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[Fluoxetina dominante] Um boteco para se sentir livre

A rua é pouco agitada. Centro de São Paulo, Anhangabaú. A porta de entrada mais se parece com um simples acesso à sala de uma casa.
A passagem é estreita e contém uma descida com cerca de 20 degraus até o espaçoso salão. Do lado esquerdo, logo após as escadas, um amplo painel de vidro expõe alguns livros sobre xadrez e algumas imagens de bandas consagradas do rock mundial.
À direita fica o bar, composto por diversas cervejas, cachaças interioranas e incontáveis garrafas de bebidas.  Mais ao centro do salão estão as cinco mesas de bilhar e, num dos cantos, o aparelho de som.
O ambiente é calmo, mas não chega a dar sono. É uma espécie de prazer por não estar fazendo algo de extraordinário num lugar superpop.
Pufes coloridos jogados pelo chão, ao lado do quinteto de mesas verdes de sinuca, dão um ar jovem e alegre ao espaço. Rui Chapéu, Bob Marley, Cazuza e Clark Kent estariam à vontade por ali. O som segue na altura necessária para se curtir as batidas, ingerir álcool e trocar palavras sem ser incomodado. A satisfação reina.
Alemão e sua esposa, os donos do A Gruta Bar, estão quase sempre à disposição para o atendimento, exceto quando ele esta´envolvido numa partida de xadrez. Neste caso se torna mais ausente. A esposa supre o desfalque e segue no atendimento.  R$ 0 para pisar, respirar lá dentro. R$ 2,50 a cachaça da casa. R$ 4,50 a cerveja Itaipava. R$ 3 a porção de amendoim. Com R$ 20 sai-se feliz de lá, além de muito bem atendido e com a cabeça cheia de inspirações e boa música.
Estar praticamente no pé da rua Augusta, um dos mais fervorosos polos culturais de São Paulo, faz com que o A Gruta beba da água “marginal” que cai da fonte mais alternativa da cidade. Pessoas de bem, sem preconceito, com sorriso no rosto, maleáveis, solícitas e em busca de diversidade cultural. Essa é a definição do publico frequentador d’A Gruta.


Serviço


A Gruta Bar
Rua Major Quedinho, 112-A – Anhangabaú (Centro)
Tel.: (11) 3231-0185
Site: agrutabar.com.br

[Fluoxetina dominante] Alunos na ETEC de Artes cantam Drummond na Casa das Rosas

Você gosta de música e poesia?
E se elas estiveram juntas e compactadas em um único lugar?! Melhor ainda, né?
Nesta quinta-feira, 19, vai rolar o primeiro Sarau Musical, organizado pela Infinity Eventos e vai apresentar jovens talentos cantando poemas de Carlos Drummond de Andrade, o homenageado do ano pelo seu centenário.
Mostrando de literatura vai muito além dos livros, e música também pode ser arte poética.

Serviço:

Sarau Musical na Casa das Rosas – 
com obras de Carlos Drummond de Andrade


Dia: 19/ Julho
Horário: 19h às 21h
Local: Casa das Rosas
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Endereço: Avenida Paulista, 37 – Bela Vista
São Paulo/ SP
Mais informações: Fanpage do Evento

[Fluoxetina dominante] Uma dose de Augusta – A rua nos anos 2000

Sair para a noite paulistana e se sentir totalmente à vontade não é algo tão comum. Sair com o seu grupo de amigos e sofrer algum tipo de discriminação também é fácil acontecer.

Afinal, as pessoas são diferentes, a mentalidade é diferente e nem todos estão preparados para conviver com as diferenças.


Onde tem emo, metaleiro não vai; onde tem roqueiro, o pessoal do samba nem passa perto – e vice versa; onde toca reggae e dub, muitos nem querem conhecer o ambiente; lugar onde tem ‘puta rodando a bolsinha e lotado de puteiro’, filhinha de papai passa longe.

Bom, isso é o que acontece em qualquer outro canto do planeta. Menos na Rua Augusta, certamente uma das vias mais fervorosas da noite na cidade de São Paulo.

Lá, todos se misturam e se entendem, mesmo que cada um em seu respectivo ambiente e universo particular. Isso depois da virada do milênio. Antes era diferente. Bem diferente.

A rua Augusta começa, oficialmente, na rua Martinho Prado, próximo à Praça Roosevelt – região central da cidade – , e seu término é junto à rua Colômbia, no bairro dos Jardins. A principal via que corta a Augusta é a Avenida Paulista, tida como o coração de São Paulo e um dos polos comerciais e financeiros da grande metrópole.

