[Cabine da Pipoca] Mergulhe comigo para curtir, só curtas!

Sabe comecei assim meio que me distraindo com as vinhetas, e são tantas e as linguagens são múltiplas e achei que nesse “mar” de cinema, de inspirações nessa torre de Babel que é o Fest Curtas em São Paulo, ou melhor, 24º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo.

Mas me enganei viu, melhor ir preparou com snorkel, pé de pato, e de olhos bem abertos, porque lá há tudo que nascerá para o cinema nacional e pelo mundo afora. E quem estava lá, Marco Dutra e uma trupe,  Gustavo  Beck, Bruno  Risas, Leonardo Mouramateus, Marco Dutra, Juliana Rojas, Alumbramento Filmes…

Confira uma canja do que está rolando no Festival de Curtas de SP abaixo:

 “Nascemos Hoje, Quando o Céu Estava Carregado de Ferro e Veneno” no Festival de Curtas de SP:

Trailer: 

NASCEMOS HOJE, QUANDO O CÉU ESTAVA CARREGADO DE FERRO E VENENO – TRAILER from TRABALHAR CANSA on Vimeo.

Mas  vamos  à  Babel,  à  torre  de  Babel  de  curtas  de  múltiplos  países,  vou  falar  de  animação,
porque especialmente neste ano o Fest Curta está olhando para eles que serão a crítica futura.

Há tanto por falar, seja em qualquer língua, e estes cineastas são nossas bocas, olhos e mentes
ali,  via  câmera.  Temos  nosso  brasileiro  Marco  Dutra  e  Juliana  Rojas  abrindo  o  debate  sobre nossa  interação  com  o  mundo,  e  a  tecnologia,  e  quem  somos  nós  afinal,  em  meio  a  tantos meios, queremos  amar,  trabalhar,  mas  há  uma  “  armadura”  de  tech  sempre  nos  mediando, somos livres afinal, estamos vivos ou apenas respirando dentro da tal armadura?!

Bem,  partimos  do  conhecido  para  a  animação  que  prometi,  vem  lá  de  Eslovênia,  contando a  história  de  Filip,  um  menino  pobre  que  sonha  em  ser  escritor  e  um  dia  alguém  bate repentinamente à sua porta….

BOLES

(BOLES) Eslovênia 2013 • cor • digital / 12 min.
Diretor: Spela Cadez
Co-produção entre Eslovênia e Alemanha (temática adulta)

Será que ele  realiza seu sonho? Não sei, mas isso é o curta, ele vem com uma  força em sua  mensagem,  fala  cara  a  cara  com  você,  mostra  seu  rosto,…”e  vai  embora”,  como  disse  em determinado momento a apresentadora e crítica de cinema, Marina Person.

Não teremos respostas exatas nesse mergulho nosso, vamos ganhando fôlego e mergulhando mais e mais…porém vamos podemos unir documentário e animação, em FEBRE AMARELA (YELLOW FEVER) Reino Unido, Quênia, isso mesmo estamos já em outro continente.

Desta vez, o diretor, produtor, narrador, editor de som, enfim quase tudo, cineasta Ng’endo Mukii, mostra através de entrevistas a “autoimagem de mulheres africanas” e debate a beleza na mídia. Não há espanto, quando se trata dos curtas, que seus autores façam tudo ou se valham dos coletivos, pois imagine como deve ser fazer cinema nas condições brasileiras, e agora coloque essa perspectiva em outros mais pobres.

No fim, o que vale neste mergulho todo é crescer, absorver essas mensagens, e quando voltar à tona, para a terra, saber que há uma guerra na Síria, uma economia nacional em crise, mas há arte, sempre haverá arte em qualquer parte do planeta, mesmo que curta!

Confira a programação completa no site do evento!

