[Total Flex] Entrevista com os criadores de Batima Feira da Fruta


Antes do YouTube, os jovens Antonio e Fernando, já gravavam  seus vídeos através de um vídeo-cassete de última geração (para a época, claro) que tinha um recurso para fazer dublagens e com o JVC 6700 eles gravaram um episódio do seriado do Batman dos anos 60.

E nós d’O Barquinho Cultural, através da entrevista concedida pelo apresentador e comediante Danilo Gentili, do Agora é Tarde, tivemos contato com os criadores de Batima Feira da Fruta, para entrevistá-los aqui  n’O Barquinho Cultural, por isso confira a entrevista abaixo e divirta-se com Bátima e o Robim.

1. Conte nos um pouco de como tudo começou, onde vocês gravavam, quais equipamentos usavam …?

O irmão do Fernando Pettinati voltou dos USA com uma novidade tecnológica jamais vista pela grande maioria da população Brasileira. Ele trouxe um Vídeo Cassete na bagagem e presenteou o irmão. 
Com o vídeo nas mãos o Fernando começou a gravar tudo que passava na TV e uma dessas gravações foi seriado  do Batman. Como o vídeo tinha uma tecla chamada Audio Dub, que mantinha a imagem e você podia alterar as falas, foi ai que surgiu a ideia de redublar o episodio. Utilizamos um Vídeo Cassete JVC 6600, microfone que pegamos de um gravador de mesas e mais nada.
2. Qual o principal intuito de legendar os filmes?
Não fomos nós que legendamos foi algum fã. e não sabemos quem foi.
3. Por que vocês escolheram essa música “Feira da Fruta” como trilha sonora do filme?
Por que o refrão da musica “feira da fruta” remete ao palavrão “filha da puta” e achamos muito legal essa possibilidade de confundir quem ouvia a música.
4.Por que vocês resolveram usar Batima com i? Foi para não haver problemas com o nome Batman, expliquem está história?
Foi  sem querer, o Fernando Pettinati gravou da TV um monte de coisa, novela, propagandas, jornais, desenhos, programa infantil e o seriado do Batman. Como gostávamos muito desse seriado, resolvemos redublar o Batman. O nome Batima foi dado pelos fãs e nós adotamos e chamamos de “Batima”
5. Como vocês decidiram quem seria o Batman e o Robin?
Foi na hora da redublagem o Fernando definiu na hora. “Você presta atenção na fala do Robin e eu na do Batman”. e assim ficou. o restante dos personagens conforme ia aparecendo nas íamos fazendo. Só o comissário que foi meu irmão que redublou.

6. Vocês foram ícones para muitos dubladores, comediantes, atores e pessoas da mídia de hoje em dia, o que vocês acham dessa retribuição que essa galera dá a vocês? 
Não sei se influenciamos pessoas, mas levamos sim um pouco inspiração e alegra à elas.
7. Vocês imaginavam que este vídeo iria ser sucesso até hoje?
Nunca, nem imaginávamos que seria assim, com milhões de fãs. Isso é uma loucura.

8.Vocês pensam em fazer uma dublagem do último filme do Batman, “The Dark Knight”? 
Não, sabemos que isso pode trazer problemas e a redublagem do “Batima Feira da Fruta” é única.
9. Sobre o livro de vocês, já tem data de lançamento, terá fotos de vocês dublando, conte-nos um pouco sobre este livro?
Escrevemos esse livro para retribuir a todos os fãs que nos prestigiam com a suas homenagens e mesmo para aquele que é fãs da redublagem.
Escrevemos o livro com riquezas de detalhes, explicando tudo como foi feito a dublagem.  Modéstia parte ficou muito bacana mesmo. Estamos agora procurando editoras para publicar e distribuir nosso livro ainda não temos data do lançamento. 
Só sei que o lançamento será no programa do Danilo Gentili. Vou mandar para vocês a capa do livro desenhada pelo Eduardo Ferigato.