Na década de 60,70 e 80 a rua Augusta estava em evidência. Era frequentada por muitos jovens, que iam com seus carros e motos estilizados se divertirem na rua do glamour.

Hoje a parte da Augusta que leva da Avenida Paulista sentido Jardins é a considerada como de elite. Também é conhecida como um shopping center a céu aberto. Neste lado da rua existem muitas lojas de grife, galerias, academias, restaurantes e bares sofisticados.

Já na parte que leva da Paulista para a Roosevelt, ou melhor, sentido centrão, é a parte mais popular. Baladas, bares, lanchonetes, bordéis, skatistas descendo a via e jovens se divertindo e bebendo na calçada. Isso é o que faz parte, hoje, do universo do lado ‘simples’ da Augusta. E isso é bom, segundo a maior parte dos comerciantes e donos de baladas.

A Augusta passou por um período não muito interessante em sua história. Logo após as décadas de ouro – 60, 70 e 80 – e com a chegada do grande número de bordéis na região, ali se tornou um espaço mal visto e discriminado, onde ‘só tinha gente do mal, drogados e putanheiros’.

Hoje, fatalmente ‘a gente do mal’ ainda existe e está por toda parte. E quem disse que isso é ruim? Mas eles, na Augusta, nos dias de hoje, se misturam com outras várias camadas da sociedade, graças também a chegada das baladas segmentadas à região.

Dia a dia a Rua Augusta se torna, cada vez mais, uma das regiões mais diversificadas e dinâmicas da cidade.

Veja também as fotos da Rua Augusta da nossa fotografa Marina Gimenez
[O texto acima é a introdução do livro “Uma dose de Augusta – A rua nos anos 2000”, produzido por Arilton Batista como Trabalho de Conclusão do Curso de jornalismo, em 2010, pela Unip – Universidade Paulista]. 

Teatro a sua disposição

Olá navegantes, tudo bem com vocês?
Bem, como vocês perceberam a @marciamartins13 e a @Ka_My não puderam postar esta semana aqui no blog, porém vocês não ficarão sem novidades tecnológicas e teatral. Ainda mais porque iremos unir ambas editorias.


Vocês já ouviram falar de Web Teatro?

Não!

Pois então, o Web Teatro é uma nova forma de entretenimento, no qual o internauta pode assistir uma peça via web com a mesma duração de uma peça convencional. Com a vantagem de você escolher quando e onde deseja assistir, e ainda pausar o espetáculo e voltar nas suas falas prediletas.

O Web Teatro é construído em ambiente 3D, ligeiramente animado, não comprometendo a visualização da peça e não há necessidade de fazer downloads de nenhum Software para conferir os espetáculos, basta a instalação do plugin Flash Player, ferramente presente em qualquer computador, ou seja, o mesmo plugin que você utiliza para visualizar vídeos no Youtube.
As peças tem um intuito de aproximar os deficientes auditivos do teatro e também aqueles que não tem muito tempo para se deslocar ao teatro.

E ai, o que acharam. Será que o Web Teatro pega com tudo por aqui?
Confira o resumo da peça ‘As Maravilhas: Outrora Rosas’ e o link abaixo para você conferi-la ao “web-vivo”.
Agora você não tem mais desculpas para não ir ao teatro!

É isso ai pessoal, espero que tenham curtido e até mais.
See ya..

Resumo:
A peça fala do amor incondicional entre duas pessoas. As Maravilhas: Outrora Rosas é uma filosofia sobre o amor entre duas pessoas que se compreendem ao mesmo tempo em que querem se descobrir, bem como seus sentimentos.

Este monólogo é uma animação interativa que requer leitura do expectador e foi trabalhado num contexto filosófico com psicologia voltada para o despertar da atenção, de forma a promover uma série de indagações interiores sobre o AMOR.

É um texto simples, belo em essência e caracteriza a vida do personagem no ano de 2100 envolto com todo um aparato tecnológico que apesar de toda comodidade não se sente feliz por não encontrar dentro de si o amor que desejava ter por sua amada.

Obs.: Duração estimada de 30 a 45 minutos de leitura do espectador. 
Dedicado à Valdivino Antonio Cruzeiro e Benedita Diniz Cruzeiro. 

Autor: Max Diniz Cruzeiro
Animação: Marcos Arrais
Música: MkM
Site da peçawww.lenderbook.com

Assista a  peça AQUI