Serviço

24º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo
Data: 22 a 30/ Agosto
Entrada franca
Mais informações: www.kinoforum.org.br

Por Fabíola Mello

[Cabine da Pipoca] Marco Dutra: A nova cara do cinema brasileiro

Temos cinema feito por mãos jovens, com família e mulheres inspiradoras e um quê de thriller fantástico 

 Isso tudo é o cineasta brasileiro Marco Dutra. E aí, preparados? 
Foto de: Caetano Gotardo

Marco Dutra é roteirista, cineasta e paulistano. Provavelmente você já viram ou conhecem alguma das obras dele, já que ele escreve a série “Alice” (2008), de Karin Aïnouz e Sérgio Machado, exibida pela HBO no Brasil.

Formado em cinema pela ECA [Escola de Comunicação e Artes] na USP, e desde então trabalha com a diretora Juliana Rojas.  Aliás, foi ao lado dela que fez o curta metragem “O lençol branco” ( 2004) selecionado, simplesmente, para a mostra Cinéfondation do Festival de Cannes,  especialmente voltada a filmes de escola.

Em 2011, Dutra começa a produzir seu primeiro longa metragem “Trabalhar Cansa”, premiado no Festival de Paulínea em 2011 (Prêmio Especial).

Atualmente, com o roteiro escrito junto com Gabriela Amaral Almeida, o cineasta trabalha na finalização de seu mais recente longa, “Quando eu era vivo“, ainda em finalização.

Abaixo segue a entrevista que Dutra concedeu ao O Barquinho Cultural, onde ele contou sobre sua carreira, projetos, inspirações, entre outras coisas mais que os cinéfilos de plantão têm que conferir.

Pessoas e Artistas Você já esteve ao lado de artistas conhecidos e reconhecidos em festivais e premiações, penso eu,  BC :  como sente que os festivais e seus organizadores observam o cinema brasileiro, poderia citar uma conversa que tenha lhe marcado com algum autor, artista sobre esta temática?

Dutra: Os festivais, tanto brasileiros quanto os internacionais, refletem na seleção de filmes a linha da curadoria e o gosto pessoal dos curadores. O número de bons festivais brasileiros é grande (como a Janela de Cinema do Recife, a Mostra de Tiradentes, a Jornada de Cinema Silencioso…). Os festivais internacionais (como Cannes, Locarno, Sundance) têm prestado atenção aos nossos filmes e costumam contar com curtas interessantes na seleção quase sempre, assim como um ou outro longa que acaba ganhando destaque em mostras ao redor do mundo. Sinto que há ainda muito espaço a conquistar fora do país, inclusive comercialmente, mas muitos curadores e distribuidores estão dispostos a ver nosso trabalho.

Uma viradaMesmo vendo que seus filmes possuem este ar thriller, a questão da família e das relações pessoais, o fantástico, de alguma forma me remete a um Ariano Suassuna, ou uma base literária mais épica como a de Guimarães Rosa em ” Grande Sertão Veredas”.

BC: Você gostaria de adaptar algo épico desta forma, incluiria este tom de humor em seus roteiros, ou está totalmente fora de seus planos?

Dutra: Sim. Tenho a impressão de que nossa literatura foi bem mais longe que nosso cinema em suas estratégias de criação de mundo mágico, em sua mitologia, no fantástico em geral. Não penso em adaptar um romance deste calibre por ora, mas talvez no futuro eu me jogue num desafio assim. Acabo de trabalhar na adaptação de um livro do Lourenço Mutarelli; foi um trabalho muito bom, feito em parceria com Gabriela Amaral Almeida.

Família – Em ambos os filmes, as mulheres, a dona de casa que rompe seu papel, e a mãe que assombra o filho são personas de peso, que criem a ‘angústia’ das cenas, BC: se tivesse que associá-las a algum tipo de arquétipo, quem elas seriam?

Dutra: A figura da mãe aparece em diversos trabalhos meus como uma presença absoluta, poderosa para o bem ou para o mal. Tenho uma relação muito boa com a minha família, mas algo me impulsiona a escrever sobre ambientes íntimos e domésticos como se estes fossem palco para encenações de lutas simbólicas entre bem e mal, sagrado e profano.