10. Mas é isso ai, Batima e Robin, deixa os contatos de vocês para que os fãs do ‘Bátima Feira da Fruta’ possa se interagir e continuar o legado da saga Bátima.
Segue o e-mail para falarmos com os fãs do Batima Feira da Fruta >>> batimafeiradafruta@gmail.com

Muito obrigado pela entrevista.

Valeu mesmo.
Grande abraço
Antonio Camano e Fernando Pettinati
Para encerrar a entrevista, claro que não poderíamos deixar de publicar o vídeo, afinal é por causa dele que gerou essa entrevista, então fiquem com ‘Bátima Feira da Fruta’ e se divirta com Bátima, Robin e claro o ‘paiaço’ do Joker, o Coringa.


E ai curtiram a entrevista espetacular que fizemos com os criadores do ‘Bátima Feira da Fruta’?

Então, fiquem ligados que assim que lançar o livro do Antonio e do Fernando, eles irão nos enviar a capa da edição do livro e assim que for lançado no programa Agora é Tarde da Band, com o Danilo Gentili, nós publicaremos por aqui, para compartilhar com toda tripulação do nosso barco.

É isso ai galerinha…
Boa semana a todos e até a próxima

[Caixa de Som] O verdadeiro Rock and Roll ainda vive na geração Y

Três irmãos do interior de São Paulo que escutam o bom e velho Rock and Roll desde que se entendem por gente, então eles resolveram se juntar e formar a banda Rádio 7.

Influenciados por bandas de renomes e consagradas no rock clássico britânico como, The Beatles, The Who, Yardbirds, The Kinks, The Animals e a principal influência dos garotos, Oasis, que marca mais pelo som da banda, das guitarras e pela concepção sonora e artística da Rádio 7.

Os meninos não se iludem com a fama, mantendo sempre o foco no Rock and Roll, na originalidade, ousadia e diferencial, já que hoje em dia não são todas as bandas que conservam isso, ainda mais depois de entrarem no hall da grande mídia, muitos até esquecem do público que os consagrou quando eram alternativos, muito diferente da Rádio 7, em que é grato pelo seu público, por preferirem ir ao um show de uma banda nova, ao invés de uma outra mais conhecida, como comentou o guitarrista e back vocal da banda, Rodrigo Lamonato. “E isso também parte do público. Pra abraçar uma banda nova e menos conhecida, o próprio público quando vem nos assistir, está sendo original, ousado e diferente, pois poderia preferir o show de alguém de mais renome. Seria uma aposta menos arriscada”.

Porém, ainda existem várias bandas fazendo Rock and Roll, mas como comentei anteriormente, muitos acabam deixando a fama subir à cabeça e se esquece se sua origem e seu principal propósito, que é propagar o espírito do gênero musical sempre vivo, deixando a inovação, a criatividade e a essência roqueira em segundo plano, visando somente o lucro, ao invés de passar a mensagem inicial aos seus fãs.
Exemplificando com o relato de Rodrigo sobre o álbum dos Titãs, lançado em 1993, intitulado “Titanomaquia“, em que a banda mostrou sua essência em um disco áspera e pesado, quebrando a cara, mas passando a mensagem, mostrando originalidade e autenticidade do verdadeiro Rock and Roll.

Muitos músicos demoram para obter o reconhecimento e o êxito, pelo processo burocrático que a cultura enfrenta em nosso país, fazendo-o que eles desistam de continuar uma carreira no ramo da música; “… são muitos entraves e necessariamente você acaba caindo na mão de um escritório que lhe fará todo um planejamento e trâmite para aprovação do projeto, mas isso vai te esfolar os bolsos.”, concluiu Lamonato.

Mas não adianta só querer apoio cultural, tem que se empenhar, estudar, trabalhar bastante, para que seja propagado para todo seu público-alvo ou até, ir além dele, projetando sua mensagem e expandindo sua música.

E por falar em divulgar sua música, o Rádio 7 está lançando atualmente sua primeira música de trabalho, “Disco Antigo“, mas o álbum de estreia teremos que aguardar um pouquinho, pois ainda não há previsão de laçamento. Mas incompensação, eles estão com um videoclipe novinho em folha e deram carta branca para lançarmos em primeira mão aqui no site.

