Manhã de sábado, estava com sono, tinha acabado de fazer minha parte da faxina de casa até que alguém brinca no facebook que o Niemeyer tava se mostrando imortal, já que até a Hebe Camargo tinha morrido e ele não. De pronto me assustei com a informação: como assim a Hebe morreu? Procurei em portais de notícia, na busca do twitter e nada de encontrar algo consistente. Achei que era brincadeira até que um desses jornais tradicionais informaram, por meio de um tweet, a morte da comunicadora e que em breve traria mais informações. Depois de um, dois, três, quatro, até que todos os jornais e revistas conhecidos publicaram a mesma coisa, ainda que sem muitas informações. Até aí, eu achava que não passava de uma brincadeira, logo iriam desmentir isso. Quando os grandes veículos noticiaram o falecimento de Hebe Camargo e até o Jornal Hoje anunciou… Bom, pensei: é verdade.
A televisão brasileira deu adeus a uma das mais queridas e carismáticas personalidades do mundo da comunicação. Hebe tinha muitos talentos, foi apresentadora de televisão, cantora, atriz e humorista. Uma das suas primeiras encenações foi em 1970, na telenovela da TV Record As Pupilas do Senhor Reitor, como Magali. Oito anos depois, em 1978, gravou uma participação em O Profeta, telenovela da Rede Tupi. Em 1980, participou de Cavalo Amarelo, telenovela da Rede Bandeirantes, durante a cena do enterro de um dos personagens. Finalizando sua atuação em novelas, Hebe participou, em 2009, de Amigas e Rivais, telenovela do SBT, emissora pela qual estava contratada nesse período.
No cinema, Hebe atuou em Zé do Periquito, filme de 1960, dirigido por Mazzaroppi. Neste, ela explorou seu lado cantora e encenou alguns números musicais. Emprestou sua voz para uma personagem de Dinossauro (2000), a Baylene; atuou em Coisas de Mulher (2005) e em 2009 contracenou com Xuxa, Luciano Szafir, Sasha Meneghel, Angélica, Luciano Huck e Fafi Siqueira em Xuxa em O Mistério de Feiurinha, como a Rainha-mãe.
Hebe deixará saudade, mas, como dizem, quem é rainha nunca perde a majestade. (08/03/29 – 29/09/12)
Olá galera, blz ? Antes que vocês se espantem com o título eu explico que ele está correto Sim! Exato! Jesus está voltando em 2012 com o musical ‘Jesus Christ Superstar’ que tem sua estréia marcada (e já esgotada) para o dia 21 de setembro na ,já consagrada, O2 Arena em Londres .
O famoso musical escrito por Tim Rice e Andrew Lloyd Webber em 1969 conta a história de Jesus Cristo com roupagem atual (que inclui até gírias) retrata a ultima semana de vida de Jesus Cristo desde sua chegada a Jerusalém até sua crucificação mostra também Judas insatisfeito com a falta de planejamento político de Jerusalém e com as afirmações de que Jesus era o Messias! Jesus Cristo Superstar que não apenas foi peça de teatro mas também filme agora ganha mais uma vez vida através de uma tour feita em arenas europeias. O elenco conta com Melanie C (sim,a Sporty Spice) como Maria Madalena,Tim Minchin como Judas, Chris Moyles como Rei Herod e Bem Forster como Jesus. [Ben Forster que cuiriosamente foi escolhido através de um reality show feito para a busca deste que seria o novo MESSIAS da peça.]
Quem não viu o filme , segue o link para assisti-lo já que ao menos por hora essa tour não tem previsão de passagem pelo Brasil.
Pra quem ficou curioso segue a performance de Melanie C,Tim Minchin e Bem Forster cantando “Everything’s Alright” que fará parte da peça.
Assisti, há algumas semanas e inclusive comentei no meu twitter (a quem for de interesse, @marquestela), um filme um tanto metalinguístico. Uma das histórias contadas era a do cinema. Nesta, uma das personagens fora produtor, diretor e ator dos seus próprios filmes e isso me fez lembrar do Charlie Chaplin e dos seus vários personagens e variadas funções no mundo da sétima arte.
Quem não se lembra da imagem de um moçoilo vestindo fraque, calças e sapatos maiores que se número; utilizando cartola, bengala e, para terminar de compor o particular visual, um bigode-de-broxa? Carlito, ou o Vagabundo – como conhecido no Brasil – foi o principal personagem de Chaplin em toda sua carreira. Em entrevista dada há alguns anos, ele conta que The Tramp surgiu de uma ideia de última hora. Ao encontrar calças largas, um paletó apertado, uma pequena cartola e um par de sapatos maior que seu número, despertou a vontade de criar um personagem contraditório, cômico (para tanto, terminou de compor o visual com um pequeno bigode), romântico e frustrado nesta última característica. A personagem atuou em Tempos Modernos, dirigido por Chaplin e considerado uma forte crítica ao sistema capitalista, às políticas do imperialismo e liberalismo, ao militarismo e outros comportamentos referentes aos anos 1930.