BC: A música e a sonoplastia de Dutra – Você citou numa entrevista que em “Quando eu era vivo”, a música é do universo da casa, a sonoplastia é marcante em seus filmes. Uma casa thriller ideal teria qual trilha sonora?

Dutra: A música pode atrapalhar um filme, por isso sempre tive receio em usar trilhas muito presentes. Estou trabalhando uma trilha completa para o filme novo, e aprendendo muito no processo. Tento fazer com que a música brote dos personagens e da ação dramática. É como se ela fosse o som da respiração deles. Tendo a preferir (inclusive como compositor) melodias bem desenhadas, e não “música de clima”.

BC:  Comente um pouco sobre seu gosto musical e como ele lhe inspira? Vi de Caetano, passando por Tom Zé, e Barbra Streisand, o que você anda ouvindo?

Dutra: Ouço de tudo, tudo mesmo! Toco piano e componho um pouco, o que me ajuda ao longo dos processos de criação em geral. Mas tenho, é claro, certas obsessões: Stephen Sondheim e trilhas de filmes da Disney (em especial as compostas pelos irmãos Sherman) estão sempre tocando por aqui. Tom Zé, Dolores Duran e Marlene também. E talvez minha cantora preferida seja Fiona Apple.

InspiraçõesBC: Stephen King, um ator do porte de Marat Descartes sempre presente e Juliana Rojas, como eles aguçam seus roteiro e a inspiração em sua trajetória cinematográfica?

Dutra: As parcerias são parte muito importante do meu processo criativo, e isso inclui os 15 anos de trabalho em dupla com a Juliana – estamos sempre metidos nos filmes um do outro. Cito também Caetano Gotardo, Daniel Turini, Sérgio Silva e João Marcos de Almeida entre os parceiros de vida e trabalho. O Marat, a Helena Albergaria, a Gilda Nomacce e a Clarissa Kiste estão entre atores com quem sempre trabalhamos e com quem pretendemos voltar a trabalhar. Stephen King mora na minha cabeceira desde que tenho doze anos de idade. O primeiro que li foi Misery (Angústia, no Brasil). O último foi Joyland. O universo de King é infinito e ele transita por cada beco com um prazer que não se esgota e que contamina a leitura. Me sinto apaixonado por ele, de certa forma. Há amor envolvido no gesto de ler um livro dele. E sua escrita só melhora com os anos.

Trajetória – BC: Até a adaptação do literário “A Arte de Produzir Efeito sem Causa”, de Lutarelli, para seu roteiro cinematográfico foram cinco anos após a leitura. Como foi esse período de “assimilação”, digamos assim ?  E depois um até curto tempo para a escrita do roteiro. Percebe-se um certo respeito seu, não só pelo seu ritmo como pelo da obra em si, é isso mesmo?

Dutra: Eu li o livro enquanto pesquisava para outro projeto, em 2008. Mas o convite para dirigir a adaptação veio do produtor Rodrigo Teixeira em 2011. O tempo de espera foi providencial, e também natural. Foi bom ter feito esse filme depois do “Trabalhar Cansa”.


Estilo –  BC:  Horror psicológico ou “Horror fantasy”, comparado até ao “O Iluminado” (década de 80), este parece ser o estilo que você imprimiu em seus dois últimos filmes, o que lhe atrai nesta estética? Sua leitura de Stephen King, convive com roteiros que de alguma forma falam da família. De comportamentos familiares, sejam de rompimento e mudança em “Trabalhar Cansa” ou de ‘ claustrofobia’ em ” Quando eu era vivo”. Você quer este rótulo ou não é rótulo…para seus filmes, horror psicológico, este tema familiar ainda terá desdobramentos em outros filmes ou roteiros que possamos esperar? Ou vem alguma, não programada, mas talvez uma virada de estética sua? Você pensa nisso?

