O filme do rei do pop, Michael chega aos cinemas gerando bastante burburinho pela crítica especializada estar dando reviews extremamente negativas para o filme, causando uma grande revolta por parte dos fãs que estão bastante empolgados com a obra.
O foco principal das críticas está no fato do filme ser um “show” em formato cênico e que eles suavizaram a vida polêmica e conturbada do cantor em sua tão aguardada cinebiografia mas será mesmo que o filme é esse desastre?
O filme, dividido por décadas referentes a vida do artista, começa contando sobre a história do grupo musical The Jackson 5, composto pelos irmãos Michael, Jermaine, Tito, Jackie e Marlon Jackson, mostrando sobre como eles se preparavam para que suas apresentações fossem sempre perfeitas, suas inspirações e também, o relacionamento agressivo do Joe Jackson com os filhos (principalmente com o Michael). Mesmo tendo a família envolvida na produção do filme deixaram claro que o Joe Jackson que foi interpretado pelo Colman Domingo era o grande vilão da história, pois via os seus filhos somente como produtos e máquinas constantes de fazer dinheiro. Logo de início já encontramos um grande ponto positivo para o filme que é o elenco, o ator que deu vida ao Michael Jackson jovem deu um grande show de carisma e talento além de ter uma grande semelhança com o cantor.
As cenas musicais são extremamente bem construídas e nos levam de volta para as apresentações mais icônicas do grupo e o sentimento que fica é a imensa nostalgia que essas cenas transmitem. O longa avança e nos apresenta um Michael que a mídia escondeu e distorceu ao máximo, um homem doce, extremamente carinhoso e generoso com os seus fãs e isso é transmitido pelo resto do filme com bastante positividade e amor ao astro do pop.
O vitiligo é abordado brevemente, além do acidente que Michael sofreu nas gravações do comercial para a Pepsi que queimou parte do seu couro cabeludo então o filme aborda alguns temas sensíveis de uma forma bem leve sem perder o foco principal que é o próprio cantor. Além disso podemos presenciar o processo criativo de seu primeiro álbum e sobre como ele queria ser de fato um grande artista derrubando a divisão de cores e raça que ainda é presente no mundo.
Michael é um prato cheio para os fãs e trás uma adaptação respeitosa, com um elenco dedicado e extremamente talentoso, principalmente o ator Jaafar Jackson, que estrela como personagem principal da trama. No fim, a única preocupação enquanto assistimos ao filme é se manter colado na cadeira e não se levantar pra dançar no meio da sala de cinema.
O filme chega aos cinemas brasileiros dia 23 de Abril, mas já nos deixa ansioso para uma segunda parte que promete chegar aos cinemas no final de 2027, ou meados de 2028.
por Nicolas Neves