Em Luzes da Ribalta, Charles Chaplin pôde trabalhar com todos os seus talentos. Ele dirigiu, produziu, financiou, escreveu o roteiro; foi cinematógrafo, músico, regente de orquestra e ator, interpretando Calvero no filme. A personagem é um antigo palhaço de teatro bastante reconhecido que vive o atual fracasso da sua vida enquanto ator. Envolve-se com uma dançarina ao tentar salvá-la de um suicídio e é a partir daí que a história se desenvolve. Ganhou o Oscar de melhor música em 1952 e, no Brasil, foi regravada por importantes intérpretes, como Maria Bethânia.
Seus últimos trabalhos foram A King in New York (1957) e A Countess from Hong Kong (1967), nos quais ele escreveu, dirigiu, produziu e atuou, fazendo sua última aparição na década de 1960 como mordomo. Após a conclusão deste mesmo filme, sua saúde começou a se fragilizar mais e no meio dos anos 1970 sentia dificuldade para se comunicar e passou a se locomover com a ajuda de cadeira de rodas. No natal de 1977, dormindo, sofreu um derrame cerebral que o levou à morte.
Sonhos todos nós temos, dos mais simples até os mais inusitados, temos que correr atrás deles, para que não se tornem meras frustrações em nossas vidas, e o que nós queremos mostrar hoje na nossa Cabine da Pipoca é que por mais impossível que seja nossos sonhos, nunca podemos desistir, ainda mais se tivermos amigos para compartilhar esses momentos. Essa foi uma pequena introdução para relatarmos sobre o filme Colegas, vencedor do Festival de Cinema de Gramado 2012. O longa traz a história de três amigos com Síndrome de Down, abordando da forma mais simples e poética as realizações desses jovens, que só queriam buscar a felicidade e curtir a vida.
Conversamos com o diretor do filme, Marcelo Galvão, que nos contou um pouco sobre a história do filme, entre outras coisinhas mais. Se liga abaixo, na entrevista que ele nos concedeu a O Barquinho:
1- Como foi e quanto tempo demorou a gravação do filme?
A filmagem do Colegas foi um processo incrível e poderá ser conferido pelo público quando lançarmos o documentário “Três Vidas e um Sonho”. Foram 12 semanas de muito trabalho e dedicação: ficamos 10 semanas na região de Paulínia (SP), uma semana no sul do Brasil e uma semana na Argentina.
2- O elenco pelo que estávamos lendo no blog do filme, é bastante interligado e conectado entre si, certo?! Como foi a reação da equipe ao ganhar o prêmio de Melhor filme do 40ª edição do Festival Cinema de Gramado?
A turma do Colegas é muito unida, somos uma família, este filme criou laços profundos de amizade entre muitas pessoas da produção e do elenco. Quanto ao Festival de Gramado, foi emocionante e inesquecível o momento em que Colegas foi anunciado como Melhor Longa Metragem Brasileiro. Depois de sete anos de muito trabalho e dedicação, vencer um prêmio tão importante como este foi um coroamento maravilhoso.
3- Sobre a captação de recursos, veio de empresas privadas, do próprio bolso ou do governo? Vocês acham que o Min. da Cultura tem investido no cinema e na cultura em geral no país, ou precisa se formar melhor e investir mais neste nicho? Colegas é meu quinto longa-metragem, mas foi o primeiro que fiz com recursos de leis de incentivo provenientes de empresas e também do governo. Quanto ao Ministério da Cultura, acho que eles têm investido de maneira significativa em cinema, contribuindo muito para a evolução deste setor no Brasil, inclusive com nova lei e ações que fomentam os negócios das produtoras independentes. Posso dizer que somos privilegiados em relação ao demais países, pois o Brasil é o único lugar do mundo onde existem leis de incentivo à cultura.