Dutra: Eu gosto muito de diversos gêneros, em especial o horror e o musical. Pretendo seguir trabalhando dentro deles, e não me incomoda nem um pouco que os filmes sejam classificados, catalogados, separados em gêneros ou prateleiras. Eu mesmo sempre convivi com isso na época áurea da video locadora. O que me incomoda é que um filme tido como difícil de classificar seja considerado menor ou ruim por conta dessa
dificuldade. Acredito que uma mistura de gêneros é possível, e pode também ser comercial. E acredito que não dá pra remover o humor, qualquer que seja o gênero do trabalho. Como levar as coisas a sério demais? “As Boas Maneiras”, um dos meus próximos filmes com Juliana, retoma diversos dos nossos temas anteriores.

CenárioBC: Há um certo ar ‘ barroco’, é a iluminação ou a falta dela na casa, são anjos, bustos e rostos, um colorido do quarto da inquilina mas em ‘ retalhos’, como essa estrutura da casa foi ganhando vida no seu roteiro?? É isso mesmo, um barroco? (aqui me refiro somente, claro, a ” Quando eu era Vivo”) .

Dutra: Como o filme ainda está em finalização, me limito a dizer que a casa do filme passa por algumas grandes transformações – assim como o protagonista.
O que eu vi e humildemente comento e pergunto – Assisti Carnage, (O Deus da Carnificina) de Polanski, e é sobre relações entre casais, filhos, raiva, e há a claustrofobia, que chega a ser cômica no ‘surto’ durante as discussões dos casais, você gostou deste filme, não há thriller exatamente, mas angústia e
um ritmo entre altos e baixos.

BC: Além de ser uma adaptação, desta vez de uma peça, o que você acredita que o público, de modo geral, reflete ou que eles assimilam de todos estes ‘ sentimentos e detalhes’ que um diretor, como você por exemplo, ou Polanski, tentam imprimir em suas obras? 

Dutra: Eu li a peça Carnage porque admiro o trabalho da dramaturga Yasmina Reza. Li há anos, antes de ver o filme. Gosto muito do texto, mas acredito que é um texto muito complicado de encenar e que a versão do Polanski é certamente muito boa e acertada. Ainda assim, me parece algo pensado para o palco, e que talvez encontre sua potência máxima lá. Ressalvas pontuais feitas, me divirto imensamente com o filme. E acredito que “Deus está nos detalhes”. Tudo conta. Um diretor como Polanski, por exemplo, sabe disso, e inunda o filme, os atores, o cenário, de pequenos comentários, gestos, objetos, cores, mudanças de luz. Quando assistimos a um filme não paramos para pensar em cada detalhe. Mas eles estão lá, e narram, e essa sensação de riqueza narrativa é compreendida pelo nosso corpo em muitos níveis.

Por Fabíola Mello

[Cabine da Pipoca] Ao redor de uma vela, o começo

Sabe quando comecei a escrever pensei, vou falar sobre um dos filmes franceses que adoro, Albergue Espanhol ou Bonecas Russas, mas me deu vontade de mudar tudo e falar de filosofia em francês.
Calma, num é bem assim, precisamente é um desafio e ao mesmo tempo uma delícia de ver, vou falar logo vai: “Ce n’est qu’un début” ou em português, “É apenas o começo” é um documentário que tive a sorte de ver no Canal Futura. Foi meio assim do nada, zapeando mesmo, e parei vendo simplesmente crianças de 3 a 4 anos debatendo na escola temas como amor, morte, cidadania, liberdade.

