Thor Heyerdahl, que em 1947, com outros 5 homens, queria provar que os nativos da América do Sul poderiam ter ocupado a Polinésia em épocas pré-colombianas.

O documentário da expedição feita em 1947, ganhou o Oscar em 1951, mas era menos palatável na época. Detalhe: os diretores são jovens e publicitários, desde os 13 anos estes dois irmãos, Joachim Ronning e Espen Sandberg, pensam em colocar no cinema a história de Thor. Não foi fácil não, e eles não ganharam o Oscar, mas foi o filme norueguês com maior bilheteria de todos os tempos.

– Festival do Rio: E finalmente chegamos no rio, Rio de Janeiro terá seu festival de 26 de setembro a 10 de outubro. Destaque para o que pode ser um diário, um road movie de Eliza Capai, “Tão Longe é Aqui”.

Eliza viajou sozinha, por sete meses, por vários locais da África. Ela mesma narra para sua filha, o que pode ser um diário de bordo, uma carta para o futuro, sobre essa viagem a respeito das várias representações das mulheres no continente africano. Veja os longas do Festival e programe-se – [Confira AQUI].

Por Fabíola Mello

[Cabine da Pipoca] Feriado é isso, filminho, descanso….feriado de quê mesmo hein?

Bem que eu queria começar dizendo que encontrei uma série de filmes que contam, com orgulho e seriedade, algo sobre ou exatamente retratam a independência do Brasil. Pois é, mas, salvo por favor  – aqui  – qualquer injustiça minha, eu não achei nada muito sério ou que são fosse uma sátira sobre período imperial e independência.


Calma, eu adorei ver “Carlota Joaquina”, princesa do Brasil, interpretada pela, graças a Deus,  maravilhosa, Marieta Severo, dirigido sob muita acuidade e persistência por Carla Camuratti.

É de uma maestria e você até esquece mesmo onde ela está, a sim no Brasil, e foca sua atenção naquela figura marcante que é a esposa de D. João VI, aliás vivido por Marco Nanini ( sim eles também são um casal na comédia em série, A Grande Família).
Confira o making of do longa abaixo:
Mas, críticas à parte sobre repetir casais que deram certo em cena e voltando para a questão ‘Brasil ‘, acredito que essa risada toda sobre nossa independência e sobre o que ‘passamos’ antes dela, é uma reação na telona de como nossos cineastas meio que protestam ou dizem, “ foi uma história feia, que nos deixou marcas até hoje”.
É bem verdade afinal, tivemos um grupo de exilados que nos conduziu durante o império, uma família real foragida de Napoleão e finalmente imperadores no mínimo estranhos. Mas puxa vida, continuei pensando, mas e os norte-americanos e os ingleses? Todo mundo sabe a história da Rainha Elizabeth II, a era de ouro do grande império inglês, e olha que sou fã de Cate Blanchett e de Geffrey Rush. Este último também majestoso como o médico, em “O Discurso do Rei“, sobre o rei inglês George e sua gagueira.
Então….ninguém nem se lembra que os ingleses tinham seus piratas, eram um império avassalador no século…. ou mesmo que tiveram reis malucos, gagos, não….tudo fica sob uma névoa de nobreza e para nós brasileiros o que restou a retratar no cinema?
Temos nossa independência de outra forma, tardia de novo, diferente de novo, mas vem através do retrato dos jovens que pensaram um Brasil melhor, que nos fizeram cantar “Que País é esse”, como no retrato do surgimento da banda Legião Urbana, no filme de Antônio Carlos da Fontoura “Somos tão jovens”.
Assista o trailer oficial:
Somos mesmo, talvez a música dessa geração, os artistas que aprenderemos ainda a admirar, os cineastas nacionais que vamos valorizar porque fazem arte com parcos recursos, somos jovens em muitas coisas e ainda podemos rir de nossa história. Podemos reinterpretá-la, só direi que se somos um pouco de Oscar, um pouco É tudo verdade. Somos mistura, nos deixamos aportuguesar ou dar um Google, porque há tanto de pluralidade nesse Brasil, que por mais que o cinema tenha a sátira, há um drama, um romance com a miséria, o medo do futuro, o país do futebol também faz arte, e no bom sentido.

Quando na década de 80, assisti Fernandinha Torres fazer “Inocência” (1983), baseado na obra do romancista regionalista Visconde de Taunay, achei aquele filme tão taciturno, seus poucos diálogos, e um ar sem explicação e eu queria a conclusão. Mas eu achava que não havia, como talvez hoje não vejamos algo de nossa independência, seu processo, como é próprio de quem constrói uma identidade, tanto por fazer. Irônico pensar que Visconde de Taunay foi senador na época imperial, mas como escritor romântico seu foco era destacar a beleza do Brasil, vai entender…

Muito mais de 100 anos depois do nascimento deste escritor, você vai rir com Fernanda Torres amadurecida em Os Normais 1, 2, talvez até permita-se comemorar este feriado vendo um bom filme nacional, critique, fale mal, comente por aí, fale bem, mas veja sua língua, seu dia, aquele olhar familiar, que vem de algum lugar chamado país, e isso é parte da sua história também, por mais estranho que possa parecer!

Por: Fabíola Mello