Então, sem mais delongas, confiram o primeiro vídeo da banda Rádio 7, que está aumentando seu público  cada apresentação e ampliando seus horizontes a cada dia.

Esperamos que tenham curtido o primeiro videoclipe da banda Rádio 7, que vem propagando o espírito e ousadia do Rock and Roll em pleno século 21, mostrando que as verdadeiras origens nunca morrem.
Confira a mensagem que os meninos deixaram para nossos amigos e navegantes do site, e esperamos nos encontrar na próxima performance da banda.

“Criançada, acho que o som e o clipe falam por si só, mas será uma imensa alegria receber os amigos do site O Barquinho Cultural em nossos shows. Fazemos uma apresentação animada, permeada por alguns clássicos do rock, embora o som seja quase todo ele de músicas nossas mesmo. Ali você terá um apanhado de nossa sonoridade, e voltará pra casa com a nítida sensação de que não são só as gigantes bandas internacionais que tem um show minuciosamente pensado e costurado. O nosso também. Apareçam!”


Para continuar antenados sobre o Rádio 7, se conectem as redes e ao site da banda, lá além de novidades sobre os garotos, como músicas novas, vídeos, shows, etc, vocês ainda irão se divertir bastante.
Se liga ai…

[Total Flex] Entrevista

Ator, cantor, apresentador e um gênio na arte de entreter e inventar. Este é o paulistano gato e muito carismático, Junior Hoffmann. 

Batemos um papo com essa figura de pessoa e ele nos contou um pouco sobre sua vida, carreira, amigos, família, fama e também sobre seu novo trabalho, que estreia em breve nos teatros cariocas.
Então, sem mais delongas e confiram a entrevista que o Junior concedeu a O Barquinho.

1- Vamos começar pelo começo, diga-nos quando você resolveu ser ator e como seus amigos e familiares respondeu a essa sua atitude de seguir a carreira artística?

   
    Comecei bem cedo, quando era muito criança (uns 5 anos mais ou menos)  meus pais me levaram para o circo, alí tive meu primeiro contato verdadeiro com a arte, logo após isso comecei a frequentar bastidores de uma emissora de TV que ficava no quarteirão ao lado da minha casa e quando percebí, já tinha decidido a profissão que seria uma das grandes bençãos da minha vida. Infelizmente nunca tive o apoio de minha família, precisei batalhar a todo custo por conta própria, foi difícil, mas com o tempo fui conquistando alguns trabalhos e oportunidades, com isso a família precisou entender a profissão que havia escolhido. Com os amigos a coisa aconteceu ao contrário, em todos os momentos fui (e sou) incentivado a seguir adiante, o apoio que recebo deles me dá uma força extra para seguir adiante nessa carreira tão difícil pois além de ator, também sou cantor, apresentador e danço hip hop profissionalmente por aí… enfim, são diversas carreiras a serem administradas e o apoio de todos com certeza é fundamental.
2- Qual foi a sua primeira performance no palco?
    Foi exatamente na vez que fui para o circo pela primeira vez, durante o espetáculo me escolheram para subir em cima de um cavalo para cavalgar em pé enquanto o próprio percorría o picadeiro,rs… claro que eu estava amarrado numa corda e nos primeiros galopes do cavalo eu caí e fiquei pendurado rodando em circulos olhando pra cara de todo o público que estava lá kkkkkkk. Alí considero meu primeiro momento num palco, profissionalmente foram anos mais tarde num palco de teatro mesmo, em minha primeira peça.
3- Você acredita que o Brasil precisa incentivar mais no nicho cultural? O que você acha da relevância que o país dá à cultura?
    Na verdade eu acho que o Brasil precisa evoluir a identidade que já tem, esse negócio de “país do carnaval” já deu o que tinha que dar, temos MUITO mais o que apresentar e acredito que temos um potencial gigantesco para ser referência de arte no mundo todo. O Brasil incentiva e investe na arte, mas precisa dar passos mais importantes e criativos nesse sentido, afinal nossa criatividade é conhecida pelo mundo todo mas não é seriamente explorada. Pena.
4- O que você acha que o Brasil poderia fazer para relevar mais a cultura, as qualitativas?
    Precisamos entender mais o poder que temos, a verdade é essa. Tem muito dinheiro nesse país, muito investimento rolando solto… é preciso que surja alguém, algum empresário que definitivamente saiba enxergar a frente de seu tempo para fazer a diferença e conseguir, enfim, disseminar nossa arte e cultura positivamente para o mundo todo.     
5- Você está em uma nova peça, onde você faz o Lobo Mau, certo?! Conte-nos um pouco sobre ela e convide nossos navegantes a conferir o espetáculo.
 Fiz 2 temporadas em “Porquinhos o Musical”, estamos entre os 3 melhores infantis do Rio de Janeiro, é um grande espetáculo com músicas ao vivo nos ritmos de blues, jazz e rock, o elenco é composto por grandes atores/cantores, os figurinos, cenários, produção e direção dão um show a parte. Estou muito feliz com esse projeto, a peça é um sucesso, assumo o papel do lobo mal roqueiro, o que pessoalmente me deixou muito feliz pois o rock é minha praia total. Em breve voltaremos com mais uma ótima temporada e venho na redação para dar alguns convites para vocês sortearem para  a galera aqui no site, será um prazer encontrá-los por lá.