Parei pra vê-los, com a maior segurança, e animação, falando que bem o amor, um de cara bem ‘ bolachuda’ diz convicto: “É quando meu papa e mi mama se amam, e quando eles não se amam eles não conversam”.
A aparente simplicidade das respostas, ou suposta facilidade de se filosofar ou praticar o ato de pensar aos 3 ou 4 anos, cai por terra. A professora precisa conter a dispersão de um, o bocejo de outro, todos falando ao mesmo tempo, as brigas entre meninos e meninas sobre seus, digamos, direitos.
Foram 2 anos de filmagem, acompanhamento com os pais, numa escola pública, com um contingente em sua maioria de crianças imigrantes, africanos, chineses, albaneses e por aí afora.
Esse jardim da infância tem seus protagonistas, sempre os que se destacam, se posicionam mais, e nisso já fazem seu exercício de filosofar, são os “pensadores”: o agitado Azouaou Abderhamene, sua debatedora que lembra um estilo Queen Katiffa total: Louise, Shana, Kyria e Yanis.
Vou contar o filme, porque mesmo que eu fale e fale, só vendo mesmo expressões, risos, interrupções bizarras, eles são demais mesmo, impagável!
Bem, a escola é a Jacques Prévert, a professora (santa, fofa de plantão e com uma habilidade para controlar o público) Pascaline, faz as crianças sentarem num círculo ao redor de uma vela acesa.
Nessa fase, tudo tem um ritual, um momento para começar e acabar. Se continuássemos assim a vida toda, saberíamos melhor nossos limites, anyway, vamos às crianças. 
Bem, imagine a cena: uma classe dessa, toda correndo, bagunçando, e aí a professora diz que é a hora de debatermos, mas que a equipe de filmagem também está chegando.
É o fim de qualquer controle não? Câmeras, crianças e filosofia, hein?
Bem francês isso, mas deu certo, e olha que ao terminarem o projeto e as filmagens, eles ficaram tristes, disseram assim: “É….., no começo era chato, mas a professora era legal, e a gente podia falar de tudo, eu vou ter saudades, e agora? Não vamos mais vê-la, não podemos mais conversar?!” Quando tudo termina, os alunos já estão com 5 anos, e as ideias e ideais começam aos poucos a se cristalizar. Ah, que pena!
Mas sabemos que isso nunca acaba, então vamos às histórias…
Um dos professores, Pierre Barougier conta que quando o carro de filmagem chegava  as crianças diziam “olha, olha esta é a filosofia, a filosofia aqui!
Nossa, câmeras viraram sinônimo de filosofia e as crianças queriam sim sua presença! Contavam os maiores deslizes de seus pais, preconceitos, brigas, uma chinesinha falou suavemente que os pais passaram e fingiram não olhar para uma senhora de rua que pedia comida. “ Eu até falei, mamãe olha essa senhora no chão, mas nem deu tempo, eles nem olharam.”
Outro se diz mais na “democracia” e “melhor aceito” quando viajou com a família para a África do que na França, e olha que ele é bem enfático viu! Claro, deixou seu depoimento lacônico, mas perfeito, “o amor é um código”, assim como se fosse super simples definir algo que ninguém até hoje conseguiu, mas para ele era assim e a professora deu continuidade.
Muitas vezes ou eu me matava de rir, outras não queria estar no lugar da professora, e agora o que falar? Como explicar ou seria melhor não explicar e deixa-los vivenciar?
E se você pensa que os pais ficaram de fora, não neste filme, eles participam, e ouviam e viram suas vidas sendo desveladas num instante na sala de aula. Um menino toma seu sorvete e o pai pergunta, mas você fez isso mesmo, você brigou por que? E ele num ar nonsense “ Não lembro…”, e repetiu isso umas duas vezes pelo menos, no que o pai se deu por vencido, por hora.
Gente, pode parecer uma série de situações comuns, de crianças sinceras, em sua ingenuidade e tal, mas está longe disso, claro, ri muito, é muito bom vê-los dizendo sabe toda aquela verdade que você quer dizer às vezes, não?!
O filme revelou comportamentos e atitudes entre os alunos que mostram claramente que eles entram em um processo de reflexão crítica . Os pais, “não podia acreditar que seus filhos eram assim tão inteligentes!“; conta Isabelle Duflocq.
É o que sempre penso, digo humildemente, isso…vai lá subestimar seu leitor, seu espectador pra você ver, ele te dá uma olé, seu filme é um fracasso, seu artigo uma chatice, imagina se o tal mantiver essa alma crítica, alimentada desde os 3 anos.
É apenas o começo não é só um filme, um documentário, como quiserem chamar, é um projeto que fica pela vida, que envolve a família (algo raro no ambiente escolar, e sabemos bem disso), e demonstra que gostamos de pensar sim, que buscamos o debate junto ao grupo e queremos uma vela acesa, seja um líder, um professor que marcou sua vida, um amor, um ideal.
E, acreditem, essa vela nunca apaga, porque assim como as crianças disseram ao final, nós sentimos falta, e queremos sempre mais, mais isso é o bom, porque toda experiência está sempre começando!

