[Caixa de Som] ENTREVISTA

Um brasileiro que tentou a sorte no exterior para fazer o que mais gostava na vida, essa história pode ser confundida entre milhares.
Mas não estamos falando de qualquer pessoa, e sim de um artista, politizado, cheio de novas ideias e posicionamentos, fã de Led Zeppilin, Renato Russo e Nirvana.
Esse é Anderson Rock, um brasileiro que faz rock nacional nos Estados Unidos.
Mas porque ele precisou ir até os EUA para seguir sua carreira e ainda cantar em português. O próprio Anderson conversou com a gente e explicou tudo isso, e muito mais por aqui.

Sem mais delongas e confira a entrevista que esse grande músico, politizado e super simpático.

1. Quando e como surgiu essa sua paixão pela música? E quais suas principais influências? Conte-nos um pouco sobre sua carreira.
O primeiro disco que ouvi foi “No Player for the Dying” do Iron Maiden, me enlouqueci. Lembro que quando ouvi o Led Zeppelin III, fiquei impressionado como uma banda conseguia fazer músicas tão diferentes umas das outras, com tanta técnica. Mas as letras eu não gostava. Eu sempre preferi as letras do Renato Russo, do Cazuza, do Lobão, do Humberto Gessinger. Então minhas influências são esses todos + Guns and Roses, Nirvana, Legião Urbana. Essas são as principais.
Minha carreira ficou séria aqui nos Estados Unidos (onde vivo desde 2002) quando lancei meu primeiro disco pelo selo NIMBIT.
Agora tenho planos de levar esse “novo rock” pro Brasil muito em breve.


2. O que seria o rock inteligente para você?
O problema do Brasil é o seguinte:
1) A maioria do povo quer música pra dançar.
2) A maioria do povo quer aparência, artista bem vestido, com o corpo bonito, letras/qualidade musical ficam em segundo plano.
3) A maioria dos artistas são manipulados por empresários que querem dinheiro. Os artistas querem fama.
A corrupção dos vermes de gravata é dinheiro ROUBADO de todos. E as pessoas morrendo nas filas dos hospitais? E as leis frouxas que existem no Brasil que nego mata e não fica preso? Artistas de qualquer ritmo teriam OBRIGAÇÃO de tocarem nesses assuntos. Posso esperar isso do Restart, do Luan Santana ou do Funk?
Talvez Rock Inteligente seria falar nesses assuntos, de vez em quando, pra não ficar chato tbm. Os artistas falam que amam o público, fazem coraçãozinho S2 e na verdade, foda-se o povo! Tudo hipocrisia.
3. Como é viver em um outro país, mas mesmo assim cantar sua língua mãe?
Viver nos Estados Unidos tem o lado bom e o lado ruim, como viver no Brasil. Eu vim aqui trabalhar e não tenho grandes ilusões como a maioria das pessoas tem com a Times Square. Americanos querem vender. Brasileiros querem ser felizes e se emocionar. Nao vejo sentido um americano cantar pagode em português
carregado de sotaque. Seria a mesma coisa eu cantar em inglês. Apesar de depois de 10 anos vivendo aqui eu penso em inglês.
4. Você acredita que o rock nacional está deixando se levar por modinhas de “ie ie ie” ou “la la la”?
Estou fora do Brasil há 10 anos e não sei direito o que rola ai. Eu escuto bandas clássicas e bandas underground daqui dos Estados Unidos. Talvez, por isso uma parte grande do público acha meu trabalho original. Não sigo modinhas.
5. Fala uma banda do cenário atual que representa bem o velho e bom Rock n’ Roll? (de preferência nacional)
Nacional? Espero que ANDERSON ROCK (rsrsrsrs) Obrigado pela entrevista, espero ver vocês em breve no Brasil.

É isso ai galera, esperamos que vocês tenham curtido e também que logo o Anderson venha propagar seu som por aqui, afinal brasileiro tem que fazer sucesso no Brasil também né?!

E não só lá fora!
Curta ‘Gosto de Você’, música incluída no repertório do Anderson:


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Até a próxima.
See ya…

Cantinho Literário

Para quem é curioso e quer saber o mundo habitual de todos e o porque do autor escrever um livro sobre o cotidiano das pessoas, não pode deixar de ler “O Evangelho dos loucos”, do jovem autor Gabriel Viviani, um paulistano com seus trinta e poucos anos, que apesar de jovem, tem uma grande bagagem literária e grandes influências nesta área.
Então, confiram a entrevista do Gabriel nos concedeu esta semana e conheça um pouco deste amante por literatura, sobre suas obras e suas influências.