(Vocês leram o convite do Junior para a nossa tripulação, né? Então vamos aguardar, pois em breve rola sorteio aqui em nosso Barquinho.)

6- Para finalizar, de um dica para aqueles atores que estão começando agora, mas tem pouco incentivo e muita vontade de trabalhar na área, para que eles possam progredir e prosseguir na carreira.
   O mais importante é saber se REALMENTE vocês querem seguir nessa carreira de VERDADE… a fama, o glamour e a “vida fácil” não passam de uma grande ilusão, os bastidores não são tão descolados como aparece na TV, a carreira exige muito estudo e seriedade… aqueles que só aspiram pela fama não duram muito tempo, é preciso dedicação, pé no chão e, principalmente, saber que Deus está no controle de TUDO. É uma carreira marcante para quem tem disposição, caráter e força de vontade. Nunca me arrependí de ter entrado, apoio e incentivo todos aqueles que pretendem fazer desse trabalho incrível algo que vá acrescentar na vida das pessoas.

Agora é aguardar para mais uma temporada no teatro deste talento nato das artes brasileiras e esperar para que essa peça saía logo em turnê, para que não só os cariocas, mas todo o Brasil fique ciente do trabalho do Jú.

Para mais informações sigam o Junior no Twitter e ganhe mais que um ídolo para admirar.
Twitter >> @JuniorHoffMann

[Caixa de Som] A música fala mais alto

E aí, “galerinha musical”, estavam com saudades da nossa caixinha de som?
Eu estava morrendo de saudades e contando os dias para ligar a nossa caixinha!
Apesar, vocês sabiam que cada semana buscamos vascular o melhor no mundo da música, exclusivamente para trazer aos nossos tripulantes em O Barquinho Cultural?!?

Como hoje, entrevistamos um cara fera nas pick ups e super atualizado no que anda tocando nas rádios do mundo inteiro.
Conversamos um pouco com DJ Moa, e eles nos contou um pouco sobre sua formação, carreira, tendências musicais para 2012, além de nos dizer, o que ele anda escutando em seu tempo livre, entre outras coisinhas mais.
Portanto, se eu fosse vocês se ligavam nas dicas deste cara e também na entrevista que Moa concedeu ao nosso barquinho.
Aperte o play, pois a música está no ar.

1. A quanto tempo você é DJ? E qual a sua formação acadêmica?

Sou DJ a 23 anos, comecei tocar no final da década de 80, em 1989. Minha formação é um curso incompleto de economia, não era o que eu queria, tranquei a matricula e não voltei mais.
2. Você já morou fora algum tempo, você acredita que o mercado no exterior é melhor ou pior, do que aqui no Brasil?