Ascenda sua vela e ouça a música tema de Ce n’est qu’un début, a autoria é do tunisiano Anouar Brahem, cuja inspiração está no estilo instrumental árabe, está no ábum Astrakan Café:
Direção: Jean-Pierre Pozzi, Pierre Barougier
Produção: Ciel de Paris Productions
Duração: 1h 35 min
Produzido em: 2010

[Cabine da Pipoca] 25 anos sem o Rei Seu Madruga

Esta semana no Cabine da Pipoca, não terá nenhum filme em destaque, como lançamento, recorde de bilheteria ou então, apresentação de atores de Hollywood ou então, longas-metragens super ‘high-tech’ e com alta evolução em tecnologia e efeitos visuais e sonoras.
Nesta semana será uma homenagem ao grande ator mexicano, que mesmo nunca vindo ao Brasil, conseguiu atrair muitos fãs, sendo eternizado como o rei do humor, Don Ramón Valdés, ou mais conhecido como Seu Madruga.

Ramón foi um ator e comediante mexicano, célebre por interpretar o personagem Don Ramón (Seu Madruga, no Brasil) na série de televisão El Chavo del Ocho, além de ter atuado nos mais diversos papéis em outras produções do escritor Roberto Gomez Bolaños, tais como El Chapulín Colorado e Chespirito.
Sua carreira teve início na Era de Ouro do Cinema Mexicano, junto com seus irmãos Manuel “El Loco” Valdés e Germán Valdés Tin Tán. Seu personagem alcançou o status de ícone da cultura popular em grande parte da América Latina.
Inicialmente, ele, Roberto Gómez Bolaños (Chaves) e María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) começaram com o programa ” Los supergenios de la mesa cuadrada”, durando até 1970, quando iniciaram as filmagens de Chapolin Colorado e, finalmente em 1972, Chaves.

Ao final da década de 70, Ramón deixou o programa e diversos rumores a respeito do motivo surgiram, nenhum sendo confirmado até que seu filho, Estebán Valdés, declarou que o pai havia abandonado o seriado devido Florinda Meza, a Dona Florinda e mulher de Roberto Bolaños, querer controlar o programa, então foi nessa época que Valdés e Carlos Villagrán (Quico) viajaram