4- Vocês tiveram algum tipo de preconceito, pelo filme se tratar de pessoas com Síndrome de Down e algumas empresas não quiserem associar sua marca ao filme? Como vocês reverteram essa situação para agregar outras empresas patrocinando ao filme? Sim, enfrentamos muito preconceito na captação de patrocínios. Muitas empresas alegavam não ter interesse em associar a marca a um projeto com pessoas com síndrome de Down, sem perceber que o filme é muito maior do que isso. Colegas é um filme sobre sonhos, coragem, superação, amizade, amor, temas estes que são universais e atemporais. Além disto, o grande barato do Colegas acontece quando você esquece que os atores são Down – a partir daí, a gente se envolve com os protagonistas, se emociona, ri, torce por eles. Felizmente, conseguimos captar patrocínio junto aos que viram o filme como um incrível projeto de inclusão social e valorização da diversidade através do cinema e fizeram nosso sonho se tornar realidade. São eles: Sabesp, Prefeitura Municipal de Paulínia, Petrobras, Neoenergia, AkzoNobel, KSB, Libbs, NET, Locaweb, CVC, Docol e Senac.
5- O filme é um retrato para mostrar a sociedade de que as pessoas com Síndrome de Down podem sim terem uma vida normal como qualquer outra pessoa?
Antes de mais nada, o filme mostra que não existem limites para os sonhos. Quando você percebe o exemplo dado por três jovens Down que saíram em busca de seus sonhos, surge a reflexão “o que acontece na vida da gente quando vamos em busca dos nossos maiores sonhos?”. Colegas vai desmistificar o tema “Síndrome de Down”, mostrando a surpreendente capacidade desses jovens. Com isso, esperamos quebrar paradigmas e ajudar a combater o preconceito.
6- Agora que vocês já ganharam o Kikito de 2012, quais as próximas artimanhas que vocês pretendem almejar, perante ao filme? Queremos percorrer vários festivais de cinema no Brasil e exterior e lançar o filme no circuito comercial das salas de cinema do Brasil em 9 de novembro de 2012. Até lá, criamos um projeto de crowdfunding no site Catarse para levantar recursos para estarmos no maior número possível de salas de cinema no país. Quem quiser ajudar, visite: www.catarse.me/colegas. Há recompensas bem interessantes para quem investir no filme. 7- Para finalizar, conte-nos um pouco sobre a estreia oficial e como vocês pretendem promover o filme na semana de lançamento? Como falei, a estreia está confirmada para 9 de novembro de 2012 através da Europa Filmes. Prevemos diversas ações na mídia para dar visibilidade ao lançamento nacional, bem como participação em eventos ligados à inclusão social. Acabamos de participar do I Seminário Nacional sobre Síndrome de Down de Vitória da Conquista (BA) e nossa ideia é marcar presença em muitos debates do gênero.
Paris no filme A Invenção de Hugo Cabret. Foto: Divulgação
Por vezes tentava entender por que as pessoas cobiçavam tanto Paris. Por vezes eu resistia em não querer visitar a cidade, tentando não me render a esse clichê. Esta semana, fui tomada pelo cenário épico e romântico da capital francesa ao assistir A Invenção de Hugo Cabret, vencedor de cinco categorias das onze às quais fora indicado ao Oscar 2012. Desconfio que meu interesse por Paris tenha se dado, principalmente, pela época em que é rodado Hugo. Tenho um certo apreço pelos anos 1930, pela comportamento da sociedade e pelo que viviam os franceses naquele período. As construções locais, a forma que elas foram exploradas e a montagem das cenas unindo na mesma fotografia as belezas natural e construídas pelo homem somaram-se às minhas preferências anteriormente citadas e derrubaram as barreiras que me separavam do senso comum.
Compactuando do mesmo cenário, Moulin Rouge (2001) é encantador a seu modo. O filme traz a Paris dos anos 1889, caracterizada pela época em que a sociedade francesa comemorava um período de otimismo causado pelo crescimento industrial e valorização da sua cultura. No musical, o escritor Christian se apaixona pela cortesã mais desejada do famoso cabaré, Satine, e acaba se envolvendo numa relação de ciúmes, perigo e paixão, propondo um triângulo amoroso com o rico e possessivo Duque.
No que respeita o romance característico de Paris, podemos falar de um filme que representa muito bem esse estigma. Quem não se lembra do Corcunda de Notre Dame? A animação do mundo Disney encanta crianças e adultos com sua história e com as ruas da capital francesa. O filme centraliza-se numa das mais conhecidas construções do local, a catedral de Notre Dame, e este espaço torna-se palco de uma bonita e verdadeira história de amor.
Posso perfeitamente compreender o que motiva Paris a ser um dos destinos mais desejados do mundo. As obras cinematográficas conseguem aproveitar a cidade em seus romances explorando suas belezas e projetando em nosso consciente a vontade inconsciente de viver uma história de amor tão bonita, forte e sincera como são representadas nas montagens que a têm como cenário. Vários outros filmes foram rodados na cidade mais importante da França e eis uma oportunidade difícil de se descartar para conhecer a cidade mais romântica do mundo.