Morei por 9 anos no Japão , o mercado é igual em qualquer lugar, existe a concorrência, onde se sobresai aquele que tem um diferencial, só que o que notei no Japão é tanto as pessoas como as empresas e empresários são muitos fiéis uns aos outros, se você fizer um bom trabalho, sempre terá um retorno, agora no meio musical, não muda muito, geralmente nem sempre o melhor esta em evidencia, e sim o que tem um cartucho, um bom empresário e relacionamento no mundo musical.
3. O que você acha da rotulação de música pop no Brasil, vale a pena, ou na verdade temos mais talentos escondidos, do que a grande mídia mostra e divulga para o mundo?

Tem muita gente de talento e boa que não tem a oportunidade e vive no anonimato, o que falta é a tal da oportunidade, agora na minha opinião a musica Pop do Brasil é o sertanejo, é a musica que o povo gosta. Hoje em dia é o que mais vende CDs e DVDs, e que enchem casas de show de todo país, muitas casas tocam música eletrônica em um ambiente e sertanejo em outro, dependendo da cidade o empresário não pode fechar os olhos para isso, senão cara quebra.

4. Apesar de ser DJ e quando você está trabalhando deve manter parcialidade, qual é seu estilo
favorito?

Sim o trabalho do DJ é animar o público e tocar o que as pessoas querem ouvir, o que eu quero ouvir e as minhas preferencias ouço no carro , em casa, meu Estilo preferido sempre foi a House Music, que tem suas variações Progressive, Electro, Dutch, Tech, Disco entre outros, mais já toquei muito Hip Hop e R&B no Japão.

5. Diga-nos uma música que não sai do seu iPod atualmente …
Gosto de músicas que tem um vocal, e hoje umas das musica que gosto muito de ouvir no meu iPod é uma produção que tem participação nacional, Antonio Eudi, Diego Miranda – Feat. D´Queen.
6. Música para você é …
Terapia, alegria, descontração, trabalho e vida, sempre digo aos amigos, música pra mim corre nas veias, esta sangue.

7. Qual música você acha que poderia ser o hit de 2012?

Gotye Feat. Kimbra – Somebody That I Used to Know


Quem curtiu a entrevista do DJ Moa e quiser bater um papo sobre música ou então, quer convidá-lo para animar a sua festa, segue abaixo as sites e redes sociais dele. Com certeza, você irão ganhar mais do que um contato profissional, mas um amigo.
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É isso ai pessoal, desligando a minha caixinha de som e até semana que vem, com alguma novidade do mundo música.Patricia Visconti

[Cantinho Literário] Entrevista

O Cantinho Literário, está bombando e pensávamos que essa editoria não iria muito longe, mas aqui estamos com mais uma entrevista, que dessa vez é o escritor e professor de filosofia, Renato Pessoa, 26 anos, ele é um jovem escritor nascido em São Paulo, mas um cearense de coração.
Então, sem mais delongas vejam a abaixo a entrevista que o Renato concedeu à nosso site O Barquinho Cultural.

1. O que é ser literário para você?

Escrevo porque preciso, constantemente, me justificar no mundo. Viver não basta. Viver, aliás, é muito pouco. É preciso inventar. A dimensão do literário, assim como qualquer outra dimensão da arte, serve-me para enganar um tanto a morte, desfazer um pouco a banalidade de estar vivo. Ser literário é a maneira mais proxima que eu tenho de projetar um sentido de estar no mundo.
2. Conte-nos um pouco sobre sua carreira literária. 

Comecei a escrever muito cedo, ainda na nascente adolescência, quando conheci a obra de Fernando Pessoa, de Ferreira Gullar e o Romance de Graciliano Ramos. Autores até hoje muito caros à minha formação literária. Meu primeiro livro, de poemas, eu o escrevi em 2002, chamava-se NA DISPERSÃO DAS HORAS, e não cheguei a publicá-lo, dado a evidente imaturidade da obra. A poesia sempre foi minha estima, uma constante em minhas experimentações linguísticas. Em 2011 publiquei O CORPO ARCAICO, uma espécie de antologia, com poemas de diversas fases de minha produção, o que resultou em um livro plural, com poemas, muitas vezes, distintos entre si em forma e contéudo. Este ano publiquei SOLIDÃO SINGULAR, escrito em nove meses, e um tanto mais coerente e limpo em relação ao CORPO ARCAICO.
3. Qual a sua maior maior inspiração como escritor?