apresentando o programa Frederico, em que Ramón representava o dono de uma loja.
Já na década de 80 foi descoberto um tumor maligno no estômago, fazendo com que fosse internado, passando a maior parte de seus últimos dias sedado até que em 9 de agosto de 1988, após 7 anos lutando contra o câncer, Ramón Valdés faleceu, mas seu legado resiste até hoje, sendo assistido e adorado inclusive pelas gerações mais recentes.
Relembre abaixo os famosos bordões, do grande e eterno rei Madruga:
A virtude do bem viver está nos princípios morais.
Tinha que ser o Chaves (mesmo/de novo) (depois que Chaves o dá uma bofetada acidentalmente)
Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar.
Segure isso aqui. (quando pede para Chaves segurar alguma coisa dele antes de bater)
Toma! (quando bate em Chaves)
Eu posso explicar (Quando o Seu Madruga quer explicar para a Dona Florinda antes dela bater nele, mas ela sempre bate nele sem deixá-lo explicar)
Só não te dou outra porque… (depois que bate em Chaves e o garoto começa a chorar. Às vezes, ao fim dessa frase, ele fala algo sobre sua vozinha, que é anteriormente citada por Chaves, em consequência de algum fato que ocorreu após apanhar de Dona Florinda)
Digo… digo… (dito para Dona Clotilde, quando ele a chama de bruxa acidentalmente ou ao Sr. Barriga, quando ele erra o seu nome)
Chiquinha, vá já pra casa!
Chiquinha, cale a boca! (geralmente quando Chiquinha o interrompe quando ele está conversando com alguém)
Dá licencinha pro Madruguinha ou Uma licencinha pro Madruguinha que vai tomar um cafezinho/uma aguinha
Que que foi, que que foi, que que há?/Que que foi, que que foi, que que isso!?
Francamente, Francamente!
A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
As pessoas boas devem amar seus inimigos.
Desculpe… atores conhecemos, costumes não sabemos. (frase dita ao querer emprestar seu macaco para Héctor Bonilla consertar seu carro)
Escute, aqui minha senhora… (Quando Dona Florinda está brigando com Seu Madruga)
Não há nada mais trabalhoso que viver sem trabalhar!
E tudo por culpa de quem? (Referindo-se ao Chaves, após apanhar de Dona Florinda, porque na maioria das vezes a culpa é dele)
Diga ao seu Barriga que eu fui cortar o cabelo do Kojak. (tentando fugir do aluguel)
Um momentinho, um momentinho.
Não chame a srta. Clotilde de bruxa.
Não se pode dormir aqui com tanta criança, com tanta bruxa! (tentando dormir por causa da insônia)
Já te dou uma cacetada!
E é com o rei Madruga que nos despedimos, aliás não queremos ser acordadas às 11 da madrugada, como o Rei e por isso, a gente vai saindo, mas voltamos na semana que vem, com mais Cabine da Pipoca.
Bons sonhos para toda a tripulação d’O Barquinho Cultural e principalmente para o rei Madruga, que dorme com um bebê, mesmo chegando as 4:30 da madrugada.
Por Priscila Visconti (sou apenas uma súdita do reino Madruga)

[Cabine da Pipoca] Homem de Aço e Homem Morcego juntos nos cinemas

Ainda com as novidades da Comin-Con deste ano, vamos continuar nos super-heróis, semana passada foi tipo um especial ‘Marvel’, nesta semana será a vez dos heróis da liga da justiça, que irá dar o ar de suas graças aqui em nossa embarcação, pois tudo indica que em breve terá uma parceria do homem de aço com o homem morcego, as dois grandes personagens da liga da DC.
O diretor Zack Snyder anunciou na Comic-Con deste ano, que Batman e Superman estarão juntos no filme que segue o sucesso “O Homem de Aço”, da Warner, porém ainda não escolheu o ator que viverá o Homem-Morcego no novo filme.

“Estou empolgado para voltar a trabalhar com Henry Cavill neste mundo que criamos, e não vejo a hora de expandir o Universo DC neste próximo capítulo”, diz Snyder, que completa: “Vamos falar a verdade, é para lá de mitológico ter o nosso Superman e nosso novo Batman se enfrentando, já que eles são os maiores super-heróis do mundo”.
A próxima aventura com os personagens da DC segue “O Homem de Aço” e ainda não tem título, mas promete uma dinâmica entre Batman e Superman semelhante à retratada por Frank Miller no clássico dos quadrinhos “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. A história do novo filme é de Zack Snyder e David Goyer, que também escreve o roteiro.
A aventura, que começa a ser filmada ano que vem para uma estréia na temporada do verão americano de 2015 (enfrentando a continuação de “Os Vingadores”, o novo “Star Wars” e o quinto “Piratas do Caribe” nas bilheterias) é produzida por Charles Roven e Deborah Snyder, com Christopher Nolan como produtor executivo ao lado de Emma Thomas, Benjamin Melniker e Michael E. Uslan.
Henry Lennix apresenta o logo da parecria Superman e Batman, na Comic-Con 2013:


Se ligam, que ainda tem mais novidades cinematográficas da Comic-Con 2013 e iremos intercalar com outras novidades do cinema, por isso, não perca a próxima sessão aqui no O Barquinho Cultural.