1. O que é ser literário para você?

No meu caso, é quase uma obsessão. Não posso dizer que a literatura tenha sido uma escolha na minha vida, que decidi ser escritor num determinado momento. Não. A literatura se impôs, e, em muitos sentidos, é apenas como escritor que eu consigo imaginar a mim mesmo. A vocação literária me domina inteiramente, e eu não saberia viver sem ela.
2. Arte e literatura, o que isso significa para você?

Literatura é, ou deveria ser, arte. Mas, em muitos aspectos, o caráter artístico da literatura tem sido desprezado, e as obras estão, cada dia mais, se adaptando às necessidades do mercado. Há claramente um processo de mediocrização da literatura. E as próprias editoras têm colaborado com isso, optando pela publicação de obras mais simples, mais palatáveis ao público, e evitado publicar outro tipo de literatura mais sofisticada.

3. Você acha que as escolas de ensino fundamental e médio, estão fraquejando no ensino literário? O que falta para reverter essa situação? 

A questão do ensino da literatura no Brasil é a questão do ensino como um todo. Quais os objetivos da educação brasileira? Querem formar os alunos para que sejam bons cidadãos ou para que sejam bons profissionais, adequados às necessidades do mercado. Mas isso é errado, tanto no que diz respeito à visão ideológica dessa pedagogia quanto à visão mercadológica, digamos assim. Quando os pedagogos formam bons cidadãos ou quando formam bons profissionais, estão usando o ser humano como instrumento, como meio de transformação social, e não como finalidade em si mesmo. O objetivo da pedagogia deve ser a formação do ser humano! Educá-lo para que a sociedade seja mais justa ou o mercado mais eficiente é usar o indivíduo como ponte para se alcançar objetivos paralelos. Observem também que, quando entramos especificamente no âmbito do ensino literário nas escolas, percebemos que os alunos são constantemente incentivados a se expressarem, ou seja, a pedagogia toda é alicerçada na ideia de que o aluno deve aprender a “ter voz”. Eis outro equívoco! A grande necessidade hoje é a formação de leitores e não de autores. Os autores, quando são verdadeiramente autores, acabam encontrando o seu caminho, e não é dentro das escolas. Contudo, onde estão os leitores? Onde estão as pessoas com formação suficiente para ler e compreender as obras de Goethe, por exemplo, em comparação com as de Thomas Mann? Isso quase não existe no Brasil. 
4. Qual a sua maior maior inspiração como escritor?

Há alguns autores que me influenciaram bastante. O poeta Bruno Tolentino, por exemplo, com quem tive um contato mais próximo. Outros escritores, como Hermann Hesse e Sándor Márai também foram importantes para a minha formação como escritor.
5. Conte-nos um pouco sobre sua carreira literária?

O Evangelho dos Loucos é o meu primeiro romance. Escrevo desde os treze anos e, deste modo, estudei e pratiquei bastante a literatura. Mas só me senti inteiramente seguro para publicar depois de ter completado trinta anos.

6. Seu livro é o “Evangelho dos Loucos”, você acredita que as pessoas que moram em grandes metrópoles, tem um pouco de louco?

Talvez. As metrópoles tem um ritmo diferente e, de certa forma, é mais difícil conservar as raízes familiares vivendo em cidades grandes. As pessoas são mais individualistas, vivem mais para si… É aquela história: você está rodeado por milhões de pessoas e, ao mesmo tempo, está sozinho! Situações semelhantes a essas podem gerar patologias mentais, podem realmente induzir a certos estados de loucura. Quanto ao meu romance, O Evangelho dos Loucos, o protagonista chega mesmo a imaginar a possibilidade de ter enlouquecido. Este um é dos medos mais medonhos que podem ac vocometer o ser humano! É terrível! Contudo, o Glauco Valentim (nome do protagonista), termina conhecendo outro tipo de loucura, a santa loucura, e é precisamente essa que acaba por salvá-lo. 
Para mais informações sobre o livro “Evangelho dos Loucos” e também para ter contatos com o próprio autor, acesse seu site oficial e também as redes sociais de Gabriel.
Twitter @GabrielViviani_
Bom é isso ai, esperamos ter gostado dessa entrevista, que foi a primeira vez fizemos algo desse tipo, aqui no Cantinho Literário..
Boa semana a todos e bom leitura