A vida, naturalmente. A vida e o que há de mais belo e triste nela. Suas frestas, suas lacunas, seus excrementos. Mas também suas curas, suas vitórias, seus deslimites. Um artista, qualquer artista, tem a vida como matéria suprema. Podemos fugir da morte. Basta escrever um bom romance, pintar um bom quadro, compor uma música, fazer cinema, ser mártir. Da morte, já sabemos, há salvação. O que não podemos fugir, de modo algum, é da vida. O que me encanta e o que me estranha, é a vida. Ela mesma, em si, como obrigação de tudo animar. Só a vida é urgente. E, como vivente e escritor, estou condenado a ela.
4. Arte e literatura, o que isso significa para você?

Ferreira Gullar uma vez disse que a arte existe porque a vida não basta. Compartilho com ele a mesma noção. A literatura e a arte – embora eu não perceba nenhuma diferença entre ambas – existem porque a vida é pouca, e não basta.
5. Você acha que as escolas de ensino fundamental e médio, estão fraquejando no ensino literário.
O que falta para reverter essa situação? 
Como professor de filosofia tenho observado, na prática, a apatia e a indiferença de muitos alunos com a leitura, sobretudo dos clássicos. No entanto, é um mito dizer que nossos jovens não leem. Nunca se vendeu e produziu tantos livros para jovens, nunca os best-sellers foram tão cultuados e consumidos por jovens. isso virou uma indústria imensamente rentável. O que ocorre, porém, nas escolas, é que, em muitos casos, o ensino da literatura é mecanicista, que precisa seguir um roteiro específico, um conteúdo programático engessado, que segue o mesmo padrão programático das demais disciplinas, isto é, a finalidade é apenas projetar o aluno de uma série a outra, burocratizando o precesso de aprendizagem. É necessário, portanto, um ensino da literatura cujo fundamento seja o despertar para a leitura, ou antes, o urgente exercício crítico que é o ato de ler e decodificar o mundo através das palavras e dos conceitos. É preciso também uma política pública de incentivo cultural, criando uma nação de leitores. No Brasil ainda se discute a importância da leitura, quando, na verdade, deveríamos estar discutindo a qualidade. Precisamos mudar essa paisagem. E a mudança deve começar dentro da escola, portanto, mudando a perspectiva que a educação estatal entende a literatura, isto é, a situação só mudará, de fato, quando a literatura for entendida, dentro das escolas, como uma atividade artistica cuja função é o deleito e o senso crítico, e não como mera matéria de um programa escolar obrigatório.
6. Para você, ser escritor no Brasil é valorizado, ou deveria haver mais incentivo a esta profissão?

Creio que ser escritor, no Brasil, já foi menos valorizado. Nos últimos anos os editais, os inúmeros prêmios literários, o acompanhamento da mídia, demonstram que, ao menos agora, podemos respirar um pouco um certo otimismo. Mas falta muito. O Brasil é, historicamente, um país de poucos leitores, e, embora essa realidade venha mudando, ainda resta muito a discutir, a sugerir, a demandar. 
7. Uma frase que te defina. 

“Nada de poder, um poquinho de saber e o máximo possível de sabor” (Roland Barthes)
8. Um pensamento para finalizar. 
Deixarei, naturalmente, um pequeno poema do meu novo livro.
MALABARISMO 
O poema é um pássaro 
que galopa no ar
sem sair da terra. 
É isso ai pessoal, espero que tenham gostado da entrevista do jovem escritor Renato Pessoa, que graças ao João Gomes, dono do blog “Lugar do Leitor“, conhecemos um pouco do trabalho do Renato e ai tivemos a oportunidade de convidá-lo para a entrevista no nosso Cantinho Literário, afinal, este site é para apresentar caras novas da cultura e é isso que queremos mostrar a nossos leitores.
Boa leitura e semana a todos
Por: Priscila Visconti<a a="" href="http://twitter.com/pii_littrell&quot; priscila="" visconti

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